30 de maio de 2011

Tiradinhas

Tiradinhas do Bento para começar bem a semana.

Tiradinha n° 1:
O mocinho abre o armário da despensa, acha um Ferrero Rocher. Segue-se o seguinte diálogo:
"Qué mãe"
"Não filho, você vai almoçar"
"Qué mãe, quééé"
"Não senhor. Isso aí é do papai. Guarda" (geralmente a técnica de dizer que algo é do pai funciona para ele desistir)
Mas, dessa vez, o espertinho responde apontando para mim com o dedinho em riste e cheio de autoridade:
"Não é do papai não, é do Bento!!"

Tiradinha n° 2:
Sábado recebemos visita em casa: um casal de amigos e o filho Pedro, de 6 anos. Os dois pequenos se divertiram à beça, brincaram de bola, de montar quebra-cabeça, de blocos, de carrinhos, de boliche. Em determinado momento, Bento queria mostrar um brinquedo para o pai do Pedro. E disse:
"Pêdo! Tio Pêdo!"
"Não filho, esse é o tio Rodrigo, papai do Pedro. Olha o Pedro aqui"
(ele vira, olha o Pedro, olha de volta para o tio)
"Tio, tiôôô"
"Filho, esse é o tio Rodrigo, tá?" (tentando ensinar a ele o nome do tio)
Momentos depois...
"Pêdo! Tio Pêdo!"
"Filho, esse é o tio Rodrigo. Olha o Pedro aqui. Como é mesmo o nome do seu amigo?"
"Pêdo"

"E o nome do tio?"
"Pêdo gandão!!"

29 de maio de 2011

Semana selada

Domingo é dia de postar selos, e nessa semana que passou recebi dois selinhos fofos! O primeiro veio da Ananda:

As regrinhas são:
1- Linkar a pessoa que lhe presenteou c/ o selinho - ok!
2- Indicar 6 amigas (os) para recebê-lo - vou indicar lá no final, junto com o outro selinho
3- Exibir o selinho no seu blog. - ok!
4- Avisar aos indicados. - ok, tô indo!
5- Responder as perguntinhas:

*O que marcou sua infância que te deixa saudade?
As brincadeiras na rua com os vizinhos - queimada, bets, vôlei, esconde-esconde...
*O que mais te apaixona no seu filho?
O olhar doce. A mãozinha segurando na minha para dormir. As risadinhas.  A capacidade que ele tem de me fazer feliz.
*Qual foi o momento mais dificil  nos primeiros dias como mãe?
A primeira vez que Bento acordou no meio da madrugada engasgado por causa do refluxo.
*E o momento mais feliz /emocionante após o nascimento do baby?
O dia do nascimento dele e a primeira vez que vi seu rostinho.
*Qual era a sua segunda opção de nomes para o baby? Se menino(a)?
Vixe... demoramos a definir o nome dele. Mas as minhas outras opções eram Arthur, Tomás e Heitor. A do marido era Sebastião. Se fosse menina tínhamos várias opções, mas as principais eram Sofia e Alice.
*Pretende ser mãe novamente? Se sim, quando? Se não, por que?
Sim, mas ainda não sei quando.

E o segundo selinho veio da Micheli:
Tem como regra falar sete coisas aleatórias sobre mim e depois indicá-lo para dez amigas.
1. Gosto muito de ler, sobre os mais variados assuntos. Estou sempre com um livro na cabeceira.
2. Me expresso melhor escrevendo do que falando.
3. Adoro ouvir música - para dirigir, para trabalhar, para cozinhar.
4. Adoro fazer doces e estou me aprimorando nos salgados.
5. Sou péssima em matemática.
6. Detesto inverno.
7. Sou mais do dia do que da noite.

Vou indicar os dois selinhos para as mesmas pessoas tá? Quem já tiver um, pega o outro, e quem não tiver nenhum fica com os dois!
Juliana
Chris
Luciana
Dani
Beca
Ananda
Myris
Sofia
Ivana
Celi

Bom domingo!

27 de maio de 2011

Da capacidade de uma criança em tornar nosso dia melhor

Dia cinza de uma semana comprida, que não acaba nunca. Levanto com o pé esquerdo, acordo mas continuo dormindo. Coloco minha bolsa e a mochila do Bento no carro, volto para pegar uma banana e o leite dele, vamos, vamos. Na correria e estabanada que sou, derrubo o leite... no chão, no carro, em mim. %@$≈!!

Limpo tudo, faço outro leite, agora atrasamos mesmo. E sair atrasada em SP significa pegar trânsito. E, claro, quando a gente levanta com o pé esquerdo, trânsito significa trââââânsito.

Chego no trabalho atrasada, estressada, irritada. O dia vai passando, a irritação dá lugar ao cansaço. Cansaço, estresse, irritação, tpm, problemas, tudojuntoaomesmotempoagora. Hora de ir para casa.

Um menininho me espera na escola. "Oi mãe, tudo bem?" Tudo mais ou menos, mas... Que delícia ouvir essa vozinha doce. Que delícia esses olhinhos. Que delícia essa mãozinha segurando meu dedo com força.

Já em casa, o dia parece não terminar. Coloco a roupa para lavar, Bento me ajuda "varrendo" o quintal com sua vassourinha. Enquanto como um pão, ele resolve ir para trás da porta fazer cocô. Que penico o quê, o negócio é fazer na cueca. Vamos pro banho, os dois. E, já de pijama, assistimos cocoricó. O pequeno no meu colo, segurando minha mão. De repente, se vira e me olha. Não diz nada, só me faz um carinho no rosto. E se ajeita, se aninha, se encaixa para dormir.

Levantei com o pé esquerdo, mas fui dormir com o coração transbordando.

25 de maio de 2011

O que a gente faz?

O que a gente faz quando o filhote resolve acompanhar as musiquinhas preferidas cantando?
"Fui micado compá café... fomiguinha no pé... sacudi sacudi... subííí"
Tradução: "Fui ao mercado comprar café e a formiguinha subiu no meu pé... eu sacudi, sacudi, sacudi, mas a formiguinha não parava de subir" - A formiguinha, Galinha Pintadinha 2

O que a gente faz quando vamos buscar o filhote na escola e somos recebidas com a maior emoção?
A porta abre, o pequeno diz: "eeeee! mamãe sáia"(mamãe sarah)

O que a gente faz quando o filhote resolve nos presentear com um ataque de beijos?
"Mãe, bêzinho" e me dá um beijo na bochecha. E ri. E diz "ôto". Viro o rosto, ele dá outro beijo na outra bochecha. E ri. E diz "ôto". E...

O que a gente faz? Eu aperto-beijo-abraço-amasso. E meu dia fica mais colorido.

23 de maio de 2011

Xô-peta

Nessas noites frias que têm feito recentemente, Bento tem acordado à noite com a fralda cheia e vindo para a minha cama. Já adotei a estratégia de trocá-lo por volta da meia-noite, dormindo mesmo, mas ainda assim ele acorda na madrugada e quer dormir comigo. Tudo bem, está frio, vamos dormir grudados. Daí que descobri algo que só perceberia dormindo com ele mesmo: ele range os dentes à noite.

O bruxismo é o hábito de ranger os dentes, associado a alguns fatores como dor (de ouvido, por exemplo, o que não é o caso), estresse e problemas de oclusão (quando os dentes não encaixam direito). Fazendo uma busca, encontrei no Babycenter:

"Antes de se assustar, porém, saiba que muitas vezes a origem do barulho é bem mais inofensiva: a criança está apenas se acostumando à presença dos dentes na boca."

A coisa assusta mesmo. Dá aflição vê-lo raspando os dentinhos. Mas todas as pesquisas que fiz disseram ser algo inofensivo.

Por via das dúvidas, semana passada levei o pequeno ao dentista para uma avaliação. E, depois de ver a boquinha, constatar que ele já tem os 20 dentes-de-leite e que "nenhum deles tem bichinho", ela disse que o ranger de dentes realmente é algo comum, que não preciso me preocupar. Porém...

Ela disse que a oclusão (mordida) dele está muito aberta e ele está com postura errada da língua. Já comentei aqui que ele fala algumas palavras colocando a linguinha entre os dentes, como maçã, giz, assim, e tudo que tenha ç, z, ss e afins. Diz a dentista que esse modo de falar é ocasionado pela língua errada que, ao invés de tocar o céu da boca, vai pra frente. Por isso, muitas vezes a criança fica com a boca aberta constantemente.

E quais são os principais motivos para isso? Temos duas hipóteses:

1) Genética. Se os pais tiveram esse probleminha quando pequenos, é possível que o filho também tenha.
Eu usei aparelho quando criança, mas porque tinha a arcada dentária para frente. Marido não usou, mas lembro de uma foto dele pequenino com a boquinha aberta e a linguinha pra fora.

2) Chupeta. Segundo a dentista, quando fechamos a boca, nossa língua toca o céu da boca naturalmente. Para a criança que chupa chupeta, a chupeta é que vai pro céu da boca, empurrando a língua pra frente.

Fiquei até assustada, porque Bento sempre usou a chupeta apenas para dormir. Nunca foi de chupetar o dia inteiro. Nunca. Segundo a dentista, isso depende da criança. Há aquelas que ficam com chupeta o tempo todo, até quando maiorzinhas, com 4, 5 anos, e que não apresentam problema nenhum.

E sim, o ranger de dentes pode estar associado a essa oclusão errada.

Conclusão: tirar a chupeta djá. Pra ontem. Pela dentista, com cerca de 6 a 8 meses o problema pode regredir, mas talvez ele precise fazer fono para que a língua volte para dentro.

As dicas da dentista para ajudar no processo foram:
- Não é recomendado tirar a chupeta de uma vez, mas aos poucos, para que ele abandone o hábito.
- Amarrar a chupeta na cama, para ele não carregá-la pela casa - essa eu não sei se vai dar certo, porque ele realmente só chupa para dormir... se a chupeta permanecer na cama acho que não adianta, preciso é fazer com que ele durma sem ela!
- Tirar mamadeira e substituir por copinho - já troquei faz tempo, nem temos mais mamadeiras em casa nem na escola
- Elogiar quando ele estiver sem chupeta, reforçar que ele já "é grande" - estou investindo nessa estratégia, que tem sido reforçada com as idas ao penico e uso de cuequinhas ("Bento já é mocinho, vai no penico, usa cueca e não chupa peta")

Para completar, disse para ele que a "fada da chupeta" virá em casa buscar a peta e deixar um presente. Primeiro disse que íamos a uma loja, que ele poderia escolher o que quisesse para trocar pela peta. Não deu muita bola. A fada parece que surtiu mais efeito:
- Filho, sabia que a fada da chupeta vai vir aqui em casa? Ela vem buscar a peta e vai deixar um presente pra você.
- É?
- É sim! O que será que ela vai trazer? Será um boneco do Alípio? Um DVD novo do Júlio?
...
- E uma bola do Corinthians?
- Qué mãe, qué!

Pronto. O "fado" da chupeta (mais conhecido como pai) tem agora a missão de achar uma bola do corinthians. Não sei se vai dar certo porque a chupeta é associada ao sono, e é esse hábito que preciso mudar. Ele tem alguns bonecos que há tempos venho colocando para dormir com ele, mas ele nunca ligou muito. Prefere a mardita mesmo. Quem sabe com a bola, um dos brinquedos preferidos, ele esquece a coisa...

Alguém tem mais alguma dica?

22 de maio de 2011

Selinho Mommysfera

Faz tempo que não aparecia selinho por aqui! Mas a Lu, que é nova na blogosfera, fez esse selinho fofo e com uma proposta bem bacana!


As regrinhas são:

1. Responder: Por que a mommysfera te faz tão bem?
Porque permite troca de experiências, conhecer pessoas, ter uma "conversa de comadre" mesmo. Porque pela blogosfera eu aprendi muita coisa, revi conceitos, reafirmei outros. Porque é muito bacana acompanhar o crescimento dos "sobrinhos vituais". Porque permitiu que amigas imaginárias se tornassem reais!

2. Indicar para 5 blogs que fazem a diferença na sua vida de mãe.
Putz Lu, só 5?

Mil faces de Juliana
Vieste!
Viciados em Colo
Diário de uma mãe polvo
Super Duper

Tem muuuuitos outros blogs que considero essenciais e fazem a diferença pra mim... O critério de escolha foi pelos que costumam postar selinhos, tá?

Bom domingo!

19 de maio de 2011

Chegou!

Ontem chegou uma encomenda em casa... o Pacotão do Viajando!!
Lembram do sorteio bacanérrimo lá da Carol, e que a sortuda aqui ganhou um monte de presente? Pois é, meu pacotão chegou ontem, eeeee!! Vejam como o Bento gostou:

video

O vídeo ficou meio escuro porque fiz de noite, do celular... mas dá pra ver né?

Obrigada mais uma vez, Carol e as parceiras de presentes! Adoramos tudo!

18 de maio de 2011

Blogagem Coletiva: Amamentação: as delícias e as dificuldades

A Ananda propôs uma blogagem coletiva sobre amamentação e me convidou a participar. A proposta é discutir as delícias e as dificuldades de amamentar, compartilhando nossas experiências. Tema importantíssimo, topei, claro, vamos lá!
selinho da blogagem, criado por Joana Heck

Eu comecei a me preparar para amamentar ainda na gravidez. Tomava pequenas medidas, como passar bucha vegetal nos mamilos durante o banho fazendo círculos para ajudar a formar o bico, e tomar um pouco de sol nos seios. (atualmente parece que não se recomenda mais esfregar a bucha vegetal nos seios, não tenho certeza... mas foi assim que fui orientada a fazer na época.) E lia tudo que encontrava a respeito, em revistas, sites, matérias em geral.

Ao tomar esses cuidados eu pensava estar ajudando meu corpo a se preparar para o que estava por vir. Em nenhum momento pensei que poderia encontrar grandes dificuldades. Lia sobre empedramento, dores, mastite, mas sempre, sempre, vi a amamentação como algo tão natural que, na minha cabeça, os problemas eram minimizados. Se acontecessem, encontraria uma forma de resolvê-los e pronto.

Aí Bento nasceu. De 36 semanas. De cesárea.

A cesárea dificulta de certa forma a amamentação nos primeiros dias. Como o corpo não libera os hormônios naturais do parto, o leite demora um pouco mais a descer. Claro que há casos de mães que fizeram cesárea e amamentaram tranquilamente, até na sala de parto. Mas esse atraso na descida é o mais comum de ocorrer.

Meu parto foi completamente inesperado. Não senti nada de nada até a bolsa estourar - e levei um susto enorme, porque não esperava antes das 38 semanas pelo menos. Além disso, Bento estava transverso, e eu achava que ele ainda podia virar, para que eu tentasse o parto normal. Como não virou, foi cesárea.

Por isso, meu leite demorou um pouco a descer. Na primeira vez que coloquei o pequeno para mamar, ainda no hospital, encaixei ele direitinho, mas ele sugava e não saía nada. Aos poucos fomos tentando, tentando, até que ele mamou. Mas tive sorte em não ter muitas dificuldades para amamentar, como hoje sei que existem.

Nas primeiras semanas senti dores. Lembro de dizer para minha cunhada que parecia que estavam enfiando agulhas no bico do seio. Doía muito, dos dois lados. Não sei se pela demora em descer o leite, se por eu estar colocando o pequeno da forma errada, por ainda estar aprendendo a coisa toda. Mas levou uns dias até que eu conseguisse amamentar sem sentir dor.

Depois que esse incômodo inicial passou... que delícia! Que gostoso aconchegar o pequeno nos braços. Que conforto colocá-lo para mamar logo que pedia. Que satisfação ver sua carinha feliz e satisfeita.

Não pratiquei a livre demanda, mas amamentei em horários mais regulares: primeiro a cada 3 horas (aproximadamente), depois em intervalos menores pois, por causa do refluxo, ele precisava mamar menos quantidade e mais vezes. Mas não pratiquei a livre demanda simplesmente porque não a conhecia. Nunca tinha ouvido falar nela até conhecer a blogosfera.

Amamentei o pequeno até os 8 meses. Enfrentamos refluxo, que o fazia regurgitar jatos e jatos de leite e depois chorar de azia. Encaramos mudança de cidade, de casa, entrada na escolinha. Eu saía do trabalho duas vezes por dia para amamentá-lo na escola (que fica em frente ao meu trabalho, facilidade imensa).

O desmame foi acontecendo aos poucos. Com a mudança de cidade e minha volta ao trabalho, minha alimentação mudou. O leite foi rareando. Era horrível vê-lo tentar mamar e não sair nada. Enquanto ainda podia, eu amamentava. Até que acabou.

Sinto saudades daquela época. São momentos especiais, únicos entre mãe e filho. É incrível ver o rostinho tranquilo, feliz por estar recebendo alimento. É uma delícia aninhá-lo, poder atendê-lo a qualquer hora e em qualquer lugar.

Dá sim para buscar orientação. Nas dúvidas simples, o médico, amigas que já são mães, nossas mães... podem sugerir dicas importantes. Já para quem encontra dificuldades maiores, sugiro buscar o banco de leite da cidade. Há também médicos/enfermeiras especialistas em amamentação. O importante é não desistir, é aprender a pega, aprender tudo que se pode para que essa fase seja vivida.

Amamentar é mais que alimentar. É dar amor, segurança, afeto, aconchego, vínculo. Tudo isso pode ser feito de várias outras formas entre mãe e filho, mas a troca de calor, de cheiros, toda a experiência... é única. E dá saudade.

17 de maio de 2011

Construção da confiança infantil

Estou lendo um livro por indicação da Renata Lilata que estou gostando muito. O livro é A Auto-Estima do seu Filho, de Dorothy Briggs, editora Martins Fontes. Ainda não terminei de ler, mas acabei de ler um capítulo que achei bem interessante e queria compartilhar aqui.
O capítulo que acabei de ler fala sobre confiança, e como ela é importante na relação com os filhos. Ressalta como a criança aprende a confiar nos pais a partir do momento em que se sente segura e respeitada. Atos simples como atender imediatamente às necessidades do filho, respeitar seus sinais e seu modo de ser, dizer a elequando saímos, aonde vamos, quando voltaremos... são algumas recomendações de como criar um clima de segurança em casa.

Mas o que  me chamou a atenção nesse capítulo foi o termo "mensagens mistas". É quando dizemos algo, mas nosso comportamento, nossas ações ou até mesmo nossa expressão quer dizer outra coisa.

"Muitos pais ou mães podem provocar, inconscientemente, a desconfiança em seus filhos por deixarem de ser honestos com eles a respeito de seus próprios sentimentos." Na sequência, um exemplo de situação cotidiana: o filho chega da escola e encontra a mãe nervosa, chateada. Ao perguntar o que havia acontecido, a mãe responde: "Nada, filho".

Imediatamente a criança fica confusa, pois sabe que há algo errado, mas não sabe o que é. E pensa ter feito algo que tenha desagradado a mãe.

"A confusão é compreensível, pois o menino recebeu duas mensagens: uma pelas palavras da mãe (Nada) e outra, contraditória, por seu tom e seu corpo. A confusão a força a tentar adivinhar o que aconteceu. Toda criança aprende a confiar primeiro nas indicações não-verbais. Quando estas entram em choque com as mensagens verbais, ela naturalmente dá prioridade às primeiras. As mensagens mistas criam um clima de códigos e máscaras que ensinam a desconfiança".

Achei que fez todo o sentido. Quando bebês, os pequenos identificam as situações por indicações não-verbais dos pais: semblantes preocupados, semblantes tristes, sorrisos. E me vi na situação descrita, pois é muito comum dizer "não é nada" quando não queremos falar sobre o que nos incomoda naquele momento.

Bento já sabe perguntar "o que foi, mãe?". Contei uma vez que estava chorando e ele percebeu, veio me questionar. Agora ele já aprendeu a reconhecer outro sentimento: cansaço. Estávamos voltando da escola e eu recostei no vidro do carro enquanto esperava o farol abrir. Ele me perguntou: "tá câçada mãe?". Eu disse que sim. Provavelmente eu disse isso a ele em um outro dia e ele guardou.

Após desenvolver esse exemplo, a autora discorre se devemos ser totalmente abertos o tempo todo: "Evidentemente não. Você pode preferir guardar certos sentimentos para você mesmo, mas seja sincero quanto às suas reservas. Se a mãe daquele menino tivesse dito 'meu filho, estou preocupada com um problema de gente grande e não quero falar sobre isso', teria guardado para si os detalhes, sendo franca com o filho. Ela poderia até ter dado algumas informações, como 'estou preocupada com uma briga que tive com o vizinho, mas prefiro não entrar em detalhes'. Não importa o que ela diga, o que não deve dizer é 'não há nada' quando alguma coisa a está aborrecendo realmente - isso se ela quiser que seu filho confie nela."

E, para concluir: "Nenhuma criança pode ter confiança a menos que as pessoas à sua volta expressem sinceramente os seus sentimentos. As mensagens mistas eliminam a segurança e o amor".

16 de maio de 2011

Fogos assustadores

Um tempo atrás, contei que Bento estava demonstrando seus primeiros medos. Fiz um post contando que ele não gostava de entrar em um ambiente que estivesse escuro (quarto com luz apagada, por exemplo) nem de barulhos altos (máquina de lavar, motos, trovões). Todos esses não passaram de receios do desconhecido e ele não teme mais. Mas um medo permanece desde aquela época: fogos de artifício.

Vivemos no chamado país do futebol. E toda semana temos jogos e campeonatos (alguém entende por quê tanto campeonato?). E a cada jogo, temos vizinhos que soltam fogos barulhentos. Um dia é coisa leve, um ou outro ao longe. No outro, nem ouvimos nada. Mas em final de campeonato...

Ontem Bento simplesmente não conseguiu tirar a soneca da tarde porque acordou com os fogos. Dormiu no máximo meia hora e acordou assustado. Tentei colocá-lo para dormir de novo, deitei com ele, mas quando ele estava relaxando e quase dormindo de novo... pá pá pá pá. Caramba, o jogo era às 16h, pra quê começar o foguetório às 13h?

E ele tem medo mesmo. Não importa se é um simples traque ou daqueles que assoviam e depois explodem no céu. Ele se assusta, diz "fogos, fogos!" e corre para perto de mim. Se agarra em minhas pernas, pede colo, agarra meu pescoço. Se já está no colo e ouve mais fogos, me abraça apertado, como se quisesse ficar mais grudado do que já está. Só não chora, mas não fica sossegado.

Procuro acalmá-lo, digo que o barulho é lá fora, lá longe. E ele rebate: "fogos, pegá Bento". Digo que os fogos não vou pegá-lo, não entram dentro de casa. Procuro passar segurança a ele, sem menosprezar o que ele sente, sem minimizar seu medo, que é real. Quando ele relaxa, volta a brincar tranquilo... até virem mais fogos.

Eu até gosto de fogos de artifício, mas daqueles coloridos, que fazem desenhos no céu na virada de ano-novo. Esses barulhentos até passa vai, mas de vez em quando, para uma comemoração especial beeeeeem esporádica. Agora, toda semana, às vezes até de noite... ninguém merece. Quem estoura essa porcaria barulhenta definitivamente não tem filho. Ou é daqueles que nem se abalam quando um pequeno acorda assustado.

14 de maio de 2011

Pane no sistema... e dica musical

Como todo mundo, também perdi uma postagem durante a manutenção do blogger: meu post do mamaço sumiu. Depois voltou, mas os comentários se foram, assim como alguns comentários da postagem anterior. As estatísticas também ficaram comprometidas: não aparece nenhuma visualização para o post do mamaço. Provavelmente as do post anterior a ele também estão erradas...

Então a primeira dica de hoje é: façam backups periódicos dos seus blogs!

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Hoje vim dar uma dica musical para crianças. Um dos presentes que Bento ganhou de aniversário foi o CD Pé com Pé, do Palavra Cantada.


A descrição que consta na capa do CD é a seguinte: "Este álbum contém dois CDs, com canções que exploram o universo rítmico brasileiro. O primeiro CD traz um repertório inédito para crianças de 5 a 11 anos; o segundo, apresenta remixes instrumentais das mesmas canções, para as crianças dançarem. Acompanha um libreto ricamente ilustrado, com as letras das canções, textos informativos e inclusive partituras dos ritmos, para os pais e educadores que quiserem ensiná-los às crianças."

O CD é de 2005, mas nem por isso deixa de ser mais um ótimo trabalho dessa dupla. A variedade ritmica das faixas, a criatividade e qualidade das letras e  melodias encantam logo da primeira vez que ouvimos. Inclusive algumas canções são cantadas por crianças, o que dá um toque especial. Bento já tem duas músicas preferidas no CD: Pé com Pé e Bolacha de Água e Sal. Além dessas eu gosto muito de Toda Criança Quer.

Ótimo para dar de presente ou para comprar para os filhotes. Ficadica.

Mamaço

eu amamentando Bento ainda no hospital

11 de maio de 2011

8 anos

Aqui em casa os aniversários acontecem um atrás do outro. Primeiro vem o meu, em abril, depois o do Bento no mesmo mês. Em junho tem o do marido. E, no meio desses, eu ele comemoramos o nosso aniversário de união.

Hoje nós completamos 8 anos. Não casamos no papel, então o 11 de maio, o dia em que começamos a namorar, ficou sendo sempre a nossa data. Entre namoro, morar junto e ter filho, já se foram esses oito anos.
 nós em meu aniversário, em 2006
em um barzinho em 2008

Má, obrigada por mais um ano ao meu lado. Obrigada pelos beijos, pelos carinhos, pelas risadas. Obrigada pelas brigas e aprendizados. Obrigada pelo apoio, por segurar as barras. Obrigada por não desistir nos momentos difíceis. Obrigada por acreditar em mim. E, acima de tudo, obrigada pelo nosso filhinho.
grávidos, a poucos dias do Bento nascer, em 2009

E aqui, transcrevo um trecho da carta que fiz pra ele para essa data (só um trecho tá, o resto é dele, hehe):

"... hoje comemoramos oito anos de união, e lembrei que oito é o símbolo do infinito. Infinito é um conceito muito abstrato, mas que todos conseguem imaginar. Para mim, o infinito transmite a mesma ideia que o amor: profundo, imenso, intenso. Com a diferença que o amor é um sentimento, e infinito é uma grandeza. Ambos são imensuráveis, carregam em si energia, força. Mas, acima de tudo, expressam algo estável, contínuo, incessante."

10 de maio de 2011

As palavrinhas e o palavrão

No post do Quem é, algumas meninas comentaram que o aprendizado da fala traz um "efeito colateral": as palavrinhas erradas que começam a sair certas. É verdade. Várias palavras perdem a graça quando aprendem a dizê-las na forma correta.

Recentemente Bento aprendeu a dizer várias palavras corretamente. Água, que era só águ, agora ele diz á-gu-a, assim mesmo, pronunciando separadamente as sílabas. Banana já foi o divertido minãm, depois virou manana, agora é banana, assim sem-graça mesmo.

Ainda nos restam várias palavrinhas erradas, como o capióto (helicóptero), que não canso de comentar aqui porque acho o máximo. Essa eu nem corrijo, deixo ele falar e falo também. Temos ainda o tacôuo, que é cachorro, e quinininha, que é pequenininho (ele não faz distinção de gênero, usa sempre no feminino não importa o substantivo). E mais várias outras que não consigo lembrar agora. Mas essas palavrinhas erradas estão rareando a cada dia. É uma delícia vê-lo ampliar o vocabulário, mas realmente dá saudade das fofurices inventadas.

E eis que o comentário da Ana Paula me lembrou de algo que esqueci de comentar: o palavrão. Realmente, quando os pequenos começam a falar, precisamos tomar cuidado com o que dizemos perto deles. Muitas vezes nem lembramos que ali naquela cabecinha há uma pequena antena, captando e registrando tudo ao redor para depois transmitir da forma que sabem.

Tudo isso para dizer que Bento aprendeu o primeiro palavrão. Estávamos no banho e derrubei o shampoo. A tampa abriu deixando vazar um monte pelo ralo. Sem pensar, falei "puta merda". A anteninha dele estava ligada, claro. Repetiu na hora, "puta méida". E dessa vez nem pude culpar o pai, que é bem boca suja, principalmente quando assiste jogos de futebol. O "méida" foi aprendido comigo mesmo.

Mas há uma esperança. Ontem, ao chegarmos em casa, ele pediu para montarmos um brinquedo que ganhou de aniversário, uma mini-pistinha de carrinhos que vem dentro de uma maletinha. Ele pegou a maleta para brincar e disse "que méida" todo feliz e sorridente. Ou seja, disse a palavra sem aplicar no contexto certo, o que significa que apenas a repetiu. Ufa, será que ainda dá tempo de fazê-lo esquecer?

9 de maio de 2011

Quem é?

A tagarelice do Bento se desenvolve numa rapidez incrível. Não apenas ele está aprendendo mais e mais palavrinhas a cada dia, mas tem grande curiosidade por saber o nome das coisas pelas quais se interessa. E criou um jeitinho especial de questionar o que são: perguntando "quem é?".

O "quem é?" vale para qualquer coisa. Sim, coisa, objeto. Ele não usa para perguntar sobre pessoas. Estas ele espera que digamos o nome/parentesco olhando a pessoa e enroscando-se em nossas pernas. Já os objetos...

"Quem é mãe?" pergunta, segurando um giz. Se respondo simplesmente "é o giz", ele não se satisfaz e continua perguntando "quem é mãe, quem ééé?". Ah, ele quer saber a cor. "É o giz azul, filho". Pronto, dei a deixa. Lá vai ele pegar todos os gizes e me mostrar, um a um, para que eu diga os nomes das cores.

Faz o mesmo com os carrinhos, as canetinhas, as músicas, os livros. Nos livros quer saber quem são os personagens, os objetos nas figuras, até os números das páginas. Quando saímos de carro, pergunta pelos ônibus, carros, motos, querendo saber de que cor são, de que tamanho. Às vezes ele até já sabe, mas quer confirmar. Ainda bem que no nosso caminho para a escola vemos muuuitos veículos.

"Esse é o ônibus laranja"
"ômbus iaianza".
"Agora o verde"
"vêide"
"Olha a ambulância, filho! Tá com a sirene ligada, a luz acesa!"
"buiância de uz"

E assim vamos ampliando seu vocabulário. Do alto de seus 2 anos, já sabe muitas palavrinhas, forma frases, diz o que quer comer. E nesse final de semana tive duas surpresas recentes, quando ele soltou duas novidades:
"medo mãe, medo fogos" (vizinhos estavam soltando fogos na rua)
"dor na baíga mãe" (pouco antes de fazer cocô)

Eu nem sabia que ele conhecia os conceitos de medo e dor. No caso dos fogos, ele tem medo mesmo. Quando ouve, mesmo que estejam distantes, sempre vem para perto da gente.

Acho que grande parte do falar da criança se desenvolve conforme os pais conversam com ela. O "tatibitate" ao falar com bebês é divertido, mas é importante também dizer os nomes corretos das coisas, mostrar o que são, para que servem. Sempre procurei falar com o Bento, conversar mesmo quando ele ainda nem sabia falar.

Outra coisa que ajuda são os livrinhos. Figuras coloridas e despertam o interesse, e ao dizermos o nome dos personagens (mesmo que apenas "menino", "vovô", "cachorro") e objetos, ajudamos os pequeninos a criarem seu vocabulário.

É muito bom ver os filhotes se comunicando, dizendo o que querem. Ainda mais nessa fase em que  estão aprendendo e saem várias palavrinhas erradas... O campeão nesse quesito por aqui é "capióto" (helicóptero).

Às vezes ele fala tanto que nem nos dá tempo de responder! E às vezes estou muito cansada e ele não para de falar, perguntar, mostrar... Mas a descoberta das palavras é um desenvolvimento muito gostoso de acompanhar. É uma delícia ouvir as tagarelices do pequeno!

8 de maio de 2011

Para todas as mães

Uma homenagem a todas as mamães que passam por aqui. Mães de filho único, de mais de um filhote, mães de feijõezinhos que ainda estão na barriga. Mães solteiras, mães casadas, mães viúvas. Mães de pequenos com problemas de saúde, que passarão o dia de hoje no hospital. Mães adotivas, mães biológicas, mães de coração. Mães que terão a família toda ao lado para o almoço. Mães cujos filhos estão longe. Nossas mães.

Ótimo Dia das Mães para todas!

*Imagem cedida por Priscilla, responsável pela ótima tradução e arte desse lindo manifesto que pode ser lido em sua versão original aqui.

7 de maio de 2011

Votem no Mãe do Bento!

Estamos participando do Concurso Cultural da Revista Crescer para pais e mães blogueiros! 

Concurso Cultural Pais e Mães Blogueiros
Os leitores da CRESCER vão escolher quais são os mais legais da blogosfera! Na relação dos blogs inscritos, vote naquele que você mais gosta - e não se esqueça de indicá-lo aos seus amigos também!

Para votar, cliquem aqui. O Mãe do Bento aparece na categoria "Blogs de Mães" lááá embaixo da página. É o quarto de baixo para cima. Os vencedores vão ganhar uma assinatura da Revista Crescer.

Ajudem aí galera, é só clicar aqui!

6 de maio de 2011

Um presente por dia

Nessa semana, em comemoração ao Dia das Mães, Bento trouxe da escola um presente por dia. Pequenos trabalhinhos de artes que, apesar de não serem feitos unicamente por suas mãozinhas, sei que tiveram sua participação de alguma forma.

Na segunda-feira, recebi um livrinho de 4 páginas, com as mãozinhas e pezinhos dele carimbados em tinta guache. Na terça-feira, veio um vasinho com uma flor de cartolina.Na quarta-feira, um pratinho e um cartão em forma de coração, com o "Feliz Dia das Mães" escrito e novamente a mãozinha dele. E ontem veio outra florzinha, dessa vez feita de copo descartável e cola colorida.
O presente que ele mais gostou foi o livrinho (provavelmente por ter formato de livro!). Toda hora me pede para ver e gosta de colocar as mãos e pés nas páginas onde foram pintados.
 
 colocando a mãozinha
 e os pés
 lendo
 
É claro que ele não tem habilidade ainda para fazer as atividades sozinho. Mas gostei de ver que os presentinhos foram atividades artísticas, usando diferentes materiais, cores e formatos.

A escola dele não faz apresentação para o Dia das Mães. Fazem uma festa única no final do ano, o Dia da Família. A princípio fiquei meio tristinha, com vontade de ver uma apresentaçãozinha das crianças como as que eu fazia na escola. Mas achei interessante principalmente nos tempos atuais, com tantos formatos diferentes de família: pais separados, mães solteiras, viúvos...

Tudo bem que todo dia é dia das mães e esta data é apenas uma convenção criada pelo comércio. Mas é gostoso ser lembrada e reconhecida em um dia só nosso!

E é por isso que acho muito mais legal ganhar presentinhos assim, feitos pelos pequenos, com o jeitinho deles (e a ajuda das professoras, obviamente). Cartões, desenhos, colagens, pinturas... música cantada pelo filhote... um café da manhã caprichado em família... almoçar fora (dia livre para a mãe na cozinha, eba!)... Todas são formas simples e deliciosas de se comemorar.

Desejo a todas as mamães um dia cheio de abraços e beijos, na companhia dos pequenos!

5 de maio de 2011

Surpresa especial

Uma pausa nos posts mais reflexivos para um post de agradecimento!

No último final de semana, chegou um presente para o Bento aqui em casa. Um presente de aniversário vindo da querida Jujuba, do blog Mil Faces de Juliana.
 
 "lendo" o cartão
 abrindo o "pesente do Bento mãe!"
e curtindo!
video
 E aqui, um videozinho!

É um livro quebra-cabeças do Cocoricó. Com páginas grandes e grossas contando um pouquinho sobre cada personagem, 5 imagens do livro formam quebra-cabeças para a criança montar.

Bento simplesmente amou! Ele gosta muito de livrinhos e adora o Cocoricó. E unir as duas coisas em um presente de montar... genial. Todos os dias, quando chega da escola, o pequeno me convida: "vamo montá, mãe?" Vi que há outras opções também, com outros temas. Fica a dica de presente para os pequeninos!

Ju, mais uma vez, muito obrigada! Você acertou na escolha, Bento está curtindo muito!

Aliás, a Jujuba é uma pessoa especialíssima. Mamãe do Lucas, é um doce, sincera e uma grande amiga que a blogosfera me proporcionou. E que está fazendo aniversário hoje! Já estou indo lá deixar meu recadinho. Quem ainda não a conhece, passa lá!

3 de maio de 2011

Mais sobre a segunda gravidez... e as perspectivas

Adorei a repercussão no post sobre o segundinho. A maioria opinou a favor de uma diferença pequena de idade entre irmãos, mas é claro que não é isso que determinará o bom relacionamento entre eles. Há que se considerar a personalidade das crianças, a reação do mais velho ao perder o posto de filho único, a disponibilidade e paciência dos pais ao lidar com o novo formato da família. Só queria deixar claro que o que escrevi no post é a nossa opinião, minha e do marido. Não sofremos pressão de nenhum lado por tentar agora ou esperar. E nem pretendo influenciar ninguém em suas escolhas!

Entre os comentários, algumas meninas contaram ainda estar tão no ritmo do primeiro (ou do que ainda está para nascer) que nem conseguem pensar em segundo. Daí me lembrei que, durante os primeiros meses do Bento, quando vivemos a fase zumbi das mamadas, sono picado e choros, diversas vezes fui questionada se teríamos mais filhos. Lembro de conhecer casais (sim, mais de um) tão exaustos dos cuidados com o primeiro filho que simplesmente desistiram de aumentar a família.

Isso nunca passou pela minha cabeça. Mesmo nos momentos mais complicados, nunca consideramos não ter outro filho. Sempre tivemos em mente que sim, dá trabalho (apesar de não sabermos exatamente o quanto até então) e não desistiríamos por isso.

E só esclarecendo: ainda não estamos oficialmente tentando. Só pretendo parar o anticoncepcional quando fizer o check-up médico, e ainda tenho várias dúvidas sobre o VBAC (farei um post sobre isso em breve).

Por fim, quero contar que a torcida de vocês deu certo! Ontem conversei com  meu chefe e acertei minha saída da empresa para outubro deste ano. Eu propus esse prazo para que eu possa finalizar algumas atribuições do meu cargo e ele possa ter tempo hábil para contratar um substituto. Foi um diálogo bem tranquilo e saí bem feliz da reunião (aliás, sempre tive boas relações com a empresa, que me permitia sair duas vezes por dia para amamentar e sempre me liberou para levar Bento ao pediatra ou trabalhar em casa quando ele ficou doente).

Não vou parar de trabalhar, mas atuarei de casa. Já trabalhei dessa forma, sei que pode ser bem puxado por não termos horários fixos. Mas também sei que terei mais flexibilidade e disponibilidade para o Bento e poderei programar a segunda gravidez.

Estou muito feliz com essa perspectiva real de melhorias. Tenho certeza que será uma mudança positiva para nossa família. Agora entro na contagem regressiva!

2 de maio de 2011

Sobre o segundinho

Naquele post sobre o cansaço, brinquei sobre a vinda de um segundinho. Algumas meninas comentaram que já posso começar a providenciar (hahaha), outras sugeriram esperar Bento ficar maiorzinho. Faz tempo que comecei um post sobre isso, deixei no rascunho e resolvi retomar.

Sempre que eu e marido conversamos sobre filhos, falamos no plural. Nunca pensamos em ter filho único. Para nós, quando tivéssemos o primeiro, teríamos ao menos mais um. Achamos dois um bom número.

Eu tenho três irmãs. Marido tem um irmão e uma irmã. Somos acostumados com casa cheia, almoços de domingo com família, viagens para visitar parentes. Mas há uma diferença: enquanto ele e os irmãos têm idades próximas, eu e minhas irmãs temos idades bem distantes.

O marido é o mais velho. Na sequência veio a irmã, com uma diferença de 4 anos entre eles, depois o irmão, 3 anos mais novo que a irmã. Já eu sou a caçula e temporona. Sou 10 anos mais nova que a mais nova das minhas irmãs.

Isso proporcionou experiências diferentes em nossas famílias. Enquanto ele cresceu brincando com os irmãos, eu cresci mais ou menos como uma nova filha única. Minhas irmãs brincavam comigo, mas já estavam em outra fase. Logo chegaram na adolescência, foram para a faculdade, e eu ainda era criança. Minha maior experiência familiar com criança de idade próxima foi com meu primo, 2 anos mais velho e filho único. Crescemos juntos e somos como irmãos um para o outro até hoje.

Eu sempre quis que meus filhos fossem amigos, compartilhando as brincadeiras. Sempre pensei em irmãos em idades próximas. Não tããão próximas, mas nem tão distantes. Acho muito legal ver o companheirismo, a amizade, a cumplicidade entre irmãos que crescem juntos.

Estamos em um momento em que podemos começar a pensar no segundinho. Bento fez 2 anos, já não é mais tão bebê. Já come sozinho, toma leite e suco no copinho, fala bastante, não pede tanto colo, dorme no quartinho dele a noite toda. Não exige mais a mesma atenção que um bebezinho - apesar, é claro, que continuará precisando de cuidados e dedicação constantes por bastante tempo ainda. Mas são cuidados diferentes, com uma independência que cresce a cada dia.

Há outro ponto também. Acabei de completar 33 anos. E sei que o pique da gente vai diminuindo, principalmente para o primeiro ano, quando dormimos picado, amamentamos e o bebê demanda dedicação  em período integral.

Não acho que exista um espaço ideal para se tentar o segundo filho. Não acho que uma diferença maior ou menor vá impedir os irmãos de serem amigos. Mas acho que uma diferença relativamente pequena ajuda.

Agora que mudamos de casa, temos quartos maiores, áreas ao ar livre, sol, espaço para correr e brincar. Mas faltam ainda duas coisas para que demos início às tentativas. A primeira é encontrar um médico em SP (o pré-natal do Bento foi no interior, quando ainda morávamos lá) que tope tentar parto normal após cesárea. Quando a bolsa estourou, Bento não estava encaixado, estava atravessado no útero, e esse foi o principal motivo da cesárea. Já tenho algumas indicações de médico, mas quem quiser mandar suas dicas pode me mandar um e-mail (meu e-mail está no campo de comentários).

E a segunda questão a resolver é meu trabalho. Não dá para literalmente atravessar a cidade por 1h, 1h30 de barrigão, dirigindo. Não quero isso. Quero uma gravidez tranquila, poder me preparar bem, como foi com o Bento. E já estou tomando providências nesse sentido. Torçam aí!

1 de maio de 2011

Estréia

E foi só escrever aquele post contando que o desfralde estava estacionado por aqui que Bento estreou o penico.

Estávamos no banheiro, nos preparando para o banho de antes de dormir. Bento já pelado, fica paradinho olhando o pipi. Pergunto: "você quer fazer xixi, filho?" e me viro para o box, para ligar o chuveiro. Quando me viro de volta, ele está sentado no penico. E diz: "fazendo xixi, mãe".

Já acostumada a vê-lo se sentar e depois sair sem fazer nada, digo "então faz filho", sem levar muita fé. E quando ele se levanta... tcharam! Lá estava o primeiro xixizinho! eeeeeeee!

Fiquei bem feliz, fiz festinha, chamei o pai para comemorar junto. O pequeno ficou meio sem-graça, deu um sorrisinho... depois comemorou também. E não queria mais sair do penico para tomar banho!
 
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