30 de março de 2011

Mudando de casa com criança pequena - parte 4

O penúltimo post da série mudança-com-criança traz algumas dicas práticas e providências que tomei para facilitar a organização da casa nova e minimizar o caos. Algumas dicas recebi nos posts anteriores da série (valeu Mari!), outras são minhas, que descobri na prática.

Ordem de embalamento
Eu sempre começo a empacotar a casa pelas coisas que usamos menos. Inicio com os livros, que são pesados e demandam caixas resistentes. Depois vou para roupas que não estamos usando, como as de festa e da estação oposta a que estivermos (dessa vez, embalei todas as roupas de inverno primeiro). Já a última coisa que embalo é a cozinha, por ser um dos ambientes que mais frequentamos. Na semana da mudança, compro o mínimo necessário de alimentos. Os perecíveis eu dou para alguém ou jogo fora, os não perecíveis eu embalo.

Roupas
Eu costumo colocar dentro de malas e levar no cabide as que já estão em cabides. A dica para preservá-las é colocar um lençol grande em cima da cama, dispor as roupas nos cabides sobre o lençol uma sobre as outras e fazer um pacote só, fechando com fita adesiva. Cabe no banco de trás do carro, as roupas não amassam tanto e fica mais fácil para guardá-las no lugar.

Itens importantes
Os documentos vão em caixas só para eles, bem identificadas. Já as jóias vão separadas também, mas não mando no caminhão de mudança. Levo comigo no carro.

Animais de estimação
Os animais sentem a mudança de ambiente. Aliás, já sentem a movimentação estranha desde quando começamos a empacotar as coisas. Nós temos uma gata. Ela já fez outras mudanças com a gente, inclusive de cidade. Sei como ela fica estressada e preocupada com o que está acontecendo. No dia da mudança, deixo-a dentro do nosso banheiro, com suas coisinhas (comida, água, caixinha de areia), enquanto os móveis são desmontados e as coisas carregadas para o caminhão. Quando tudo acaba e as pessoas estranhas para ela vão embora, abro o banheiro e deixo ela andar pela casa enquanto arrematamos as coisas. Daí ela vai com a gente de carro para a casa nova. Chegando lá, repito o processo, deixando-a no banheiro com suas coisas enquanto o caminhão é descarregado e os móveis montados novamente. Só a tiro quando todos vão embora. Isso minimiza os sustos e medo que os animais sentem com mudanças.

Por fim, separo kits de sobrevivência para os momentos de caos, quando a gente já está na casa nova e não acha nada:

Kit de sobrevivência adulto: toalhas (banho e rosto), algumas roupas (íntimas inclusive), papel higiênico, sabonete, pasta e escova de dentes.

Kit de sobrevivência infantil: roupas, toalha de banho, um cobertorzinho, kit higiene (sabonete, shampoo, pasta de dente), fraldas, chupeta. No kit infantil incluí alimentos, para não correr o risco de ter um pequeno com fome: leite, suco, bolachas, biscoito polvilho e papinhas congeladas, que fiz no final de semana anterior. Acrescentei ainda brinquedos pequenos, livrinho para colorir e canetinhas.

No dia da mudança
Organizamos tudo para que a mudança fosse numa sexta-feira. Assim, Bento ficará na escola a maior parte do dia, com sua rotina mantida e longe do tumulto. Vai comer, dormir, brincar, ter o dia normal enquanto transportamos as coisas. No final do dia vamos buscá-lo - e já vou pedir para darem o jantar a ele. Na sequência temos o final de semana, quando ficamos todos juntos, o que facilita na adaptação ao novo ambiente.

Também já estou falando há tempos ao Bento sobre a casa nova. Ele foi lá duas vezes com a gente conhecer (e adorou) e, enquanto me ajudava a embalar as coisas, fui reforçando o assunto, dizendo que ele terá um quarto novo, bastante espaço para brincar, quintal...

Estamos nos momentos finais, está quase tudo embalado. Agora já não vejo a hora de chegar a sexta-feira, quero arrumar a casa nova.

Esse é o penúltimo post da série mudança-com-criança. No próximo encerro o assunto contando como foi tudo e como Bento reagiu.

PS: vou ficar ausente por uns dias... assim que a internet estiver instalada na casa nova e a maior parte do caos tiver passado eu volto. Não me abandonem, plis!

29 de março de 2011

Mudando de casa com criança pequena - parte 3

Os próximos posts da série mudança-com-criança trazem uma retrospectiva sobre minhas mudanças com Bento (sim, já fiz duas!), alguns preparativos práticos e a adaptação do pequeno à casa nova. Comecemos do começo!

Do Histórico

Em 2008, morávamos em SP e mudamos para o interior por razões profissionais do maridex. No início do segundo semestre daquele ano, ele assumiu um cargo novo em outra cidade e fiquei aqui, com a casa inteira pra desmontar e encaixotar. É a mesma casa para onde vamos voltar agora, um sobrado. Ou seja, casa grande, com escada, com caixas e caixas para carregar sozinha... e depois, já na cidade nova, descobri que tinha um certo feijãozinho na barriga. Já estava grávida lá na casa antiga, fiz toda a mudança sozinha e não sabia! E essa foi a primeira mudança que fiz com o Bento. Tudo bem que ainda minúsculo, mas já conta, né?!

Em 2009, de novo por razões profissionais, voltamos para SP. Aí Bento já tinha nascido e estava com 5 meses. Dessa vez, minha mãe veio com a gente para ajudar. Ela ficou com o pequeno na casa da bisa, e as duas e mais outras tias se revezavam nos cuidados com ele. Na época, Bento já comia papinha de fruta e uma papinha salgada por dia, e eu amamentava. Então, enquanto ele ficava com a vovó, eu e o pai recebíamos o caminhão da mudança e ajeitávamos tudo. Foi a primeira vez que fiquei algumas horas do dia longe dele, e lembro que ficava agoniada. Sem telefone na casa e com os números de celulares ainda lá do interior, fazia interurbanos dentro da cidade para saber do pequeno.

Eu chegava na bisa desesperada para vê-lo e amamentar. Ter ficado com as vovós ajudou Bento a ter sua rotininha alterada ao mínimo: brincava, tomava banho, comia frutinha, cochilava. E deu tudo certo. Tudo bem que depois teve a adaptação dele à casa e cidade novas, mas isso é outra história. Contei essa segunda mudança aqui e aqui (tem até foto do Bento pequenininho, que saudade!).

Amanhã tem mais post da série mudança-com-criança. Coming soon: preparativos e dicas práticas!

28 de março de 2011

Mudando de casa com criança pequena - parte 2

O segundo post da série mudança-com-criança traz fotos do meu ajudante! Contei no post anterior que envolvi Bento na arrumação dando uma caixa para ele brincar, e que deixaria o pequeno personalizar uma caixa para colocarmos as coisinhas dele. Pois aí está:
 A primeira caixa dele, toda rabiscada, que depois virou brinquedo

 Personalizando a segunda caixa com adesivos diversos

E depois pintando

Depois que ele decorou a caixa, passamos a enchê-la com seus livrinhos e DVDs:
 
 
"Ponto mãe, teminei!"

É claro que ainda vou arrumar de verdade as coisas dele, já que ele colocou tudo de qualquer jeito. E também colocou na caixa outras coisas, como canetinhas, carrinhos, revista minha... Mas achei muito fofo meu pequeno ajudante!

E a série mudança-com-criança continua...

26 de março de 2011

Mudando de casa com criança pequena - parte 1

Quem acompanha o blog sabe que vamos mudar de casa, já contei aqui e aqui. Estamos na fase final dos preparativos, mudamos no final da semana que vem. Então resolvi fazer uma série de posts contando como estou fazendo para arrumar tudo com Bento pelo meio, sem ajuda externa.

Nossas famílias moram longe, em outras cidades ou em bairros distantes (e quem mora ou conhece São Paulo sabe que "bairro distante" é distante meeesmo). Ou seja, não temos muito como contar com parentes numa situação tão agradável e divertida como empacotar, encaixotar, descartar, desmontar uma casa inteira e depois desempacotar, montar, limpar e arrumar outra casa inteira.

Também já contei aqui que marido se encarregou da reforma da casa nova, incluindo pintura, arrumação de armários e portas, revisão hidráulica e elétrica. Ele, um amigo e seus contatos estão há vários finais de semana preparando toda a casa para a nossa chegada.

Então eu fiquei com o encaixotamento de tudo. Tenho ido a vários supermercados e mercadinhos pedindo caixa, monto, passo fita, separo por tamanho e começo a colocar as coisas dentro. A sala está praticamente encaixotada, a área de serviço e metade de nossas roupas também. Faltam a cozinha, o banheiro, os quartos e todas as coisas do Bento. "Só" isso.

O apartamento atual é pequeno e, se eu encaixotar tudo e espalhar pela casa, a gente teria que dormir no corredor. Temos uma varandinha, mas não podemos colocar nada muito grande lá pois o condomínio não autoriza. Vou escondendo caixas menores pelos cantos, e algumas coisas marido até já levou para a casa nova para abrir espaço aqui.

Estou fazendo tudo aos poucos. Quando Bento dorme consigo mexer melhor nas coisas, mas com cuidado para não fazer muito barulho. Se ele acorda, já era, tenho que envolvê-lo no processo.

E envolvê-lo no processo significa fazer tudo mais devagar, não mexendo em nada quebrável (enfeites, copos) ou perigoso (remédios, produtos de limpeza). Fora que ele quer "ajudar" tirando das caixas tudo que coloco dentro delas. Sábado passado eu estava empacotando livros e Bento estava brincando de pintar. Quando eu estava arrumando a segunda caixa, me dei conta que Bento tinha aberto a primeira, tirado metade dos livros de dentro e enfileirado um a um na estante. Ou seja, desfez todo meu trabalho! E foi aí que tive uma ideia.

Peguei uma caixa vazia e disse para ele: "essa é a sua caixa, pode colocar o que quiser dentro dela." Ele ficou me olhando com cara de paisagem, acho que não fui muito clara. Aí disse: "essa é a caixa do Bento. Vamos colocar os carrinhos dentro dela?" Começou a festa. Colocou carrinhos, bola, bonecos, tampas das canetas, tudo que achou interessante. E nisso eu consegui encher mais uma caixa de livros.

Daí, quando o pequeno me viu escrevendo na caixa (eu escrevia "sala" e "livros", para ajudar na identificação no dia da mudança), me perguntou: "tá pintando, mãe?" Plim, tive outra ideia. "Eu tô sim, filho. Vamos pintar a sua caixa agora?" E peguei todos os gizes e canetinhas dele. Pois ele se sentou ao lado da caixa e ficou um tempão pintando a caixa inteira. E depois ainda entrou dentro dela para brincar. E nessa consegui embalar 3 malas de roupas!

E assim vamos indo. Hoje já embalei CDs e DVDs e, agora que ele está cochilando, vou partir para as tranqueiradas guardadas na categoria "vai que um dia eu preciso". Sim, preciso é jogar no lixo!

A caixa dele ficou destruída, mas ainda dá para aproveitar nesses improvisos. Quando for empacotar os livros e brinquedos dele, vou deixá-lo personalizar as caixas de novo, dizendo que são as caixas dele, para as coisas dele. Quem tiver mais ideias de como fazer mudança com criança, escreve aí nos comentários!

E a série de posts de mudança-com-criança continua... aguardem!

24 de março de 2011

Ah ah, uh uh, o Pacotão é nosso!!

Logo pela  manhã eu vi no meu blogroll que a Carol tinha feito o sorteio do Pacotão do Viajando. Estava ansiosa por esse sorteio, só tinha prêmio bacana! CD Música de Brinquedo do Pato Fu, os livros "Crianças a Bordo" e "Buenos Aires com Crianças", uma Bebêchila térmica e uma peça surpresa da Mamma Mini!




Eu tava de dedos cruzados aqui, até brinquei no Facebook da Carol que o Isaac ia tirar o papelzinho com nosso nome. E não é que ele tirou mesmo??

Gente, fiquei ultra mega maxi feliz!! Dificilmente ganho alguma coisa! Aí, para compensar... ganhamos esse pacotaço especialíssimo! E o mais curioso foi eu ter postado hoje um texto sobre como Bento gosta de música! Agora ele vai poder curtir Pato Fu de roupa nova da Mamma Mini, enquanto eu preparo um lanche pra colocar na Bebechila e leio um dos meus livros novos! Eba eba!!
 
E além de poder ver o pequeno Isaac tão fofo e ouvir a voz da Carola, que todos nós acompanhamos em seus posts informativos-sinceros-divertidos-deliciosos, ela ainda escreveu no post do sorteio:

"E eu fiquei muuuuito feliz com o resultado (ficaria com todos, confesso), mas é que esses dois sortudos aqui são um xodó...Captou a dica, hein sorteada?!?!?!?!"

Sim, captei!! Só não consegui agradecer antes porque vi o post lá do meu trabalho e lá não consigo acessar vídeos. Por isso, fiz questão de fazer esse post especial de agradecimento!

Para encerrar, vou confessar uma coisa, Carol: quando abri o post, senti um frio na barriga. Um friozinho bom, de emoção, sabe? E pensei: "o Bento ganhou". JU-RO! Intuição de mãe funciona mesmo! :P

Música para pequeninos

Bento adora música. Desde pequenininho, coloco músicas para ele ouvir, tanto as infantis quanto as que eu e o pai dele gostamos. Mal sabia andar e já batia palminhas, balançava o corpinho, adorava. Até já postei alguns registros dessa fofurice, como nesse post.

Agora já tem suas suas preferências musicais. Gosta de Pintinho Amarelinho, Borboletinha, Coelhinho, e várias do Palavra Cantada, principalmente Larga a Lagarta e Sopa.

Duro é quando o pequeno cisma com uma música e quer ouvir só aquela, sem parar. "Larga a lagarta", por exemplo, preciso ouvir quatro ou cinco vezes até conseguir trocar. Mas a repetição incessante faz parte, né? E ele gosta do clipe também, assiste e me mostra a "lagaita comendo fôia" (lagarta comendo folha).

Da mesma forma que faço com a leitura, acho importante incentivá-lo desde pequeno a gostar de música. Criamos um hábito natural e ajudamos ainda mais a desenvolver o pequeno cerebrinho. Aliás, é uma boa dica de presente para o aniver dele, que se aproxima: CDs e instrumentos musicais.

Agora está aprendendo a fazer coreografias. Na música Pintinho Amarelinho, sabem quando diz "cabe aqui na minha mão"? Ele faz o gesto com as mãozinhas. Coreografa também várias outras, girando os braços, mexendo os pés, balançando a cabeça. E ainda me convida para participar: "dança mãe, dança!". Tentei filmar, mas quando começo, ele quer se ver na câmera e pára de dançar...

Mas o mais fofo é ver o pequeno tentando cantar. Lembra uma palavra ou outra da letra, até já pede a música que quer ouvir. Por exemplo:

Da música Borboletinha ("borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate..."):
"fazendo coiate... péina páu, páu, páu"

Da música Sopa:
"sopa neném, sopa neném... macaão, fezão, zacaié, sulé"
(que que tem na sopa do neném... será que tem macarrão / feijão / jacaré / chulé)

Detalhe que às vezes ele muda a letra: "sopa neném não mãe, sopa Bento". Ou seja, além de um pequeno cantor e dançarino, tenho em casa um mini-compositor!

22 de março de 2011

Xouando

Dia desses eu estava fazendo almoço na cozinha enquanto Bento brincava na sala. Era um daqueles dias que a gente acorda bem, mas do nada fica toda borocoxô. TPM, estresse pré-mudança, cansaço, xaropice, sei lá. Sei que dei uma choradinha escondida na cozinha, aproveitando que descascava cebolas.

Até que Bento surge na porta. No reflexo, olhei para ele, esquecendo que estava com os olhos meio inchados. Ele me encarou, todo sério. Na hora percebeu alguma coisa diferente. E veio com a fofurice mor:

"Tá xouando mãe?" (tá chorando mãe?)

Me desmontou na hora! Eu nem sabia que ele conhecia essa palavra! Quando ele chora por algum motivo, eu digo "não chora filho". Mas daí a empregar o verbo na situação correta, percebendo que eu estava triste, e ainda no gerúndio?? Comoassim??

Só sei que achei o máximo, larguei a cebola na hora e abracei o pequeno. E a xaropice foi embora.

20 de março de 2011

Surpresa colorida do papai

Ainda nesse mês nos mudamos para a casa nova. Já comentei em outro post que maridex está preparando a casa para nós, que estava alugada e precisava de uns ajustes. Arrumou uma porta que estava desalinhada, tapou furos na parede, lixou e pintou a casa inteira. Marido não é daqueles que ajuda em afazeres domésticos, mas quando se põe a fazer alguma coisa, faz mesmo. E, como os orçamentos que fizemos para terceirizar esses serviços de conserto e pintura ficaram muito altos para nosso bolso, ele decidiu pintar a casa por conta própria, com ajuda de um amigo.

Dito isso, há três finais de semana ele passa os sábados e domingos inteiros preparando tudo. Tudo bem que a casa, por ser um sobrado, é grande e o trabalho todo demanda tempo para ser concluído. Mas até aí eu, na inocência de quem nunca pintou casa na vida, achei que ele fosse comprar tinta branca da mais simples, apenas para deixar a casa mais apresentável, e terminar o serviço rapidamente. Até ver as cores dos respingos de tinta na roupa dele e nos panos de chão que ele trouxe de lá.

Havia respingos de tinta branca? Sim. Mas também vários outros, nas cores amarela, vermelha, marrom e nuances semelhantes. Depois descobri os nomes de duas tintas que ele comprou: terracota e mel. Mel eu imagino a cor, mas terracota tive que pesquisar até descobrir que é um vermelho-laranja-tipo telha. Aí pensei, jezuis, o que ele tá aprontando na nossa casa? Que cômodos ele pintou nessas cores? E ele não quis me contar, disse que é surpresa.

Antes que chamem o pai de Bento de doido (e eu de mais doida ainda por deixá-lo escolher sozinho as cores da casa), esclareço que ele entende da coisa. Não de pintura de casa especificamente, mas de cores e combinações. Ele é designer gráfico e digital, trabalha com publicidade. E também desenha e pinta quadros. Como esse, que fez para mim no começo do namoro:


Não entendo muito de arte, mas achei lindo... E sim, essa sou eu, quando ainda tinha cabelo comprido.

Ou seja, apesar de não ter opinado nas cores novas da minha própria casa, confio nele e acho que vou gostar da surpresa... Depois eu conto como ficou!

(Ah, e Bento está melhor. Ainda tosse bastante, a voz está fanhosa por causa do nariz entupido, mas a inalação ajuda bastante. E não teve mais febre, eba!)

19 de março de 2011

Quem consegue comer bem quando está dodói?

Com esse tempo doido que tem feito, Bento ficou gripado. Tosse, nariz escorrendo, febre, dorzinha de barriga e uma dor de garganta que deixou o pequeno até rouco. A febre vem só de noite, quando todos os demais sintomas pioram (como na maioria das doencinhas...). Não é febre alta, mas é suficiente para incomodar o pequeno e atrapalhar o sono.

Já a dor de garganta deixou Bento rouco e interfere no apetite. Ele até pede para comer, mas dá umas colheradinhas e não quer mais. Até mesmo a amada maçã, que nunca recusa, acaba por dar apenas umas mordidas. Ofereço mais líquidos, frutas, iogurte, e as coisas que ele gosta, como bolo simples. Mas é difícil ver o pequeno sem comer.

Daí que hoje li um post no Comer para Crescer exatamente sobre isso: Os filhos comem quando adoecem? Segundo o texto, “O que normalmente acontece é que a criança, assim como o adulto, aceita só o que gosta (...) Por isso, as mães, os pais e quem mais cuidar da criança precisa buscar o equilíbrio no que vai oferecer ao pequeno paciente.” E ainda: "dependendo dos sintomas da criança, melhor é não oferecer nada além de líquido, caso da criança com febre ou com diarreia e vômito, por exemplo.  Somente o médico que atender o pequeno paciente saberá indicar a melhor dieta para aquele período." Para ler o post completo, clique aqui.

Agora é esperar o pequeno melhorar. Vou insistindo, oferecendo opções variadas e bastante líquido... E, quem puder, assopra para ajudar o dodói a ir embora... fuuuuu fuuuuuu!

18 de março de 2011

Hein?

Bento anda tão tagarela que não consigo mais anotar todas as palavrinhas que ele sabe. Agora só vou registrar as mais engraçadas e fofas.

O que mais tem me feito rir é quando ele repete nossas interjeições e entonações. Incrível como absorvem tudo, são pequenas esponjinhas da tagarelice! Alguns exemplos:

Hein?
Sempre que está procurando alguma coisa e não acha ou pergunta algo e não respondo de imediato, ele lança o "hein":
"cadê o caínho (carrinho)? cadê mãe? hein?"
(toca o telefone): "é papai? papai mãe? hein?"

Tá fazendo?
Essa é fresquinha, ouvi ontem. Ele estava na sala e eu na cozinha preparando a janta dele. Daí ele manda essa: "mãe? tá fazendo?" - tradução: "mãe, o que você está fazendo?"

É mesmo
"óia máe, camião" (olha mãe, caminhão)
"esse é o ônibus, filho"
"ômbus. é mesmo"

Essas três coisas eu falo direto. Sempre pergunto o que ele está fazendo. Se ele não responde, pergunto de novo, seguido do "hein?". E quando ele diz corretamente, reconheço com o "é mesmo". Segue um diálogo típico aqui em casa:

"Filho, o que você tá fazendo? (pausa para esperar a resposta)
"Bento, o que você tá fazendo? Hein, filho?"
"Bincando massinha"
"Ah, é mesmo, que legal, filho."

Ou seja, ele aprendeu esses termos comigo, e agora sabe repeti-los e encaixá-los em diferentes situações. Não é o máximo? Não é o menininho mais fofo e inteligente do mundo da mamãe?

17 de março de 2011

O cardápio da escola

Essa semana recebi o cardápio atualizado da escolinha do Bento. Achei interessante constatar que há uma variedade alimentar. Não sou nutricionista nem nada, mas me informo, e sei que é importante que a criança receba alimentos diferentes, entre legumes, verduras, frutas, carnes, laticínios. Por isso achei bacana ver que a escola oferece opções nutritivas. E proporcionar alimentos variados, coloridos e nutritivos é muito importante para criar um hábito saudável.

E o cardápio das refeições na escolinha do Bento está atualmente assim:

Segunda-feira: arroz, caldo de feijão, carne, beterraba, batata e repolho
Terça-feira: arroz, lentilha, frango, gema de ovo, mandioquinha, cenoura e brócolis
Quarta-feira: arroz, feijão, fígado, sopa de chuchu com ervilha, abóbora, vagem e couve-flor
Quinta-feira: arroz, feijão, carne assada, caldo verde com carne, batata e couve manteiga
Sexta-feira: macarrão, sopa de frango com milho verde, cará, abobrinha e espinafre
Lanches: frutas da estação, in natura e em suco, bolachas de maizena/leite/cream craker, pão.

No caso das frutas, sempre há bananas, maçã e mamão. As demais são oferecidas conforme a época do ano. Bento já me contou que comeu "mouango" (morango) e "caxi" (abacaxi).

No caso do leite, cada mãe leva o leite que o filho toma. Há os que mamam no peito, e a mãe pode ir lá amamentar ou levar leite materno para as berçaristas darem. Para o Bento, levo leite em pó.

Achei um cardápio bom. Bento só almoça na escola, pois antes do jantar já saio do trabalho e busco o pequeno. Às vezes, vê um amigo comendo e pede, então quando o busco já vem "jantado". Mas é raro acontecer. Normalmente janta comigo, gosto de fazer uma refeição com ele além do café-da-manhã.

Semana que vem teremos outra novidade na escola: a professora dele entrou em licença maternidade e Bento terá uma professora nova. Vamos ver como será...

15 de março de 2011

Alguém aí?

Alguém aí já acorda cansada e está sempre com sono?

Alguém aí tem uma dor nas costas praticamente crônica?

Alguém aí larga serviço de casa pela metade para brincar com o filho?

Alguém aí trabalha fora e fica o dia inteiro com saudade do pequeno?

Alguém aí não trabalha fora e às vezes sente falta do mundo?

Alguém aí come porcarias escondida do filho para não dar mau exemplo?

Alguém aí é monotemática?

Alguém aí está sempre questionando se está fazendo as coisas certas?

Alguém aí vai contra a maré e segue seus instintos?

Alguém...

Alguém aí não trocaria isso por nada?

Muito prazer, seu nome é mãe.

14 de março de 2011

Porque eu dei chupeta

No post em que comentei a dica do pediatra para tirar chupeta, recebi algumas sugestões de mães que já passaram por isso. Algumas ideias foram fazer um furinho e dizer que a chupeta estragou, trocar por uma chupeta com bico diferente para ver se ele recusa e dizer que só tem essa, restringir o uso aos poucos até parar e até acionar a fada da chupeta.  Achei as dicas ótimas. É muito bacana como as mães da blogosfera se ajudam, trocando ideias e experiências. Obrigada mesmo!

Já li em vários sites e blogs sobre o uso da chupeta. Muitas condenam, outras aprovam, outras preferem que, entre chupeta e dedo, a criança chupe o dedo.

Nunca fui 100% contra. Também não acho bacana crianças maiores chupetando, nem com chupeta pendurada o tempo todo. Mas, para mim, chupeta sempre foi um objeto opcional, para ajudar o bebê a se acalmar.

Daí que, quando Bento nasceu, chorava muito. Muito mesmo. A princípio pensávamos que eram as famosas cólicas, e até restringi minha dieta cortando tudo que diziam provocar gases no bebê, já que ele mamava no peito. Mas ele chorava em diversos momentos do dia, não apenas no final da tarde, característica mais comum das cólicas. Era um choreiro só, de manhã, de tarde, de noite. De madrugada era o único momento que não chorava tanto, mas acordava para mamar.

Daí que, no desespero para acalmá-lo, eu tentava de tudo: bolsa de água quente, remedinho contra gases, massagem, virar de bruços, colo, colo, colo. E, muitas vezes, se dava mais peito, melhorava por alguns minutos... e depois piorava. Nessa agonia, dei a chupeta. E ela me ajudava. Ele se acalmava, e consequentemente eu também.

Até que, não me conformando com esse choreiro, troquei de pediatra. E a nova descobriu que ele tinha refluxo. Ou seja, ele mamava e um pouco do leite sempre voltava, causando azias. E ele regurgitava muito, coisa de 20 vezes por dia, de jato. Por isso não adiantava dar mais peito. O tratamento começou e logo ele melhorou. A choradeira foi diminuindo, ele mamava e dormia melhor. Mas a chupeta ficou.

E foi por isso que recorri à chupeta. Não era algo que eu condenava, mas também não vi problema em lançar mão dela no meio daquela choradeira.

Deixo claro que não estou indicando chupeta para ninguém, até porque sei de bebês com refluxo que nunca chuparam chupeta. Só estou contando como foi que aconteceu aqui em casa.

Hoje, o momento em que Bento mais pede a chupeta é quando está cansado: quando voltamos da escola, no cochilo da tarde e na hora de dormir. Não é uma criança que fica de chupeta o dia todo.

Nesse momento estamos passando por várias novidades. A primeira é que em breve vamos mudar de casa. Bento terá um quarto novo, uma casa nova, um ambiente todo novo para se habituar. E a segunda é o desfralde. Estamos no início ainda, vou indo bem devagar, levando o pequeno no peniquinho um pouco por dia, mostrando seus livrinhos do cocô.

Por tudo isso, acho que não vou tirar a chupeta agora. Apesar de pensar que, quanto mais demorar para tirar, mais difícil fica, acho que agora não é o momento. Há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, muita novidade para um pequenino processar. Vou sim diminuindo o uso, evitando dar. Mas quando resolver tirar a chupeta de vez, quero que ele esteja mais seguro nos outros aspectos para que o processo seja tranquilo. Da mesma forma que o desfralde, quero fazer o deschupe da forma mais serena possível.

12 de março de 2011

Maçãs

Já contei uma vez que Bento adora maçã. Quando era pequenininho, a fruta preferida era banana, comia pelo menos uma por dia. Quando cresceu um pouco, substituiu a preferência por maçã.

Daí que Bento foi comigo ao mercado e, enquanto eu guardava as compras, ele fuçava na geladeira. Até que pegou uma maçã e começou a comer sozinho, mandando ver com casca e tudo:

video
(obs: tive que reduzir um pouco a qualidade para poder postar... mas dá pra ver né?)

E assim foi, roendo a maçã, dizendo "humm totoso"... até terminar.
E o que sobrou foi isso:

Orgulho da mamãe!

11 de março de 2011

Dicas do pediatra para desfralde e chupeta

E ontem foi dia de consulta no pediatra. Consulta de rotina, mas que aproveitamos para avaliar o fim da conjuntivite e os dentes novos. Eis um resumo do desenvolvimento do pequeno e algumas dicas dadas pelo pediatra em relação a assuntos específicos:

Da conjuntivite: definitivamente zerada. O tratamento já tinha terminado, só faltava a avaliação final do médico. Olhinhos normalizados, eba!

Dos dentes: confirmado o nascimento de mais um segundo pré-molar inferior. Ontem finalmente vi as pontinhas brancas aparecendo pela gengiva.

Do intestino solto: O pediatra disse que pode sim ser pelo nascimento dos dentes, mas também porque as crianças colocam muitas coisas na boca (e a gente pensa que fazem isso só na fase engatinhante... doce ilusão. Já peguei Bento no flagra bebendo água do banho e mandando pra barriga alimentos que caem no chão). Como o pequeno não teve febre e está bem hidratado (palavras do médico), devemos seguir uma dieta alimentar por mais ou menos dois dias, com alimentos leves e que tendem a prender o intestino. O médico receitou também um remedinho para normalizar a flora intestinal.

Do "tamaninho": Bento está com 13,300 kg e 87 cm, com 1 ano e 10 meses de idade. Pelos cálculos do pediatra, "seguramente ele terá 1,80 m". O pai é bem alto, tem 1,93. Eu tenho 1,68. Equilibrando as estaturas, Bento tende a ser um mocinho alto.

Do desfralde: Aconselhou para que eu o leve no peniquinho todos os dias por alguns minutos, mesmo que ele não faça nada. Isso ajuda o pequeno a se acostumar ao penico e criar o hábito de fazer xixi e cocô nele. Mas não enfatizou nenhuma outra medida por enquanto, apenas esse pré-desfralde mesmo. Nada de forçar.

Da chupeta: Durante o exame na boquinha, o pediatra perguntou: "ele ainda chupa chupeta?" Sim, para dormir e quando está na dupla manha-cansaço. Bento ainda está no prazo considerado seguro para que a arcada dentária volte naturalmente, mas acho que quanto mais demorarmos a tirar a chupeta, mais difícil fica. Então o pediatra deu uma dica: esfregar plantas amargas na chupeta. Posso inclusive associar esse sabor ruim ao argumento "a chupeta estragou". Bento já entende o sentido de estragar, que uso de vez em quando (por exemplo, para tirá-lo do banho: a água ficou suja, estragou). Assim, quando ele pedir a chupeta, vai recebê-la, mas com um gosto ruim. A ideia é ele entender que estragou, não tem mais jeito e fim.

Não sei se vai dar certo, se é a melhor forma de tirar a chupeta, se vou conseguir. Lembro do post da Roberta, que amarrou a chupeta da filhota na cama e deu certo. Essa é uma estratégia que pretendo usar. A Letícia também deu ótimas dicas nesse post. Confesso que a facilidade que a chupeta me proporciona quando Bento está muito manhoso e para dormir são impecílios para a retirada. Acho que quem não está pronta para ficar sem a chupeta sou eu...

Do escândalo: Por fim, o show durante a consulta. Bento continua detestando o pediatra. Chora de escorrer lágrimas, grita, pede colo, é uma luta para segurá-lo. O médico até brincou, dizendo que da próxima vez preciso levar pelo menos 4 pessoas para ajudar. Vergonha, vergonha!

9 de março de 2011

Coisas que sempre acontecem quando viajamos

Nosso feriado de carnaval foi bacana. Apesar do tempo chato, frio e chuvoso, bem atípico para essa época do ano e para o interior de SP onde é sempre quente, deu para aproveitar. Bento se divertiu com as vovós, com gato e cachorras, com tias e tios... mas principalmente com os primos. Correu, pulou, andou de motoca, brincou de carrinho, de bola, de montar, de esconder. Foi um feriado curto, mas que parecia uma mini-férias. 

E apesar de termos viajado pouco desde que Bento nasceu e apenas para duas cidades, percebi que alguns comportamentos dele se repetem a cada viagem. Mesmo tentando manter a rotina e os horários o mais próximos possível dos usuais, algumas coisas ficam diferentes:

- ele come menos. Mesmo se vamos para a casa da vovó (e casa de vó sempre tem comida caseira e quitutes), Bento come menos, tanto a comida como outras guloseimas, como bolo. Provavelmente por não querer "perder tempo" de brincar... ele quer mesmo é aproveitar as novidades.

- ele dorme menos. Mesmo tirando seus cochilos diurnos, Bento acorda cedo e vai dormir mais tarde do que em casa. Dorme bem, mas estica mais a hora de ir para a cama arrumando mais brincadeiras e desculpas. E, como fica agitadíssimo durante o dia, muitas vezes fica com o sono agitado também.

- ele bagunça mais. Bento quer explorar o lugar, se põe a (re)conhecer coisas e pessoas, analisar tudo no ambiente. Quer abrir todas as portas, gavetas, armários. Tira coisas do lugar, pega os brinquedos que encontra e junta com os seus, investiga tudo, mostra, analisa, vê, aponta, revira, retira, reorganiza... e bagunça tudo de novo.

- ele volta exausto. Mesmo indo a lugares conhecidos, dormindo bem, não alterando muito a rotina... sabe que não é a mesma coisa que a casa dele. Por isso, quando voltamos, fica pelo menos um dia todo na preguiça, brincando mais calmo e dormindo bastante para recuperar as energias. Voltamos ontem de viagem e às 8 da noite ele já estava dormindo. Hoje pela manhã fomos jogar um pouco de bola, mas ele nem quis ficar muito. Agora está assistindo o amado Cocoricó e já puxou paninho e a peta...

Amanhã eu volto para o trabalho e ele para a escolinha. Dá uma preguiiiça de voltar à rotina... mas, ao mesmo tempo, é bom voltar para casa.

4 de março de 2011

Rapidinhas pré-carnaval

Depois de perceber o nascimento de um dentinho novo na boca do Bento, já fiquei atenta ao comportamento dele. E, poucos dias depois de rasgar a gengivinha no lado inferior direito, já vejo um inchaço do lado esquerdo. Mais um segundo pré-molar vem aí. Os dentes dele sempre nasceram assim, de turma. Os primeiros incisivos centrais inferiores nasceram juntos, depois vieram quatro incisivos superiores de uma vez... por isso ele sempre ficou meio enjoadinho, chatinho pra comer, fazendo cocô mole. Às vezes teve até febre. Muitos pediatras dizem que esses sintomas não estão relacionados a nascimento de dente, mas aqui em casa foi assim.

Então, desde ontem a gengiva está inchada e Bento não está querendo comer quase nada, apenas tomar suco e comer coisas moles (iogurte, sucrilhos, frutas). Mas de resto está sapequíssimo, brincando, correndo e tagarelando. A conjuntivite nem aparece mais. Só estamos agora na manutenção do tratamento até terminar o ciclo da doença.

******
E já estamos em clima pré-feriado. Já estamos no interior, na cidade das vovós, para aproveitar os dias de descanso e para o casamento de uma tia do Bento. Infelizmente Bento perdeu o carnaval da escolinha por causa da conjuntivite... mas outros virão, com certeza. Bom feriado a todos!

3 de março de 2011

Boca cheia

Dias atrás, contei que Bento estava com dorzinha de barriga, com dificuldade para fazer cocô. Mas esse entupimento durou poucos dias. Aí, pouco tempo depois... o intestino soltou de vez. Sem que eu fizesse nada, não dei nenhum remédio, não mudei em nada a alimentação... também durou pouco, mas achei esquisita essa mudança.

Até que, ao brincar de cosquinhas com o pequeno, o pai vê, dentro da boquinha dele... um dente novo! Lááá no fundo, o primeiro-segundo pré-molar.

Os dentes dele começaram a nascer cedo, aos 4 para 5 meses. Com um ano e meio, a boquinha já estava praticamente cheia. Por isso, eu nem estava mais me lembrando que ainda faltavam os dentes do fundo...

Abaixo uma tabelinha com a idade aproximada de nascimento dos dentes dos pequenos. Claro que há variações, cada criança tem seu ritmo, e a dentição depende da genética também. A tabelinha é apenas para termos uma ideia:

 
(clique para ampliar)

Então agora Bento tem mais um dentinho na gengiva inferior direita. A boquinha tá ficando cheia (boca de 2-3 anos)! Até queria saber exatamente quantos dentes ele tem, mas quem disse que o mocinho para quieto e me deixa contar?

2 de março de 2011

Descobrindo o pipi

Recentemente Bento descobriu que tem algo pendurado entre as perninhas. Até então, não ligava muito quando eu trocava a fralda e o limpava, às vezes só mexia um pouquinho no pipi e esquecia. Agora está ficando interessadíssimo nos documentos.

Quando ele era bebê, lembro que a primeira pediatra dele me explicou como eu deveria fazer a limpeza do pipi. Segundo o pediatra atual, a cada banho preciso limpar o pirulito puxando de leve a tal pelinha que recobre a glande. Difícil para uma mãe entender se estamos fazendo certo. Achava esquisito mexer, não sabia se doía...Quando ele ficou maiorzinho e passou a se mexer muito ao trocar a fralda, inventei uma técnica para que ele me deixasse limpá-lo direito: digo "vamos fazer o pipi aparecer?". Assim consigo puxar a tal pelinha e ele acha o máximo.

Então que agora, com o andamento do pré-desfralde (ainda considero que estamos numa fase inicial, já que não tirei completamente a fralda nem deixo ele tanto tempo sem ela), às vezes deixo ele de cuequinha pela casa. No último final de semana, um calor de rachar em SP, o mocinho ficou de cueca e fez três xixis - nenhum no penico. Aí tirei tudo e deixei ele pelado mesmo. Pronto. Começou o festival do mexe mexe no pirulito.

Até comentei com o pai que finalmente Bento descobriu o pipi. Ele mexe, puxa, estica, aperta. Gente, não dói mesmo? Dá uma aflição, parece que vai machucar... Mas ele se diverte. E, sim, é normal. Meninos gostam de mexer nos documentos desde pequenos.

Taí mais uma curiosidade de ser mãe de menino. Não basta conviver com carrinhos, caminhões, bolas. É preciso aprender a limpar pipi e se acostumar com a ideia do pequeno mexilhão. Só falta daqui a pouco ele dar umas coçadinhas... E disputar o controle remoto com o pai.

PS: obrigada a todas pelo carinho no post anterior! Estamos melhorando da conjuntivite aos poucos, no ritmo do ciclo normal da coisa. Bento está ótimo, nem tem mais sinal nenhum, mas continua no colírio pelo período prescrito pelo médico. Meu marido pegou nos dois olhos, ontem ficou bem feio, hoje está melhor. E eu, que peguei só no olho esquerdo, amanheci com ele inchado e lacrimejando. Já estou no colírio também. Espero que até o final da semana essa coisa tenha melhorado em todos nós!

1 de março de 2011

Não foi culpa do sabonete

Tudo começou com um sabonete.

Domingo de manhã, Bento no banho. Em uma fração de segundos, pega o sabonete, espreme e esfrega pedacinhos no olho. Chora, tenta limpar e esfrega mais. Eu lavo, lavo, lavo, com bastante água limpa. Ficou vermelhinho, mas normal né, afinal sabonete no olho arde pacas.

Fim da tarde. Olhinho menos vermelho, mas lacrimejando e meio inchado. Limpo de novo, com algodão e soro fisiológico.

Segunda-feira de manhã. O pequeno acorda com os dois olhinhos quase grudados de tanta secreção seca (vulgo remela). Limpo, limpo, mas parece normal. Vamos para a escola. Por volta das 11h, vou lá ver como ele está. O outro olhinho resolveu inchar e lacrimejar também. Ligo para o pediatra e consigo encaixe.

Diagnóstico: conjuntivite. Ainda no começo, mas nos dois olhinhos. Provavelmente o episódio do sabonete não teve nada com a história, mas já devia estar coçando e, como ele estava com a mão na massa, quer dizer, no sabonete, acabou irritando mais. Mas lacrimejar, inchar, soltar secreção... não tinha nada a ver com a bagunça no banho.

Sendo assim, estou de molho de 5 dias com o pequeno em casa, sem poder ir à escola, fazendo limpeza nos olhos e aplicando colírio por 7 dias. Consequentemente, eu também tenho que ficar em casa esses dias, mas trabalhando. Pior é que meu olho esquerdo também está meio ardendo, parece que tem um grão de areia permanentemente grudado. E o pai já está com os dois olhos vermelhos. Mãe que é mãe e pai que é pai pega doença de filho, seja resfriado, virose ou conjuntivite...
 
© 2011 - Mãe do Bento Desenvolvido por Flavia S | Lu Azevedo - todos os direitos reservados