14 de dezembro de 2011

Terrible twos versão updated plus: ainda mais terrible!

Já falei aqui no blog algumas vezes sobre os famosos terrible twos. Já contei que os primeiros sinais apareceram pouco antes de Bento fazer 2 anos. Que a primeira manifestação foi a paixão imediata pela palavra "não", seguida pelo falar chorando, por jogar coisas no chão, por bater. Agora, aos 2 anos e 7 meses, quase 3... a fase evoluiu para a versão terrible plus.

Alguns desses comportamentos melhoraram com o passar do tempo. Mas outros surgiram. Ele trocou o falar chorando por contestar a tudo e a todos. Inclusive a ele mesmo. Contesta só por contestar, por ter descoberto que há outras opções além das que conhece ou dou. Por exemplo, pede leite morno antes de dormir. Vou lá, faço, e quando entrego a ele... "qué leite zelado mãe". Ok, tem certeza filho? "cetêza, qué zelado". Troco o leite, levo a ele e.... "qué leite quentinho mãe". E é assim quase todos os dias, para toda e qualquer situação na qual ele precise ou queira fazer uma escolha: leite gelado/morno; comer banana ou maçã; brincar de carrinho ou bola.

O jogar coisas no chão para demonstrar sua frustração às vezes ainda aparece, mas alternado ao bater em algo. Por exemplo: ao ver que era hora do banho, que não cedi, que não ia brincar mais depois de já ter deixado "só mais um pouquinho", ele bateu em uma porta, em uma almofada, empurrou uma cadeira. Nada forte, nada violento, mas preciso contê-lo para mostrar que não é assim que se reage a uma frustração.

O que aumentou exponencialmente foi o uso do "não". Ele diz não a praticamente tudo, até a coisas que gosta. Diz não para passear, para comer a fruta preferida, para ver o DVD que ele mesmo escolheu, para tomar banho e depois para sair dele, para fazer qualquer coisa. A estratégia que uso para diminuir as recusas é mudar o foco e dar uma opção: você vai sair do banho agora ou daqui a 5 minutos? Óbvio que ele não sabe o que são 5 minutos, aí inventei de contar até 10, como faço quando brincamos de esconde-esconde. Conto e ele se contenta com os 10 segundos a mais no banho. Ao menos por enquanto...

Aliás, mudar o foco e distraí-lo funciona na maioria das vezes, para a maioria dos casos. Às vezes não dá certo, claro, principalmente se ele está muito cansado e nem ouve mais nada. Mas, em geral, dá resultado.

Só sei que essa fase cansa. Muito. É bem chato moderar as palavras para não ouvir um não logo de cara, pensar em opções atrativas, em alternativas. Também é complicado quando ele me pede atenção nos momentos mais críticos, quando preciso me concentrar em algo no trabalho ou fazer algo em casa, ou ainda quando estou muito cansada. Procuro sempre atendê-lo primeiro, brincar, sentar no chão e ficar só com ele. Mas às vezes nem toda atenção do mundo é suficiente, ele não quer me dividir com nada.

Educar é isso, é cansativo, é diário, dá trabalho. E essa é uma fase como tantas. Nem toda criança passa por isso, mas dizem que perto dos 3 anos melhora. Será?
 
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