30 de março de 2012

"Lendo" para a mamãe

Todas as noites, antes de dormir, leio alguns livrinhos para Bento. A leitura é feita também em outros momentos do dia, mas antes de dormir já faz parte da rotina. Inclusive mostrei aqui alguns de seus livrinhos preferidos.

Há pouco tempo um outro livrinho subiu ao posto de número 1 e passou a ser leitura obrigatória para o pequeno. Ele gosta tanto que decorou o livro todo. É A Casa dos Beijinhos, de Claudia Bielinsky.

imagem daqui

Por meio de ilustrações manipuláveis, a autora usa recursos táteis e visuais para que a criança descubra a sequência da história enquanto ouve a leitura. A criança procura beijinhos abrindo portas e janelas, atrás dos quadros, levanta a cortina, a almofada...

O livro é mesmo uma graça. Bento já o folheava há tempos, abrindo e fechando as abas para procurar as imagens escondidas. Mas só recentemente passou a se interessar pela história... e adorou.

Com vocês, A Casa dos Beijinhos, "lido" pelo Bento:


Bom fim de semana!

28 de março de 2012

Das alegrias e descobertas de um passeio

Meu pequenino,

Faz tempo que não escrevo uma cartinha pra você, não é? Eu já lhe escrevi em alguns momentos importantes, como em seu aniversário ou para lhe contar sobre seu vovô. Hoje fiquei com vontade de escrever para você de novo.

Ontem aproveitamos uma folga no trabalho da mamãe e fomos passear. Nós pegamos um "ônibus pequeno", como você diz, e você ficou olhando pela janelinha, atento a cada carro, caminhão, ambulância ou perua escolar que passava por nós. Descemos do ônibus e fomos até o "trem que chama metrô", e você adorou conhecer esse meio de transporte. Disse que ele vai "muito rápido", "é cinza", "tem trilho", e não se conformava em não poder ver as rodas do trem.

Aí descemos e caminhamos por uma avenida grande, movimentada, cheia de gente. Você olhava tudo, queria parar em cada banca de revista, queria andar sobre os desenhos da calçada. Chamava minha atenção quando o farol estava vermelho, e dizia que nós tínhamos que "esperar o verde".

Então chegamos em nosso destino, uma livraria grande, onde a mamãe iria se encontrar com uma amiga. Quando eu disse pra você que iríamos a um lugar cheio de livrinhos, você ficou todo empolgado. Não se lembrava que já tínhamos ido a um lugar como esse... Você pegou vários livros, pediu para abrir, sentou no chão, folheou, apertou, passou a mãozinha. Chamou a amiga da mamãe de "tia" e "moça", deixou que ela lesse pra você e te mostrasse como ouvir CDs no fone da loja e ver trechos de vídeos. Escolheu dois livros, e já quis ler e folhear durante nosso almoço.


Depois, em nossa volta para casa, você brincou dentro do metrô, ficando em pé e balançando o corpinho conforme o movimento do trem. No ônibus, não aguentou de cansaço e dormiu, antes mesmo que chegássemos em casa.

Adorei nosso passeio, pequeno. Adorei ver você conhecendo coisas novas, se encantando com coisas tão corriqueiras, como desenhos na calçada, o som da ambulância ou a velocidade do trem. Adorei ver você se divertindo em uma livraria, escolhendo livrinhos para sua coleção, curtindo de verdade o presente e o momento. Que bom poder te proporcionar essas alegrias, filho. Que bom viver tudo isso com você. Que bom viver com você! Que venham muitos e muitos outros momentos como esse, triviais, simples... felizes.

Te amo,

Mamãe

22 de março de 2012

Das crianças que mordem

Todo mundo sabe que é comum uma criança morder a outra. Nem sempre isso significa agressividade: às vezes é uma manifestação de descontentamento, às vezes um carinho mal direcionado, às vezes a criança quer apenas testar a reação do outro. Acontece entre irmãos, entre primos, entre amigos. Na escola então, em que há um número maior de crianças reunidas, as mordidas ocorrem com certa frequência.

Porém, e quando o seu filho não morde, mas é mordido?

Bento já foi vítima das mordidas dos amiguinhos da escola três vezes. Nas duas primeiras, a mesma menininha o mordeu no braço e, dias depois, no antebraço. A professora diz que conversou com ela e com a mãe, e que mostrou à garotinha a marca que ficou no bracinho do Bento. Quando perguntei a ele o que tinha acontecido, ele me respondeu que foi dar um abraço nela assim ó (e "se abraçou" com os próprios bracinhos) e ela o mordeu. Aí eu fiquei com mais peninha do meu pequeno...

Então que ontem, ao buscá-lo na escola, a professora vem me mostrar que outro amigo o mordeu, dessa vez um menininho. Diz ela que estavam todos sentados esperando a brincadeira, o menino levantou de seu lugar, foi até o Bento e o mordeu. Sem mais nem menos. Pode ser que os dois tenham se desentendido antes, a professora não viu, e o menino foi revidar nesse momento. Pode ser novamente uma manifestação de carinho. Pode ser qualquer coisa. Mas não estou gostando de ver meu filho ser alvo de mordidas!

É ruim vê-lo mostrar a marca no braço, contar o acontecido, principalmente porque ele não expressa raiva. Ele conta com certa tristeza, com a vozinha murcha...

Alguém já passou por algo semelhante? Como lidar com isso? Como ensiná-lo a se defender, sem que ele perca a doçura, sem que deixe de querer abraçar os amigos?

20 de março de 2012

Dura demais, mole demais

Às vezes me acho uma mãe dura demais.

Exijo, repreendo, fico no pé, dou bronca, corrijo. Não aceito comportamentos inadequados, como sapatear querendo alguma coisa ou levantar a mãozinha para bater após receber uma bronca. Não concordo, não aceito, não admito, não entendo de onde surgem. Explico, converso, faço cara feia, tiro algo que ele gosta. Às vezes funciona, às vezes não. Às vezes ele responde que entendeu, que não fará mais e que vai "ficar bonzinho". Em outras emburra, responde que eu não obedeço (!), e uma coisa simples vira uma batalha. Uma negativa para tomar banho pode se tornar uma divertida mini-competição de quem termina primeiro, com risos e um menininho pronto para a escola em 15 minutos ou... um desgaste, uma teimosia sem tamanho, uma discussão cansativa e um enorme peso na minha consciência.

Às vezes me acho uma mãe mole demais.

Cedo, faço concessões, concordo, permito, finjo que não vejo. Aceito esticar um pouco a hora de dormir, permito uma guloseima fora de hora de vez em quando, concordo em ler "só mais uma história" que logo viram três ou quatro. Finjo que não vejo a carinha malandra, às vezes cedo sob o choro manhoso, mas que antes pare de chorar. Aí vem de novo o peso na consciência, por ter agido de forma contrária ao que prego.

Dura ou mole, sou eu a mãe dele. Sou eu quem tem que definir a hora de permitir e de negar. Sou em quem tem que enxergar a fina linha que separa uma concessão inocente, sem maiores consequências, de uma situação inaceitável que precisa ser corrigida. Sou eu quem tem que bancar a chata, quem tem que estabelecer horários e ordem. Sou eu quem não pode ficar cansada nem doente nem recusar trabalho. Sou eu quem tem vontade de ficar o dia de pernas pro ar, só brincando de bola e pega-pega, mas que depois lembra do saldo do banco e das contas chegando e volta para a realidade. Sou eu quem queria fazer mais, brincar mais, relaxar mais, curtir mais... mas não posso.

E saber que as nossas imperfeições são reais, mas não entendidas pelos filhos. Que nem devem se preocupar com nada disso, apenas ter seus pais próximos e inteiros, não pela metade. Mesmo que sejam metade duros, metade moles.

19 de março de 2012

Hoje tem marmelada?

Nesse final de semana eu, Bento e uma priminha dele fizemos um programa bem infantil: fomos ao circo!

A última vez em que fui ao circo ainda era criança. Lembro que gostava, principalmente dos trapezistas. Era a parte preferida para mim. Mas tinha pena dos animais e medo do globo da morte, aquela atração em que motoqueiros giram dentro de uma bola.

Nesse circo em que fomos não havia animais. Nenhum. Os infinitos relatos de maus tratos em circos me causam repulsa, desde pequena. Como nesse nenhum animal participa, fiquei com vontade de ir e levar o pequeno. Aí ele ganhou um cupom de desconto na escola e lá fomos nós.

Algumas coisas eu não me lembrava ou não reparava quando era criança. Uma delas é o calor. Caramba, como é quente debaixo daquela lona! Outra é a comilança e o comércio. Tinha vendedor de pipoca, churros, batatas-fritas, refrigerante, água... e bexigas, bolinhas de sabão, brinquedos diversos. De tudo um pouco. Como o circo foi ficando cada vez mais de lado em meio a tantas opções de lazer e entretenimento que surgiram ao longo dos anos, acho que a venda de comes, bebes e brinquedos é uma forma adicional de garantirem um dinheirinho a mais. Percebi pelo pouco público presente: apesar de irmos em pleno sábado, a plateia ainda ficou com metade das cadeiras vazias. E os próprios palhaços ajudavam a vender as bugigangas.

Mas foi uma boa diversão, um programa diferente. Bento adorou, principalmente... o globo da morte! Justo o que eu menos gostava! Mas claro, motos brilhantes girando dentro de uma bola... até eu achei legal dessa vez.

"o homem pássaro!"

palhaços

equilibrista

Bento e prima Julia aplaudindo

o globo da morte

Achei um programa bem legal para crianças, simples e divertido. Bento aprovou!

12 de março de 2012

O que eu diria a mim mesma

Depois de escrever sobre minha amiga recém-mãe, eu me peguei pensando no que eu gostaria de ouvir se fosse eu quem tivesse acabado de ter um bebê pela primeira vez.

Na verdade, dificilmente damos a devida atenção a conselhos. Então pensei não em outra mãe falando comigo, mas eu mesma. Pensei no que eu diria a mim mesma se pudesse voltar no tempo. O que a mãe do Bento de quase 3 anos diria à mãe do Bento recém-nascido, aquela perdida no novo mundo que acabou de adentrar.

E pensei em coisas do tipo:

- Você conseguiu! Ele está aqui!
- Abrace, abrace, beije, beije e dê muito colo. Aproveite muito seu bebezinho, ele crescerá depressa!
- Bebês choram. É normal. E será assim por alguns meses.
- Bebês demoram a dormir por horas seguidas. E demoram a dormir uma noite toda. Não crie expectativas de prazos, vai acontecer.
- Quando ele estiver com cólicas, acalme-se primeiro. Você não conseguirá acalmá-lo estando nervosa.
- Se o pai consegue acalmá-lo, deixe. Relaxe.
- Quando você estiver muito cansada e consequentemente irritada... respire. Inspire... expire... várias vezes.
- Chore se quiser. É normal se sentir assim.
- Não se preocupe tanto com os momentos difíceis. Pode parecer que não, mas eles passam. E você vai se esquecer deles. No futuro, se tornam segundos e se perdem em meio a tantos acontecimentos que vocês irão viver.
- Curta cada momento, cada sorriso. Cada milésimo de segundo.
- Não se isole. Converse com outras mães, troque informações.
- Converse também com outras pessoas, sobre outros assuntos. Permita-se descansar o cérebro de coisas relativas à maternidade.
- Se puder, continue registrando em fotos ou no blog os momentos mais marcantes, ou mesmo os bobos, mas que forem significativos. Isso lhe ajudará a mantê-los vivos na memória.

E o mais importante:
Siga seus instintos. Se achar que alguma coisa está errada, fale, questione, investigue. Se achar que a maneira como está agindo está certa, continue assim. Instinto de mãe não falha.

8 de março de 2012

Uma amiga recém-nascida

Uma grande amiga acabou de ter seu primeiro filho. Um menininho lindo, grande, forte. Estava eu vendo suas fotos com o pequeno, quando me deparei com uma dela sozinha com ele no colo. E, naquela imagem de mãe recém-nascida, com olhar ao mesmo tempo cansado e feliz, vi minha amiga... e também me vi. Vi a mim mesma, quase três anos atrás. Com Bento no colo, cansada, exausta, perdida, feliz.

Eu e ela moramos em cidades diferentes, não sei quando conhecerei seu filhinho. Ela me visitou quando Bento nasceu, levou um presentinho, tiramos fotos. Eu fui mãe primeiro, agora é a vez dela. Então me peguei pensando no que vou dizer a ela quando nos encontrarmos.

Pensei em milhares de coisas, de "não faça isso" a "isso dá certo". Pensei em perguntar como está a amamentação, o sono do bebê, o casamento. Pensei em perguntar como ela está se sentindo, se está conseguindo dormir ou ao menos tomar um banho sossegada. Pensei em perguntar como ela está sentindo sua estreia na maternidade.

Depois deixei tudo de lado. Lembrei do estado de torpor que ficamos logo que nos tornamos mães. Lembrei da confusão de sentimentos, do medo, das tantas novidades, da exaustão. Lembrei da "obrigação" de nos sentirmos felizes a todo instante e da sensação de isolamento. Lembrei do mundo paralelo em que ficamos por tempo indeterminado.

Então decidi levar sim um presentinho - um não, dois. Um para o bebê, outro para ela. Porque não foi só o bebê que nasceu, a mãe também acabou de desabrochar. E merece um presente para comemorar sua nova fase.

Decidi também oferecer ajuda para o que ela precisar. Uma ajuda na casa, se quiser. Um colo para o bebê, se ela permitir e se quiser um pouco de descanso. Decidi oferecer colo a ela, se quiser chorar. Decidi proporcionar um papo descontraído, sem nada importante, só algo que a permita relaxar e se distrair. Decidi lhe dar um abraço.

E decidi não dar conselho nenhum - a menos que ela me pergunte algo específico. Mesmo assim, tomarei o cuidado de destacar que comigo foi assim ou assado, o que não quer dizer que será da mesma forma com ela. Decidi não palpitar, não reprimir nem julgar absolutamente nada. Ela está entrando na maternidade agora, está aprendendo no dia a dia (e nas madrugadas...). Está descobrindo o filhote, descobrindo a melhor dinâmica para sua família, se descobrindo. E esse caminho cada nova mãe trilha sozinha, por mais difícil que pareça. Cada uma se faz a mãe que é.

Boa sorte, minha amiga. Você está entrando em um mundo maravilhoso, cheio de descobertas a cada segundo. Será difícil muitas vezes, mas incrivelmente recompensador. E, se precisar de um ombro de uma mãe também ainda engatinhante... estou aqui.

* Em tempo: Escrevi esse post ontem e só agora, ao publicá-lo, lembrei do Dia Internacional da Mulher. E achei bastante acertada minha escolha de falar sobre o nascimento de uma mãe justo hoje. Porque ser mãe é um grande contentamento, uma grande realização, e a maior aventura na vida de todas nós.

6 de março de 2012

Transição bebê-menino

A 2 meses de completar 3 anos, Bento está numa fase de transição. A cada dia que passa se torna mais menino, mais molequinho, se enchendo de aprendizados. Mas, ao mesmo tempo, ainda guarda alguns resquícios de quando era bebê.

É uma fase engraçada, que mistura características. Ele descobre o mundo e evolui na meninice, se acha todo "grande" e independente. Quer fazer as coisas sozinho e acha que tem a mesma habilidade de crianças maiores. Entretanto, nos momentos críticos (leia-se fome/sono/cansaço), mantém ainda alguns traços de bebê, de dependência, de chamego.

Aí fiquei pensando em que pontos ele já é menino e em quais ainda é bebê... E fiz a seguinte relação:

O filhote-menino é aquele que:
1) Transpira e o suor tem cheiro de... suor
2) Gosta de brincadeiras mais bruscas
3) Quer escolher as guloseimas e a decoração da festa de aniversário
4) Tem um vocabulário que inclui palavrões
5) Sai para passear sem mim
6) Começa a inventar brincadeiras e palavras sozinho
7) Não aceita mais qualquer alimento que a gente oferece
8) Fala que é "gandão" e pede para dormir de cueca
9) Pedala a motoca sozinho
10) Despede-se tranquilamente na escola

E o filhote-bebê é aquele que:
1) Continua pedindo colo
2) Continua aceitando beijos e abraços
3) Continua pedindo que eu fique com ele até pegar no sono
4) Continua pedindo que eu segure sua mão
5) Continua com pezinhos fofos mordiscáveis e beijáveis e sem chulé
6) Continua reclamando que fui trabalhar enquanto ele ficou na escola
7) Continua fazendo dengo na hora de dormir
8) Continua pedindo que eu prepare seu leite e lhe dê sua comida
9) Continua me achando essencial nos momentos comida-banho-sono
10) Continua sendo meu filhinho docinho e vai ser para todo o sempre. Amém.

Em tempo: o assunto aniversário surgiu esses dias porque teve uma festinha na escola. Ele ficou tão empolgado com o aniversário alheio que passou a falar do próprio. Disse que na festa dele terá suco de uva (o preferido) e de côco (água de côco), pastel e bolinha de chocolate (brigadeiro), pois tinha no que ele foi. E o bolo terá um desenho de carro. Claro, tinha que ter carro em algum lugar...

5 de março de 2012

Os genes masculinos

Eu acho que todos os meninos já nascem com alguns genes que são inerentes a todos os seres do sexo masculino. Sabe aquelas características que a gente vê em todo indivíduo macho, independentemente da idade? Da cultura, do ambiente, do poder aquisitivo?

Por exemplo:
- genes ativadores da paixão por artigos eletrônicos
- genes desencadeadores de bagunça imediatamente após a arrumação da casa
- genes incentivadores da cutucação no pipi
- genes estimulantes de brincadeiras brutas
- genes motivadores da descoberta de insetos

Mas, dentre todos, os genes universais próprios de meninos são os que provocam a paixão arrebatadora, inabalável e irreversível por... carros.

Quando são bebezinhos, os meninos até se distraem com outras coisas, se interessam por outros brinquedos. Porém, conforme vão crescendo, vão tomando gosto pelos veículos. Quando damos conta, mesmo que tenhamos proporcionado os mais diversos estímulos, brincadeiras e atividades... nada nem ninguém se iguala ao poder de sedução de um carrinho.

A paixão por carrinhos passa, inclusive, por várias fases:
Fase 1 - caminhões, tratores, ônibus e carros grandes.
Fase 2 - carros de corrida e de fricção
Fase 3 - carrinhos menores estilo Hot Wheels
Fase 4 - todos os anteriores mais os carros reais

Seja em um brinquedo, em uma revista, na tv, em lojas de 1,99, ou até em enfeites... tudo que tiver um carro fica mais legal. Bento sabe até identificar o carro das pessoas se vê um semelhante na rua! Ou se simplesmente vê a logomarca! Outro dia passamos em frente a uma revendedora de veículos e ele mandou essa, após ver o símbolo da marca: "olha mãe, igual tem no carro da vovó"! E mais: passeando na calçada ele me fez parar ao lado de um carro estacionado, para me mostrar as rodas. As rodas! Tinha achado bonita uma calota toda diferentona. Que eu nem tinha visto.

Qual o motivo desse amor todo por uma máquina que anda sobre quatro rodas?? Velocidade não é, porque ele nunca esteve em um carro em alta velocidade. Seria o movimento? O som do motor? A dimensão de algo que o leva para passear?

É realmente impressionante essa obsessão inata. Ainda bem que ainda faltam looongos anos até que ele aprenda a dirigir de verdade...

2 de março de 2012

Brincando de escola

Dia desses Bento propôs uma nova brincadeira: "Mãe, vamos brincar de escola?"

Adorei a iniciativa, sinal de que não apenas está adaptado como está gostando da nova rotina. E entrei na dança.

Primeiro ele quis fingir que brincava de massinha. Amassou massinhas imaginárias com a mãozinha, fez mini-pizzas e bolinhas. Depois "guardou" tudo e passou para os livrinhos. Sentou no chão e folheou páginas e páginas de mentirinha.

Aí chegou a hora do lanche, e ele preparou o lanche dele e o meu. O meu era pão com manteiga e suco de laranja. O dele era arroz, feijão e suco de uva.

Depois veio a aula de educação física. Chutou e jogou bola, pulou tijolos de espuma, rodou bambolês. Só a bola era real, o resto nós imaginamos e fizemos movimentos com as mãos.

Por fim, após um dia todo de "aula", ele finalizou: "Mãe, agora você fica no banco da escola e eu fico tabalando sozinho no pocuntador."

Menininho esperto! Sabe que, enquanto ele fica na escola, eu fico trabalhando no computador... Só falta me pedir pra fazer a lição enquanto ele "trabalha"...
 
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