31 de janeiro de 2011

Adeus ao berço

Já comentei em posts anteriores que Bento vinha dormindo melhor na cama do que no berço. Ele adora a caminha de solteiro que colocamos no quarto dele e que uso para trocá-lo e fazê-lo dormir. Deito ao lado dele na caminha, digo boa noite e espero ele dormir - o que acontece geralmente em poucos minutos.

Até agora o que eu fazia era esperar ele dormir e, depois de mais ou menos meia hora, colocava ele no berço. Relatei a manobra pela primeira vez aqui e depois refleti sobre as vantagens e desvantagens de já passá-lo para a caminha nesse post.

Aos poucos, Bento foi me dando mais e mais sinais de que não quer mais dormir no bercinho. Se dorme na caminha de solteiro ou na minha cama, acorda menos à noite (isso quando não acorda nenhuma vez, indo direto até o dia seguinte... iupii!). Já no berço, invariavelmente acorda uma ou duas vezes nos chamando. As sonecas da tarde ele só tira na caminha.

E então que, nesse fim de semana, tentei duas vezes colocá-lo no berço e ele acordou, chorou, se levantou e não quis ficar. Quando colocava de volta na caminha, ele dormia rapidamente. Daí desisti de transportá-lo e fizemos a primeira experiência de deixá-lo dormir direto na sua caminha. E o resultado foi esse:


Ele desmaiou. De sábado para domingo, dormiu às 21h e foi direto até o dia seguinte, sem acordar nenhuma vez. Nenhuminha. Às 7h da manhã de domingo levei um susto quando ele empurrou de uma só vez a porta do meu quarto, que estava entreaberta, e foi entrando com seus cachinhos despenteados, arrastando o paninho. Na hora lembrei do comentário da Ju, de que quando eles dormem na caminha começam a passear pela casa... Mas, quando vi que já eram 7h e todos tínhamos dormido a noite toda, levantei feliz da vida! E na noite passada, a maravilha se repetiu: Bento dormiu às 21h15 e só levantou hoje de manhã, quando tive que acordá-lo para irmos à escola.

Ainda vamos resolver alguns itens práticos, como a grade da cama. Deixei para adquirir junto com o peniquinho e fazer uma compra só, então adaptamos uma "barricada" com almofadas e um cobertor. Nessa madrugada levantei para ver se estava tudo bem e ele já tinha se virado todo, estava na pontinha dos pés da cama. Instinto de mãe não falha, acordei antes que ele caísse.

Ou seja, definitivamente, meu pequeno não vai mais dormir no berço. Mais um sinal de que meu bebê está crescendo... e mais um sinal para a primeira tentativa do desfralde. Nesse final de semana, compro todo o kit para a nova fase do pequeno, ex-bebê-atual-menininho: grade de cama, peniquinho e copinhos de transição para tirar a mamadeira de leite. Realmente é só esperar e observar... e os próprios pequenos nos mostram seus sinais de crescimento.

30 de janeiro de 2011

Desafio dos 7 + selinhos

Como tradição de todo domingo, hoje é dia de postar selinhos. Antes, respondo o desafio dos 7, que recebi da Clauo:

7 coisas que tenho que fazer:
1- Permanecer firme nos exercícios
2- Comer menos porcaria
3- Comprar o material escolar do Bento e etiquetar tudo
4- Ir ao supermercado (que preguiça!)
5- Organizar as fotos do Bento
6- Organizar as coisas para a mudança (que preguiça!)²
7- Agradecer sempre

7 coisas que mais digo:
1- Que sono...
2- Não, filho!
3- Vem, filho
4- os mil apelidos do Bento
5- Como assim?
6- Sai Tcheca
7- Te amo enorme bem grande

7 coisas que faço bem (na minha opinião):
1- Cuidar do filhote
2- Meu trabalho (traduções)
3- Ouvir
4- Bolos e doces
5- Organizar coisas
6- Cuidar da casa
7- Inventar brincadeiras de criança

7 defeitos (aos meus olhos):
1- Ansiosa
2- Impaciente
3- Chorona
4- Reclamona
5- Teimosa
6- Falar sem pensar
7- Preguiçosa

7 qualidades (com toda humildade):
1- Amiga
2- Honesta
3- Responsável
4- Carinhosa
5- Objetiva
6- Leal
7- Sincera

7 coisas que adoro:
1- Ficar com a família
2- Passear ao ar livre
3- Livros
4- Animais
5- Viajar
6- Amigos
7- Internet 

7 coisas que detesto:
1- Desonestidade
2- Mentira
3- Arrogância
4- Trabalho doméstico
5- Prepotência
6- Crueldade
7- Ficar sem dormir

7 blogs amigos para responderem este desafio:
Anne
Renata
Mari
Mãe Pinel
Karine
Micheli
Beca

E recebi mais esses selinhos da Ju:
Na verdade a Ju me mandou mais um, mas era sobre natal e ano-novo... demorei a postar e passou a época, hahaha!
Bom domingo a todos! 

28 de janeiro de 2011

Material escolar... e desfralde chegando

Essa semana recebi a lista de material escolar do Bento para esse ano. Na escola dele, ao completar 2 anos as crianças passam para o "mini-maternal II". E Bento faz 2 anos já em abril.

Algumas coisas permanecem como no mini I, como brincadeiras com massinha e pintura, conforme contei na primeira promoção dele. Porém, agora as atividades artísticas aumentam e começamos a receber os trabalhinhos feitos por ele (não vejo a hora!). Por isso, entre todos os 40 itens da lista de materiais (sim, você leu certo, quarenta), apenas 6 são de itens não relacionados a artes. Os demais itens compõem uma gama que vai de massa de modelar, papel crepom, papel dobradura, cartolina, gizão de cera e kit para pintura a dedo até palitos de sorvete. A lista pede ainda revistas usadas com figuras coloridas, uma camiseta de adulto usada para as aulas de pintura e itens de higiene, como escova e pasta de dentes (esses itens já enviei desde ano passado) e copinho de transição, para aquelas crianças que ainda usam mamadeira (Bento usa apenas para o leite, mas já comecei a transição em casa).

Logo que vi a lista lembrei da Naiara, que fez um post inconformada com os 33 itens da lista da filhota. Até então eu não havia recebido a lista do Bento e nem esperava por agora. Dias depois, a surpresa.

Mas as novidades do mini-maternal II não param por aí. As crianças devem começar a ir de uniforme (até então podiam ir com qualquer roupa), apesar de não ser exigido rigorosamente todos os dias. E, o mais importante: começa a retirada das fraldas.

Um dia desses, ao buscar Bento, vi um menininho da idade dele sentadinho no vaso fazendo cocô. Perguntei para a professora, ela disse que os pais começaram o desfralde em casa e estavam dando continuidade na escolinha. Os vasos são pequeninos e baixos, apropriados ao tamanho e altura das crianças. E há um azul para meninos e um rosa para meninas (são poucas crianças, o maternal tem apenas 6, incluindo Bento).

Hoje perguntei para a diretora exatamente como é o processo. Ela diz que, quando os pais decidem começar, devem informar a escola, mandar roupas extras e cuecas/calcinhas. A professora vai perguntando se querem fazer xixi, leva no vaso, mostra o amiguinho no banheiro. Das 6 crianças do mini-maternal, 4 já estão no desfralde.

Em casa, já tenho observado alguns sinais do Bento. Há tempos ele sabe o que é cocô e sabe quando fez. Nem sempre quer trocar na sequência, mas adora o ritual de jogar o cocô no vaso, falar tchau e lavar as mãos depois. Outro sinal que Bento já dá é antes de fazer cocô. Não avisa verbalmente, mas se esconde e concentra em um cantinho. Também já o vi duas vezes se abaixando no box, durante o banho, e dizendo "cocô, mãe". E ele adora ver o pai fazendo xixi - aí perguntei na escola como é que ensinam os meninos a fazer xixi, se em pé ou sentados (dúvida de toda mãe de menino, eu acho, inclusive levantada pela Camila no post dela sobre o assunto).

A diretora me disse que primeiro ensinam sentados, pois muitas vezes as crianças ainda não sabem se o que vai sair é o xixi ou o cocô, e geralmente com o cocô sai um pouco de xixi junto. O site Babycenter diz que o ideal é primeiro ensinar onde fazer - no penico ou redutor de assento, e não na fralda - para depois ensinar a variação em pé, que não é tão essencial nesse primeiro momento. Claro que muitas mães começam de cara a ensinar a fazer de pé e dá super certo. Durante o banho, por exemplo, é mais fácil, dá para ensinar a fazer xixi no ralo, olha que divertido! Vamos ver como faremos... Mais dicas sobre desfralde de meninos aqui.

Por esse conjunto de fatores, estou pensando em fazer a primeira tentativa de desfralde no pequeno. Vou comprar um peniquinho e cuequinhas e ver o que acontece. Se não der certo, se ele não responder bem a essa primeira tentativa, volto atrás. Não acho que seja um problema desistir se a criança não estiver pronta. Vamos ver que bicho dá...

26 de janeiro de 2011

Sozinho na bisa + mamãe em forma

Bento ficou muito bem na casa da bisa na segunda-feira, enquanto eu e o pai fomos trabalhar. A bisa não anda muito bem de saúde, então na verdade quem cuidou do Bento foram duas tias, uma pela manhã, outra à tarde. A bisa ficou mais com a parte da diversão.

Bento brincou, comeu fruta, almoçou, cochilou. Só não quis tomar leite e o cochilo da tarde foi mais curto (provavelmente pela novidade de não ter nenhum dos pais por perto), mas o restante foi exatamente como em casa. As tias elogiaram o pequeno, disseram que não deu trabalho nenhum. Só não se conformava quando queria brincar com a bisa, pedindo para ela correr com ele e pular bem alto "no céu", como ele diz, e a bisa não conseguia, claro. Mas ela dava um jeitinho, apontando para o alto e fingindo correr.

Além de proporcionar mais contato do pequeno com esse lado da família, a experiência foi bacana para testarmos como ele se comportaria sem os pais. Para nós que não temos as avós por perto, é importante termos com quem contar para ficar com ele em caso de necessidade.

******
Ontem, no feriado pelo aniversário de SP, aproveitamos novamente o sol e o calor e fomos para a piscina. Como a água e o sol cansam os pequenos! Fomos às 9h e ficamos até 10h30 (vantagens do horário de verão), depois Bento almoçou e dormiu... por 3 horas direto! Eu e marido pudemos almoçar calmamente e assitir um filme inteiro antes que o pequeno acordasse com a corda toda. Que maravilha!

******
Finalmente comecei a colocar em prática uma das minhas metas para esse ano: voltar a fazer exercícios. Desde a gravidez, quando fiz hidroginástica, estava completamente parada. Não gosto de ficar sem fazer nenhum exercício, até porque sempre pratiquei alguma coisa: natação e ballet quando criança, vôlei e bicicleta na adolescência, depois caminhadas e até capoeira. Depois que Bento nasceu, meus exercícios físicos se restringiram a levantá-lo e carregá-lo (o que está ficando quase impossível, mocinho está bem pesado).

Daí que voltei a fazer bicicleta. Ergométrica, que tenho em casa (sim, tenho uma em casa e não fazia, shame on me!), e aos poucos, como toda volta deve ser: comecei com 10 minutos por dia, agora estou em 20 em ritmo acelerado. É o que consigo fazer agora, já que subo na bicicleta com Bento ainda acordado, brincando por perto. É pouco, quase nada... mas é um começo!

24 de janeiro de 2011

Piscina... e chuvas

Depois de uma semana chuvosa, esse final de semana foi de sol aqui em SP. E nós aproveitamos o tempo bom para curtir a piscina do prédio, antes que chova de novo e antes da mudança para a outra casa. Pelas fotos dá pra ver como Bento curtiu:

 Correndo para a piscina
 Fazendo bagunça com o pai
 Nadando (está aprendendo a bater os pezinhos)
 Com a mamãe na piscininha menor
Brincando na piscininha

A primeira vez que foi na piscina, Bento ficou com medo e só quis ir na pequena. Depois de passar o Natal na piscina da casa da tia, com o primo Miguel, foi aos poucos perdendo o medo. Agora até pede para ir na "cina".

E como amanhã é feriado aqui em SP, muita gente emendou e não trabalha hoje. Mas eu não pude, estou trabalhando em esquema de rodízio organizado pela empresa. E o marido também. E a escola está fechada... Bento está na casa da bisa, dando uma canseira fazendo uma farra com a bisa e duas tias. Amanhã eu conto como foi.

******
Em tempo: escrevi esse post ontem à noite e deixei pronto para postar hoje. Depois que escrevi, uma tempestade atingiu São Paulo, com muitos raios e trovões, alagamentos em vários bairros, queda de árvores, transbordamento do Rio Tietê, e até uma estação de trem inundada. Um bairro vizinho ao meu alagou. Cheguei ao trabalho e a água tinha invadido a recepção e a garagem. Mais detalhes aqui, aqui e fotos aqui.

Estou ficando com medo de tanta chuva por toda parte. Parece que não há mais lugar seguro... Culpa dos governantes, que apenas "tapam buracos" de forma emergencial, sem resolver o problema de verdade. Culpa daqueles que jogam lixo nas ruas e entopem bueiros. Culpa minha e sua, que não votamos direito nem cobramos nossos direitos. A natureza está ficando realmente brava.

23 de janeiro de 2011

Primeiros selos do ano

Estou com vários selinhos atrasados para colocar em dia. Daí que juntei todos aqui para estrear o primeiro post selado do ano!

A enxurrada de selos veio da Ju e da Beca:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

E a regra geral é indicar 10 amigas. Vou indicar lá no final, para todos os selos de uma vez, ok?

A Beca ainda me mandou mais esse:

A regrinha é dizer 10 coisas que mais gosto:
1) Brincar com o Bento
2) A carinha dele quando aprende alguma coisa nova
3) Jantar fora
4) Passeios ao ar livre
5) Chocolate e comida da minha mãe
6) Ler os blogues amigos e receber comentários aqui
7) Ler
8) Conversar com amigas
9) Ver filmes e seriados
10) Namorar

E a Ju mais esse:

E as regrinhas desse selinho são:
1) Fazer referência ao blog criador do selo Diários do Papai. Este blog é criado e escrito por um pai. Muito bacana, vale a visita!
2) Indicar quantos blogues quiser para receber o Super Selo.

Pronto! Selos postados! Agora, as indicadas para receber:
Monique - Mummy Brown
Dani - Direto do Útero
Renata - Des-Manual
Bibiani - Toc Toc Plim Plim
Juliana - Diário de uma mãe com mais de 30
Adri - Caixinha da Adri
Ilana - 1 + 1 são 3
Martha - Nossa pequena Laís
Ana Paula - Jornal de Béatrice
Ana - Blog Zé Menino

Espero que gostem, meninas!

21 de janeiro de 2011

Mais uma mudança vem aí

Já mencionei algumas vezes que, em breve, vamos mudar de casa. A tal mudança está chegando e, antes de falar mais sobre ela, vou recapitular a ordem dos acontecimentos:

Em 2008, eu e marido morávamos em uma casa aqui em SP (sim, casa, não apartamento). Um sobradinho, dentro de um condominiozinho fechado apenas de casas. São apenas duas ruas, em num bairro mais afastado da cidade. Longe, mas tranquilo. Ainda naquele ano, conseguimos financiar essa casa e saímos do aluguel.

No segundo semestre de 2008, marido sai do emprego e recebe uma proposta de trabalho no interior de SP, lá na minha cidade natal. E nos mudamos, de mala, cuia e gatos. Essa primeira parte da saga eu contei aqui.

Lá no interior, pouco tempo após nos assentarmos na casa nova, descobri que um certo feijãozinho habitava minha barriga. Fiz toda a mudança, empacotei caixa, carreguei peso e ainda tomei vacina contra rubéola sem saber que estava grávida. Bento é um menininho forte! Conto a descoberta da gravidez aqui.

Daí que, ainda grávida, novas mudanças profissionais nos trouxeram de volta a SP. E, em 2009, com Bento aos 5 meses, mudamos de volta para SP. A segunda parte da saga pode ser lida nesse post.

Pois bem. Quando voltamos para SP, infelizmente não pudemos voltar para a nossa casa, aquela que financiamos, pois quando fomos para o interior a colocamos para alugar e, quando voltamos, o contrato de aluguel ainda estava em vigor. Então tivemos que achar outro lugar para ficarmos provisoriamente, até decidir o que fazer. E nos instalamos nesse apartamento em que moramos atualmente.

Confesso que, primeiramente, relutei bastante em voltar para SP. Gosto da cidade, mas já estava readaptada ao ritmo mais tranquilo do interior, principalmente com um bebezinho pequeno. Além disso, as avós do Bento moram lá, bem como diversos tios e tias. Aqui em SP temos poucos parentes, e tudo é mais distante e difícil. Mas, para a profissão do marido, o interior oferece opções muito restritas. E eu já tinha aceitado voltar a trabalhar, como contei aqui.

Enfim, voltamos. O apartamento em que moramos fica bem próximo ao meu trabalho, em 10 a 15 minutos estou lá. E isso é um luxo para quem mora em SP. A escolinha do Bento é em frente ao meu trabalho e o consultório do pediatra dele fica a apenas duas quadras. Ou seja, temos uma vida relativamente tranquila nesse aspecto. Mas o aluguel é um gasto alto.

E, nessa semana, a imobiliária que administra nossa casa nos informou que o contrato de lá termina em meados de março. A casa voltará a estar disponível para a gente. E vamos voltar a morar lá ainda nesse semestre.

Pontos a favor:
- é uma casa, com cômodos mais espaçosos, quintal e área da garagem. Tem armários (eba!) e há espaço até para ter plantas.
- é a NOSSA casa. Financiada, com muuuuitas parcelas a pagar, mas não é um aluguel. Posso pintar, furar paredes, instalar e desinstalar coisas à vontade.
- fica em um condominiozinho fechado, com acesso restrito à rua por meio de portões eletrônicos e portaria. Ou seja, Bento poderá brincar "na rua", sem estar na rua!
- há várias crianças nas demais casas. Lembro de quando morava lá e, nos finais de tarde, via várias crianças correndo, andando de bicicleta e patins. Também me lembro de ver mães passeando com carrinhos de bebê dentro do condomínio, e pensava em quando seria minha vez. Mal sabia eu que voltaria para lá com Bento já andando...
- sairemos do aluguel. Hoje temos 2 gastos, o aluguel do apto e a parcela da casa. Ninguém merece! Corte de gastos djá!

Pontos contra:
- é longe pacas. Calculo que, para chegar ao trabalho, levarei cerca de 1h (em dias bons, sem trânsito) a 1h30 (dias ruins).
- isso significa estresse no trânsito, principalmente em dias de chuva, além de gastos em combustível e um enooorme tempo perdido diariamente.
- se hoje já chego em casa cansada do trabalho e sem pique para os serviços domésticos + fazer jantar + brincar com Bento, imagino como será quando mudarmos...

Pensamos bastante nesse período que passamos no apartamento, e decidimos mesmo mudar. Acreditamos que os pontos positivos se sobressaem, as vantagens são maiores. Ainda não sei como farei em alguns aspectos práticos, como se manteremos Bento na mesma escola e no mesmo pediatra. A princípio sim, pois seria muita mudança para ele de uma vez só. Até porque vou continuar no mesmo trabalho, então a escola e o pediatra, que são próximos, também permanecerão.

Mas futuramente poderemos repensar, principalmente se eu conseguir voltar a trabalhar de casa - o que pretendo fazer. Se conseguir, tudo ficará mais simples. Aí não haverá motivo para atravessar a cidade para levá-lo para a escola/pediatra, precisarei encontrar opções mais próximas.

Estou com um pouco de preguiça de embalar e desembalar uma casa inteira pela terceira vez em tão pouco tempo. Mas, por outro lado, animada em voltar para uma casa que, um dia, será nossa. Com mais espaço para o pequeno (poderemos montar de novo a cabaninha que ele ganhou de Natal!), com crianças para interagir no condomínio. Não sei se tomamos a decisão certa, mas, na verdade, nunca sabemos... Só espero que dê certo, e que Bento se adapte à casa nova.

19 de janeiro de 2011

O primeiro amigo

Eu lembro de várias vezes já ter imaginado quando Bento estaria grandinho e fizesse seus primeiros amigos. Como seria divertido ter os pequenos em casa, preparar um lanche para a criançada e vê-los inventar suas próprias brincadeiras. Normalmente as primeiras crianças com quem nossos filhos interagem são os primos e os filhos de nossos amigos. Já o primeiro amiguinho escolhido por eles mesmos vem, muitas vezes, da vizinhança ou da escola. Pois foi na escolinha que Bento fez seu primeiro amigo.

Sempre que vou buscar Bento na escolinha ele se despede da professora que o leva na porta, dizendo "tchau tia". Pois semana passada, em quase todos os dias que fui buscá-lo ele se despediu dizendo "tchau tia, tchau Zoão". Mas era só a tia que estava ali. Até que numa dessas tardes, um menininho veio até a porta se despedir do Bento e pude conhecer o tal Zoão: João Vítor, o primeiro amiguinho do Bento.

Perguntei à professora e ela me disse que os dois se adoram e não se largam. Quando um chega, o outro já vai correndo recepcioná-lo para brincar. Ela me contou que outro dia, João Vítor foi mais tarde para a escolinha e Bento estava brincando sozinho, deitado no tapetinho de E.V.A. Pois, quando viu que o amigo havia chegado, Bento levantou correndo e os dois imediatamente começaram suas bagunças.

Achei curioso, pois geralmente as crianças menores se dão melhor com as mais velhas. Bento, por exemplo, adora os primos de 3 a 6 anos, assim como o filho de 5 anos de um casal de amigos. Já com as crianças da idade dele muitas vezes "dá choque", já que disputam os mesmos brinquedos, ainda não falam e nem sempre conseguem se entender.

Por isso achei muito bonitinho os dois serem tão pequenos e já formarem um primeiro laço de amizade. Os dois têm a mesma idade, são da mesma turminha, da mesma professora. Meu menininho conquistou seu primeiro amigo.

******
Aproveito o post para registrar as últimas atualizações no Bentês:
timo - primo
Zoão - João
Zulia, Guel, Ian, Fê - Julia, Miguel, Ryan, Fernando (primos)
póco - copo (adoro esse)
ninho - paninho (o amado paninho)
ebília - ervilha
diizí - dirigir
cao - carro
camião - caminhão e avião (palavra multi-uso, haha)
cabaio - cavalo
coeio - coelho
tigue - tigre
fante - elefante
afa - girafa
caié - jacaré (também adoro essa)
inha - galinha
gaio - galo
ídio - índio (galinha, galo e índio ele aprendeu com a Galinha Pintadinha)
péta - aperta (o botão do elevador)
péia - espera
baço - braço
oieia - orelha
cabessa - cabeça (o ç ele enfatiza colocando a linguinha entre os dentes)
dête - dente
sila - mochila (da escola)
Mássia, Titícia, Josi - as professoras Márcia, Patrícia e Josiane

São essas as palavrinhas mais recentes que lembro agora. Ele tem aprendido muitas e muito rápido, tento anotar para não esquecer, mas vira e mexe nos surpreende com palavras novas. O que me fez pensar dia desses em como as coisas ficam mais fáceis quando as crianças começam a falar. Claro que passam a pedir coisas que não devem e a dizer os famosos "nãos", mas também nos dizem se querem algo, passam a entender melhor o que pedimos e a nos contar o que acontece. Semana passada, por exemplo, mal cheguei à escola para buscá-lo e ele, antes mesmo de me dizer oi, já veio falando "vão, vão mão". Não entendi nada, óbvio, mas a professora logo me explicou: fizeram uma atividade naquela tarde e pintaram um pavão (vão) com a mão. Além da fofurice por si só, percebi que a partir de agora ele me contará o que acontece na escola... O que achei ótimo.

PS: meninas que me enviaram selinhos, obrigada! Estou atrasada mas vou postar, tá?

17 de janeiro de 2011

Encontro de blogueiras de SP

Fim de semana agitado, com visitas das vovós do Bento e uma surpresa muito bacana: encontro de blogueiras de São Paulo!

A Ju do blog Mil Faces veio para SP com a irmãzinha e aproveitamos a viagem para reunir algumas blogueiras para um almoço. As que conseguiram participar dessa reuniãozinha foram: eu (né!), Ju, Clau, Jacke e Karine, com os respectivos maridos e filhotes! Algumas fotinhos:
Rafinha, da Karine, e Bento

Jujuba, Bento e Karine

Duda e Rafinha

Ju, Bento e eu (foto da Karine)

Da esquerda para a direita, Jacke, Clau, Ju, eu e Karine, com a filharada
Mamães blogueiras (foto da Jacke)

Mais fotos nos blogs da Jacke e da Karine (Clau e Ju ainda vão postar!).

Só um detalhe: esse roxo na testa do Bento é de um senhor galo que ele ganhou semana passada. Na quinta-feira, ao sairmos da escola, ele largou minha mão e saiu correndo pela calçada. Tropeçou nele mesmo, caiu, bateu a testa na parede e o galo cantou na hora. Ficou bem inchado, corri com ele para o hospital para tirar um raio-x. Mas não foi nada sério, ainda bem. Só o susto da molecagem mesmo.

Meninas, adorei conhecer vocês pessoalmente! Podemos marcar outros encontros, e outros, e outros...
Ju, depois conta pra gente o que o maridex disse ao ver que não somos amigas imaginárias, hehe!

12 de janeiro de 2011

Pré-Terrible Twos: o início das birras

E então tenho percebido que, aos pouquinhos, de leve, elas estão chegando. Um sinal aqui, outro ali... e meu menininho de riso fácil está se transformando.

Estou falando das birras. A cada dia percebo um indício diferente naquele que já foi o bebê mais comilão da família, que não recusava alimento nenhum e que obedecia a todo e qualquer pedido.

Bento já teve algumas crises de manha, como toda criança. Mas até então, as dele se restringiam a situações de cansaço ou dodóis. Agora as coisas estão mudando. Bento se apaixonou pela palavra "não" e a repete a torto e a direito, acompanhado do não com a cabeça, para qualquer coisa que dissermos. "Quer papar?", "Não"; ""Quer tetê?" "Não"; Vamos ligar pra vovó?", "Não"; "Vem, vamos passear", "Não". Mesmo que logo depois ele perceba que a oferta é legal e aceite (tipo passear), o "não" sai automaticamente. Só poucas coisas resistem à sua recusa imediata: convidá-lo para jogar bola e para assistir a algum de seus DVDs.

Ele também já me fez passar vergonha em público. Domingo passado fomos à feira, como todos os domingos. Gosto de levá-lo para ver a variedade de frutas e legumes, apresentar novos itens. Acho que isso incentiva à boa alimentação. Pois entre os desdobramentos para segurar o pequeno pela mão, entretê-lo e fazer as compras, o mocinho resolve empacar em frente a uma das barraquinhas e não quer sair do lugar. Ignora meus apelos: "vamos comprar bananas!" (que ele adora). Solta o indefectível "não" e não se mexe. Insisto, toda paciente, e nada. Pego-o pelo braço e o que ele faz? Se joga no chão. Quero morrer. A sacola já estava bem pesada com as compras e eu ali, tendo que criar braços de polvo. Solto-o, ele senta no chão e fica me olhando. Finjo que vou embora, falo tchau e saio andando. Mas não consigo manter essa estratégia muito tempo, já que feira é um lugar movimentado (apesar de irmos cedo, por volta das 8 da manhã). Insisto de novo, pego pelo braço e ele vem.

Chegamos à barraca das laranjas. Enquanto escolho, Bento "me ajuda", pegando uma ou outra. Até que puxa duas de uma vez... e a pilha de laranjas começa a despencar, levando trocentas laranjas lindas e redondinhas para o chão. Morro de vergonha de novo. Repreendo o pequeno. A vendedora dá a volta, me ajuda a recolher as laranjas. Peço desculpas e peço para ela pegar uma dúzia pra mim, "pode ser dessas que caíram, pra você não ter prejuízo". Nem termino de falar e Bento derruba mais algumas. Repreendo de novo, mais brava. A vendedora diz: "é melhor vc segurar ele". Seria cômico se não fosse... vergonhoso. Muitas crianças fazem dessas, eu sei. Mas que dá vergonha, dá, pois é inevitável pensarem que a gente não sabe educá-los.

Além das birras, tenho percebido também um início de seletividade alimentar. Bento sempre comeu bem, alimentos saudáveis, sem doces nem porcarias. Mas começou a recusar alguns legumes, às vezes não quer jantar... até alguém resolver comer algo perto dele. Aí ele solta seu "huummm" ou "ebaaa" e quer experimentar da grama do vizinho. Até agora, tem se recusado a comer verduras cruas, só come se forem cozidas (bem, antes isso do que nada!). Algumas frutas também não quer mais, como manga e uva. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma paixão recente por maçãs e ervilhas... mas resolveu implicar com cenoura. Para ele comer preciso esconder na colher, atrás de outra coisa. Se ele vê... é "não" na certa.

Percebi ainda outro indício: a manha/choro. Se é contrariado ou repreendido, deu para fazer bico e iniciar um choro fingido. Às vezes chora de verdade (principalmente se o pito vem do pai) e demora a se acalmar. Também está ficando mais difícil deixá-lo na escola, ele se agarra a mim e não quer soltar (mas, depois que saio, para em segundos). Esse comportamento piora se está cansado, mas tem surgido também em momentos normais do dia a dia.

Para completar o pacote birras, Bento aprendeu uma palavrinha nova: "minha". Aprendeu não apenas a dizer, mas entende o sentido possessivo da palavra. "Minha tetê, minha bóia (bola), minha libu (livro), minha peta (chupeta)". E agora usa a palavra a todo o momento. Por exemplo, sempre que acaba de tomar o leite, me entrega a mamadeira. Mas ontem tivemos o seguinte diálogo: "tó mãe, cabô tetê"; "acabou filho? então me dá"; "não mãe, minha"; "é seu o tetê, mas já acabou olha, está vazio"; "bazio". E só depois de conferir a mamadeira vazia ele se convenceu de me entregar.

Já li em vários sites e blogs por aí que quase toda criança passa por essa fase, faz parte do desenvolvimento ao aprenderem a lidar com frustrações. Li até que as birras são mais comuns em meninos do que em meninas (puxa, que ótimo!). Recomendo alguns textos bacanas que encontrei por aí sobre essa fase:

Texto do Babycenter sobre birras: está justamente no link que fala sobre a criança de 1 ano e 8 meses, a idade atual do Bento! Para ler, clique aqui. Outro muito bom, mais completo, é esse aqui.

Texto do About.com - Pediatrics, sobre os famosos "Terrible Twos" (em inglês): clique aqui. Ótimo esse texto, explica um pouco mais sobre essa fase, que geralmente começa aos 2 anos (ou antes) e se estende até... sabe-se lá quando.

E a compilação da FlaviaSérie Birras, com textos e exemplos práticos vividos por ela e o Astronauta.

Sei que ainda estamos no embrião das birras e há muuuito mais por vir. Mas que essa transformação de bebê-bonzinho-dócil-obediente em menininho-rabujento-pirracento-birrento (exagero total, hahah) assusta... ah, assusta.

10 de janeiro de 2011

Bento esportista

Meninas, muito obrigada pelos comentários nos posts anteriores (quem está por fora, leia aqui e aqui). Que máximo a troca de experiências e opiniões! Adorei cada comentário deixado nos dois posts (com exceção "daquele", vcs sabem qual...). A princípio pensei mesmo em nem responder o anônimo, mas depois pensei que a gente expõe nossos dilemas e dúvidas em busca de desabafo, ajuda, conselho, sugestão... mas não de desaforo! Ainda mais no meu próprio blog. Por isso fiz o post-adendo. Obrigada meninas, por alimentar esse debate contribuindo com suas experiências!

Em uma pausa nas polêmicas, coloco aqui dois videozinhos do Bento em versão esportista. No Natal, Bento ganhou um presente super bacana de uma amiga minha; um boliche. Presente simples, divertido, que estimula a atividade sem que a criança fique só vendo o brinquedo brincar sozinho. Bento adorou o "iche". Confiram:

video 

video

Mais uma vez, obrigada tia Mi! Você acertou de novo!

8 de janeiro de 2011

Adendo sobre o dilema e direito de resposta

O post anterior gerou vários comentários bacanas. Vi que muitas mães passam pelos mesmos dilemas. As que não trabalham sentem falta de uma vida além do casa-marido-filho. As que trabalham queriam horários mais flexíveis, de forma a conciliar melhor a vida profissional e a doméstica. Esse é um resumo do que percebi, há casos e casos. Mas, no geral, cada mãe entende e respeita a opinião da outra.

Resolvi fazer esse post-adendo para responder algumas perguntas que me fizeram e também para responder a um comentário específico.

A Carol perguntou: "Será que trabalhar de casa é uma opção legal? Você chegou a trabalhar de casa depois que o pequeno nasceu?"
Resposta: Acho que seria a melhor opção, com alguns ajustes. Sim, trabalhei de casa depois que Bento nasceu, mas sempre foi complicado. Quando ele era bebezinho, ainda morávamos perto da minha mãe e ela ficava com ele enquanto eu trabalhava. Depois, quando nos mudamos, só consegui trabalhar de casa quando havia mais alguém para ficar com ele (geralmente o marido) ou quando ele dormia. Com ele acordado é impossível. Agora ele já é maiorzinho e pede mais atenção, quer que eu faça tudo com ele. Portanto, se fosse hoje, para eu trabalhar em casa eu teria que ter alguém comigo para me ajudar com ele... ou colocá-lo na escolinha.

Já a Mari perguntou: "Já pensou em aumentar a frequência da faxineira? Talvez desse uma aliviada na sua rotina, ainda mais que vc está sozinha com as tarefas"
Resposta: Sim, já pensei nisso. No final do ano passado perguntei quanto ela me cobraria para vir duas vezes por semana ao invés de uma. Mas infelizmente não dá para arcar com o valor. Aqui em SP os preços são bem altos. Acho que, pelo preço que ela me cobraria, compensaria mais ter uma pessoa todos os dias, mesmo que meio-período. Falta achar alguém de confiança e que tope.

Por fim, recebi um comentário anônimo: "acho absurdo ter filho pra depois enfiar numa creche mais de oito horas por dia. Judiação. Criança pequena não precisa aprender, interagir, nada disso, tem que ficar em casa com a mãe ou com a babá. E vc já pensa em outro filho, pra que enfiar os dois na creche o dia todo, é fácil pagar alguém para descobrir todas as primeiras coisas deles..."
Resposta: Não, não é fácil. Nem um pouco. Não "enfiei" meu filho na escola para aprender ou interagir tão pequeno, nem por simples capricho, como possa até parecer. Coloquei o Bento na escola por necessidade. Apenas o salário do marido não cobre nossas contas, e nem temos luxo algum. Vivemos de aluguel, pagamos prestações dos pequenos investimentos que fazemos para tentar um futuro melhor. Se eu parasse de trabalhar, não passaríamos fome, nada disso. Mas na época em que aceitei voltar ao trabalho, meu marido também estava trocando de emprego, como afirmei no post anterior. Simplesmente não posso ficar sem trabalhar nesse momento. Por isso penso na opção de voltar a trabalhar em casa, para tentar conciliar as duas coisas: trabalho e filho.

Sobre o trecho "tem que ficar em casa com a mãe ou com a babá", eu sempre preferi escola a babá. Acho que na escola a criança tem mais atividades e contato com outras crianças. Nada contra babás ou quem opta por elas. É apenas a minha opinião.

Como eu disse, se fosse hoje não colocaria Bento na escola tão pequeno. Tentaria negociar com meu chefe um horário mais flexível, não sei. E não acho que tenha feito um mal ao meu filho. Ele adora a escola, várias vezes fui buscá-lo e ele me puxou pra dentro da escolinha, querendo continuar lá brincando. Sabe o nome de todas as professoras.

Há tempos a mulher precisa equilibrar vários papéis: o de mãe, o de filha, o de esposa, o de mulher, o de cidadã. A maternidade deve ser um complemento na vida da mulher, podendo ser transformadora, mas sempre de forma a acrescentar, a fazê-la evoluir. Nunca de forma a restringir, a podar. Ser mãe é, além de nos dedicarmos a educar e criar outra pessoa, ter a oportunidade de crescer, de aprender, de dividir, de conciliar.

Por fim, reafirmo que não conseguiria ficar apenas em casa sem trabalhar, pelo simples fato que gosto de fazer algo por mim também. Amo ser mãe, brincar e cuidar do Bento. Hoje ele é a maior razão da minha vida. Mas sou algo além de mãe. Antes de engravidar, antes de conhecer todo o universo da maternidade, eu já era um indivíduo. E não preciso renunciar a mim mesma porque sou mãe. Tenho certeza que, assim como meu maior desejo é que Bento seja feliz, ele também quer ver a mãe feliz.

6 de janeiro de 2011

Dilemas de uma mãe que trabalha

Ontem Bento voltou para a escolinha, para o tal curso de férias, um esquema especial de funcionamento durante as férias escolares. Nos primeiros momentos, Bento grudou em mim e não queria ficar. Mas esse grude durou... uns 5 minutos, no máximo. Logo viu a piscina de bolinhas e foi correndo brincar. À tarde, ao buscá-lo, estava feliz da vida e continuou o dia de brincadeiras correndo pela calçada, jogando bola em casa, brincando de pega-pega com o pai.

Hoje já acordou sozinho pela manhã, às 6:30 (ontem precisei acordá-lo). E, após o mesmo mini-choramingo ao chegarmos à escola, pegou a tia Mássia (Márcia) pela mão e foi para a cozinha pedindo acha (bolacha).

Por um lado, tudo isso me tranquiliza por saber que o pequeno ficará bem enquanto trabalho, mas me traz de volta alguns dilemas. Para explicá-los, volto um pouco no tempo.

Antes de engravidar, eu trabalhava como tradutora freelance, em casa. Recebia os trabalhos, fazia tudo em casa e devolvia pronto no prazo estipulado. A grande vantagem da liberdade de poder fazer os meus horários (o que incluía começar a trabalhar mais tarde, se eu quisesse, ou tirar um dia de folga) trazia também a desvantagem de, muitas vezes, precisar trabalhar em finais de semana e feriados (não por que eu quisesse, mas para atender prazos de trabalhos que chegavam às sextas-feiras).

Até que, durante a gravidez, recebi uma proposta para trabalhar como interna, com horário determinado, na empresa em que estou hoje. O que mais pesou foi ter um salário fixo, já que, como freela, ganhava por trabalho, ou seja, era uma remuneração variável, que rendia meses bons e outros ruins financeiramente. Com a proximidade da chegada do pequeno, ter um salário fixo e bom era uma segurança para nós. Na época, morávamos em outra cidade e marido também estava trocando de emprego. Tudo isso contribuiu para que eu aceitasse a proposta.

Porém, como mãe de primeira viagem, não sabia o que estava por vir. Não sabia o quanto um bebezinho demanda da gente, desde cuidados e atenção até em brincadeiras. Quando voltei a trabalhar, Bento tinha 5 meses e estreou na escolinha. Até que foi tranquilo no princípio, mas comecei a sentir saudades de estar sempre com ele.

Conforme ele foi crescendo e mostrando outras necessidades, vi que estar na escolinha não era assim tão ruim. Vi que isso me proporcionava um pouco de tempo, de contato com outras pessoas, de aprender coisas novas, de poder almoçar com calma sem precisar engolir a comida.

Quando passamos um período grande juntos agora no período das festas de fim de ano, vi o quanto é cansativo ficar o tempo todo com ele. É uma delícia? É. É divertido, gostoso, enriquecedor? Sem dúvida. Mas também é exaustivo. Porque ficar com ele em casa não significa unicamente brincar. Significa inventar novas atividades, criar várias brincadeiras diferentes... mas também fazer comida, cuidar da casa, das roupas. E as tarefas domésticas são a parte mais chata e ingrata de quem trabalha em casa.

Nunca tive empregada. Tenho uma faxineira que vem uma vez por semana, mas sempre sou eu quem lava a roupa, faz comida e supermercado, cuido da gata, lavo louça, mantenho a casa em ordem. E, antes que alguém pergunte, marido até ajuda de vez em quando.

Nessa semana a Mari fez um ótimo post sobre o dilema da maternidade x carreira. Realmente, quando as festas de fim de ano estavam acabando, estava até ansiosa por voltar ao trabalho, pois estava cansada de ficar em casa. Concordo com ela que uma mãe realizada é uma mãe melhor - seja qual for sua opção, trabalhar fora ou ficar em casa com os filhos.

Daí que cheguei ao meu dilema. Gosto de trabalhar fora, mas queria passar mais tempo com o Bento. Gosto de ter minhas coisas, meu dinheiro, meu tempo, mas é extremamente cansativo chegar em casa após um dia de trabalho, com Bento também cansado da escolinha e pedindo atenção, e ainda ter que cuidar da casa e fazer jantar. Para mim, limpar casa é uma perda de tempo enorme (já que logo estará tudo sujo de novo), apesar de essencial, claro. E não aguento fazer as tarefas domésticas depois que ele dorme, quase 21h, já que levanto às 5h40 para trabalhar e também preciso descansar.

Se Bento nascesse hoje, eu faria algumas coisas diferentes. Não voltaria a trabalhar com ele tão pequeno. Esperaria ele fazer pelo menos 1 ano antes de colocá-lo na escola. E talvez em meio período, não integral. Aí sim, poderia voltar ao trabalho e, ao mesmo tempo curtir o pequeno. Ou então, nem voltaria a trabalhar fora, mas continuaria trabalhando de casa, como era antes. Não acho que conseguiria parar de trabalhar e me dedicar só à casa e família (e admiro quem consegue!), acho importante fazer algo diferente das atividades domésticas, algo nosso, que nos faça sentir úteis e reconhecidas (pois, como bem disse a Mari, "dentro de casa ninguém reconhece uma pia brilhando e todos chamam de sorte a filha bem educada e o bebê feliz" - leia o post completo dela aqui). E mesmo se estivesse trabalhando em casa, acabaria colocando Bento na escola em meio período em algum momento, para que eu conseguisse trabalhar (pois levá-lo para trabalhar comigo comprovou que é complicado conciliar as coisas).

Acho que, daqui a algum tempo, vou voltar a trabalhar em casa, por vários motivos: para ficar mais com o Bento, porque é o tipo de trabalho que mais gosto de fazer (na empresa tenho outras funções que não tinha como tradutora externa), porque vamos nos mudar esse ano para uma casa que fica mais longe do local de trabalho (e, em SP, isso significa tempo perdido, trânsito, estresse), porque quero ter mais um filhote. São muitos motivos. Na verdade, acho que toda mãe passa por esses dilemas. Mas acho que, o mais importante, é nos sentirmos bem, realizadas, trabalhando fora ou não, pois isso se refletirá na mãe que seremos para nossos filhos.

4 de janeiro de 2011

Levando o filhote para o trabalho

E então que hoje tive que levar Bento ao meu trabalho. Como mencionei no post anterior, não podia faltar e a escolinha só reabre nessa quarta-feira. Consegui negociar com o chefe de fazer as tarefas do dia em meio período, assim Bento não se cansaria muito e eu não deixaria de ir para a empresa. E lá fomos nós.

Bento já esteve outras vezes em meu trabalho, mas apenas em visitas rápidas. Como a escolinha fica em frente ao trabalho, às vezes o levo lá para um passeio. A única vez que ficou um pouco mais de tempo foi em um jogo do Brasil na Copa do mundo, no ano passado. No mais, suas visitas duraram no máximo 20 minutos.

Dessa vez, tínhamos algumas horas pela frente, durante as quais eu tinha que me dividir entre distrai-lo e trabalhar. Levei alguns brinquedos, livrinhos de colorir, suco, bolachas. Mas não foi muito fácil, não. O fato de eu estar temporariamente sozinha em minha sala (meu colega de trabalho foi transferido e a pessoa que virá para seu lugar ainda não foi definida) facilitou, pois assim Bento não atrapalharia o trabalho de ninguém - além do meu, claro.

Logo ao entrar na empresa, Bento foi a atração. "Como ele cresceu!", "Nossa, já está andando!" foram as frases que mais ouvimos. Ele ficou um pouco tímido no começo, mas, já em minha sala... soltou a franga. Revirou os lixos, depois juntou todos e fez uma pilha de cestos. Quis puxar os fios dos computadores, correu pela sala, jogou canetas no chão. Quando conseguia entretê-lo por alguns minutos com alguma atividade, corria para fazer uma tarefa do trabalho e ele já vinha atrás de mim. Fiz algumas coisas com ele no colo, inclusive digitar com uma mão só e passar instruções a outras pessoas com ele no meio. Duro foi quando me deu vontade de ir ao banheiro...

Levei o pequeno junto, fazer o quê. Lá no trabalho há duas toaletes dentro de cada banheiro, cada uma com sua porta. Lá estou eu, me concentrando e tentando distrair o pequeno ao mesmo tempo. Bento fica em dúvida entre brincar com o lixo ou com a escova de lavar o vaso. Escolhe a escova, claro. "Não filho, deixa isso aí, é caca." "Caca?" "É, de lavar cocô". "Cocô? Taaauuu cocô!"... Ainda bem que não tinha ninguém no banheiro.

Falando em cocô, ainda bem que Bento não fez enquanto estávamos lá. Na empresa não tem fraldário nem nenhum local onde eu poderia trocá-lo. Troquei sua fralda cheia de xixi no banheiro mesmo, improvisando um trocador com uma toalha que havia levado.

Até que, enquanto eu conversava com outras pessoas sobre um trabalho (com ele no colo), ele simplesmente dormiu. Faltava uma hora para acabar meu expediente, ufa. Depois, por volta do meio-dia, o pequeno acordou e fomos embora, com uma parada para almoçar e correr na praça atrás das pombas. Saldo da experiência: uma parede riscada de canetinha (que espero que a faxineira consiga limpar), vários farelos de bolacha espalhados pela sala, e meu trabalho feito com muito custo.
Pintando seus livrinhos - e a bola - antes de batizar a parede

 Revirando o lixo

 Meu ajudante!

Desmaiado após um dia de trabalho (hehe)

Até que foi divertido, mas não pretendo repetir a experiência tão cedo... Porque, no fim, não fazemos uma coisa nem outra. Não trabalhamos direito nem ficamos com o filhote, que fica o tempo todo pedindo atenção. Talvez funcionasse melhor se ele ainda fosse bebezinho, quando dormia mais durante o dia. Ou então já maiorzinho, quando dá para entreter com atividades e conversar, pedir para não fazer barulho... Ainda bem que foi só por meio dia.

3 de janeiro de 2011

Volta ao trabalho e Bentês

Estamos em semi-férias. A escolinha do Bento só reabre na quarta-feira, então estou alternando os cuidados dele com o pai em casa. Amanhã levo o pequeno para o trabalho comigo, não posso mais faltar e nem o pai. Quero só ver como será!

******
O vocabulário do Bento está evoluindo tão rapidamente que não estou mais dando conta de anotar as palavrinhas novas que ele já sabe. Agora está cada vez formando mais e mais mini-frases. As últimas novidades do Bentês são:

pssiá - passear
sópi - shopping
viia - ervilha
café - café
Guel - Miguel, o primo
pissa - pizza (não dou pizza pra ele, mas ele aprendeu a palavra por causa de um desenho do Backyardigans)
pega - pega
siga - bexiga
cânta - quanta (para mostrar quantidades, tipo quanta bexiga, quanta bolacha)

E as mini-frases:
vem mãe/pai (essa ele diz esticando a mãozinha e fazendo "vem") 
vem vê vovó
péia mãe (espera mãe)
zogá bóia (jogar bola)
que cê qué? (o que vc quer?) - essa é engraçada, geralmente ele mesmo pergunta e responde. Por ex.: que cê qué? pão


Bento também já sabe dizer o nome de quase todos os personagens do Backyardigans: Pabu (Pablo), Atin (Austin), Taxa (Tasha), Ône (Tyrone). Mas o preferido continua sendo o Cocoricó, e ele já reconhece vários personagens também: Zúlio (Júlio), Lola, Lica (Lilica), Zazá, Ípio (Alípio), pôco (porco), vovó, vovô. Até fiz um videozinho dele na cabaninha do Cocoricó, mostrando os personagens:

video
A cabaninha ficou lá na casa da vovó, já que aqui em nosso apartamento não temos espaço. Mas a traremos em março, quando mudaremos para outra casa. Conto essa saga outro dia...

Amanhã conto como Bento se comportou em meu trabalho!

2 de janeiro de 2011

Para começar bem o ano!

Para começar bem o ano, imagens do Bento na virada e na bagunça do dia seguinte! A festa do dia 31 começou com visita à casa de amigos, com muitas brincadeiras entre Bento e o amigo Pedro. Depois fomos à casa da bisa para a virada.
 Familinha... Bento já estava cansado, tadinho...
Bento brincando com o melão pintado, vulgo Sr. Wilson

Bento não aguentou e dormiu às 22:30. Mas dormiu agitado, toda hora acordava. Passamos a meia-noite os três no quarto da bisa, acalmando Bento, que se assustava a todo momento com os fogos. Mas, depois do auge do foguetório, dormiu profundamente.

No dia seguinte, primeiro dia do ano, Bento desperta às 7:30 querendo "pssiá" (passear). Pergunto onde, e ele responde: "sópi" (shopping). Digo que o shopping está fechado e ele arruma uma solução: "zogá bóia" (jogar bola). Então lá fomos nós:
 A alegria do pequeno às 8 da manhã do dia 1°

 Correndo e fazendo careta
No parquinho

E, por fim, fotos do almoço na casa da bisa:
 Comendo ameixa
 Fazendo bagunça com o papai
Descansando com a mamãe

Essa virada foi tranquila, alegre, bem diferente da de 2009 para 2010. A chuva só veio hoje, trazendo um ar de limpeza e preguiça para o domingo. Que 2011 seja inteiro assim: feliz.
 
© 2011 - Mãe do Bento Desenvolvido por Flavia S | Lu Azevedo - todos os direitos reservados