28 de fevereiro de 2011

Blogagem coletiva "Nós os Pais"

Queria muito que o papai do Bento participasse da blogagem coletiva "Nós, os pais". Mas ele passou esse final de semana inteiro arrumando nossa casa para a mudança. Está lixando, arrumando portas, tapando furos de parede, pintando a casa inteira. Por isso, mal conseguiu descansar e hoje já foi para o trabalho.

Por isso, para que não ficássemos de fora, posto aqui o selinho da blogagem, feito pela Anne, e republico um texto escrito por ele um tempo atrás, que acho que cabe bem no tema da blogagem. Se ele conseguir escrever um texto ainda hoje, posto mais tarde...

Com vocês, o pai do Bento:

"No início havia o fim.
Caos e destruição.

Mas, algo muda.
Surge a centelha.
Surge a mulher.
Surge Sarah.

O caos começa a se perder dentro de si.
Implosão!
Mudança.
Amor.

Convivência...
Sexo.
Paz e caos.
Sexo.
Felicidade.
Sexo.
Convivência...

Gravidez!
Gravidez???
Gravidez.
Caos.
Caos!

Barriga.
Cansaço.
Cuidado.
Para ela.
E?
Caos.

Nascimento!!!
Distante, dor.
Choro, alegria!

Surge a luz!
Surge o filho (da mãe!)

Sono, sono, sono!
Para sempre.
Cansaço.
Sono, sono, sono!

Eis que.....
sorriso!
Sorriso!
Dele!
Do nosso filho...
Bento.

Bento.
Conjunto, fruto.
Fruto!
Lindo.
Amado.
Amada.
Sem ela nada há.
Sem ele nada há.

Bento.
Amor.
E todo dia é dia dele causar...
Caos e destruição
(meninos tem disso)

Eu sou Matuzalem.
Minha mulher se chama Sarah.
E nosso filho chama-se Bento.
Meio bíblico, eu sei.

No fim... somos um.
Caos e destruição até que fazem bem.

Aquele abraço!
Por trás.
(brincadeirinha)"

26 de fevereiro de 2011

Primeira vez no teatro

Ontem teve apresentação de um teatro de fantoches na escolinha do Bento. A peça foi O Patinho Feio. A apresentação foi no início da tarde, apenas para os alunos. Sendo assim, pedi à professora que me contasse depois como o pequeno reagiu, se gostou, se chorou.

Quando fui buscá-lo na escola, estava ansiosa para saber como ele havia se comportado. E a "tia Titícia" (Patrícia) contou que a primeira reação dele foi... medo. O primeiro boneco que apareceu foi o de um pato, mas não o fantoche, e sim um adulto fantasiado. E o pequeno se assustou quando o pato gigante apareceu.

Mas logo em seguida a peça começou, aí sim com os fantoches. E aí o pequeno gostou. Assistiu, compenetrado, a movimentação dos bonecos. No final, tocaram algumas músicas infantis. E aí veio a melhor parte: segundo a professora, Bento e o melhor amigo, João, deram as mãos e dançaram juntos. Pularam, rodaram, fizeram até coreografia.

E, se no post anterior, divaguei sobre a turma do fundão... agora tenho certeza que Bento e João formaram uma amizade gostosa, divertida, leve... não importa em qual turma.

25 de fevereiro de 2011

Turma do fundão

Já comentei aqui que Bento fez seu primeiro amigo na escola. Ainda hoje é seu amigo preferido. Sempre se despede do Vão (João), fala dele em casa... Uma fofura.

Daí que agora ele tem mais amigos. Além de aprender o nome dos demais coleguinhas da escola, já tem mais um amigo preferido, o Leo (que ele chama de Iéo). A professora me contou que Bento, João e Leo são unha e carne. Quando um chega, os demais já se juntam e os três começam a brincar juntos, fazem a maior bagunça. Praticamente uma "gangue".

Achei tão bonitinho!... Mas, ao mesmo tempo... será que aprontam demais? Será que meu filhinho tão bonzinho vai ser um bagunceiro? Será que vai ser da turma do fundão?

Quando eu estava na escola, era da "turma do meio". Não ficava na frente da sala porque era muito alta para me sentar lá, atrapalhava as outras crianças. Mas também não ficava no fundão, o tradicional refúgio dos bagunceiros. Lá ficavam os moleques (sim, eram sempre moleques, não meninos) que conversavam o tempo todo, jogavam bolinhas de papel, puxavam as cortinas da sala... atrapalhavam a aula, enfim.

Eu tinha amigos na turma do fundão. Mas também tinha na turma da frente. Por isso acho que eu era meio-termo. Não era nerd, também fazia bagunça, mas não chegava a incomodar ninguém.

Aí fiquei pensando nisso. Bento é menino, bem ativo, esperto, gosta sim de bagunça, obviamente dentro do que ele sabe e consegue fazer hoje. Mas será que serei daquelas mães que toda hora é chamada na escola para conversar com a diretora por causa do comportamento do pequeno?

Sei que é muuuuito cedo para pensar nisso, claro. Mas acho que a educação, bons modos e disciplina devem ser ensinados desde cedo, desde sempre. Querer correr "atrás do prejuízo" quando já estão grandes é muito mais difícil.

Só sei que, ao mesmo tempo que achei bem bonitinho Bento ter seu grupo de amigos... me deu um friozinho lááá´no fundo. É, no fundão.

23 de fevereiro de 2011

As birras e o desabafo de uma mãe cansada

Os terrible twos estão dando mais e mais sinais por aqui. As fofurices do Bento estão sendo alternadas por birrinhas, manhas, contestações e nãos. E sempre, sempre comigo.

Há mais ou menos um mês detectei os primeiros sinais. Agora a coisa está piorando, ficando mais frequente e mais e mais cansativa. Como cansa dizer 41320851411513 vezes a mesma coisa. Como cansa repetir que não pode e o pequeno fazer mesmo assim. Como cansa pedir para não jogar os briquedos, como cansa chamar a atenção, como cansa o "falar choramingando".

Situação 1: Bento adora tomar banho. Se deixar, fica horas lá de molho, virando uvinha passa. Mas agora reclama de ter que parar de brincar/ver DVD/fazer qualquer coisa para tomar banho. Depois reclama porque não quer sair. A recusa em tomar banho é pior de noite, talvez porque ele já conhece a rotina e sabe que está chegando a hora de dormir.

Situação 2: Também gosta muito da escolinha, adora as professoras e os amiguinhos. Sempre, antes de dormir, pergunta se todos eles foram dormir também (Léo? João? Sofia? Júlia?). Mas, de manhã, acha ruim quando digo que não podemos jogar bola porque "é dia de escola". Tá, isso é normal de reclamar, mas daí a chorar, espernear, empacar na porta... Às vezes vai chorando até o carro, só acalma no caminho. Tudo bem que basta chegarmos na porta da escola e pronto, ele corre para encontrar os amigos. Mas até lá, meu bom-humor foi pra cucuia.

Situação 3: Trocar de roupa, que suplício. Recusa, prende os bracinhos para eu não conseguir tirar a camiseta, implica com a roupa que escolhi (e não quer escolher ele mesmo porque não quer vestir nenhuma outra além da que já está, mesmo estando suja ou de pijama). Trocar a fralda também é uma luta se ele está nesses momentos. Não quer, puxa a fralda, esperneia, foge pelado. E sujo. E se mexe tanto que não consigo limpá-lo direito. E daí espalha cocô e me presenteia com mais coisas a limpar.

Não acontece todo dia. Ele não é birrento, não reclama de tudo nem dá xilique. É normal para a idade, eu sei, além de tudo ficar pior se ele está cansado. Mas esses momentos têm me deixado esgotada, e muito. Principalmente porque acontecem com mais frequência comigo. E durante a semana, que trabalho e tenho horários a cumprir. E também fico cansada por trabalhar. E chego em casa já exausta, ainda tendo que cuidar da casa, do jantar e da roupa e, acima de tudo, também quero ficar com ele. E ele fica bem por um tempo, depois começa a reclamar de tudo, falar chorando, não obedece. Aí quero mais é que ele durma, para que eu possa descansar também. E basta ele dormir para eu ficar morrendo de saudades.

Alguém tem a receita para mandar essas birrinhas embora? Ou a receita da paciência eterna no matter what?

22 de fevereiro de 2011

A evolução do Bentês

Como algumas meninas comentaram da última vez que escrevi as novidades do Bentês, está ficando difícil lembrar tudo o que o pequeno diz. Ainda mais agora que ele já fala interjeições, palavras com entonação e frases com 3 a 4 palavrinhas. Então, a partir de agora, vou registrando as mais curiosas e engraçadas - porque é uma delícia ouvir as palavrinhas ainda erradas.

Categoria palavras que ficam melhor no Bentês do que no original
capióto (helicóptero)
tuquisso (sucrilhos)

Categoria cores
demêio (vermelho)
amaiéio (amarelo)
vêde (verde)
azú (azul)
banco (branco)
Não, ele ainda não sabe diferenciar as cores, apenas sabe o nome dessas aí que citei. Mas está bem interessado no assunto, e quer saber de que cor é determinado objeto. Por exemplo, pega um carrinho amarelo e diz: "banco mãe?" e respondo "não filho, amarelo".

Categoria números
um (1)
doisi - dusa (2)
têis (3)
cato (4)
cinco (5)
ses (6)
nove (9)
Não, ele não sabe a ordem dos números nem quantidades ainda. Mas está aprendendo a contar - e adora. Enfileira caixas dos seus DVDs, por exemplo, e começa: "dusa, cato, nove", apontando uma a uma. Dias atrás ele contava sempre em números pares: "dusa, cato, seis". Nesse final de semana ele falou, pela primeira vez, uma sequência correta: "um, doisi, têis, cato, cinco". E hoje repetiu o final: "têis, cato, cinco".

Categoria interjeições
Essa gera várias risadas por aqui. Engraçado como os pequenos absorvem o que a gente diz, e nem percebemos. As mais ditas recentemente por ele são:
- quééédo (credo) - essa ele usa para enfatizar algo sujo, tipo o pé, ou fedido, tipo lixo
- que fedô - idem acima
- não sigo (não consigo) - usada quando quer subir em algum lugar ou pegar algum brinquedo que não alcança
- que lindo mãe - essa não precisa de explicação né! Eu vivo dizendo isso quando quero mostrar alguma coisa para ele (olha que linda a pipa filho). Outro dia ele mostrou meu pingente de coração e disse: "que lindo o coação mãe". owmmm...
- papai chegô? - essa ele disse um dia desses, quando me ouviu abrir a porta para levar o lixo, e pensou que era o pai chegando do trabalho. Ai que dó...
- sai / chega / solta / pára mãe - todas usadas quando o pego para dar beijos. Às vezes ele deixa, mas se exagero, ele me corta. Às vezes até diz "bêso não". Já está ficando arisco a carinhos! Humpf!

Mas, para compensar a recusa por beijos... a mais fofa e esperada:
- te mamo (te amo).
Tudo bem que ele só diz repetindo quando eu digo para ele. Mas já vale né! E achei o máximo o "mamo", parece que sabe que mamou mesmo na mamãe, hahahah!

21 de fevereiro de 2011

Desfralde a pequenos passos

O desfralde vai caminhando, devagar devagarinho. Comecei pelo cocô, que ele já faz em horários mais certos e dá sinais claros de que está com vontade. Assim fica mais fácil prever e levar ao penico.

Porém, dias atrás, Bento estava "entupido". Normalmente ele faz 1 a 2 cocôs por dia, mas seguidamente passou a fazer em dias alternados, dia sim dia não. E, quando ia fazer, chorava, sapateava, a barriguinha ficava dura, ficava bastante incomodado. Consequentemente, nem queria saber de penico. Então suspendi o processo temporariamente.

Até que descobri que uma das coisas que estava prendendo o intestino dele era... milho. Depois de experimentar milho na espiga, outro dia coloquei milho também em outro prato para o jantar. Lembrei que ele não fez cocô no dia seguinte, mas no outro começou essa função de chorar quando ia fazer. E, quando fez... o dito cujo veio enfeitado de grãos de milho, a maioria intactos, não digeridos. Consequentemente, o intestino entupiu e ele ficou com dorzinha. E isso se repetiu por mais alguns dias.

Para ajudar no processo, fazia massagem na barriguinha e fiz mingau de mucilon. Ajudou bastante, pouco depois de comer o mingau ele desentupiu. Por isso, por enquanto, o milho está suspenso por aqui.

Com isso, o penico foi visitado apenas algumas vezes. Mas nesse final de semana, com a barriguinha normalizada, Bento ficou bastante tempo no penico. Primeiro de fralda, depois sem. Sentou ele, depois o boneco Julio, depois os carrinhos todos. Enquanto ele ficava sentado, eu também sentei no vaso e ficamos nós dois no banheiro. E sempre que vou de verdade, chamo o pequeno para me acompanhar, mesmo que eu vá apenas fazer xixi. Assim ele vai se acostumando a ir ao banheiro.

Já deixei ele de cuequinha algumas vezes nos finais de semana. Apesar de ter feito xixi na cueca mesmo, acho importante para ele se familiarizar com a coisa, já que a fralda tem o gel que "separa" o xixi da pele. Além disso, ficar sem fralda é uma boa oportunidade de ressaltar como ele está ficando mocinho, usando cueca igual ao papai.

E assim continuamos dando nossos passinhos para o desfralde. Devagar e sempre.

19 de fevereiro de 2011

5 sobre mim, 5 sobre ele - editado

Essa semana ganhei selinho da Adri, do blog Caixinha da Adri. É uma graça de selinho!
As regras são citar 10 coisas sobre mim e indicar 10 blogs. Como acho difícil falar de mim, vou dividir a brincadeira e falar 5 coisas de mim e 5 do Bento. Vamos lá!

Primeiro as minhas:
1 - Gosto de trabalhar ouvindo música
2 - Sempre durmo se vejo um filme à noite, não importa o filme (e isso nem é por cansaço, já era assim antes de ser mãe!)
3 - Gosto de usar brinco, mas tenho alergia. São poucos que consigo usar
4 - Gosto de perfume, mas muitos me dão dor de cabeça
5 - Não sei fazer minhas próprias unhas

Agora as do Bento:
6 - Frutas preferidas: maçã e banana
7 - Fruta que não gosta: melancia
8 - Gosta de pintar e desenhar
9 - Gosta de dançar, faz até coreografias
10 - Brinquedo preferido: bola

E as indicadas são:
Ju
Renata
Karine
Martha
Jacke
Sofia
Carol
Anne
Thais
Milka

E a Ju acabou de me deixar mais um selinho!
As regrinhas deste são:
* Indicar quem te indicou e divulgar o link para o remetente - ok!
* Dedicar o selo a 5 seguidores assíduos e 5 seguidores novos do blog:
* Colocar uma frase, trecho de música ou citação que seja alegre:
"Todos juntos somos fortes 
Somos flecha e somos arco 
Todos nós no mesmo barco  
Não há nada pra temer  
Ao meu lado há um amigo  
Que é preciso proteger  
Todos juntos somos fortes  
Não há nada pra temer"

É isso meninas! Espero que gostem!

17 de fevereiro de 2011

Medos infantis

Recentemente Bento começou a demonstrar seus primeiros medos. Antes esporádicos e restritos a situações/pessoas desconhecidas, não passava de um estranhamento inicial, que se dissipava rapidamente. Agora ele demonstra seu medo de forma clara, e em situações específicas.

As primeiras pequenas manifestações de medo eram vistas quando ele queria entrar em algum ambiente e estava escuro. Empacava na porta e não entrava, chamava alguém para ir com ele. Mas bastava acender a luz e pronto, problema resolvido. Entendi isso mais como um receio do que ele não conseguia ver claramente, não um medo de fato.

Agora, Bento se assusta e vem para perto da gente em um momento muito claro: quando ouve qualquer som alto. Pode ser barulho de moto na rua, avião/helicóptero passando no céu, trovões, fogos de artifício, até o barulho da máquina de lavar roupa. Qualquer barulho alto e repentino provoca a mesma reação nele: susto, vindo rapidamente para perto, abraçando nossas pernas ou pedindo colo.

Não chega a ser algo que o apavore a ponto de não querer mais ir a determinado lugar nem ver de onde vem o som. No caso dos aviões e helicópteros, por exemplo, Bento adora admirá-los voando depois que o susto passa. Já para o barulho da máquina de lavar, ele mesmo achou uma solução: simplesmente fecha a porta entre a cozinha e a área de serviço. A intensidade do barulho diminui e ele se dá por satisfeito. É como se, do outro lado da porta, ele ficasse protegido mesmo ainda ouvindo o som.

O medo faz parte não apenas do desenvolvimento da criança, mas da natureza humana. E o próprio medo evolui, passando do receio perante estranhos natural nos bebês pequenos ao medo de escuro e monstros em crianças maiores.

Ajudar os pequenos a lidarem com ele é papel dos pais, tentando não minimizar nem subestimar os sentimentos dos pequenos.

Encontrei alguns textos bem legais por aí sobre os medos infantis. A Micheli contou nesse post como a filha teve medo de borboletas. E a Vivian conta aqui como o filhote ficou com medo de hipopótamo.

Outros textos podem ser encontrados aqui:

Você tem medo do quê? - Guia do Bebê
Do que eles têm medo? - TopBaby
Por que as crianças sentem medo - Bebê.com.br
Como ajudar seu filho a enfrentar o medo - Babycenter

15 de fevereiro de 2011

Segundo desmame?

Amamentei Bento até os 8 meses. Aos 7 meu leite começou a diminuir, muito provavelmente pelo estresse desencadeado pela mudança de cidade, de casa, da entrada de Bento na escolinha, de minha volta ao trabalho e da mudança em minha alimentação, já que passei a almoçar nos restaurantes próximos ao emprego. O desmame foi relativamente tranquilo, amamentava primeiro e complementava com leite artificial se ele ainda estivesse com fome. Aos poucos, o leite foi acabando e Bento ficou no LA.

Depois de completar um ano, o pediatra disse que poderíamos trocar o leite, ainda por outro em pó. E Bento segue nesse leite até hoje. Para os curiosos, ele toma Ninho 1+.

Porém, há algumas semanas, Bento tem recusado tomar leite como antes. Até então, tomava 3 mamadeiras de 250 ou 200 ml cada, dependendo da fome: uma no café da manhã, uma após acordar da soneca da tarde, e a terceira antes de dormir. A da manhã segue firme e forte, ele sempre pede "tetê". A da tarde começou a recusar, às vezes trocando por suco, iogurte, fruta - apesar que, na escola, sempre vem anotado na agenda que ele tomou essa mamadeira.

Mas o leite da noite... Já aconteceu mais de uma vez de ele simplesmente ir dormir sem mamar porque não quer o leite. Ofereço várias vezes, coloco em copinho, em mamadeira... Às vezes toma metade, às vezes dá só umas bicadinhas e me devolve dizendo "tó mãe, cabô", com a mamadeira ainda cheia.

Então comecei a fazer algumas experiências para que ele não fique sem cálcio. Iogurte ele aceita bem, até gosta. Então, se não quer o leite, ofereço um iogurte no lugar, que ele chama de "none". E gosta de qualquer sabor, não tem nenhum preferido.

A segunda experiência foi leite com cereal. Preparei uma tigelinha com cereal e leite de caixinha integral (que o pediatra já tinha autorizado, mas ainda não tínhamos tentado). Da primeira vez que provou, estranhou um pouco, mas comeu várias colheradas. Da segunda, foi quase tudo. Da terceira, raspou a tigelinha.

Então agora estou, aos poucos, percebendo que ele mesmo quer trocar o leite. Da mesma forma que a transição para a caminha, o próprio filhote deu seus sinais de crescimento. Ainda estou introduzindo o leite novo devagar, vendo se não dá nenhuma reação, dor de barriga ou sei lá. Mas ele tem adorado.

Próximo passo: trocar o leite do lanche da tarde, que ele já começa a recusar, e insistir nos copinhos. E, assim, vamos tirando a mamadeira.

14 de fevereiro de 2011

Casa velha-nova

Nesse final de semana fomos ver a nossa "nova" casa. Os antigos moradores desocuparam o imóvel, a imobiliária fez a vistoria, então fomos ver como está tudo antes de mudarmos.

Foi engraçado voltar depois de 3 anos. Parece que voltamos no tempo. O bairro está igualzinho, com as mesmas lojas, o mesmo mercado, a mesma padaria. De novidade, abriram um posto de gasolina. E o metrô, que estava no início das obras quando nos mudamos, entrou na fase final e abirá uma estação no bairro.

Dentro do condomínio, vimos novas árvores, pássaros, cachorros. Ou já estavam todos lá e a gente não se lembrava. Também tinha me esquecido como, a partir do momento em que cruzamos a portaria, todo o som da rua desaparece. Não ouvimos ônibus, carros, buzinas, conversas em voz alta, sirenes, helicópteros. O que acho que Bento até sentirá falta, pois a cada avião que ele vê/ouve, diz "avião gandão" olhando para o céu. Lá só ouvimos os sons do condomínio. E o som do silêncio.

Dentro da casa, estava tudo certo, não houve quebras ou prejuízos por parte dos moradores anteriores. Estava preocupada, mas conservaram bem o imóvel. Dois armários pequenos do quintal foram removidos, uma porta está meio emperrada, mas nada além. E como a casa é fresca! No calorão que fez neste sábado, as árvores do condomínio e a região alta da cidade ajudam a manter a temperatura da região mais agradável. A própria casa é bem ventilada.

Bento adorou o espaço. Corria pela sala, pelos quartos, pelo quintal e na garagem que dá acesso à rua do condomínio. E correu na rua! Viu um passarinho, achou uma bolinha mordida de cachorro, correu entre as árvores. Na garagem, achou algo no chão e pegou com a mão... e quase morri de nojo quando vi que era uma barata morta. "Baata mãe!" Casas têm disso.

Visualizei o quarto novo do Bento, com um guarda-roupas embutido. Quero fazer uma estantezinha para seus livrinhos e briquedos. Vi o pequeno brincando no quintal em uma piscininha inflável, que nem temos. Vi sua cabaninha do Cocoricó montada na sala.

Agora é preparar a mudança. Vamos pintar a casa, colocar um portãozinho na escada (é um sobrado), arrumar alguns detalhes. E, em aproximadamente um mês, mudamos de região, mudamos de ares. Tudo novo na casa velha. Mudança é isso, renovar.

11 de fevereiro de 2011

Novas do Bentês

Então vamos para mais uma atualização do Bentês.

Categoria veículos e meios de transporte 
cao - carro
moto - moto
ômbi - ônibus
camião - caminhão
avião - avião (está conseguindo falar direitinho!)
bobeio - bombeiro
ância - ambulância

Categoria alimentação
milio - milho
none - danone
sunto - presunto
caine - carne
ovo - ovo (ele adora ovo!)
maçã - essa ele fala com a linguinha entre os dentes, muito fofo
gafo - garfo
coé - colher

Categoria brincadeiras
puiá - pular
câtá - cantar
muca - música
coê - correr / coendo - correndo
pitá - pintar / pitando - pintando
massinha - massinha
ziz - giz

Categoria animais
usso - urso
giafa - girafa
ato, ato - rato
pôco - porco
cabalo - cavalo
coêio - coelho
sapo - sapo
gato - gato
tassôo - cachorro

Categoria fofurices
abaço - abraço
bêso - beijo
totoso - gostoso
diíça - delícia

Frases
Qué mãe, qué
Vem mãe, vem
Comê, comê
Não qué não

Sim, ele sempre repete as palavras. Acho que para enfatizar o que quer.
Não sei se é da idade ou se é dele mesmo, mas Bento está cada vez mais tagarela. Acho que finalmente encontrei algo que ele puxou de mim!

8 de fevereiro de 2011

O milho, o ônibus, o quiabo e o penico

E então que estamos tendo dias de várias experimentações por aqui. É engraçado como pequenas coisas são grandes novidades para os pequeninos.

O milho
No domingo, antes da cena com o penico estepe, fiz milho cozido na espiga para o lanche da tarde. Até então, Bento já tinha comido milho, mas sempre misturado na papinha. Quando me viu tirar uma espiga amarelinha da panela, Bento arregalou os olhinhos e exclamou: "Comê, comê! Mãe, qué!". Nem queria esperar esfriar. Passei um pouquinho de manteiga (que derreteu na hora, hummm) e uma micro pitada de sal, e fui tirando os grãos com o garfo para dar para o pequeno. Ele amou. Juntos comemos duas espigas.

O ônibus
Daí que nosso carro está na oficina e vim trabalhar de táxi, antes deixando o pequeno na escola. Mas na volta para casa, resolvi apresentar Bento aos transportes coletivos e fomos para casa de ônibus.

Pausa - Bento adora qualquer veículo de transporte. Carro, moto, avião, caminhão, helicóptero, navio, ambulância, caminhão de bombeiro... Conhece todos e, quando vê qualquer um desses, nos mostra com empolgação. Isso me lembra que preciso fazer um novo post com mais uma atualização do Bentês. Despausa.

Enquanto esperávamos no ponto, ia mostrando para ele os ônibus que passavam e ensinando as cores: "olha filho, um ônibus vermelho! Agora um amarelo, olha que gradão!". E ele se divertia acompanhando a variedade de opções. Quando nosso ônibus chegou, Bento exclamou empolgado: "ômbi mãe, que gandão!". Adorou passar na roleta e espiar a rua pela janelinha. Quis porque quis se sentar naquele banco duro e desconfortável, não queria nem que eu o segurasse. E achou o máximo quando dois meninos passaram  debaixo da roleta.

Mas ainda bem que o trajeto era curto. Bento foi ficando enjoado do chacoalha chacoalha e do calor que fazia lá dentro. Quando disse que já íamos descer, ele disparou: "descê mãe, qué". Até que valeu a experiência.

O quiabo
Já em casa, fiz o jantar e, entre os pratos, fiz quiabo refogado. Mais uma comidinha aprovadíssima pelo pequeno! Bento sempre comeu bem, mas já começou a demonstrar suas preferências. Dentre legumes e frutas, são poucos os que não gosta. Dia desses provou alface e adorou, deixou até de comer o restante da comida (e eu já tinha oferecido antes, sem sucesso). Agora descobriu o quiabo.

O penico
Por fim, finalmente comprei o penico! Parece brincadeira, mas foi só eu resolver comprar que não achava em lugar nenhum. Nem mesmo aqueles peniquinhos mais simples. Fui em várias lojas e todas tinham apenas duas opções: os penicos cheio de multi-funções, que acho desnecessárias (e muito caro para meu bolso), ou então... cor de rosa. Carambola!

Até que consegui encontrar um modelo que achei bacana. A princípio só tinha rosa também, mas encomendei de outra cor e chegou hoje. É esse aqui:

Achei bacana por ser meio-termo. Os mais simplesinhos que vi achei muito finos, fiquei com receio de Bento sentar e o treco quebrar. Também não é daqueles que têm tantas funções que acabam virando brinquedo. Esse parece um vasinho sanitário, tem até tampa para fechar. Bento já estreou a novidade, sentando primeiro de roupa e tudo, depois de fralda, depois sem fralda. Mas ainda não fez nada nele.

Recadinho
Aproveito o post para deixar um recadinho específico para a Tchella: Tchelita!! Estou tentando há tempos comentar no  seu blog novo, mas não consigo! Sempre dá erro na verificação de palavras, não aparece o campo pra digitar e/ou o campo para aceitar o comment... E já tentei de dois computadores!! Será que é só comigo?? Vou continuar tentando... mas por isso deixei o recadinho aqui, para você saber que já te visitei. E que adorei seu blog novo!

7 de fevereiro de 2011

Penico estepe

Por um contratempo com o carro, não consegui comprar o peniquinho para a estreia do Bento no desfralde. Já tinha então desistido de começar o desfralde por agora, deixando para o próximo final de semana, quando Bento voltou a dar mais sinais de interesse pelo assunto.

Contei aqui que Bento me avisou que ia fazer cocô quando voltávamos da escola e que depois, já em casa, quis sentar no vaso sanitário. Apesar de ter ficado com medo do vaso, nesse fim de semana ele me pediu mais outras duas vezes para se sentar lá. Disse "cocô mãe", apontando o vaso. Perguntei: "você quer fazer cocô? Quer tirar a fraldinha e sentar aqui?" E ele: "qué". Sentei, segurei o pequeno, mas o medo se repetiu. E ele fez cocô logo depois, na fralda.

Bento ganhou da vovó o livro "O que tem dentro da sua fralda?", da editora Brinque Book, e adora, chamando-o de "livro do cocô". Nesse livro, um ratinho analisa o cocô de vários outros animais, espiando dentro das fraldas. Mas quando é a sua vez de abrir a fralda, ela está vazia, porque o rato faz cocô no penico. E aí todos os animais vão para o penico também. Esse livro ajudou a introduzir o assunto "fralda sem cocô" e "cocô no penico/vaso" lá em casa. E eu disse ao Bento que compraríamos um peniquinho pra ele também.

No sábado fomos à livraria e compramos outro livro: Hora do Penico, da editora Salamandra. Tem para meninos e meninas. Na capa tem uma imitação de assento sanitário, e dentro do livro há varios meninos e bichinhos usando o penico. O livro traz ainda ilustrações e palavras que remetem ao assunto, como "fralda", "papel higiênico", "xixi" e "cueca". Na última página há uma cartela de adesivos, para colarmos a cada xixi/cocô feito no penico como motivação.

Daí que ontem, durante a tarde, depois de voltar da piscina, Bento estava só de sunga pela casa e me disse "mãe, feizi cocô". Perguntei se tinha feito mesmo, olhei na sunguinha, mas estava limpa. E ele começou a soltar puns. Perguntei: "você quer fazer cocô Bento?" e ele: "qué, piico". Putz, e agora? Já tinha perdido três oportunidades de deixá-lo fazer cocô por medo do vaso, não queria perder mais essa chance. Então arrumei um penico improvisado: uma bacia pequena.

Quando Bento viu a bacia, imediatamente disse: "piico!". E eu nem tinha dito nada ainda. Pois bem, vamos usar a bacia de penico e ver o que acontece. E o que aconteceu foi:
Ele adorou! Ficou sentado por quase 10 minutos no penico estepe, lendo o "livro do cocô". Detalhe para as pernas cruzadas na primeira foto... concentradíssimo! Obviamente não fez nada, nem xixi. Mas por duas vezes disse "feizi mãe", saiu da bacia, viu que não fez nada e quis sentar de novo. Ele quis, não forcei nada. Disse que se ele não quisesse fazer naquele momento, podia sair e voltar depois, sem problemas. Mas ele quis ficar sentado lá e até fez forcinha!

Assim demos mais um passinho rumo ao desfralde. E hoje compro um penico de verdade, sem falta.

Resumo do desfralde até agora:
- Ccomeçamos a falar no assunto bem antes de iniciar o desfralde propriamente dito, por meio da despedida do cocô e de livrinhos, que considero essenciais para despertar o interesse da criança. Os usados até agora foram os dois já mencionados acima, mas recomendo também o "Cocô no trono", da editora Cia das Letrinhas.
- Esperei Bento dar vários sinais de que estava interessado, para só então fazermos uma primeira tentativa. Mais sobre os sinais do desfralde aqui e aqui.
- Cada criança tem seu tempo. Umas desfraldam antes de 2 anos, outras entre 2 e 2 e meio, outras mais pra frente. Não há regra. Eu achava que só iniciaria o desfralde após Bento fazer 2 anos, assim como achava que ele só iria mudar do berço para a caminha também depois dos 2 anos. O importante é observar os sinais de amadurecimento e desenvolvimento da criança.
- Estou disposta a parar se não der certo, fazer uma pausa e recomeçar mais pra frente. Não concordo com o método "tirou a fralda, não coloca mais". Tudo depende da resposta da criança ao processo.
- Próximo passo: presenteá-lo com um penico de verdade e levá-lo para sentar nele um pouquinho nos horários em que costuma fazer cocô, todos os dias.
E vamos que vamos!

4 de fevereiro de 2011

O menino e o pai

Quando estava grávida e descobri que estava esperando um menininho, ouvi incontáveis vezes que "filho menino é para mãe, menina é para o pai", numa forma tradicional e popular de traduzir a identificação entre sexos opostos. Vendo alguns exemplos práticos de filhos de parentes e conhecidos, nunca acreditei nessa história. Sempre achei que o menino se identifica muito mais com o pai do que com a mãe. E Bento já começou a comprovar minha teoria.

Bento simplesmente AMA o pai. Idolatra. Venera. O que o pai faz, quer fazer igual (viva o xixi de pé sem fralda!). Acorda pela manhã e já pergunta pelo pai. Chegamos em casa da escola e ele pergunta: "papai?". Muitas vezes, nos finais de semana, depois de tomar seu café da manhã comigo, Bento invade o quarto às 7 da manhã, já com a bola na mão, e a joga na cama acordando o pai: "papai, zogá bóia". Daí vai para a sala, me pede pão ou bolacha e... leva para o pai. E fica ali, ansioso para que o ídolo se levante para brincar com ele, para recuperar o tempo perdido na correria dos dias de semana.

Mais um sinal de identificação é o interesse pelas coisas que o pai gosta: videogame e futebol. Bento pega o controle do videogame e diz "zogá pai", convidando o pai a jogar para que ele assista. Gosta dos jogos de corrida e... futebol, claro. Até deixamos um controle velho e quebrado com ele, para que "joguem juntos".

E o futebol... O pai do Bento é corinthiano roxo. Quando bebê, Bento ganhou roupinha, sapatinhos e meias do time, presentes da minha irmã e de uma amiga. Mais tarde, comprei uma camisetinha do corinthians, que ainda serve. E agora essa camiseta é a paixão do pequeno. A primeira vez que Bento tentou falar o nome "corinthians", saiu "quica" e assim ficou um bom tempo. Bento jogava bola e dizia "gooool quica!". Agora desenvolveu a palavra e diz "coínta", deixando o pai todo orgulhoso. Consegue identificar o brasão do time em roupas, na tv, em revistas. Uma cena curiosa aconteceu recentemente, que ilustra a já paixão pelo time do pai. Dia desses Bento não queria tirar a camiseta do "coínta" para tomar banho. Até foi ao banheiro, jogou seus brinquedos dentro do box, tirou a fralda... mas a camiseta não. Segurava-a com a mãozinha dizendo "coíííínta", choramingando. A solução foi deixar que tomasse banho com o chinelo do corinthians do pai. Claro que para Bento o time não importa, poderia ser qualquer um, desde que fosse o time do pai (mas não posso dizer isso, né!). Ainda bem que não sou torcedora de nenhum...

A identificação do pequeno também se vê nas broncas. Quando sou eu que o repreendo por algo, muitas vezes Bento obedece, mas em outras tantas nem liga. Repete o ato em claro desafio, às vezes até sorrindo. E olha que mudo o tom de voz, falo brava, mostro que fiquei chateada. Às vezes funciona, mas nem sempre. Agora, se o pai o repreende por qualquer coisa, mínima que seja... Bento pára na hora. Fica olhando o pai com uma carinha séria... às vezes tenta repetir e, se o pai engrossa mais a voz, Bento chora sentido. De escorrer lágrimas.

Dá uma pontinha de ciúmes, confesso. Mas acredito que a identificação entre meninos e pais seja mesmo forte, como se os pequenos reconhecessem alguém como eles, porém maior, mais forte, um ídolo. É a personificação do herói. É o primeiro ser masculino com quem entram em contato, é quem desejam não apenas agradar, mas imitar. Que super-homem, homem-aranha, X-man que nada. Herói mesmo é o papai.

3 de fevereiro de 2011

Notícias e preparativos para o desfralde

Esses dias estão corridos, mas vim contar rapidinho como andam as coisas por aqui:

- Bento continua dormindo na caminha. Nessa semana acordou duas vezes de madrugada: uma às 4:30 da manhã, outra às 5. Na primeira vez, simplesmente levantou e veio para meu quarto. Assustei quando vi o mocinho na porta, acordadíssimo achando que já era dia. Custou a dormir de novo, mas dormiu. A segunda vez aconteceu essa noite, quando ele acordou às 5 choramingando, mas não saiu da cama. Logo dormiu novamente.

- Já comprei quase todo o material escolar. Metade já foi etiquetada e já está na escola. A outra metade vai ser separada e etiquetada nesse fim de semana.

- A Chris fez um post muito bacana sobre a experiência dela com o desfralde das filhas. Ela recebeu orientação na escolinha das meninas sobre os principais sinais do desfralde:
O primeiro sinal é quando a criança começa a avisar que fez xixi e/ou cocô na fralda. O segundo sinal é quando a criança começa a avisar que vai fazer o xixi e/ou cocô na fralda. O terceiro é quando ela avisa que vai fazer e fica incomodada (para ler o post completo, clique aqui).

Bento está no segundo sinal e já manifestou algumas vezes o terceiro. Ontem voltávamos da escola e, ainda no carro, Bento diz: "cocô mãe, fêizi". Chegamos em casa e ele não tinha feito ainda, mas fez meia hora depois. Ou seja, avisou que estava com vontade.

Recentemente Bento parou na frente do vaso sanitário e disse: "cocô mãe". Perguntei se ele queria fazer (e estava mesmo perto da hora em que ele costuma fazer), ele respondeu "qué". Tirei a fralda dele, sentei o pequeno no vaso e fiquei segurando. Ele começou a choramingar, não se sentiu seguro no vaso grande, e não fez nada. Na escola há vasos infantis, talvez por isso ele tenha se interessado em sentar no de casa. Mas com certeza achou muito grande e ficou com medo.

Algumas crianças têm medo do vaso não apenas pelo tamanho, mas porque já sabem que o que cai lá dentro vai embora na descarga. Como há tempos fazemos o ritual de despedida do cocô no vaso, Bento já sabe que a descarga leva o dito cujo embora. Por isso, talvez ele esteja com medo do vaso.

Sendo assim, entre redutor de assento e penico, vou iniciar o desfralde no penico. Como não sei qual será a reação dele a essa primeira tentativa, vou comprar um peniquinho simples e ver o que acontece. Já comprei também algumas cuequinhas, mas ainda vou reforçar o estoque. E nesse fim de semana começaremos oficialmente o desfralde do Bento.
 
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