Eu que achava que sabia muita coisa, cada dia sei menos. Achava que conhecia comportamentos, reações... e sempre me surpreendo. Nem sempre para o bem.
Eu que achava que sabia para onde estava indo, muitas vezes me vi deixando a vida me levar. Achava que ia para frente, e me vi tendo que retroceder.
Eu que achava que estava tudo em seu lugar, dentro do previsto, dentro dos padrões. Vem um vendaval e sacode tudo, levando o cotidiano e trazendo incertezas.
Eu que achava que sabia o que queria e o que não queria, o que era certo e o que era errado. E me vi questionando o antes inquestionável.
Eu que achava que meu comercial de margarina seria como todos os outros, com uma vida comum e todos em paz, mesmo com os percalços da vida. Mas que descobri estar mais para comercial de carro, que mostra sua potência passando sobre o barro e sujando a tela.
Eu que achava que havia aprendido o caminho, a direção, o destino final... me vi perdendo o rumo.
Eu que achava que o segredo para ser feliz era se sentir feliz... E me vi sem resposta.
* Post reflexivo, escrito pela mulher, não pela mãe.
Há 44 minutos


