28 de julho de 2011

Crianças que batem

Recentemente levei Bento a um aniversário de um amiguinho da escola. O amiguinho estava completando 2 anos e a maioria das crianças presentes era dessa idade, com apenas algumas um pouco maiores e dois bebês. Entre os convidados, conhecíamos apenas outros três amiguinhos também da escola, além do aniversariante.

É em festas de aniversário que temos uma boa ideia de como as crianças estão sendo educadas (ou não) por aí. A maioria das crianças brincou direitinho, sem grandes atritos entre elas. Vez ou outra acontecia de uma querer passar na frente da fila para o escorregador (e Bento foi um que furou a fila, eu vi mas nem deu tempo de segurar, quando percebi ele já tinha passado na frente de outras crianças e estava lá no alto. Isso não me impediu de chamar sua atenção e ensinar a regra da fila).

Mas também aconteceram algumas desavenças. Normal, principalmente entre crianças que não se conhecem. As que envolveram o Bento também envolveram sempre o mesmo amiguinho, um da escola. Ambos já "velhos conhecidos" (no alto dos dois anos de cada um), logo que se viram correram para brincar. Na primeira vez que brincaram no pula-pula, estavam receosos para entrar e só foram porque se deram as mãos. Mas tanto amor assim também pode dar choque.

Estavam os dois na piscina de bolinhas, junto a três outras crianças. Os dois brincavam juntos, pulavam, jogavam as bolinhas para cima. Em uma fração de segundos um deles (juro que não vi quem) implicou com o outro (juro que não vi por quê). Seguiu-se uma sessão básica de empurra-empurra, até que o amigo puxou com força o cabelo do Bento. Filhote chorou alto e me procurou na hora. Não revidou, e rapidamente o tirei do brinquedo, acalmando o pequeno.

Em uma segunda situação, estavam os dois dançando em frente ao telão, que exibia uma variedade de clipes que ia de Patati Patatá a Palavra Cantada, passando por Backyardigans e Xuxa. De novo, em determinado momento um empurrou o outro, até que o amigo bateu no braço do Bento. Que, outra vez, não revidou e veio chorando para perto de mim.

Reparei que, quando os atritos foram leves, ficando nos pequenos empurrões, Bento revidou e empurrou de volta. Não foi ensinado a fazer isso, simplesmente reagiu. Já quando a coisa ficou feia e ele realmente sentiu que machucou, ele chorou e veio me procurar. E disse, entre lágrimas "fulano bateu no baço, mãe".

Então percebi que as crianças podem não apenas ter comportamentos inadequados, mas ensinar isso às outras. Bento sempre foi carinhoso, gosta de abraçar e beijar. Mas, de uns tempos para cá, começou a bater quando contrariado. Não todas as vezes, mas acontece.

Por mais que ele e o amigo se dêem bem, brinquem e interajam, há crianças que reagem a uma contrariedade com agressividade. O menino era uma graça, simpático, dividiu até seu lanche com o Bento. Mas tinha esses pequenos ataques.

Eu sempre acompanho Bento nas brincadeiras das festinhas. Fico por perto, vendo se está tudo bem. Só interfiro em casos como esse. No caso do puxão de cabelo lá na piscina de bolinhas, quem estava acompanhando o pequeno hooligan era o pai, que prontamente repreendeu o filho. Ponto para ele. Mas em outra situação, o menininho estava puxando uma toalha (o que faria com que tudo em cima da mesa caísse em cima dele) e vi a mãe repreendê-lo de longe, sem levantar da cadeira, dizendo "fulano, olha aqui, quer que eu pegue o chinelo?" enquanto mostrava o sapato. Sim, no meio da festa. E ainda completou: "com ele é assim, só assim ele entende".

Pensei com meus botões: se o garotinho está sendo repreendido com ameaça de apanhar, mesmo que não apanhe vai achar que é dessa forma que as coisas funcionam. Se não pode fazer alguma coisa, a bronca vem por ameaças. E aí ele bate, puxa cabelo, empurra.

É complicado que nossos filhos convivam com crianças assim. A gente tenta ensinar, tenta conversar, explicar que está errado sem recorrer à violência. Às vezes sai um grito, outras vezes recorremos ao castigo. Nem sempre conseguimos manter a calma. Mas aí o filhote vai encontrar em seu caminho crianças que receberam ensinamentos diferentes. E, nesse caso, vai conviver diariamente, já que frequentam não apenas a mesma escola, mas são da mesma turma.

Ressalto de novo que o amiguinho não é sempre agressivo. Como relatei, ele e Bento brincaram muito, aliás a maior parte da festa estavam sempre juntos. Dançaram, pularam, dividiram lanche. Mas houve esses momentos, e é neles que os pequenos aprendem a lidar com frustrações. Como vou dizer a Bento para não bater, se o amigo bate? E como ensinar a ele a não revidar - apesar que, do jeitinho dele, já aprendeu que até é possível revidar um empurrão, mas não uma agressão que realmente machuca. Se a coisa aperta, recorre aos pais. Como é difícil ensinar um filho em meio a educações divergentes.

Por fim, mais uma observação, dessa vez quanto à organização da festa e não aos convidados: não havia nada para beber além de refrigerante e cerveja. Nenhuma opção de suco. Quando pedi água, demorou quase meia hora para o garçom trazer (será que foram comprar às pressas?). Bento não toma refrigerante nenhum, simplesmente não gosta. E como nas últimas festinhas que fomos havia suco e/ou água, nem me lembrei de levar dessa vez. Fora que, para comer, a maior parte do cardápio era composta por salgadinhos fritos. Lembrando que era uma festa para crianças na faixa de 2-3 anos. Ficadica para quem estiver organizando festinhas: lembrem de oferecer opções mais saudáveis aos convidados.

27 de julho de 2011

Iiiiimaginação

Uma das fases que eu acho mais legais em crianças é quando começam a desenvolver a imaginação. Inventar outros fins para os próprios brinquedos, diferentes dos originais, é o máximo. E pegar outros objetos e transformá-los? Fazer de um pote um carro, de um pedaço de papel uma bola e de uma colher um avião é exercer a fantasia e a invenção. E Bento começou a entrar nessa fase.

Até então, o máximo que ele havia feito era fazer voar pedaços de brinquedo dizendo ser aviões ou helicópteros, e empilhar os blocos de montar dizendo que havia feito uma casinha ou um pato. Mas essa semana, na volta da escola, o mocinho inventou brincadeiras com um ingrediente inesperado: bolachas.

Estava ele comendo bolachas de água e sal quando, após uma mordida, olhou o pedaço nas mãozinhas e disse:
- Óia mãe, o zacalé (jacaré) de bolacha!
Pegou outro pedaço e continuou:
- Agóa o moço gigante de bolacha!
- Moço gigante? Não é monstro gigante?
- Não mãe, moço! Moço gigante, ruarrr!
- Óia mãe, o moço do mar!
- E o cavalo! pocotó, pocotó!
E saiu cavalgando a bolacha.

Mais tarde, depois do banho, estava enxugando o pequeno e ele resolve brincar com a toalha. Se esconde embaixo dela feito fantasma e diz:
- mãe, o mônsto da toalha! uuuuu!

É, o tal "moço da bolacha" era monstro mesmo. Meu monstrinho de bolacha!

Não é o máximo ver o desenvolvimento da criatividade e da imaginação infantis?

*Título do post retirado de um episódio do desenho Bob Esponja. Imagem do Google Imagens.

26 de julho de 2011

Quando a criança fica doente... e a mãe também

Hoje lá no Minha Mãe que Disse a Roberta postou um texto e uma enquete perguntando se criança doente pode ou não ir para a escola. O texto é ótimo, com exemplos de como a escola do filho dela age lá em Cingapura. Leiam e opinem clicando aqui!

Se Bento fica doentinho, procuro deixá-lo em casa. Das clássicas viroses a quedas que deixam roxos, sempre que possível fico com ele, mesmo que tenha que levar trabalho para casa. Claro que nem todo chefe é maleável e nem todo tipo de trabalho pode ser feito em casa. Como aqui consigo ambas as coisas se necessário, vou para casa mesmo. A criança doente não apenas sente dor, mas indisposição. Fica manhosa, quer carinho e colo.

Mas... e quando é a mãe que fica doente? Hoje estou meio mal, já acordei com dor de cabeça mega e dor de estômago. Tudo o que eu queria era me deitar e fazer nada. Simplesmente ir para casa e tomar uma sopinha feita por minha mãe. Como diria Bento, "qué í pá casa".

Só que não vou fazer nada disso. Meu chefe é flexível, mas prefiro usar essa flexibilidade para quando Bento fica doente, não eu. O pequeno não entende o "preciso" trabalhar, não entende horários, não entende compromissos. Eu só vou para casa se realmente não tiver jeito.

Enquanto isso vou tentando fazer o mínimo possível no trabalho, distraindo a dor de cabeça com tarefas mais amenas (tipo leitura dos blogs dazamiga, rá!) e torcendo para melhorar no fim do dia. Porque no final da tarde tem um mocinho doido para brincar ao sair da escola, precisando que eu faça o jantar e dê banho, e doido por um colinho antes de dormir...

*****
Em tempo: obrigada meninas pela opinião sobre a mudança do nome do blog! Não vou mudar por enquanto, até porque não tinha nenhum nome mega legal em mente ainda. E também porque realmente daria um trabalhão avisar todo mundo e "reposicionar a marca", como disse a Mari... Valeu meninas!

25 de julho de 2011

Novo nome para o blog

Quando criei este blog, ele não era um blog de mãe. Tinha outro nome, outro endereço, e eu postava textos e pensamentos meus sobre vários assuntos.

Aí engravidei. E, naturalmente, comecei a escrever mais sobre a gravidez, sobre as mudanças, sobre as expectativas. Depois que Bento nasceu, foram raros os textos em que não escrevi sobre maternidade.

Então decidi mudar o nome do blog, para ficar mais com cara de nome de mãe. Escolhi o nome Mãe do Bento porque, depois que temos filho, todo mundo nos chama de "mãe". A "mãe do Bento" trouxe fralda para deixar na escola, a "mãe do Bento" quer marcar consulta no pediatra, a "mãe do Bento" ligou, vem buscá-lo mais cedo. Contei sobre a mudança do nome do blog nesse post aqui.

Só que, na época, eu não conhecia nada da blogosfera. Aos poucos fui conhecendo um blog, outro blog, outro blog. Hoje há tantos blogs maternos que nem dou conta de ler todos como gostaria! Mas aí percebi que o nome do meu blog era muito comum, muito "simplinho", não passava tudo o que eu queria dizer em um nome. Ainda mais sendo publicitária, sei que o título (do texto, do anúncio, do filme.... de qualquer coisa) é a primeira coisa que chama a atenção do leitor, é o que o faz querer ou não continuar lendo aquele texto.

Por isso, penso em mudar o nome do blog. Faz tempo que estou com essa ideia, mas não sei se a coloco em prática... E aí, mudo ou não mudo? O que vocês acham?

22 de julho de 2011

Centro das atenções

Às vezes acontecem coisas que deixam a gente meio bobas de orgulho dos pequenos.

Ontem Bento tava meio indisposto, com a barriguinha ruim. Até vomitou na escola (está fazendo curso de férias, já que não tenho folga no trabalho). Depois melhorou, não teve febre nem nada, foi só uma indisposição mesmo, algo que comeu (ou algo que pegou do chão e pôs na boca, peraltice de criança). Quando fui buscá-lo na escola estava manhosinho. E aí professora dele disse:

"Ah, é tão ruim quando ele está assim... porque ele é o centro das atenções da turma. Todos os amigos gostam dele, todos o chamam para brincar"

Orgulhinho da mamãe!

20 de julho de 2011

Aquilo roxo

Dessa vez a peraltice Bentística tem até cor. E é roxa.

Bento fez cocô e, depois de limpá-lo, comecei a preparar seu banho. Enquanto eu separava a roupa, a fralda limpa e aquecia o banheiro, o mocinho foi brincar pelado mesmo com o pai. Como o frio deu uma trégua esses dias, deixei. No meio da correria do pega-pega, fez xixi no chão. Tudo bem, faz parte do treinamento para o desfralde deixar a criança sentir o xixi, para entender quando está com vontade de fazê-lo.

Enquanto fui buscar um pano para limpar o xixi no chão, Bento pegou suas canetinhas que estavam na sala. Escolheu a cor roxa para imprimir seus toques artísticos na parede do quintal. Terminei de limpar a sujeira, fui atrás dele. E o que mais ele pintou de roxo, além da parede? A barriga, as mãozinhas... e o pipi.

Pois é, ele ainda estava pelado, viu aquela torneirinha pendurada e pimba, resolveu pintá-la. Depois até mostrou para o pai a travessura. Agora, além do Collor, Bento também ficou com aquilo roxo. Porque canetinha, vocês sabem, não é coisa que sai tão fácil. Ainda mais roxa.


Ah!! E é claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!

18 de julho de 2011

A escolha do nome Bento

Semana passada recebi um e-mail de uma mamãe que me perguntava sobre a escolha do nome Bento. Ela está grávida pela segunda vez, já tem um menininho, e pensa no nome Bento para o segundinho. Porém, ela disse que a maioria das pessoas (inclusive familiares) é contra, argumentando que futuramente outras crianças vão "tirar onda com ele" ou que ele pode não gostar do nome quando crescer. E pediu minha opinião. Respondi diretamente para ela, mas resolvi fazer um post sobre isso também.

Quando ainda não sabíamos que Bento viria, cogitávamos nomes de ambos os sexos. Para menina, gostávamos de Sofia e Alice - que se tornaram nomes bastante comuns, provavelmente por serem lindos! Aí descobrimos que um menininho habitava minha barriga, e teve início uma looonga batalha pela escolha do nome. Eu e marido discordávamos em quase todas as opções. Eu sugeri infinitos nomes, ele só queria um: Sebastião. Contei um pouquinho sobre isso aqui.

Nosso principal critério de escolha era um nome que ambos gostássemos e que não fosse tão comum, para evitar que o pequeno fosse identificado por apelidos ou pelo sobrenome. Lembro que, quando eu era criança, havia três Marianas, duas Patrícias e quatro Rodrigos na minha classe. Daí, ou eram chamados pelos apelidos, ou pelo sobrenome. Engraçado que, mesmo assim, eu não gostava do meu nome! Queria ser Mariana ou Patrícia, para ser igual às minhas amigas.

Enfim, aí chegamos em Bento, que achamos um nome simples, forte e diferente. Não é tão usual, mas nós gostamos - e é isso que importa. Além disso, é um nome que dificulta apelidos óbvios, então ele é chamado pelo nome dele mesmo (e pelos apelidos que a gente mesmo inventa e não tem nada a ver com o nome!).

Sobre outras crianças tirarem onda, toda criança tira onda com nome da outra. Se o nome dificulta apelidos, as crianças sempre inventam algum. Ainda mais meninos! É só começarem na escola que surgem as alcunhas carinhosas, como "meleca", "cabeção"... Não tem jeito, criança sempre tira sarro uma da outra, tendo nome comum ou incomum.

Sobre a criança não gostar do nome quando crescer, ele pode também não gostar de ter um nome comum! Temos um exemplo aqui em casa mesmo: o nome do pai do Bento é Matuzalem. E ele sempre diz que, se tivesse um nome comum, não ia gostar, porque adora ser diferente e todo mundo sabe quem ele é.

Enfim, eu acho que ninguém tem nada que opinar na escolha do nome do nosso filho. Podem dar sugestões, tudo bem, mas quem decide mesmo é a mãe e o pai. Até porque palpites sempre surgem, independentemente de nossas escolhas.

15 de julho de 2011

Coisa tão mais linda

Nando Reis
 
Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela, então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar

Água- marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, mares, cabos, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Hoje você está
Onde você está
Nas coisas tão mais lindas
 
Por que você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas

As cores desta foto estão onde devem estar: na minha coisa tão mais linda. Foto tirada pelo papai.

Bom fim de semana!

14 de julho de 2011

Eu fazeu

Bento tem desenvolvido muito bem a linguagem. Aos poucos aprende novos fonemas, como o L (lalanza, lápis), o RR (macarrão, carro) e treina o plural (dois carrinhos, dusa pipas). Agora a novidade é que ele começa a conjugar verbos e a usar a primeira pessoa.

Até então, sempre que queria dizer algo referindo-se a ele mesmo, Bento o fazia na terceira pessoa:
é do Bento
Bento qué
Bento cegô (chegou)
Bento consiguiu

Agora, treina a primeira pessoa... mantendo o verbo na terceira. O que rende pequenas perolinhas, como:
eu caiu
eu consiguiu sozinho
eu comeu
eu pulô
eu fazeu sissí

Eita língua complicada a nossa... fazemos a pergunta com o verbo de uma forma, a pessoa tem que responder usando outra... e cada verbo é de um jeito! Você fez/eu fiz; você vai/eu vou; você gosta/eu gosto! Natural que os pequenos se confundam quando estão aprendendo.

Mas enquanto isso... vou me divertindo com o que ele diz, o que rende tiradas ótimas. Só para finalizar o post, deixo aqui a última que me lembro. Bento foi para trás da porta da cozinha se esconder para fazer cocô. Ficou lá fazendo forcinha, dando uma espiada de vez em quando para ver onde eu estava. Quando terminou, saiu de trás da porta todo sorridente, dizendo:
"eu fazeu cocô gandão!"

12 de julho de 2011

Ainda usa fralda?

Esses dias fui à farmácia comprar fraldas. Como é a farmácia que sempre vou, me dirigi direto às prateleiras das fraldas e comecei a procurar a marca e o tamanho de costume. Uma funcionária se aproximou e o seguinte diálogo se seguiu:

- Olá, posso ajudar?
- Sim, estou procurando a fralda tal.
- Temos essa e essa nesse tamanho... essa está em promoção... qual a idade dele?
- 2 anos.
- 2 anos?? E AINDA usa fralda?!!
- Sim, usa.
- Nossa, minha mãe tirou minha fralda quando eu tinha 1 ano.
- Eu acho muito cedo. A criança ainda nem tem controle nessa idade.
- Ah, mas é só ir levando ao banheiro. Vai levando que ele aprende.
...
- Bom, mas eu tenho uma priminha de 1 ano e 8 meses que não quer saber do banheiro. A gente leva ela no penico e ela não faz nada, não adianta.
- Pois é, depende da criança. Obrigada.


Ai que raiva de gente palpiteira! Senti que a moça até falou com boas intenções, querendo ajudar. Provavelmente nem tem filhos, palpita com base na experiência alheia. Por isso mesmo nem argumentei, achei que não valia a pena.

Depois fiquei pensando que ela deve me achar péssima mãe por Bento ainda usar fralda... Do jeito que ela falou, parecia que eu é que não queria ensiná-lo! Se bem que o que eu acho péssimo é forçar um bebê de 1 ano a desfraldar. Enfim, lição número 1 da maternidade: cada um sabe o que é melhor para seu filho.

11 de julho de 2011

Pocket show Palavra Cantada

Ontem, domingão à tarde, eu e Bento fomos conferir o Pocket Show da Palavra Cantada na Fnac Pinheiros aqui em São Paulo. O mini-show foi criado para promover o novo trabalho da dupla, o DVD vem Dançar com a gente.

O DVD tem 10 clipes, entre músicas já conhecidas como Bolacha de Água e Sal e Pé com Pé, e também músicas novas, como De Gotinha em Gotinha. Mais informações sobre o DVD aqui!

No show eles apresentaram 9 músicas do DVD, com um telão exibindo as imagens ao fundo. E finalizaram com a famosa Sopa, que não está no DVD mas é sempre sucesso.
 esperando o show começar
O show foi bem simples, apenas com Paulo, Sandra e um músico convidado. Todos ficaram sentados no chão mesmo. E as 9 músicas cantadas renderam uma apresentação de quase 1 hora. Tirando a espera inicial para começar, que para crianças pequenas é sempre cansativa, para um show gratuito eu achei bem bacana.

Na saída do show comprei o DVD para o Bento e ainda completei com o CD Canções Curiosas, também da dupla.

Apesar de Bento ter ficado um pouco impaciente na espera antes do show começar, adorou a experiência. Não quis dançar, mas acompanhou todas as músicas com atenção. E depois contou tudo pro papai.

Fica a dica do DVD, achei ótimo para crianças pequenas, já que os clipes são curtos - além da qualidade musical, sempre excelente. O CD ainda vou ouvir, mas já tive boas recomendações também. Ficadica!

10 de julho de 2011

Selos semanais

Os selinhos dessa semana vieram da Jujuba e da Angi!
Primeiro chegou o da Ju:
E o selinho vem com um questionário!
1. Por que entre tantas atividades você prefere ler?
Porque nos permite viajar na história, imaginar os personagens, os cenários. Porque é um lazer para qualquer hora e qualquer lugar.

2. Por que gosta de ler livros físicos (na era da internet muitos lêem por ela)?
Porque gosto de folhear, ir e voltar na história. Acho bastante desconfortável ler livros inteiros pela internet.

3. Por que comprar livros?
Para montar meu acervo pessoal e poder ler sempre que quiser.

4. De onde vem seu incentivo de leitura, blogs literários têm alguma influencia nele?
Gosto de ler desde pequena. Minha mãe e irmãs liam para mim e todos em casa têm esse costume. Não conheço blogs literários.

5. Você lê o que está na moda ou segue algum escritor que te agrada?
As duas coisas. Se o título e a resenha me chamam a atenção, compro. E também tenhos meus escritores preferidos sim, nacionais e internacionais.

6. Ler um livro atrás do outro faz bem?
Sim, sem dúvida. Às vezes leio mais de um ao mesmo tempo.

E agora as regras do desafio:
1. Indicar cinco blogs.
- Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho
- Nova Vida, Vida Nova
- Blog da Clauo
- O que tem hoje?
- Tagarelices e Pensamentos

2. Uma música que te marcou muito:
Todo o álbum A Rush of Blood to the Head, do Coldplay.

3. Livros que nunca vai esquecer:
Os quatro livros da série As Brumas de Avalon, Crime e Castigo, Ensaio sobre a Cegueira.

4. Dizer por que você acha que ganhou o selo:
Porque a Ju é uma fofa que sempre me manda esse carinho!

Ufa! Mega questionário!
Agora o selinho da Angi:

Regrinhas desse Selinho :   
1. Falar do blog que ganhei: O blog da Angi é mega dinâmico, ela atualiza quase todos os dias contando as experiências dela na maternidade. E ainda nos brinda com dicas bem legais.

2. Falar o que mais gosta no blog e de quem ganhou o selinho: Estou adorando acompanhar as dicas da festa do Antonio, tanto de decoração quanto de petiscos. E a Angi é um amor, está sempre por aqui!

3. Indicar o selinho  para 7 blogueiras:
Jujuba
Renata
Paula
Dani
Dani
Chris
Lu

Bom domingo a todas!

7 de julho de 2011

Mamãe não tem pipi

Desde que Bento era pequenininho, adotei o banho noturno como parte da rotina de antes de dormir. Quando passou a ir à escola, esse banho se tornou essencial também para sua higiene diária e para ajudá-lo a relaxar.

Desde que mudamos de casa, preciso sair bem cedo para o trabalho, quando ainda nem amanheceu. E com esse frio que tem feito, não me animo a tomar banho antes de sair. Prefiro tomar quando volto para casa. Daí posso tomar banho sossegada, secar o cabelo, passar creme.

Ou seja, já que Bento e eu vamos tomar banho antes de dormir e nessa hora sempre estamos só nós dois em casa... tomamos banho juntos.

E aí que o menininho começou a reparar não apenas no próprio corpo, mas no meu também. A primeira coisa que percebeu foram os seios. Uma vez eu estava abaixada esfregando seu corpinho enquanto ele brincava com o chuveirinho. De repente.... fom! Apertou meu seio com a mãozinha. E achou o máximo, disparou a rir! Não aguentei e ri junto.

Alguns dias depois, enquanto eu o enxugava, ele notou os próprios mini-mamilos. Pegou um com cada mãozinha e puxou, me perguntando:
"Quê isso mãe?"
Respondi "são mamilos, filho"
"mamíio? é?"
"É"
E fim. Não perguntou mais nada.

E ontem percebeu que eu não tenho pipi. De novo, estávamos no banho. Eu estava em pé, lavando meu cabelo, e ele brincando com a esponja. De repente olhou para mim apontando e disse:
"mãe, não tem pipi"
"não filho, a mamãe não tem pipi. A mamãe é menina. Só o Bento e o papai têm pipi"

Ele ficou mudo, me olhando com a maior cara de interrogação do mundo.
"não tem pipi?"
"não, a mamãe não tem pipi"
"só Bento e papai?"
"só o Bento e o papai"

E pronto. Voltou a brincar com a esponja e um carrinho.

Por enquanto ainda está fácil responder suas perguntas. Respondo o que ele quer saber, satisfaço a curiosidade sem mais detalhes e ele se dá por satisfeito. Quero só ver como vou me sair quando as perguntas ficarem mais cabeludas...

6 de julho de 2011

Café em Floripa

Recebi um convite especialíssimo! A Dani, do Balzaca Materna, me convidou para escrever lá no blog dela. Que honra! Fiquei super feliz, viu Dani!

Então hoje eu não estou aqui. Fui lá em Floripa tomar um café. Querem saber no que deu? É só clicar aqui!

1 de julho de 2011

Qué í pá casa

Ontem foi a festa junina da escolinha do Bento. Como a escola dele é pequena, a festa foi exclusiva para as crianças, e o dia e o horário escolhidos foram esses: no meio da tarde, em um dia de semana.

A festa teve as comidinhas típicas, com a colaboração dos pais: meninos deveriam levar um prato de doce, as meninas, de salgado. Levei um bolo de fubá que comprei na padaria - eu mesma iria fazer, mas com Bento doente não consegui preparar.

E também teve quadrilha. Há semanas os pequenos têm ensaiado a dança, e eu estava curiosa para ver como Bento se sairia em sua primeira apresentação, principalmente depois de ter adorado participar da festa junina do primo. Mas estava preocupada de ele não querer nem participar da festa por causa do dodói.

Parênteses: o dodói começou com uma gripe e evoluiu para inflamação na garganta, com dor de barriga e brônquios congestionados. Estamos seguindo o tratamento prescrito pelo pediatra e ele já melhorou, mas até ontem o pequeno teve febre. Eu, que já tinha faltado ao trabalho no dia em que ele estava mais derrubadinho, não podia mais faltar. Fui em meu horário de almoço dar uma espiada nele e dei de cara com o pequeno com febre. Foi duro ouvir "qué í pa casa, mãe" e não poder atendê-lo. Fiquei lá até que ele dormisse, até deitei no colchãozinho com ele. Nessas horas sinto falta de trabalhar em casa (chega logo outubro!) e de ter família por perto (alô vovó!). Fecha parênteses.

Na hora da quadrilha a entrada dos pais foi liberada. O papai conseguiu uma folguinha e lá fomos nós assistir ao pequeno dançarino.

Mas, ao ver aquele mar de pais e mães alheios, com máquinas fotográficas em punho... quem disse que Bento dançou? Ficou murcho, fez biquinho, ficou parado no meio das crianças. E quando um amiguinho pegou o chapéu dele... aí empacou de vez.

Eu me lembro que sempre fui envergonhada em apresentações da escola. Detestava ficar na frente, chamar muito a atenção. E se tinha uma platéia muito grande então... vergonha master. Por isso, não gosto de forçá-lo a nada. Não quer dançar, tudo bem. Ainda mais doentinho.

Puxei o pequeno no canto, conversei com ele. O pai também tentou, também sem sucesso. Saímos da barulheira. Bento até mostrou sua salinha de atividades para o pai, mas não quis voltar para a festa. Fiz uma última tentativa: "quer dançar filhos? quer dançar com os amigos?" "nããão, qué í pá casa". Ok, o mesmo pedido duas vezes no dia, não dava para recusar.
 
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