30 de novembro de 2011

Os primeiros amigos na vizinhança

Aos poucos estamos conhecendo outras crianças aqui do condomínio. Como agora levo Bento para brincar lá fora com mais frequência, vira e mexe esbarramos com outros pequeninos. A diferença agora é que, se antes apenas cruzávamos com eles no parquinho, agora sabemos onde cada uma mora, qual o nome, quantos anos tem, quem são seus pais ou responsáveis.

O primeiro amigo que Bento fez foi um menino de 6 anos. Tímido, mas demonstrando claramente sua vontade de brincar, demonstrou interesse primeiro por nossa gata. Ao vê-la na calçada, perguntou o nome dela, pediu para acarinhá-la. Dias depois, enquanto Bento andava de motoca, ele espiava pelo portão de sua casa. Mais de uma vez o convidei para brincar com Bento, mas ele recusava envergonhado. Até que um dia aceitou. E passaram uma tarde na garagem de casa, brincando de carrinhos.

Depois veio um menininho de 3 anos. Ele e Bento se encontraram no estacionamento do condomínio e foi paixão à primeira vista, quer dizer, à primeira corrida: imediatamente dispararam a correr um atrás do outro, num pega-pega inaugural. Este menininho não mora no condomínio, mas vem toda quarta-feira passar o dia na casa da avó e da tia, estas sim moradoras. Então as quartas-feiras passaram a ser especiais. Ontem foi um dia desses: pega-pega, motoca, carrinhos, bola, na rua e aqui em casa, com direito a suco e ralada no joelho. Foi engraçado cuidar de dois meninos em casa, mesmo que por menos de uma hora.

Semana passada Bento fez o terceiro amigo, outro menino de 3 anos, que mora em frente à nossa casa. Ele vai à escola em período integral, mas não tinha ido naquele dia por conta de um evento na escola. Também se deram muito bem, e Bento brincou na casa alheia pela primeira vez. No final da bagunça, um emprestou um brinquedo para o outro, uma forma de garantir um reencontro - que ainda não aconteceu, já que só o vemos no final de semana.

E ontem foi a vez da primeira amiguinha, esta de 2 anos. Ainda aprendendo a falar, mas espoleta e moleca que só. Também se deram muito bem, e Bento adorou brincar com seus carrinhos cor-de-rosa, panelinhas e lápis de cor. No final da tarde ela veio aqui em casa com a irmã, 7 anos mais velha. Em segundos se sentiu à vontade em nossa sala e, enquanto se divertia com os blocos de montar, Bento achou o máximo assoprar sua flauta vermelha.

É engraçado como as crianças se entendem. Nunca haviam se visto, cada uma tem um jeito de brincar, um tipo de brinquedo ou brincadeira preferidos. Logicamente há momentos de divergência, quando um quer jogar bola e o outro brincar de encaixar, por exemplo. Mas de alguma forma se entendem. E como é gostoso vê-los brincar com iguais... Brincar com adulto é outra coisa. Não temos o mesmo pique, a mesma disposição, a mesma imaginação. Crianças correm, pulam, jogam, param por 2 segundos... e começa tudo de novo.

E assim Bento tem feito seus primeiros amigos. Diferentemente dos da escola, que acabaram distantes por sua saída, estes podemos ver com mais frequência. Podemos combinar tardes de brincadeira, lanches, brincadeiras no parquinho. E podem nascer daí amizades até mais duradouras, quem sabe.

28 de novembro de 2011

De volta para a barriga

Meu pequenino,


Às vezes me dá vontade de pegar você no colo, abraçar bastante, bastante, bastante, até você encolher e ficar bem pequenininho. Aí eu pegaria você e colocaria de volta lá dentro da minha barriga. E deixaria lá, quietinho, quentinho, aninhado e protegido.


Protegido de qualquer doença. De resfriado, de dor de garganta, de dor de barriga. Protegido de quedas, de machucados, de quebrar algum osso ou de um corte tão feio que virasse cicatriz.


Protegido de gente ruim. De gente que faz mal às outras pessoas, de gente egoísta, de gente prepotente. De gente doida. De gente falsa, de gente que mente. De gente que não gosta de crianças.


Protegido de quem lhe fizer chorar. Protegido de quem não lhe der carinho. Protegido de quem não lhe dedicar um momento de atenção, de afago, de cuidado. Protegido de quem não quiser lhe ouvir.


Mas eu sei que não posso fazer isso. Sei que todos esses obstáculos farão você crescer. Cada queda, cada machucado, cada cicatriz. Cada choro, cada frustração, cada medo. Tudo isso vai te fortalecer, eu sei. Mas vai te endurecer também. Vai levar embora sua inocência, sua pureza. E vai doer. No corpo, quando for algo físico, no coração, quando for algo mais. Vai doer. Em você, e mil vezes mais em mim.


Por isso, às vezes eu tenho sim vontade de colocá-lo de volta na minha barriga. Porque, quando você morava lá dentro, eu conseguia protegê-lo o tempo todo.

25 de novembro de 2011

Mamãe embagulhada

Bento brincava no sofá ao meu lado. De repente, vem para o meu colo. Põe a mão na minha barriga e aperta.
Pergunto:

- Que foi filho? Por que você tá apertando minha barriga?
- Não é barriga mãe. É uma bexiga.

Mães embagulhadas, uni-vos.

*Em complemento aos posts da Roberta e da Carol sobre embagulhamento de mães: leia aqui e aqui!

24 de novembro de 2011

Você é a mãe dele?

Essa pergunta me persegue desde que Bento nasceu.

Quando ele era menorzinho, várias pessoas me questionavam dessa forma principalmente por ele não ser parecido comigo. Tá, assumo que ele tem minha branquelice e meu nariz, a tagarelice talvez, mas é só. O resto todo é o pai escrito. Até já contei aqui sobre uma vendedora de loja que resumiu sua conversa-sem-noção-era-melhor-ter-ficado-quieta dizendo "nossa, ele não tem na-da a ver com você".

Bom, quanto a isso, já me acostumei. A nova fase do questionamento se ele é mesmo meu filho tem agora outro foco.

Como agora eu trabalho em casa e Bento não voltou para a escola desde que saí do emprego, ficamos juntos o tempo todo. Isso significa que não apenas realizo os cuidados básicos como alimentar, dar banho, colocar para dormir, mas que brincamos muito mais. Como ele só volta para a escola no ano que vem e nossos parentes moram longe (mesmo os que vivem na mesma cidade moram em bairros bem distantes), ele tem brincado muito mais comigo (e com o pai nos finais de semana).

Daí que tenho levado o pequeno com mais frequência ao parquinho do condomínio, para passear e para brincar lá fora. Uma vez por dia (ou mais, quando dá), de manhã ou à tarde, vamos brincar ao ar livre. Assim o levo para tomar sol, correr, gastar energia. E vira e mexe encontramos outras crianças, o que lhe proporciona amiguinhos para brincar.

Pois bem, e onde entra a pergunta "você é a mãe dele?" nessa história? Acontece que sou a única mãe que brinca com o filho pelo condomínio. Ou encontramos crianças maiores, que já brincam sozinhas, ou as crianças estão acompanhadas por adultos não-pais. Já encontrei avó, avô, tia, primas, irmãos mais velhos e, claro, babá. Mas pai e mãe...

Então os tais adultos não-pais querem saber quem sou. Pois que mãe desocupada é essa que leva o filho pra passear de motoca, ir ao parquinho e correr pelo condomínio no meio da manhã ou da tarde? "Você não trabalha?", me perguntam. Lá vou eu explicar que sim, trabalho, mas quando ele dorme. Que trabalho de manhã, antes dele acordar; à tarde, quando ele cochila, e depois das 21h da noite. Mas como são horários atípicos e ninguém vê... deduzem que não trabalho.

Depois da explicação, vem outra pergunta: "e ele não vai na escola?" E toca contar a historinha do "ele ia quando eu trabalhava fora, agora ficou longe e ainda vou procurar outra escola pra ele, mas só ano que vem".

Resumo da ópera: Vivo pra lá e pra cá com um menininho que não se parece comigo. Levo para passear e brincar durante o dia, em pleno horário comercial e no meio da semana. E ninguém me vê trabalhar, só brincar. É, só posso ser a babá.

22 de novembro de 2011

A história do Pula Pirata

Era uma vez um menino. Ele era o filho mais velho de três crianças. Os três pequenos e mais os pais moravam no interior de São Paulo.

A família era simples e esse menino não tinha muitos brinquedos. Mas tinha muita imaginação. Inventava brincadeiras e fazia de caixas, barbantes, latas e garrafas de plástico os seus carrinhos, soldados e castelos.

Um dia, o pai do menino chegou em casa com um presente. Um brinquedo. O menino abriu a caixa todo feliz. O brinquedo era um barril de pirata, com várias espadinhas coloridas. A brincadeira consistia em encaixar as espadinhas nos buracos do barril, até ouvir um estalo. A caixa dizia "Pula Pirata", mas não havia pirata dentro da caixa. E alguns buracos ficavam sem espadinha. O menino então soube que o brinquedo não estava completo porque o pai havia lhe conseguido um brinquedo usado. Mas nem ligou, e se divertia do mesmo jeito.
 
 imagem daqui


Tempos depois, o menino vê um comercial do brinquedo na tv. E finalmente vê o tal pirata pulando do barril quando alguém espetava determinada espadinha. O menino fica fascinado.


Anos se passam.


O menino, agora homem, se diverte em uma reunião de amigos em um barzinho. Todos riem. Uma conversa se inicia sobre brinquedos de infância. Um comentário daqui, outro de lá. O homem conta, entre risos, sua história com o Pula Pirata. E conclui, brincando emotivo: "meu sonho é ver o pirata pular".

Algum tempo depois, o homem chega em casa após um happy hour da empresa com amigo-secreto. Traz uma caixa e mostra todo feliz para a esposa. Ele havia ganho um Pula Pirata novo.

Mais alguns anos se passam. O homem tem um filho.

Certo dia, em um final de ano, a esposa procura a árvore de natal para montar. Entre as caixas de enfeites, uma se destaca. A caixa do Pula Pirata. O pequenino se encanta com a caixa colorida. Leva para o pai.

E, enquanto a mãe desempacota a árvore de natal, pai e filho brincam espetando espadinhas no barril. E, juntos, os dois se divertem vendo o pirata pular.


 fotos tiradas em casa no último domingo

*História verídica.

21 de novembro de 2011

Pedaços de memória

Dia desses eu estava vendo algo no computador e Bento me pediu para ver fotos. Ele sabe que temos várias fotos dele, de bebezinho à idade atual. E adora ver, se diverte. Gosta de se ver, de ver os primos, as vovós, os lugares que fomos, as brincadeiras que fizemos.

E então me lembrei dos vídeos antigos. É uma delícia acompanhar as reações dele ao se ver jogando bola, dançando, comendo. E a carinha que ele faz ao se ver bebezinho!

Engraçado que, a cada vídeo que assistia, me pareceu que aqueles momentos aconteceram há tanto, tanto tempo... Bem mais do que os 2 anos e sete meses que a idade atual dele registra. E, embora me lembre nitidamente do exato momento em que ele deu seus primeiros passinhos, da primeira colherada na papinha de banana, dos chutinhos incertos na bola... ao mesmo tempo, sinto pena por não me lembrar de exatamente todos os segundos desde que ele nasceu. Me deu um aperto, uma vontade de voltar no tempo...

Que saudades de vê-lo caminhar de novo com os passinhos ainda inseguros. De ouvir sua vozinha balbuciar sílabas ou sons incompreensíveis. De ver sua alegria ao engatinhar pela casa atrás da gata. Saudades, saudades...

O tempo, que por vezes nos proporciona lembrar de momentos incríveis e também ameniza os difíceis, também pode ser cruel e nos roubar pedaços da memória. Sim, guardamos os fatos mais importantes, mais significativos. E também vários outros mais singelos, ou até superficiais. Mas é humanamente impossível lembrar de tudo, impossível. Ainda bem que inventaram máquinas fotográficas e filmadoras... eu queria ter carregado uma o tempo todo, 24 horas, e ter registrado todos os minutinhos desde que ele nasceu. Pois as milhares de fotos e filminhos que fazemos acabam por se tornar poucos, diante de tanta coisa a lembrar.

16 de novembro de 2011

Fazendo arte

O que a gente faz com um menininho em casa, depois que ele enjoa de brincar com seus brinquedos? O que a gente faz com um menininho em casa quando esgotamos as ideias de brincadeiras e ele ainda está cheio de energia? O que a gente faz? Arte com recicláveis!

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 reunindo o material: potes de iogurte, latas vazias, tubos de papel toalha...

vamos fazer um castelo! recortei os tubos para fazer torres, fiz janelas e portas

agora vamos pintar!

 e esperar secar...

agora pintamos potes de yakult de marrom para fazer árvores, com as copas de potes de iogurte verde

recortei uma caixa de papelão grande para o chão, e pintamos

pintamos um "parque" com lago, e colamos as torres do castelo

pezinhos ao fundo em meio ao mar de potes de iogurte...
e ficou assim!

é claro que tinha que haver um estacionamento para os carrinhos...

Pronto! Uma brincadeira que rendeu várias outras!

14 de novembro de 2011

Ele canta



Bom descanso para quem emendou o feriado, bom trabalho para quem não teve folga...
boa semana a todos!

11 de novembro de 2011

A relatividade do tempo

Muito tempo atrás, na escola, aprendi que o tempo é relativo. Mas como eu detestava as aulas de física, esqueci toda a teoria. Fiquei só com a prática, com o conceito de relatividade propriamente dito. Relatividade essa que é aplicada a tudo que nos cerca.

Conforme a vida caminha, aprendemos a organizar nosso dia, nossos afazeres, de forma a priorizar o que nos é mais importante em determinada fase. E fazemos isso com praticamente tudo que envolve nosso cotidiano. Em certo momento, priorizamos o trabalho. Em outro, os estudos. Em outro, as amizades. A família, o amor, nós mesmos. Algo ganha um pouco mais de foco, dependendo do que estamos vivendo. E o mesmo nós fazemos com o tempo. Dedicamos mais tempo àquilo que nos é mais caro, ou mais necessário, ou mais bacana. E menos ao que é supérfluo ou efêmero.

Assim tenho feito nos últimos dias. Reorganizo as atividades de forma a priorizar o tempo com Bento, e deixo outras coisas mais de lado. Estabeleci uma rotina simples, mantendo nosso cotidiano de certa forma previsível (o que crianças em geral apreciam, principalmente as pequenas), mas cheio de interação, contato, convívio.

Hoje, com o pequeno em casa comigo, não tenho mais tempo para várias coisas. Não consigo ver noticiários ou programas longos na tv. Não consigo passar muito tempo no computador. Fico desatualizada sobre o que acontece mundo afora, às vezes só tomo conhecimento ou me aprofundo em determinado assunto dias depois de ter ocorrido.

Leio os blogs queridos, mas agora "a prestações". Em um dia, leio três ou quatro posts, de algumas blogeurias e só. No outro, mais uns três, de outras blogueiras. Faço isso quando Bento dorme e em uma pausa do trabalho. E só leio, comentar é outra história. Não consigo mais acompanhar a velocidade da blogosfera, sinto que perco as novidades!

E postar então... Por vários dias me passaram textos na cabeça. Queria registrar uma gracinha dele, um pensamento meu. Mas o tempo, esse danado, me trazia de volta alguma atividade adormecida. Me lembrava de ler um livro, de escrever para uma amiga. E a inspiração para blogar ia embora.

Por outro lado, ganhei tempo em várias coisas muito queridas. Agora posso sentar com Bento no chão e pintar com tinta, sem me preocupar com o tempo que levarei para limpar a bagunça ou que vou brincar "só um pouquinho, pois tenho que correr para fazer tal coisa". Tenho tempo para fazer uma sessão de leitura e lemos vários livrinhos, exploramos as imagens e as palavras novas. Tenho tempo para montar blocos e fazer castelos e pistas para carrinhos. Tenho tempo para levá-lo ao parquinho ou para andar de motoca. Tenho tempo para cozinhar nosso almoço com ele ao meu lado, fazendo bagunça com minhas panelas, misturando arroz cru, orégano, farinha e água. Tenho tempo para dar quanto colo ele quiser. Tenho tempo para ficar ao lado dele até que durma.

Há coisas que não podem ser adiadas, precisam ser feitas. Outras podem esperar. Mas o tempo com os filhos, este é precioso. Esse tempo nos ensina muito, nos enriquece, nos alegra. E sempre há algo novo a fazer, uma brincadeira nova a criar. Sempre dá para fazer mais. E é um tempo que não volta.

3 de novembro de 2011

É nóis na Crescer

Um tempo atrás, quando eu ainda trabalhava em empresa e com horário fixo, fui convidada a participar de uma pesquisa da Revista Crescer sobre maternidade e carreira. A ideia era fazer um levantamento de como a mulherada lida com a vida profissional quando se torna mãe.

Na verdade a minha participação nem era na pesquisa, mas em um vídeo. A equipe me acompanhou em um dia normal de trabalho, desde meu final de expediente até chegarmos em casa, passando por pegar Bento na escolinha, enfrentar trânsito, depois fazer jantar, cuidar da casa, brincar com o pequeno e colocá-lo para dormir. Quando a filmagem aconteceu eu ainda trabalhava integral, mas já contava os dias para o home office. E mencionei isso na entrevista! Eles me perguntaram várias coisas sobre minha experiência trabalhando fora tendo um pequenino para cuidar, assim como minhas opiniões sobre maternidade em geral.

O resultado saiu essa semana, no hotsite especial "Mães e Trabalho". Eu e mais duas mães participamos do vídeo, e editaram nossas três histórias juntas. Muita coisa do que eu disse ficou de fora, provavelmente porque o volume de material era bem maior do que o tempo viável para um vídeo na internet. Mas gostei bastante do resultado!

Então, quem quiser ver, plis desconsidere minha vergonha e clique aqui. O video está na lateral direita, em "Vídeos", e é o segundo de cima para baixo. Para quem não me conhece, sou a terceira mãe que aparece, de blusa vermelha. Ou então dá para me reconhecer pelo Bento, hehe! (na primeira cena nossa ele aparece chorando... ele ficou com medo da câmera!) Depois me contem o que acharam!

PS: agradecimentos à Cíntia, da Crescer, à equipe de filmagem... e à Roberta!

1 de novembro de 2011

Entrando nos eixos

Obrigada pelo carinho no post anterior! Aos poucos estamos nos adaptando, retomando nossa vidinha e criando nossa nova realidade.

Justo nessa primeira semana só eu-e-ele-ele-e-eu, peguei um trabalho grande para fazer. Não tô podendo recusar trabalho, a vida de freelancer é instável e incerta. Mas temos nos virado muito bem. Acordo bem cedo, trabalho um pouco antes de Bento acordar. Quando acorda, paro e tomo café da manhã com ele. Vamos brincar um pouco e, ao mesmo tempo, faço alguma tarefa da casa, sempre com ele junto. A diversão dele tem sido a motoca, que ficou aqui em casa durante nossa temporada na vovó. Ele quer fazer tudo na motoca, desde tomar seu leite até me acompanhar ao lavar roupa.

Depois brincamos um pouco ou vamos ao parquinho (se não estiver chovendo!). Quando vou fazer almoço ele quer ajudar. Coloco uma cadeira perto de mim e lá fica ele, olhando e perguntando tudo. Depois almoçamos, tomamos banho e ele tira sua soneca. Nessa hora volto a trabalhar, até que ele acorde e comece tudo de novo, até o jantar. De noite papai chega, brinca um pouco até a hora de dormir, quando reassumo. Quando dorme, vou para o terceiro turno do trabalho, até não aguentar e ir dormir também.

E por enquanto estamos indo bem. Divido as brincadeiras ao longo do dia, deixando as mais calmas para o final. Entre as mais agitadas, um dia vamos de bola, no outro de pega-pega, no outro boliche... Quando está sol, vamos ao parquinho ou à quadra do condomínio. Já as atividades mais calmas variam entre pintar e desenhar, colagem, massinha, carrinhos, blocos e ver dvds.

Sim, haja criatividade para inventar brincadeiras. Sim, tem que se dividir entre ele e a casa. Sim, é cansativo trabalhar de noite. E sim, também canso de brincar (já ele não cansa nunca!). Mas essa rotina é infinitamente melhor, mais calma e mais legal do que a anterior, que tinha estresse, trânsito, correria, pouco tempo juntos.

A escola está suspensa temporariamente. Estamos no penúltimo mês do ano, logo viriam as férias. Decidimos manter assim até o começo do ano que vem, quando iniciaremos a adaptação na nova escola, ainda não escolhida. Vou apenas conhecer as opções da região e ver vaga.

Por isso tudo estou meio afastada da blogosfera. Leio um post aqui, outro ali, quando dá. Comento beeeem menos... mas estou por aqui, me adaptando, trabalhando e brincando. Vocês entendem, né?
 
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