29 de junho de 2011

A vilã

Descobri tudo. Descobri quem é a vilã, a grande culpada pelas gripes, resfriados, nariz escorrendo, tosse, garganta inflamada e afins.

Ok, esse frio absurdo está de lascar mesmo. Aqui em SP fez 6°C ontem pela manhã, chegando a 3°C em certos pontos da cidade. Hoje nem sei, mas deve estar na mesma. E esse frio congelante traz com ele as famosas doencinhas de inverno, não tem jeito.

Mas o inverno, por si só, pode até ser legal. As comidas quentes, as festas juninas, os gorros, cachecóis e luvas (e até mesmo as roupas em camadas), as botas... só aparecem nessa época. A grande malvada do inverno vêm à noite. Quando os pequenos estão dormindo.

Sabem quem é? A coberta. Ela e suas variações cobertor, edredon, manta, colcha... Sabem por que esses objetos são tão cruéis? Porque não param em cima dos pequeninos enquanto eles dormem. Porque têm espinhos, e mesmo quando param sobre os corpitchos infantis, espetam as crianças e as fazem jogar tudo longe, ficando à mercê do vento gelado do ambiente.

Bento sempre dorme com roupas quentes. Pijama de manga comprida, meias, camiseta manga longa por baixo. Dependendo da temperatura da noite, ainda coloco uma blusa por cima, ou um casaquinho. Cobrir-se enquanto dorme é coisa que de-tes-ta. Basta sentir um leve toque até de lençol para ter um ataque pernístico e empurrar tudo para longe. O único momento em que consigo que ele permaneça com as cobertas é logo que adormece. Pouco tempo depois, já era.

Preciso providenciar um aquecedor já. Porque, se o frio continuar nesse grau que estamos agora, a vilã não vai dar conta dos chutes do pequenino sozinha, não...

27 de junho de 2011

Sobre televisão e DVDs

Já li vários posts por aí sobre a exposição de crianças à televisão e a DVDs. Também tenho minhas restrições e minhas preferências nesse quesito, e sigo essas regrinhas aqui em casa com o Bento.

A primeira regra é não expor o pequeno a conteúdos inadequados. E isso inclui não apenas o óbvio como programas que contenham violência e conteúdo adulto, mas também noticiários, novelas, seriados e até mesmo desenhos destinados a crianças maiores. Acho que tudo tem seu tempo e ele nem consegue absorver e entender corretamente tanta coisa inapropriada para a idade dele.

Já em relação aos programas que ele assiste, também existe moderação. Não gosto de criança em frente à tv o dia inteiro, na verdade nem gosto de tv ligada o dia todo - o que é um costume do pai, que tento diminuir quando estamos em casa, levando o pequeno no parquinho ou brincando de qualquer coisa que não inclua a tv.

Porém, confesso que a tv é de uma grande ajuda para quando estou sozinha com ele. Nesse feriado não viajamos e o pai foi trabalhar. Daí, haja criatividade para inventar coisa para entreter o pequeno durante todo o dia. Para fazer as tarefas domésticas, sempre levo o mocinho a tiracolo: enquanto lavo roupa, ele anda de motoca; enquanto penduro as roupas, ele "me ajuda" entregando os prendedores. E assim vamos.

Brincamos o dia todo. Fomos ao parquinho, brincamos de carrinhos, de quebra-cabeças, de colagem, de bola. Chega uma hora que a criatividade acaba, fico cansada também, ou então preciso fazer alguma coisa - como o almoço. Aí é a hora da tv ou DVD.

Das duas uma: ou coloco em um canal de desenhos (Cultura ou Discovery Kids; o Cartoon já acho inadequado, só passa desenhos para crianças maiores) ou coloco um dos seus DVDs. No caso da tv, deixo no canal pelo tempo para fazer o que preciso ou para descansar um pouco e inventar outra atividade. No caso dos DVDs, na maioria das vezes assistimos pela metade. Raramente ele aguenta ver um inteiro, já sai do sofá e quer brincar.

A exceção acontece quando fica dodói, e ele mesmo fica sem disposição para brincar. Daí a tv fica mais tempo ligada e assistimos juntos.

É dessa forma que lidamos com a tv e os DVDs aqui em casa. Não gosto de nada radical, por isso não proíbo. Mas modero, seleciono os programas, assisto com ele. E assim temos um pouco de tudo, sem excessos.

26 de junho de 2011

Nalação

Que raiva desse tempo doido. Hoje amanheceu nublado, vamos ver se finalmente chove. E Bento, que já estava quase zerado do resfriado anterior.... voltou a ficar com nariz escorrendo e tosse. E dorzinha de barriga. E sem apetite. E manhosinho. Ainda bem que ele deixa fazer inalação... ou melhor, até faz sozinho!
 
qué nalação mãe!

Xô resfriado sem fim!

24 de junho de 2011

Nasceu!

Um post extra nesse feriadão para anunciar uma notícia: nasceu Heitor, filhote da minha amiga Renata!

Foi hoje à tarde, por volta das 15 horas, de cesárea. Ela e o pequeno estão bem - aliás, ele nem é tão pequeno assim: veio ao mundo com 49 cm e 3,080 kg. Assim que ela puder, vai contar tudo pra gente no bloguito dela.

Amiga, mais uma vez parabéns! Começa agora uma nova etapa na sua vida, totalmente diferente de tudo que você já viveu até agora, te garanto. E te asseguro também que você conhecerá as maiores alegrias, os maiores desafios e o maior amor do mundo!

Ah, e parabéns ao papai também! :P

Feriado selado

Eita que esse blog tá ficando selado. Toda semana tenho recebido selinhos das amigas e adoro estar sendo lembrada! O primeiro selinho veio da Angi:

Não é fofo?? Sou mesmo mãe coruja, corujíssima!
E vamos às regrinhas:

1) Falar do blog que mandou o selinho:
Conheço o blog da Angi há pouco tempo, mas tem sido uma grata surpresa. Mãe do pequeno Antonio, ela escreve lá do sul seus posts ótimos e informativos. Além de estar sempre por aqui, comentando, o que adoro!

2) Postar em seu blog o selinho com o link do blog. - ok!

3) Escrever 5 coisinhas que seu baby faz que vc acha mais fofo:
- As risadinhas e gargalhadas. É gostoso demais e faz a gente querer rir com ele!
- As palavrinhas que ele fala errado
- Quando ele me imita em alguma coisa
- O interesse dele por livros e histórias
- Como ele é carinhoso. Adora abraçar e beijar!

4) Dizer por que você se acha uma mãe coruja:
Porque adoro ficar grudada com ele, porque quero protegê-lo de todo mal, porque gosto de contar e registrar cada aprendizado e cada fofurice, porque meu filhote é o mais fofo do mundo inteiro!

5) Oferecer a 15 mamys e avisá-las - caramba, 15! vamos lá:
Micheli
Jujuba
Ju
Mari
Lu
Beca
Dani
Chris
Paula
Ivana
Mari
Martha
Nine
Joci
Celi

Outro selinho veio da Micheli. Na verdade ela mandou 2 selinhos. Esse aí veio faz tempo e eu simplesmente não tinha visto! Sorry Mi, agora taí!

E esse é um selinho criado por ela, e vem com uma brincadeira divertidíssima: fazer 10 perguntinhas para o filhote e anotar as respostas dele, para depois compartilhar no blog. ADOREI a regrinha, achei demais! E aqui estão as perguntas e as respostas que o Bento me deu!


1. Minha mamãe é... sala (sarah)
2. Minha mamãe gosta de... tomate (hahahah!!)
3. Que cheiro a mamãe tem... batatinha (hahahhahha!! tô adorando isso)
4. Mamãe gosta de comer... (não respondeu)
5. Onde gostamos de passear... no parque
6. Ela trabalha... (não respondeu)
7. O que a mamãe mais gosta de fazer... de mônica (?? não entendi essa. Perguntei várias vezes e ele respondeu só isso, e ainda disse "de mônica, já falei")
8. A mamãe fica brava quando eu... (não respondeu)
9. O que mais gosto na mamãe... um abaço (abraço)
10. Um presente para a mamãe: pesente da mamãe não, do Bento (hahahahha! figurinha!)

Ele não respondeu tudo, é pequeno ainda e não entende todas as perguntas. Mas adorei a brincadeira!

Agora devo indicar 10 pessoas para receber o selinho. Indico as mesmas aí de cima, pode ser?

Bom feriadão a todas!

22 de junho de 2011

Medindo a fébe

Bento ficou resfriadinho semana passada, meio rouco e tossindo bastante. Culpa do tempo louco de friozinho-calorzinho-friomega-sol-chuvisco-temposeco dos últimos dias. Teve febre, que foi baixa, mas o suficiente para atrapalhar o sono. E o mocinho aqui sempre detestou termômetro. Até acha interessante tirar e pôr na caixinha, mas esperar os intermináveis minutos até o dito cujo apitar é coisa demais pra ele (aliás, sou só eu ou parecem minutos que não passam nunca?). Sempre que precisamos medir febre, o pequeno chora, chora e chora.

Sendo assim, quando preciso usar o termômetro, seguro o bracinho para não sair do lugar e vou tentando diminuir o chororô, dizendo: "calma filho, já vai acabar"; "não dói nada"; "não precisa chorar" e outras frases afins.

Daí que outro dia, enquanto eu limpava um mega cocô e trocava a fralda, ele estava com o termômetro na mão, brincando. Primeiro, colocou o termômetro debaixo do bracinho e disse "mãe, fébe?" Incentivei a brincadeira, dizendo "ah, você vai ver se está com febre?", imaginando que assim ele ficaria quietinho para eu poder terminar a limpeza cocozística.

Depois de "medir a própria febre" por alguns segundos, ele puxou um ursinho de pelúcia que estava em cima da cama. Colocou o termômetro no braço do urso e disparou:

"tá com fébe ússo?"
"calma ússo, tá tudo bem"
"zá tá acabano"
"não dói nada"
"não picisa ssolá"

Que fofurice toda foi essa?! Me surpreendi em como ele realmente escuta o que digo. Pensei que ele nem conseguisse ouvir por causa do chororô... E não só ouve, como entende e repete! Achei demais. Tentar acalmar o urso dizendo exatamente o que eu falo a ele foi, para mim, uma grande prova do quanto os pequenos absorvem tudo o que ouvem e veem. E ainda imitam, interpretando do modo deles. Depois ainda tem gente que diz que criança não entende nada... Entendem tudo, isso sim!

21 de junho de 2011

Bento festeiro

O último final de semana foi agitado por aqui. Fomos para Campinas comemorar o quarto aniversário do primo do Bento, o Miguel. De brinde, ainda participamos da festa junina da escola do primo. Se uma micro viagem por si só já muda a rotina e agita as crianças, imaginem como foi com tantas atividades.

Chegamos no sábado e fomos direto para a festa junina. Festa grande, de escola grande, com várias brincadeiras, danças e comilança. Bento adorou correr pela grama, brincar de pescaria, comer milho verde. Na hora da dança do primo, assistiu a apresentação todo animado. Depois, quando convidaram os pais para participar, adivinhem quem quis dançar também? O mocinho ficou empolgadíssimo na quadrilha alheia. Pelo visto, vai dar show na dancinha da festa da escola dele, que será dia 30.

 os primos caipirinhas
 admirando o peixe que pescou
desmaiado no fim da festa, agarrado à bola que ganhou na pescaria

O pequeno capotou já na saída da festa, mas foi só chegarmos à casa do primo para ele despertar. Muitos brinquedos diferentes para conhecer, uma casa nova para explorar, uma cachorrinha para fugir (ele ficou com medo, mesmo ela sendo pequena e brincalhona). Os primos emendaram uma brincadeira na outra e até tomaram banho juntos, tamanho grude. À noite, Bento custou a dormir, de tanta agitação.

a dupla andando de triciclo

No domingo de manhã, Bento escutou o primo acordar e quis se levantar também, mesmo sendo 6:50 da manhã. Quis tomar leite no copo "de peixe" do primo. Tudo o que o ídolo fazia, Bento imitava - até aprendeu a cuspir sem motivo... travessura de moleques. Tirou um cochilão depois do almoço, para recarregar as baterias antes da festa de aniversário. E, na festa, se acabou. Comeu esfiha, tomou suco... e adorou a piscina de bolinhas e a cama elástica.

 entre as bolinhas
uhuuu! pulo radical na cama elástica

Voltamos para casa no domingo à noite. Bento estava tão agitado que nem dormiu na viagem de volta. Mas desmaiou às 21:00. E não queria acordar no dia seguinte para ir à escola.

Incrível como um simples fim de semana pode ser cheio de aventuras para os pequenos. Até porque as brincadeiras com primos rendem as melhores histórias de nossa infância...

17 de junho de 2011

Das responsabilidades de se ter um blog

Tinha um post prontinho para entrar hoje quando recebi um comentário no post sobre limites que me surpreendeu. Pedi autorização para a autora para fazer desse comentário um post, e o reproduzo aqui:

Oi Mãe do Bento!
É um prazer vir aqui falar contigo... vou dizer o motivo. Tenho uma filha, Lívia, quase 11 anos (completa dia 11 de jul) e ela segue seu blog através do meu. Virou quase um ritual, ela chega da escola, (eu estou trabalhando) faz os afazeres rotineiros e liga o computador, sei que ela vai até o seu blog porque à noite me conta das travessuras do seu menino! Acho linda esta atitude dela. Já deixei que ela comente e assine o nome estando logada , mas ela não o faz por timidez! Quero parabenizá-la pelo blog e por prender a atenção de uma menina desta idade...
bjss
Catia


Fiquei muito, muito surpresa! Imaginava que apenas mães/gestantes/simpatizantes/amigas e afins lessem o blog. Talvez até algum pai (será?), mas sempre alguém adulto. Achei o máximo que uma garota de 11 anos se interesse pelas travessuras e fofurices do Bento a ponto de ler o blog com frequência. O que será que despertou o interesse dessa leitora-mirim?

E aí fiquei pensando na responsabilidade disso. Se o que escrevo é lido por um público tão variado, preciso filtrar o que posto aqui. Tudo bem que não escrevo mesmo nada que considero inapropriado, até porque a ideia sempre foi registrar as fofurices do Bento, para não esquecer e, quem sabe, para ele mesmo ler um dia. Mas realmente jamais imaginei que fosse além do público padrão de blogs de mães.

Pelas estatísticas dá pra gente saber mais ou menos quem passa pelo blog. Dá pra saber que tipo de assunto gostam mais, de que outros blogs saíram para parar aqui, de que países acessam. Mas nada além disso. Os comentários nos dão outro parâmetro, dialogando com o que a gente escreveu. Por isso, acho muito legal quando temos um retorno assim, tão concreto, tão real.

Obrigada Lívia, por ler as travessuras do Bento. Pode comentar sim viu, vou adorar! E obrigada Catia, por ter me contado e me deixado tão lisonjeada de ter uma pequena-grande leitora.

15 de junho de 2011

Travessura

Toda vez que vou ao quintal, Bento quer ir comigo. Geralmente vou colocar as roupas para lavar, pendurar no varal ou buscar alguma coisa no armário que fica lá no fundo. Enquanto faço o que tenho que fazer, ele anda de motoca ou joga bola. Às vezes quer me ajudar, me entregando prendedores de roupa um a um, ou espalhando tudo pelo chão e depois recolhendo de novo.

Daí que, no último sábado, estava eu nessa linda e divertida tarefa doméstica enquanto o mocinho pintava a parede com giz. Tudo bem vai, é a parede do quintal, nem ligo mais. Está ficando até bonita e colorida com tais intervenções artísticas. Mas eis que ele resolve entrar em casa para buscar alguma coisa na sala. E, ao entrar, fecha a porta da cozinha, que dá acesso ao quintal. Vou até lá abrir a porta, achando que estava apenas encostada. Porém... o rapazito virou o trinco. E me trancou para fora. E ficou sozinho dentro de casa.

Minnha primeira reação foi tentar manter a calma. Virei a maçaneta, achando que, quem sabe, o trinco pudesse estar apenas levemente virado. Nada. Espio pela janela e vejo o pequenino me olhando com cara de interrogação. A janela é daquelas com vidros retangulares estreitos, nem que eu me espremesse não daria para passar por ali.

O pai estava em casa, mas no banheiro, no andar de cima (nossa casa é um sobrado). Chamo por ele. Sem resposta. Peço ao pequeno: "vai chamar o papai". E ele: "ah não, mãe!". E fica me olhando. Peço então que venha até a porta: "tá vendo essa rodinha pequenininha? embaixo da chave? vira ela". Escuto um barulhinho. Vou girando a maçaneta, mas a porta não abre. Chamo o marido de novo, nada dele escutar. Vou insistindo para o pequeno ir chamar o pai e, ao mesmo tempo, tentando instrui-lo a abrir a porta. Ele não queria subir a escada sozinho para chamar o pai, já que sempre dizemos a ele para subir com um de nós.

Começo a ficar nervosa, já que nada dá certo. Até que dou um berro pelo marido. E, lá de cima, ele finalmente pergunta: "você está me chamando?" "Estou, faz meia hora! (drama total hahaha) Vem aqui que o Bento me trancou pra fora!". Ele veio e finalmente destrancou a porta. Disse que o Bento estava virando a chave, em vez do trinco.

A coisa toda durou poucos minutos, mas que susto. E se eu estivesse sozinha com ele em casa? A quem iria chamar?

Agora já estou prevenida: ou vou atrás do pequeno quando ele entrar em casa sozinho... ou carrego o celular comigo até para lavar roupa.

13 de junho de 2011

Os limites e a arte de reeducar-se

Na semana passada a Lia escreveu ótimos posts sobre educação. Quem não leu, corre lá - vale a pena. Tenho refletido bastante sobre o assunto e resolvi relatar como temos lidado com isso por aqui. Senta que o post é longo!

Antes de ser mãe, uma das coisas que eu mais tinha medo ao pensar sobre filhos era exatamente esse: educação. Não tinha medo do parto, da amamentação, do dia-a-dia, das mudanças que a nova realidade traz. Mas tinha medo de como encararia o processo diário de educar uma criança, de ensinar o certo e errado, de passar valores. E é mesmo bastante difícil e desafiador. Uma tarefa diária. Porque por mais que saibamos a teoria, colocá-la em prática é outra história.

De um lado está o filho. Uma pessoinha em miniatura, ávida por aprender, com personalidade própria. Que tem seus dias de fofurice, de candura, de tranquilidade, mas também tem seus momentos de cansaço, de dor, até de estresse. Do outro lado, os pais. Que, da mesma forma, oscilam entre pacientes e serenos e cansados e apreensivos.

Há situações em que tudo funciona bem e tudo sai conforme esperamos. Pai/mãe diz uma vez, filho obedece, sem estresse. Há outras em que nada acontece como queremos. Daí ficamos chateados-irritados-bravos porque o filho desobedeceu, fez manha, fez birra. E aqui vem o ponto-chave da educação. Nesses momentos, podemos manifestar nosso descontentamento de várias maneiras. Às vezes demonstramos claramente nossa irritação repreendendo a criança de forma brusca, impaciente, até agressiva, como por meio de gritos. A forma ideal, que inclui paciência e calma para explicar à criança a atitude que ela cometeu e porque fazer aquilo é errado, nem sempre é seguida.

Uma coisa que Bento faz sempre que está bravo ou é contrariado é jogar coisas no chão. Por exemplo, dia desses estávamos brincando de massinha. Em determinado momento ele cansou e queria brincar de outra coisa. Eu disse então para guardarmos as massinhas antes de passar para a próxima brincadeira. Ele não queria, eu pedi novamente, disse algo como "me ajuda a guardar as massinhas pra gente terminar mais depressa". Ele se recusou de novo e começou a jogar os potes e tampas longe, pela sala e debaixo do sofá. É essa a minha hora de repreendê-lo, ensinar que esse não é um comportamento bacana e como ele pode externar sua frustração.

Ontem tivemos outro exemplo. Logo pela manhã ele pegou uma tampa plástica da cozinha para brincar. Quando cansou, deixou a tampa no chão e foi fazer outra coisa. Pedi para que ele pegasse e colocasse onde ele tinha encontrado, em cima da pia. Ele não pegou. Pedi de novo, mantendo a calma e o tom de voz normal e pedindo por favor (o que sempre faço aliás). Ele pegou a tampa e jogou debaixo de um armário. Peguei-o pela mão, mostrei a tampa e pedi novamente para que pegasse. Ele disse não, empurrou a tampa ainda mais e me empurrou. Levei ele para o cantinho, expliquei que ele estava de castigo e deixei lá por 2 minutos. Ele chorou, chorou e chorou. Não disse nada até o prazo terminar. Quando se passaram 2 minutos fui até ele. Me abaixei, enxuguei o rostinho, e ele começou a se acalmar. Disse: "você ficou de castigo porque não obedeceu, não pegou a tampa e empurrou a mamãe. Não pode fazer isso filho, a mamãe não gosta, fica triste com você". Pedi um abraço, ele me abraçou, já mais calmo. Disse para ele pedir desculpas e ele "dicupa".

Esses comportamento de empurrar/bater eu acho péssimo. Não sei onde ele aprendeu isso, já que nunca o repreendemos dessa forma. Percebo que algumas características de rebeldia são mais nítidas em meninos, principalmente a agressividade. Em geral, meninas são mais calmas, e mesmo quando estão irritadas não demonstram esse traço agressivo que é inato em qualquer menino, sendo mais destacado em uns do que em outros. E os terrible twos só contribuem ainda mais.

Eu já gritei com ele. Já o repreendi de forma brusca. E, logo depois, senti uma culpa enorme. Me senti um monstro por ter descarregado nele um estresse que não era motivado por ele nem por suas atitudes. Ele é uma criança, está aprendendo e vai sim errar muitas vezes. Como eu, aliás, mesmo já sendo adulta (ou não, rs). Além de não funcionar, o grito gera mais estresse. Quando recorri a ele, percebi que Bento ficou mais nervoso ainda, chorou mais alto e demorou mais a se acalmar.

Já pude perceber também o quanto a repreensão firme, mas carinhosa, exerce muito mais efeito do que o grito. Uma coisa que diariamente gera contestação da parte dele é sair do banho. Ele a-do-ra tomar banho, e nunca quer sair quando peço. Então, já vou dizendo antecipadamente que o banho vai acabar. Digo: "pode brincar um pouco na água, mas logo a gente vai sair tá?". Dali a poucos minutos digo de novo: "está chegando a hora de sair"; "vamos sair para ver um filminho/ler um livro/ver se o papai chegou?"... até tirá-lo efetivamente do banho. Mas, apesar de toda essa preparação, ele sempre reclama para sair. Às vezes mais, às vezes menos. Em um dia em que percebi que estava bastante cansado, ele saiu do banho totalmente contrariado, chorando, empurrando a porta. Eu o abracei, esperei que se acalmasse, mantendo a voz em tom sereno. Em segundos ele se acalmou e pude enxugá-lo e vesti-lo sem estresse.

É inegável que esse é o melhor caminho. A terapia do abraço funciona mesmo, principalmente quando os pequeninos estão bastante cansados. E até para nós mesmos... um abraço faz milagres quando estamos tristes e estressados. É um freio para aquilo que está nos chateando, uma forma de parar e respirar.
Mas nem sempre consigo. Sou humana, e sou bastante impulsiva. Às vezes simplesmente esqueço essa teoria toda e não consigo raciocinar. Eu também estou aprendendo, e preciso me reeducar para ensinar outra pessoa. Até então, eu só tinha que lidar com minhas próprias frustrações. Agora, preciso ensinar alguém a lidar com as dela. É como eu disse no começo do post: educar e estabelecer limites é um exercício diário, para ele e para mim.

E, como a Lia concluiu lindamente no post dela: da mesma forma que modificamos nossa alimentação para darmos um bom exemplo aos pequenos, que tentamos passar a eles tudo aquilo em que acreditamos, também é necessário mudar nossa postura quando algo dá errado. Não podemos simplesmente jogar tudo para o alto porque não deu certo. Devemos, isso sim, aprender a lidar com o problema, a fazer do limão uma limonada. E ensinar nossos filhos a fazer a mesma coisa.

12 de junho de 2011

Selito

Domingo é o tradicional dia de selo, então vamos ao selinho que ganhei essa semana! Esse veio duplamente, da Renata e da Mari:

E com o selo vêm algumas perguntinhas:

1) Linkar o blog que te indicou.
Ok, já linkei ali em cima!

2) Quais são seus maiores sonhos?
Alimento meus sonhos constantemente. Mudo de ideia, revejo conceitos, escolho novas metas. Alguns são viajar com a família - coisa que parece simples, mas que fica cada vez mais distante pela dificuldade em conciliar datas e guardar dinheiro - e fazer um curso para me aprimorar profissionalmente. Outros sonhos são mais abstratos: mais dias de paz, mais amor, mais tolerância. E que Bento cresça feliz e saudável.

3) Para você, aparência importa?
Já fui mais vaidosa. Hoje a correria diária deslocou minhas prioridades, e prefiro aproveitar uma hora vaga para ficar com o Bento, ler um livro, ver um filme. Ao mesmo tempo, pequenos cuidados são essenciais e me sinto bem quando mudo o visual, me arrumo no final de semana e fico com uma cara diferente da de todo dia.

4) O que é ser feliz?
Acho que a felicidade está em pequenas coisas. Me sinto plenamente feliz quando brinco de cosquinhas com o Bento e ele dá suas gargalhadas gostosas. Me sinto feliz ao ter um dia gostoso com a família, ao ver a emoção do pequeno a cada descoberta e aprendizado, ao ir dormir em paz. Pequenas coisas, a cada dia.

5) Você é uma pessoa amiga?
Sim. Me preocupo com minhas amigas, se estão bem, se estão felizes. Telefono, mando e-mail, procuro saber notícias sempre.

6) Conte-nos 4 defeitos seus.
Impaciência (preciso trabalhar muuuuito esse), às vezes falo sem pensar, reclamo muito e sou mega estabanada.

7) Conte-nos 4 qualidades suas.
Sou carinhosa (adooooro agarrar o Bento e encher de beijo, dizer "eu te amo"), responsável, objetiva, sincera.

8) Tem algum preconceito? Se sim, qual?
Não tenho preconceito de raça ou condição social, nada disso. Mas penso em outros aspectos e acho que sempre posso melhorar. Já julguei pela aparência, precipitadamente, por exemplo.

9) Indique alguns blogs para receber o selo.
Descobertas
Mulher que pariu
Ser mãe é sentir o coração doer de tanto amor
Projeto de mãe
Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho

Bom domingo a todas!

11 de junho de 2011

Os primeiros números

Bento já sabe contar de 1 a 10. Como contei aqui, com exceção dos números 1 e 2, os demais ele ainda não sabe quanto representam. Se há um objeto, ele diz 1, se há dois ou mais, é sempre 2 (dois no masculino, dusa no feminino). Mas ele adora contar e adora ver os formatos dos números.

Daí que ele ganhou de uma amiga minha um livrinho lindo:

Meus primeiros números - Editora Ciranda Cultural

O livro tem formato grande e várias páginas bem coloridas. Cada página mostra uma figura com seu respectivo número: um dinossauro, dois elefantes, três carros... e assim por diante. No final há duas figuras grandes com várias imagens, para a criança encontrar e contar: quantos coelhos há nessa página? e quantas nuvens?

Bento adorou. Quer contar, mostra as imagens e algumas já sabe dizer quantas tem: "dois lifantes"; "quanto camião!".

E o livro ainda trouxe um bônus inesperado: aproveitei uma página com várias fadas para mostrar pra ele que aquelas são as fadas da chupeta, que vão levar a peta embora e deixar um presente. Digo todo dia que ele é mocinho e não precisa mais da peta. Então vamos dar para a fada e pedir um presente pra ela. Pergunto o que ele quer, cada dia ele diz uma coisa. Assim vamos trabalhando a retirada da chupeta.

Mais informações sobre o livrinho aqui. É bem lindo e educativo. Ficadica!

9 de junho de 2011

O machucado, a chuva e uma dica

Estamos de molho em casa. Ontem à noite fomos jantar fora e, depois de comer, Bento foi brincar entre as mesas do restaurante. Tropeçou, caiu e bateu o rostinho em uma quina. A maçã do rosto inchou na hora e, mesmo colocando gelo, que foi fornecido prontamente pelo garçom, hoje o machucado amanheceu roxo. Não cortou, não quebrou, não foi nada sério, felizmente. Mas ficou feio, inchado, e o roxo leva uns dias para sumir. Então achei melhor ficar com ele em casa.

No fim acabou sendo melhor termos ficado, porque está chovendo sem parar por aqui. E friiio. Que maravilha seria enfrentar o trânsito de SP com essa chuvarada...

Daí lembrei de uma brincadeira que Bento adora e que é ótima para dias como esse, em que não dá para ir ao parquinho nem fazer outras coisas ao ar livre. É uma brincadeira simples de fazer e que rende um bom tempo de entretenimento: colagem. Ele faz essa atividade na escola, mas de vez em quando brincamos em casa também. Até já contei aqui como foi nossa primeira sessão de colagem.

Material: revistas velhas, tesoura, cola, papel sulfite ou cartolina.
Modo de fazer: recortar figuras que a criança conheça e goste. Vale imagens de frutas, carros, bonecos, letras, números, animais, bebês... qualquer coisa. Depois é só colar no sulfite ou cartolina. Aqui ainda pintamos por cima, com giz ou canetinha, para completar a "obra de arte".

 preparando o material
 começando a colar
 "muito bem mãe!"
 "agóia vô pintá"
 pintando e pintando
mostrando o resultado

Detalhe para a variedade de carros... todo carro que ele via queria recortar. Consegui que ele escolhesse "só" cinco e mais dois aviões...

Ah, o machucado não aparece nas fotos porque essas foram tiradas no final de semana, quando também brincamos de colagem.

Ficadica!

7 de junho de 2011

O L e o plural

Conforme Bento vai desenvolvendo a linguagem, vamos acrescentando mais e mais fofurices no dicionário Bentês. As novidades do momento são duas descobertas: a letra L e o plural.

Até pouco tempo, o pequeno substituía a letra L pela letra I. Assim, tínhamos "maiéio" (amarelo), poícia (polícia), iaianza (laranja) e bóia (bola), por exemplo. Aos poucos, o pequeno começa a levar a língua para o céu da boca e já diz o L, mas de uma forma bem engraçada, pronunciando a letra de forma exagerada. Para exemplificar, quando a palavra começa com L, destacamos mais a letra do que se ela aparece no meio - ou seja, em "lápis" e "língua" o L parece ter mais força do que em "cabelo", certo? Pois é assim que ele diz o L agora, o tempo todo, não importa a posição da letra na palavra. Leva a linguinha para cima e fala com todo destaque, quase como se a palavra tivesse mais de um L: amalllélo, polllícia, lalllanza, bollla. É muito fofo.

No caso do plural, ele já entende quando temos um objeto ou mais de um. Sabe contar de 1 a 10 sem errar (corujice materna mode on!), mas se confunde ao relacionar objetos e quantidades. Para ele um é um, mais que isso quase sempre são apenas dois (ou o feminino dusa). Também confunde os gêneros - é difícil mesmo distinguir se tal objeto é masculino ou feminino. Mas uma coisa que acho o máximo é que ele já entendeu que, se temos dois objetos, não dizemos apenas dois-item, mas dois-itens, e coloca o substantivo no plural também!

O que ele já disse (que eu me lembre!):
- dois caos (carros)
- dois gatos
- dois sacorros (cachorros)

E as perolinhas:
- dois aviãos
- dusa pipas (duas pipas)
- dusa lalanzas (laranjas)
- quanta pipas!
- quantas caos! (quantos carros)

É, a língua portuguesa é mesmo complicada. Saber se a palavra é feminina ou masculina, colocá-la no singular ou plural, adicionar artigos/pronomes/numerais e ainda pronunciar as letras de forma correta é muita coisa. Mas os pequenos cerebrinhos são tão ágeis que é impressionante a rapidez com que aprendem.

Por fim, mais duas fofurices.
Primeira: Bento adora falar ao telefone. Quase sempre fala com o papai ou a vovó. Daí que, dia desses, eu estava falando no celular com o marido e o pequeno escutando. Estávamos na porta da padaria, então falei rapidinho. Pois assim que desliguei, Bento pediu para falar no telefone também:
"Mãe, qué falá papai aqui na lêlha!" - ele queria que eu colocasse o telefone na orelha dele para ele falar... tive que ligar de novo para o pai!

Segunda: Algumas formas que eu chamo o pequenino são "amor" e "amorzinho". Muitas vezes, ao pegá-lo na escola, eu digo: "oi meu amor". Um dia, ao chegarmos em casa, estacionei o carro e dei a volta para tirá-lo da cadeirinha. Assim que abri a porta, o pequeno solta: "oi amô!". Morri.

6 de junho de 2011

Sonequinha de inverno

Sempre detestei inverno. Uma vez fiz um post ressaltando porque o clima frio me incomoda ainda mais desde que Bento nasceu: ele acorda cedo do mesmo jeito, não se cobre e faz muuuito mais xixi, às vezes fazendo a fralda vazar à noite. Fora as viroses e doencinhas, as dificuldades para passeios e brincadeiras ao ar livre, a implicância que o pequeno tem com casacos e luvas... Só há pouco tempo passou a aceitar melhor os gorros.

Mas ontem precisei agradecer ao clima frio que fez aqui em São Paulo. Bento acordou cedo como sempre, às 6:30. Pela internet descobri que estava 9°C. Por volta das 9h até arriscamos ir ao parquinho, confiando no sol que aparecia tímido. Bento parecia um bonequinho de neve, de tanta blusa e de gorrinho.


Aí, às 10h30, o mocinho se aninha no meu colo para uma soneca. Geralmente ele dorme depois de almoçar, perto do meio-dia. Mas acho que o frio o deixou com sono mais cedo. E a sonequinha básica de todo dia foi das 10h30 às... 14h! Direto, sem nem almoçar!

Nessas horinhas pude tomar banho sem pressa, comer, blogar, ler e responder e-mails, ler uma revista, blogar mais um pouco, ver tv... Até que não aguentei mais de tédio e fui lá cutucar o pequeno. Chega de dormir, vamos brincar!

Mãe é tudo doida... Torce pro filho dormir a noite toda, e quando vem de brinde uma sonecona dessas... a gente estranha!

5 de junho de 2011

A primeira historinha que li para Bento

Leio livrinhos para o Bento desde que ele era bebezinho. Apesar de sempre gostar dos livrinhos, até então ele se interessava mais pelas figuras e partes interativas (abas, sons, texturas) do que pela história. Quando eu começava a ler, ele já virava as páginas. Então eu ia contando a história de forma resumida, ou apenas mostrando cada figura e dizendo seu respectivo nome, para alimentar seu vocabulário.

Até que, nesse sábado, Bento lutava contra a soneca da tarde. Estava com sono, esfregando os olhos, mas não queria dormir. Em uma tentativa de ajudá-lo a fazer o sono chegar, me lembrei de um livrinho que comprei há tempos, mas que estava guardado esperando que ele crescesse um pouco. Como as páginas são finas, esperava ele ter um pouco mais de habilidade para manuseá-las. É esse aqui:

Chuva! da Editora Ática

Conta uma história simples, em frases curtas, da chuva molhando a cidade, as pessoas, os animais. O livro faz parte da Coleção Gato e Rato, que é composta por 28 outros títulos nessa mesma linha.

Bento adorou. Acompanhou cada página sem virar e ainda pediu ao final "de novo". Li para ele duas vezes. O mais legal é que eu tinha vários livros dessa coleção quando era pequena. E me lembro da minha mãe e minhas irmãs lendo para mim.

Deu até uma nostalgia... e fiquei feliz que a primeira historinha que Bento acompanhou, do começo ao fim, foi uma que também ilustrou a minha infância.

2 de junho de 2011

De Touro Ferdinando a Touro Indomável

Alguém aí se lembra do Touro Ferdinando? É uma história infantil muito conhecida nos Estados Unidos, cujo livro original foi lançado em 1936. Walt Disney levou a história para o cinema em 1938, arrematando um Oscar pela adaptação.


O touro Ferdinando era um touro bonzinho, pacífico, que não queria saber de dar cabeçadas nos outros touros nem treinar para touradas. O que ele gostava mesmo é de passar o dia cheirando as flores. Até que um dia ele é picado por uma abelha. E ficou tão desesperado de dor que se comportou de forma selvagem, o que fez com que todos pensassem que ele era um touro feroz, o mais feroz da região. Ele foi capturado mas, durante a tourada, voltou a se comportar de forma pacífica, se recusando a lutar com o toureiro. Por fim, foi libertado e voltou para debaixo de sua árvore preferida, para cheirar as flores.

Eu adorava esse desenho. Quem quiser assistir, clique aqui.

Outro touro famoso é o Touro Indomável. O filme de Martin Scorsese foi um marco no cinema na década de 80. Baseado em uma história real, conta a história de um pugilista, conhecido como o "touro do Bronx", que sobe na carreira com a mesma rapidez com que sua vida particular se degrada, graças ao seu temperamento violento e possessivo. Robert De Niro levou o Oscar de melhor ator pelo filme.

Pois bem. Tudo isso para apresentar um outro touro. Na verdade é um bezerrinho ainda, mas que oscila entre os dois touros famosos do cinema.

Bento é de touro e tem várias características bem típicas do signo. É teimooooso que só. É carinhoso, adora beijos melados ("bêzinho mãe"), e é possessivo ("é do Bento"). E olhem só que interessante:

A criança de Touro pode ser tranquila e calma em um momento e agitada e nervosa no momento seguinte. Elas geralmente são obedientes, mas podem ser briguentas na adolescência se os pais forem muito severos. (texto daqui).

Ou seja, tranquilo e calmo... depois agitado e nervoso. É o Bento mesmo. Na maior parte do tempo é carinhoso, sossegado, pacífico. Brinca sozinho, com a gente, com os amiguinhos. Obedece, conversa, um amor. Mas, se encasqueta com alguma coisa ou se está cansado... Haja paciência. Teima, reclama, desobedece, se recusa. Até ver que não tem jeito e começa a chorar. Daí até se acalmar... vai tempo, e conversa, e paciência.

Esse é o meu tourinho, que oscila entre Touro Ferdinando e Touro Indomável. Basta ser picado por uma abelha.
 
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