26 de abril de 2012

3 anos

imagem We Heart It

Meu pequenino,

Hoje você completa 3 anos.

Três anos podem ser muito tempo, quando se espera que passem, quando se espera que venham, quando se espera que bastem.


Três anos podem ser pouco tempo, quando pensamos em tudo o que há por vir.

Três anos podem ser uma vida.

Três anos é toda a sua vida até hoje. É o período compreendido desde o dia em que nasceu até esse instante. É o marco de todos os segundos que você está conosco. É importante para você, mas também é muito para mim. Porque é a divisa entre uma vida comum antes de você chegar e um cotidiano de sorrisos, brincadeiras, peraltices e amor.

Que venham muitos e muitos outros anos pra você, meu amor. Que você cresça, corra, brinque, sorria, gargalhe, chore, caia, se levante. Que você aprenda, questione, ouça, leia, sinta. Que você descanse, respire, pule, voe, sonhe, viva. 

Que você seja você, sempre.

Que você se lembre que estou aqui. Que você sempre sinta meu beijo de boa noite, minha mão segurando a sua, meu colo pronto para te receber. Que você saiba que te amo mais que tudo.

Feliz aniversário, pequenino.

Com amor,
Mamãe.

20 de abril de 2012

O primeiro amor

Tempos atrás, contei que Bento brinca na escola mais com as meninas do que com os meninos. No post até fiz uma brincadeira, mas ele realmente comentava mais sobre as meninas, dizendo que tinha brincado com uma, que outra levou tal brinquedo, que outra foi de boné para a escola.

Aos poucos ele foi fazendo amiguinhos e passou a mencionar também os meninos. Aprendi o nome de alguns, descobri que Bento acha o máximo o chinelo de um deles, que outro fez bolinhas de massinha pra ele e que outro o ensinou a brincar de lutinha.

Mas uma menininha é especial para ele. Desde os primeiros dias na escola, Bento gostou dela. Conta que brincou com a garotinha, que sentou perto dela na educação física, que o tênis dela é rosa, ou que ela não tinha ido à escola naquele dia. Ele e ela são quase sempre os primeiros a chegar à escola, e eu e mãe dela sempre conversamos um pouquinho antes de nos despedirmos das crianças.

Daí que, outro dia, soube pela mãe que os dois tinham dançado juntos, de mãos dadas, na aula de música. E que a menininha também fala dele na casa dela (e que o pai dela quer saber quem é esse tal de Bento). Os dois realmente se dão bem e parecem brincar bastante juntos.

Dias se passaram. Bento seguiu comentando cada vez mais sobre os amigos meninos e as brincadeiras que aprende com eles. Vez ou outra comenta sobre as meninas e conta alguma coisa. Até que...

Chego à escola e a amiguinha preferida já está lá. Bento, como sempre, corre para falar oi para ela e a mãe. Quando me aproximo, a mãe dela diz:

"Filha, conta para a mãe do Bento o que ele te falou ontem"

Pensei, caramba, lá vem arte... Mas a menininha não quis falar, ficou com vergonha. A mãe insistiu. A menininha virava o pescocinho e dava um sorrisinho tímido. Nada. Então a mãe contou que Bento se aproximou e disse baixinho, no ouvido dela... "te amo"!

Pausa para a mãe do Bento respirar.

Pausa para o play na trilha sonora


E achei tãããão fofo!!

Perguntei à menininha se ela tinha gostado, e ela fez um sim tímido com a cabeça. Diz a mãe que ela gostou mesmo e contou para todo mundo (e já imagino a cara do pai!).

Então perguntei ao pequeno:
"Filho, você falou te amo para ela igual à mamãe fala pra você?"
E ele confirmou: "é..."

Aos quase 3 anos, meu filhote conseguiu pura e simplesmente verbalizar um sentimento inocente e doce. Sem qualquer conotação de namorico (que, aliás, acho totalmente despropositado em crianças), ele quis dizer do seu jeitinho que gosta de brincar com ela, gosta da companhia e das bagunças que certamente fazem juntos.

E esse foi o primeiro amor do meu pequeno. Uma menininha linda, doce e tímida da escola.

Quer dizer, segundo amor né, porque o primeiro sou eu.

18 de abril de 2012

Os medos e a imaginação

Um pouco antes de fazer 2 anos, Bento manifestou seus primeiros medos. Em geral se assustava com barulhos altos (trovões, fogos de artifício, motos na rua, máquina de lavar roupas) e nos abraçava ou corria para perto da gente. Aos poucos, esse primeiro medo se dissipou. Mas, conforme vai crescendo, outros vão surgindo. E dois deles agora se destacam: medo de certos bichos e de seres imaginários.

Bichinhos como aranhas e formigas são os que mais o assustam. Também já falou temeroso sobre cobra, que ele viu num livro. Não é algo assim apavorante, mas o incomoda. Outro dia ele estava no banho e falou que tinha uma formiga na perninha. Não tinha nada, verifiquei várias vezes. Passei a bucha na perna e ele disse que a formiga tinha ido para a outra. Então entrei na brincadeira e aproveitei para lavar o corpinho todo, dizendo "sai formiga!". O medo passou e filhote ficou limpinho.

Engraçado que ele não teme bichos alados. Borboleta, abelha, mosca, mosquito, qualquer coisa que tenha asa. Até se interessa, quer ver de perto, pegar. Mas aranha e formiga ele não gosta muito. Até que, em uma sacolinha que ganhou de lembrança de um aniversário, veio uma aranha de plástico. E ele curtiu brincar com ela.

Daí que o receio de bichinhos passou e veio o medo de seres imaginários.

Já usou "monstro" e "fantasma" em suas brincadeiras, mais como um motivo para correr e se esconder. Nunca demonstrou medo real, mas usa a imaginação para incrementar o pega-pega e o esconde-esconde. Não sei se aprendeu com algum amiguinho ou inventou sozinho, mas os seres imaginários começaram a participar de suas brincadeiras.

Mas entre monstros, duendes, fantasmas e qualquer outros seres fantasiosos, o que realmente lhe deu medo foi... o lobo. Ele conhece a história dos três porquinhos e da chapeuzinho vermelho. Sabe que em ambas o lobo é "mau". Acrescente a isso o fato de o cachorro selvagem ter muitos dentes, querer comer os porquinhos, perseguir a chapeuzinho e efetivamente comer a vovó... e temos um menininho assustado. Em uma noite dessas ele, que já dormia há pelo menos 2 horas, levantou e veio me procurar na cozinha ainda meio dormindo, mas entre lágrimas: "o lobo mãe, o loooobo!". Mostrei que não tinha lobo ali, "espantei" o lobo com minha mão dizendo "sai lobo, vai embora!", fiquei com ele até que dormisse de novo. E passou.

As crianças podem demonstrar medo de várias coisas, reais ou abstratas. Por aqui já passamos pelo medo de barulhos em geral, de fogos de artifício, do Papai Noel, do pediatra. Dois textos interessantes sobre medos infantis eu encontrei aqui e aqui. O medo faz parte do crescimento, sendo demonstrado com mais frequência em momentos mais frágeis, como durante o sono. Achei interessante esse trechinho sobre medos comuns em crianças de 3 a 5 anos:

"Fantasias assustadoras, como monstros e fantasmas. É a fase da imaginação fértil, que pode se intensificar na hora de dormir. Ela acontece por causa do desenvolvimento da massa cinzenta. Vale lembrar que a capacidade de imaginação aumenta à medida que ocorre o desenvolvimento biológico do cérebro" (daqui)

E como reagimos a isso e ajudamos os pequenos? Acho importante não menosprezar o medo, não dizer que "não é nada". Para a criança aquilo é importante sim, está assustando, atrapalhando o sono, incomodando de alguma forma. Minha primeira reação foi mostrar que o ser assustador não estava ali, acender a luz, mostrar o ambiente. Mas percebi que o que funciona melhor é entrar na fantasia dele e espantar o temor: dizer "sai formiga!", "vai embora lobo!"; agitar as mãos como se estivesse enxotando o inimigo, mandá-lo embora. E acalentar, abraçar, ficar com o pequeno até o medo passar. Medos são muito comuns e outros virão, muitas e muitas vezes. E eu quero que ele saiba que pode contar comigo para enfrentá-los.

16 de abril de 2012

Blogagem coletiva: Infância e Consumismo

Semana passada rolou a blogagem coletiva sobre Infância e Consumismo e eu não consegui escrever meu post a tempo. Mas esse é um assunto tão importante que queria me manifestar mesmo após a blogagem, contando um pouco como eu lido com o tema por aqui.


Eu sou tradutora de inglês, trabalho com isso já há alguns anos. Mas, antes de ser tradutora, sou publicitária. Cursei faculdade de publicidade, trabalhei em agências de propaganda, no departamento de marketing de uma multinacional e em um portal na internet (que nem existe mais). Deixei a área há 6 anos, mas conheço um pouquinho do lado de lá.

Na faculdade, estudamos vários casos  de marketing e publicidade, denominados na área como "cases". Analisamos tanto os cases de sucesso como os controversos, os equívocos, os tiros que saíram pela culatra. Alguns dos cases mais polêmicos são os relacionados à publicidade direcionada ao público infantil. Os que vou citar aqui são antigos e famosos, é possível que muita gente se lembre:

- Tesourinhas do Mickey, comercial de 1992 - trazia uma criança brincando com a tesoura e repetindo incessante e repetidamente: "eu tenho, você não tem". Era veiculado em duas versões, um com um menino, outro com uma menina. O caso mais clássico de propaganda abusiva e inadequada para crianças. Para ver o comercial, clique aqui e aqui.

- Chocolate Batom, também de 1992 - um menino segurava o chocolate preso como um pêndulo, brincando de hipnotizar a "amiga dona-de-casa" dizendo "compre batom, compre batom". Para ver, clique aqui.

- Comerciais de uma marca de cerveja, veiculados em 2001, com uma tartaruguinha e um siri. Os animais provocavam os seus companheiros de cena humanos, disputando com eles o produto. A tartaruga até fazia dribles de futebol, em uma alusão à famosa paixão nacional. Um deles mostrava inclusive a tartaruga bebendo a cerveja. Para ver o comercial com a tartaruga, o caminho é aqui. Já os do siri estão nesse link. O sucesso foi tanto que gerou mais vários outros comerciais, criando uma série.

O comercial da tesoura teve a veiculação proibida pelo absurdo explícito de incentivar o consumo puro e simples, apelando para a disputa, para o ser melhor que o outro por possuir um objeto que aquele não possui. Já os comerciais da cerveja também foram muito comentados, mas por associar bebida alcoólica a animais humanizados, o que fez com que crianças atentassem ao comercial.

Todas essas propagandas são antigas, de uma época em que não se questionava tanto o consumismo e a ética como hoje. Mas são exemplos que retratam bem onde a publicidade pode chegar. É fato que os órgãos, agências e veículos de comunicação estão mais atentos às peças que aprovam, e acredito que muito disso se deva ao posicionamento da sociedade. A partir do momento em que vemos uma mensagem abusiva e fazemos barulho para que ela pare de ser veiculada, nossa sociedade evolui. Mas temos muito a melhorar ainda.

Por exemplo, em casos nos quais não estamos falando de publicidade em mídias, mas do consumismo em nosso cotidiano. Dia desses fui passear com Bento em uma livraria e, na volta, passei em uma farmácia. Enquanto eu aguardava o balconista buscar o medicamento que solicitei, Bento brincava com shampoos, um deles em formato de carro. Já ciente de sua paixão por carros e sabendo que ele estava mesmo precisando de shampoo, aceitei levar o produto. O balconista, esperto, viu a oportunidade de venda e me ofereceu o kit, com shampoo e condicionador, cujo recipiente também vinha em formato de carro. Até perguntei o valor, mas agradeci e recusei. Ele insistiu e, ao ver Bento, pegou o kit e o chamou para mostrar o produto. Aí meu sinal interno tocou: peralá, oferecer um produto a uma criança? Óbvio que ele iria querer e me pediria para comprar, mas quem decide a compra sou eu! Não deixei, coloquei minha mão na frente e disse "não, oferecer a ele não! Pra mim tudo bem, mas pra ele é sacanagem!".

O consumismo está tão enraizado em nosso cotidiano que muitas vezes nem percebemos sua influência. Nesse exemplo da farmácia ficou bem claro para mim como as pessoas muitas vezes nem se dão conta que  estão submetendo crianças a uma decisão que não cabe a elas. Vi no balconista uma feição de espanto, surpreso com minha reação em impedir que ele oferecesse o produto ao meu filho. Tenho certeza que ele deve ter feito a mesma coisa em outra ocasião sem receber reprovação de pais.

Como qualquer criança, Bento pede. Às vezes é um brinquedo de algum amiguinho, um doce, um petisco no mercado. Mas procuro frear, dar limites, para que ele entenda que nem sempre terá o que pede. Nem sempre posso comprar, nem sempre aquilo que ele quer é adequado a ele, àquele momento ou aos nossos valores. Nem sempre podemos ceder. Quando as coisas são oferecidas e concedidas de forma desenfreada, sem filtro, perdem o valor.

Bento assiste desenhos, já tem até seus preferidos. Mas da tv aberta, o único canal que ele assiste é Cultura. Ele adora Cocoricó, desde bem pequeno. Já da tv paga, o que ele assiste é NickJr, canal de desenhos que simplesmente não veicula propaganda - os intervalos entre os desenhos são preenchidos por clipezinhos das próprias atrações do canal. A quantidade de propaganda exibida entre os desenhos na maioria dos canais, mesmo da tv paga, é absurda. Insuportável. Por isso, o DVD reina absoluto por aqui. Para falar a verdade, a tv tem tempo determinado para ficar ligada aqui. Não gosto de tv ligada o tempo todo, acho perda de tempo e disperdício com o que se poderia aproveitar fazendo outras coisas.

Em resumo: não sou contra a publicidade, mas a favor do bom-senso e da ética. Não sou contra oferecer um produto e enfatizar seus benefícios, mas a favor de que isso seja feito ao público adequado, aquele que vai efetivamente colocar a mão no bolso. Apelar para desejos (reais ou não) e comportamentos de crianças, principalmente dizendo a elas, de forma explícita ou implícita, que ela é melhor/ mais bonita/ mais legal/ mais qualquer coisa porque tem aquele produto, isso sim eu sou contra. E, por fim, procuro cuidar para que meu filho entenda o valor real das coisas, que na maioria das vezes nem é monetário. Um objeto simples escolhido e comprado com amor vale mais do que um objeto caro e vazio. Assim como uma tarde de brincadeiras e passeios vale muito, muito mais para ele, do que qualquer objeto que venha numa caixa.

11 de abril de 2012

Anti-beijos

Ultimamente Bento tem oscilado entre o menininho beijoqueiro, coleiro e abraçador de outrora para a forma básica e comum à maioria dos meninos: a versão anti-beijos.

Ele gosta de beijo, gosta de abraço, gosta de colo. Desde sempre. O preferido sempre foi o colo, seja nas horas de cansaço ou pedidos de chamego, seja apenas para ver um desenho ou ler um livrinho. Às vezes ele diz "quero ir no seu colinho" e já sobe; em outras, nem se dá ao trabalho de pedir: simplesmente levanta a bundinha e vai se encaixando (e essa frase ficou parecendo letra de funk!).

Para dormir então, vem o ápice da carência. Pede minha mão, acaricia meu rosto, esfrega a mãozinha na minha orelha. Quando ainda está semi-adormecido, meio acordado, me procura com o bracinho e se aconchega deitando literalmente grudado. E completa "mãe, fica pertinho de mim".

Tudo muito lindo, muito doce, muito delícia. Até que... os três anos se aproximam e o menininho vai crescendo e ficando arisco a carinho. Ao receber beijos, limpa a bochecha, "tira" todos com a mãozinha e ainda manda: "tirei todo o bêso e zoguei fora". Dou mais e mais beijos e ele tira tudo de novo. Abraço e ele diz "não!" com cara de bravo.

Já tentei ignorar, fingir que não ligo. Já fiz o oposto e fingi chorar e ficar triste. Já dei ataque de beijo. Já fiz greve. Mas ele recusa, repele, joga todo meu carinho fora (drama mom!). Tá, não é só comigo, ele faz isso com o pai, as avós... Só aceita carinho nas situações específicas que mencionei antes: cansaço, sono ou carência de chamego.

Acho que me resta apenas uma opção: repetir o mantra "é só uma fase" e esperar passar. Ou será que estou fadada a me conformar com mais esse gene masculino, o gene anti-beijos?

5 de abril de 2012

Chocolates e aniversários

Amanhã começa o feriado da Páscoa. Conceitos religiosos à parte, há tempos instituiu-se este como o feriado do chocolate. Semanas antes da data festiva, supermercados, mercearias e até lojas de 1,99 abarrotam suas prateleiras de ovos, coelhinhos, kits especiais, caixas decorativas e qualquer outra coisa feita de chocolate. A novidade para mim esse ano foi o "Pascotone" que, juro, nunca tinha visto com essa denominação.

Lembro que eu adorava a Páscoa quando era criança. Ficava na expectativa por saber que ovo eu ganharia, de qual tipo de chocolate, com quantos bombons... Meu pai também comprava um ovo grande para ser dividido por toda a família após o almoço do domingo. Bons tempos, doces tempos.

Na Páscoa do ano passado Bento estava prestes a completar 2 anos e ainda não tinha experimentado chocolate. Não comprei ovo para ele (só para mim, rá!), mas ele ganhou das tias. Sinceramente não me lembro de ter lhe dado o doce, acredito ter postergado a estreia para seu aniversário, poucos dias depois e quando fiz brigadeiro no copinho.

Já nesse ano... o mocinho está esperto. Sabe o gosto (delicioso) que a coisa tem e recebe estímulo de todo lado. Porcaria de supermercado abarrotado da guloseima de todas as cores, que ainda coloca promotoras de venda mostrando os brindes que cada ovo traz dentro dele. Parei de levá-lo ao mercado comigo.

Esse ano vou relaxar mais. Não precisa se entupir de doce, comer tudo de uma vez, mas também não vou impedi-lo de curtir a comemoração. Até porque, no restante do ano, a rotina volta ao normal.

***

No final deste mês, Bento completa 3 anos. Estou às voltas com a organização da festinha, que será simples novamente, caseira novamente. Gostaria de fazer mais, de personalizar as lembrancinhas e a decoração, de proporcionar petiscos e guloseimas diferentes. Mas não posso, a grana está curta e o tempo também. O que não impede que seja feita uma comemoração. O que não impede que seja feita de coração.

E como Bento já entende o conceito de aniversário, esse ano ele escolheu duas coisas para sua festa: o desenho que estará sobre o bolo e o sabor do bolo. O desenho será... de carros. Claro. E o sabor... um ovo de páscoa virtual para quem acertar!

Bom feriado a todos!
 
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