22 de novembro de 2011

A história do Pula Pirata

Era uma vez um menino. Ele era o filho mais velho de três crianças. Os três pequenos e mais os pais moravam no interior de São Paulo.

A família era simples e esse menino não tinha muitos brinquedos. Mas tinha muita imaginação. Inventava brincadeiras e fazia de caixas, barbantes, latas e garrafas de plástico os seus carrinhos, soldados e castelos.

Um dia, o pai do menino chegou em casa com um presente. Um brinquedo. O menino abriu a caixa todo feliz. O brinquedo era um barril de pirata, com várias espadinhas coloridas. A brincadeira consistia em encaixar as espadinhas nos buracos do barril, até ouvir um estalo. A caixa dizia "Pula Pirata", mas não havia pirata dentro da caixa. E alguns buracos ficavam sem espadinha. O menino então soube que o brinquedo não estava completo porque o pai havia lhe conseguido um brinquedo usado. Mas nem ligou, e se divertia do mesmo jeito.
 
 imagem daqui


Tempos depois, o menino vê um comercial do brinquedo na tv. E finalmente vê o tal pirata pulando do barril quando alguém espetava determinada espadinha. O menino fica fascinado.


Anos se passam.


O menino, agora homem, se diverte em uma reunião de amigos em um barzinho. Todos riem. Uma conversa se inicia sobre brinquedos de infância. Um comentário daqui, outro de lá. O homem conta, entre risos, sua história com o Pula Pirata. E conclui, brincando emotivo: "meu sonho é ver o pirata pular".

Algum tempo depois, o homem chega em casa após um happy hour da empresa com amigo-secreto. Traz uma caixa e mostra todo feliz para a esposa. Ele havia ganho um Pula Pirata novo.

Mais alguns anos se passam. O homem tem um filho.

Certo dia, em um final de ano, a esposa procura a árvore de natal para montar. Entre as caixas de enfeites, uma se destaca. A caixa do Pula Pirata. O pequenino se encanta com a caixa colorida. Leva para o pai.

E, enquanto a mãe desempacota a árvore de natal, pai e filho brincam espetando espadinhas no barril. E, juntos, os dois se divertem vendo o pirata pular.


 fotos tiradas em casa no último domingo

*História verídica.
 
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