Alguns anos atrás nascia, no interior de São Paulo, uma menina comum. Caçula temporã de quatro filhas, que sempre gostou de ler, de escrever e de conversar, mas que sempre se sentiu mais à vontade com a palavra escrita do que com a falada. Que viveu com um pé lá outro cá, o que fez dela uma prudentina-paulistana. Que estudou publicidade, mas depois de um tempo abandonou a carreira e mudou de rumo. Que hoje trabalha como tradutora freelancer e em breve voltará à faculdade para cursar letras ou uma pós em tradução, quem sabe. Que sempre gostou de crianças e sempre quis ter filhos - vocação esta denunciada pelas brincadeiras de casinha na infância, pelas corujices dedicadas aos sobrinhos, pela capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, pela criança que nela reside e que vira e mexe dá as caras.
Aí, aquela menina comum virou mãe. De um menininho lindo, tagarela e peralta, o filhote mais lindo do mundo. Uma mãe também comum, real, que erra tentando acertar. Uma mãe constantemente aprendiz.
A Mãe do Bento.
Há 8 horas


