29 de outubro de 2011

Back to real life

Então que acabou. Eu e Bento ficamos quase um mês na casa da vovó, primeiro em férias, depois para que nos adaptássemos à nova rotina do home office.

Nesse período descansamos bastante, passeamos, brincamos muito. Bento comeu as delícias da vovó, correu atrás das pombas da praça, brincou no parque com areia de verdade, foi na piscina. Tirou loongas sonecas, foi dormir mais tarde, e acordou mais tarde também. Brincou com primos, tias e tios, com gato e cachorro. Dançou, cantou, tocou pandeiro e batucou. Aprendeu muitas palavras novas. Ganhou presentes. Tivemos o desfralde.

A mamãe aqui também descansou bastante, a cabeça e o corpo. As tarefas domésticas se resumiram a lavar louça e uma coisa aqui outra ali. Voltei a trabalhar devagar, primeiro nos horários que Bento dormia, depois intercalando trabalho e brincadeiras enquanto ele se distraía com a vovó ou o primo.

Hoje voltamos a São Paulo. Papai está com muitas saudades do pequeno, e sei que ele também. Vira e mexe pergunta também de um brinquedo que ficou em casa, de uma tia de São Paulo, de alguma atividade que fazemos só na nossa cidade. No geral, ele ficou muito bem. A saudade batia mais quando falava com o pai no telefone ou o via no computador. Aí dizia "mãe, o papai não vai tabalá. Mãe, qué í pa casa...". Mas logo em seguida se distraía com uma brincadeira.

A volta à nossa cidade traz com ela a volta à rotina. Volto às tarefas domésticas, ao cozinhar-lavar-limpar. Com a diferença de agora ter que equilibrar essa rotina incluindo tanto meu trabalho como o pequeno em casa. Ele não voltará à mesma escola, que ficava perto do meu trabalho antigo (e consequentemente muuuito longe pra gente). Há uma escolinha perto de casa, mas que ainda vou visitar para conhecer. Pretendo colocá-lo em meio-período, para que eu possa trabalhar. Não tenho empregada, nem babá, só uma faxineira uma vez por semana. Papai trabalha integral. Ou seja, a maior parte das tarefas fica comigo mesmo. Na verdade nem sei se já vejo a escola ou deixo para ano que vem, já que o ano está tão no final... Tudo dependerá de como conseguiremos nos organizar.

Tudo estava tão tranquilo que foi difícil deixar a casa da vovó. Esse período vai deixar saudades... Mas que venha um novo começo, com menos estresse, menos cansaço, menos correria. E com mais convívio, mais brincadeiras, mais alegria, mais tempo. De volta à realidade sim... mas a uma nova realidade.

26 de outubro de 2011

Coisas de menino: as porquices e o mexe-mexe

Conforme cresce e se despede dos tempos de bebezice, Bento dá passos largos rumo à vida de menino. Já toma tudo em copo, abandonou a chupeta, está se despedindo das fraldas. É praticamente um mini-mocinho.

Daí que percebi que outros itens fazem parte do pacote da meninice: brincadeiras agressivas de empurrar, correr, bater (que deixo para outro post), o mexe-mexe no pipi e... as porquices.

Cena 1:
Bento brincando com o primo de montar blocos (ou "montar castelo", como ele diz). De repente, no auge da emoção de quem é um menino recém-cuequildo e começa a entrar em contato com seus resíduos sólidos, líquidos e gasosos, o pequeno diz:
"Bento fez pum"
Diante da risadeira geral, pergunto:
"Ah é, você fez pum filho?"
"É. Dois puns. Um monte de pum!"
E desata a gargalhar, achando a coisa mais interessante do mundo.

Cena 2:
Eu, ele e vovó assistindo a um DVD em um momento calmo logo após a soneca da tarde. Olho para o lado e o mocinho começou a "limpar o salão". Cutuca que cutuca e eu só esperando. De repente ele pára, tira o dedo do nariz e olha o "produto". Enquanto eu pensava no que será que ele iria fazer com aquilo e, ao mesmo tempo, procurava o lenço de papel, ele arrumou a solução: virou-se com o dedinho em riste e depositou a caca na parede. Simples assim.

Cena 3:
Eu e ele no computador esperando o papai entrar no skype. De repente, olho discretamente para meu lado e o que o mocinho está fazendo? Cutucando o nariz, lógico. Porém, não se tratava de um simples cutucão, mas de uma faxina completa. Ele teve a capacidade de usar cada dedo da mão direita para fuçar na narina direita, e cada dedo da mão esquerda para fuçar na narina esquerda!! Sim, um a um, experimentou to-dos os dedos, para ver qual limpava melhor.

Cena 4:
Bento e vovó na varanda, narizinho começa a escorrer. Vovó vai buscar um lenço de papel. Bento diz:
"não vó, não picisa papel, já limpei aqui na parede".

Cena 5:
Nem se trata de uma situação específica. Mas foi só desfraldar para o menino descobrir o pipi. Tá, ele já tinha descoberto que tinha algo pendurado entre as pernas, e cutucava principalmente no banho ou troca de roupa. Agora que fica o dia todo de cueca e a torneirinha fica ali, toda acessível, é um tal de estica e puxa e mexe e aperta e solta que afe...

Acho que essas coisas já vêm de fábrica mesmo!

24 de outubro de 2011

Uma mãe em home office

Então que voltei a trabalhar. Pela segunda vez em home office, mas pela primeira com um pequenino em casa.

Quando eu trabalhava em casa e ainda não era mãe, frequentemente pegava trabalhos grandes e ficava até tarde no computador. Trabalhar de sábado, domingo e feriados era algo comum, até porque tudo dependia do fluxo de trabalho e dos prazos a cumprir. Adorava a flexibilidade de horários, o poder acordar mais tarde e não ter que enfrentar trânsito nem chuvas. Tinha que ter disciplina para não me distrair na internet ou com algum programa na tv (ou qualquer outra coisa mais interessante do que trabalhar).

Já dessa vez, com um pequenino a tiracolo, algumas coisas mudaram. Os horários flexíveis continuam, a disciplina também precisa ser mantida. Mas agora preciso fazer almoço e não apenas me contentar com um lanche qualquer, já que há uma boquinha a alimentar. Tenho pego trabalhos menores, já que não consigo ficar tanto tempo no computador (ao menos nesse início, quando ainda estou me reajustando). E passei a trabalhar mais quando Bento dorme - seja na soneca diurna, seja à noite. Às vezes fico até mais tarde no computador, mas no dia seguinte acordo cedo do mesmo jeito, já que meu despertador infantil não sabe o que é dia de semana e o que é domingo.

Como Bento ainda não voltou à escola - estou pesquisando algumas opções - minha grande ajuda tem sido a vovó. Nesses dias que passamos na casa dela, ela faz almoço, cuida da roupa, e o principal: brinca com o pequeno. A ajuda da vovó tem sido incrível, pela paciência, pela disponibilidade, pela alegria em brincar com ele.

No começo Bento estranhou que eu ficasse no computador. Antes eu só usava o computador em casa de vez em quando, para ler notícias, mandar um e-mail, blogar. E mais quando ele estava dormindo. Agora preciso ligar a máquina com mais frequência. Um dia a vovó disse que eu estava trabalhando e ele respondeu: "não vó, a mamãe não tá tabalhando, ela tá no contador" (computador)... e em seguida, emendou: "mãe, você não vai tabalhá lá fora?"

Falando no mocinho, tenho observado uma grande melhora em seu comportamento desde que passei a ficar mais em casa. Antes, com meu trabalho em horário fixo, saíamos de casa bem cedo e voltávamos no final do dia. Ele ia e voltava comigo, passávamos um bom tempo no trânsito e depois ele ficava na escola. Apesar de gostar da escola, ele choramingava para entrar. Saía animado, mas ia se cansando no trajeto de volta. No fim, ficávamos pouco tempo juntos, já que quando chegávamos em casa eu tinha que me dividir entre ficar com ele, fazer o jantar e cuidar das tarefas domésticas.

Agora ficamos juntos o tempo todo. Mesmo que eu esteja trabalhando, ele brinca ao meu lado, vem me mostrar um desenho, um carrinho. Podemos fazer um passeio curto pelo quarteirão enquanto faço um intervalo. Brincamos muito mais, tanto nas minhas pausas entre um job e outro quanto no período em que espero algum trabalho chegar. Ele também tem dormido melhor, acorda disposto e sai sozinho da cama, sem me chamar. Ainda tem os siricoticos típicos de uma criança, seus momentos de birrinhas e choramingos, mas mesmo esses diminuíram bastante. Em tão pouco tempo, é nítido o quanto ele está mais calmo, mais seguro, mais feliz. E eu também.

21 de outubro de 2011

O desfralde - capítulo final: "Final?"


Então que agora meu filhote já é mocinho cuequildo. Fica o dia todo de cueca, já colocamos logo que acorda e ele até tira a soneca da tarde de bundinha na zorba. Os xixis no chão praticamente sumiram, e ele está todo todo com sua coleção de cuecas coloridas. Só a fralda noturna permanece, mas pretendo tirá-la no próximo verão.

Achei que o processo evoluiu bem - ao menos para o xixi. O cocô será outro capítulo, pois ele não quer fazer sentado de jeito nenhum. Consequentemente, não faz no penico nem no vaso, só na cueca. Mas já estou feliz com o sucesso do xixi!

Em certos momentos pensei que a coisa ia demorar, que não estava na hora... até ri com uma recusa enfática dele em ir ao penico:

"filho, você está sem fazer xixi há um tempão! tá na hora, o pipi quer fazer xixi"
"não qué mãe"
"quer sim, pergunta pra ele" (nessa hora eu faço uma voz diferente e finjo que sou o pipi querendo fazer xixi... ai ai, mãe tem que inventar cada uma!)
"não quééé mãe!"
"filho, você está sem fazer xixi há horas!"
"não qué sissi mãe!"
"tá bom... não quer mesmo?"
"não mãe! não vô fazê sissi nunca! Nun-ca!"

Mas depois a recusa passou, e a cada dia damos um passinho a mais. Ele até já disse duas coisas que toda mãe de filhote em desfralde quer ouvir:
"Não qué por fralda!" e
"Mãe, vamo fazê sissí no banheiro?"
Vamos, claro! E ele foi, e fez um xixizão. Comemoremos!
E aguardemos o cocô...

20 de outubro de 2011

O desfralde - capítulo 3: "Xixi em pé"


Antes de iniciar o desfralde,uma dúvida que eu tinha era sobre como ensinar sobre o xixi: em pé ou sentado. Meninos fazem xixi em pé, todos sabem disso. Mas o que eu achava mais importante era que ele entendesse que fazia xixi e cocô, entendesse que aquilo saía dele, e percebesse quando tivesse vontade de fazer. Fazer em pé ou sentado já era outro passo.

Aos poucos ele passou a demonstrar interesse pelo que fazíamos no banheiro. Adorava principalmente ver o pai fazendo xixi. Então comprei o penico e fui conversando com o pequeno. Também passei a adotar um ritualzinho matinal com ele: lavar o rosto, escovar os dentes, tomar café da manhã, trocar de roupa. Meu objetivo era incluir o xixi nesse ritual. Ele adora escovar os dentes, mas o xixi... Não quer fazer. Aí dou o café da manhã, troco a fralda noturna pela cueca e começamos o dia.

Ele ainda está aprendendo o processo todo, demonstra vontade de fazer xixi (principalmente quando começa a repuxar o pipi e trançar as perninhas), e até diz que está com vontade antes de fazer. Mas na maioria das vezes não quer parar de brincar para ir ao banheiro (e quem quer?).

Mas a coisa vai evoluindo. Um belo dia ele acordou e, mais ou menos meia hora depois que já estava de cueca, fomos ao banheiro. Ele simplesmente empurrou o pipi pra dentro do penico e fez o maior xixizão. O primeiro do dia, depois de uma noite toda dormindo, ele fez no penico! Fizemos festa e ele ficou todo orgulhoso. Foi jogar o xixi no vaso e se sentiu todo "grande".

Aí fizemos o teste do xixi no banho. A água do chuveiro estimula, e ele se diverte ao ver o xixi saindo. Todas as vezes que entra no banho faz um xixizinho. E assim, o xixi sai com ele em pé.

Então, sempre que ele está com vontade, ofereço as duas opções, penico e chuveiro, e deixo ele escolher. Mas percebi que o chuveiro funciona melhor, e estou usando mais essa opção. E viva o xixi em pé!

19 de outubro de 2011

O desfralde - capítulo 2: "Onde foi que ele fez cocô?"

O dia 2 do desfralde começou com o pequeno não querendo ir ao penico. Colocou cuequinha, mas custou a fazer qualquer coisa no troninho.

Durante a manhã, ficou com vontade de fazer cocô. E há tempos ele acostumou a fazer cocô em pé, atrás de alguma porta, para "se esconder". Então temos dois desafios pela frente: não apenas aprender a usar o penico, mas fazer cocô sentado.

Então resolvemos tirar a cueca e deixá-lo peladinho. Faz parte do processo sentir o xixi e o cocô, para ajudar a criança a entender de onde as coisas saem.

A vontade de fazer cocô persistia, e a teimosia em não ir ao penico também. Ofereci, mas não forcei. Até que ele comeu uma banana com farofa e o cocô quis sair. O pequeno correu atrás de uma porta para se esconder, e deixei. Pois ele fez cocô em pé, sem fralda nem cueca. Quando viu o dito cujo no chão, se surpreendeu. "O cocô mãe, o cocô!" Achou engraçado. Aí, enquanto eu limpava a sujeira, ele pisou em cima da obra. E se assustou, ficou com nojo. Concluí a saga perguntando: "onde você vai fazer o próximo cocô?" e ele respondeu: "no penico". Oremos...

18 de outubro de 2011

O desfralde - capítulo 1: "Os preparativos e a estreia"

Arsenal:
- penico
- cuequinhas diversas
- livrinhos sobre o tema
- panos de chão e demais materiais de limpeza

Equipe:
- mãe para relembrar que lugar de xixi/cocô é no penico
- pai para dar exemplo usando cueca e fazendo xixi em pé
- vovó para incentivar e acalmar com sua paciência sem fim

Saldo do primeiro dia:
- um xixi no tapete da vovó
- infinitos xixis no chão
- três xixis nas cuequinhas
- nenhum cocô em lugar nenhum
- um xixi e meio no penico! todas comemora!



13 de outubro de 2011

O desfralde - prólogo

No ano passado, iniciei o que chamei de pré-desfralde. Aproveitei o interesse do pequeno pelo assunto, principalmente ao ver a mim e ao pai no banheiro. Comprei peniquinho e livrinhos que ajudam na retirada das fraldas e fui, aos poucos, tocando no assunto.

Após algumas tentativas bem leves e de apenas um xixi no penico, suspendi o processo. Achei que ele ainda não estava pronto para o desfralde e dei um tempo. Continuei lembrando o pequenino da existência do penico, das cuequinhas, do xixi em pé. Mas resolvi esperar uma nova manifestação de interesse da parte dele, sem forçar nada.

Passaram alguns meses e, com eles, o tempo frio e a retirada da chupeta. Vencida mais essa etapa de evolução da vida de bebê rumo à de menino, estava só esperando mais duas coisas: a chegada do calor e as minhas férias. Pois eis que esse momento chegou e, aqui na casa da vovó, que mora numa cidade bem mais quente do que a nossa, resolvi pegar firme no desfralde. E já tivemos alguns progressos, que vou contar conforme forem acontecendo. Não necessariamente tais progressos aconteceram em dias consecutivos, houve intervalos de um ou dois dias entre um evento e outro. Mas a ordem relatada é cronológica.

Só adianto que tenho agora um menino cuequildo por aqui. Mas as fraldas ainda não foram totalmente abandonadas...

(continua...)

11 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva: Como era ser criança na minha infância

Adorei a ideia proposta pela Ingrid para uma blogagem coletiva: uma homenagem ao Dia da Criança analisando e lembrando fatos, pessoas, histórias que marcaram nossa infância e deram o tom para que pudéssemos crescer e nos tornarmos quem somos hoje. Eu falei sobre minha infância recentemente em um post, mas gostei tanto da ideia que é claro que aderi!


O que eu mais me lembro da minha infância são as brincadeiras. Como era mais simples brincar na rua, não havia tantos carros - ou nossa rua não era tão movimentada na época, não sei... E também havia mais crianças, brincávamos não apenas com parentes, mas com vizinhos. Na minha rua havia cerca de 12 crianças, mais meu primo que morava em outro bairro mas vinha sempre brincar com a gente. Eram meninos e meninas de várias idades, que misturavam brincadeiras de um universo e de outro. De pega-pega e esconde-esconde pelas casas vazias a queimada, pular corda, bicicleta... A rua ficava barulhenta, cheia de risadas, gritos e correria.

Também era comum a guerra de bexiguinhas d'água, os jogos de bets (ou taco) e de vôlei. Meu pai tinha muitas ferramentas em casa, e vira e mexe nossa garagem virava "oficina" dos carrinhos de rolimã dos meninos - que nós brincávamos descendo ladeira abaixo. Lembro que uma vez fizemos trenzinho de várias meninas de patins, até que a primeira da fila tropeçou e foi aquele dominó, uma caindo por cima da outra. Quando eu caí, o dedinho da minha mão esquerda entrou em um buraco e trincou - o que resultou em um dedo e o antebraço engessados.

E a escola, quantas lembranças... Dos lanchinhos Mirabel da cantina às lancheiras com garrafinha térmica, os lanches eram o máximo. Eu não gostava de comprar salgados na cantina, e depois que cresci um pouco parei de comer na escola, tinha vergonha! Lembro das carteiras retangulares e verdes, de um menino que assoou o nariz na cortina da sala de aula, dos recreios sempre cheios de "novidades" para compartilhar com as amigas... Tenho também algumas lembranças de quando tinha uns 5 anos, de um dia em que minha irmã foi me buscar levando nossa cachorra na coleira. Foi a atração da escola!

Quanto às recordações em casa, eu lembro que minha mãe gostava de ler histórias para mim. Eu decorei várias, pois pedia para que ela lesse e relesse, infinitas vezes. Também lembro que gostava de desenhar, pintar com aquarela, brincar com minhas panelinhas. Engraçado que eu gostava de brincar de casinha, mas demorei a aprender a cozinhar!

E as bonecas... também adorava. Eu tinha aquelas que pareciam bebês em tamanho real, tinha Moranguinhos, as bebezinhos... E tinha uma Barbie, do modelo clássico loira (até porque não havia tanta variedade Barbística) e duas Susies, herdadas das minhas irmãs. Mas o que só eu tinha, a exclusividade do bairro, era um guarda-roupinhas cor-de-rosa, recheado de roupas para a Barbie e as Susies, feitas à mão por minha madrinha e minha tia. Naquela época, não havia tanta facilidade em comprar roupa de boneca já pronta. Então minhas tias faziam com retalhos de tecido. Havia vestidos de festa, longos, curtos, justos, com saia rodada, lisos, estampados... Não era à toa que as meninas do bairro adoravam brincar na minha casa!

Acho que minha infância contribuiu para que eu valorizasse as amizades. Tenho amigas que fiz na infância e mantenho até hoje. Muitas dessas lembranças me surgem acompanhadas pelas crianças com as quais partilhei cada momento. Algumas nunca mais vi, mas guardo na memória com carinho.

E quanto aos fatos que me proporcionaram ser o que sou hoje, acredito que foi a dupla possibilidade de brincar com amigos e sozinha. Eu brincava na rua ou em casa, com amigas e vizinhos. Mas também brincava em casa sozinha, pois minhas irmãs são mais velhas e minha mãe trabalhava. As brincadeiras de desenhar, cozinhar, pintar, eu fazia sozinha mesmo. E hoje vejo o quanto é importante ter essas duas experiências. É ótimo ter com quem compartilhar, inventar brincadeiras em conjunto, aprender a dividir, a esperar a vez. Mas também é muito legal exercer a imaginação sozinha, inventar, criar.

E, com esse post cheio de recordações, desejo um ótimo Dia das Crianças a todos os pequeninos!

*selinho da blogagem feito por Dani Moreno

10 de outubro de 2011

De volta e o que é que tem na casa da vovó?

Tô de volta gents! Adorei receber o carinho de vocês quando contei da nossa ausência temporária! É muito bacana receber esse retorno, obrigada mesmo!

Ainda estamos no interior, na casa da vovó do Bento, e ainda ficaremos um tempo por aqui até reestruturar algumas coisas. Bento está adorando as "férias", tem se divertido com os passeios diferentes, com as visitas aos primos e com tantas horas livres para brincar.

Aproveito para contar algumas coisas que têm entretido o pequeno por aqui. Porque só na casa da vovó tem...

... comidinha caseira com tempero da vovó
... pudim de leite, bolo e sorvete de chocolate
... cabaninha e vários brinquedos herdados dos primos
... varanda cheia de plantas e espaço para soltar bolinhas de sabão
... 37 ímãs diferentes na geladeira, que obviamente viraram brinquedo
... espaço, espaço e mais espaço
... noites compriiiidas, com muitas horas de sono (ou eu é que não estava mais acostumada a dormir tanto?)
... muuuuita paciência da vovó
... e o início do desfralde... Aguardem mais notícias!

1 de outubro de 2011

Volto logo!

E então que chegou o dia. Ontem me despedi do pessoal do escritório, da minha mesa, do café na minha xícara amarela, dos almoços em self-services, do trânsito para trabalhar. Bento se despediu da escola, dos amiguinhos e das professoras, com direito a abraço em cada amigo, beijo das "tias" e um bilhete especial da professora. Agora é começar uma etapa nova, com trabalho em home office e ele fora da escola, em casa.

Para inaugurar essa nova fase, vamos tirar uns diazinhos de férias. Vamos para o interior, para a casa da vovó, e lá ficaremos por um tempo. Vovó vai me ajudar nesse início, ficando com Bento enquanto me adapto à nova rotina, já que ainda não resolvemos sobre a nova escola. Papai fica em SP, indo nos visitar periodicamente.

Viajamos hoje, e ficarei uns diazinhos fora da blogosfera. Preciso descansar, desligar da rotina doida que estava vivendo.

Deixo vocês com essa foto dos pezinhos do Bento, tirada pelo próprio com meu celular. Ficaremos uns dias na preguiça, de pernas para o ar...


Até breve!
 
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