A terceira lição aprendida com filhote refere-se à alimentação.
Eu sempre tive uma alimentação variada. Sempre gostei de salada, legumes cozidos ou refogados, verduras. Para frutas era mais seletiva, nem todas eu gostava. Mas havia alguns alimentos que não desciam: beterraba, peixes, alguns doces caseiros e vísceras e coisas estranhas em geral (dobradinha, língua e afins). Para a beterraba, eu achava estranho aquele gosto doce no meio das coisas salgadas. O peixe minha família não tinha muito costume de fazer quando eu era pequena - mas, quando tinha peixe no cardápio, lembro de minha mãe tentar me fazer comer dizendo que era frango. Nunca caí, percebia na hora o gosto diferente. E quanto às vísceras e outros, sempre tive nojo.
Daí que, na gravidez, comecei a olhar diferente para certos alimentos. Enjoei de cenoura, até então ingerida quase todo dia e de todas as formas, e a substituí... pela beterraba. Não deixei de comer cenoura, só passei a alternar os legumes. Também passei a gostar mais de doces caseiros, principalmente arroz doce e canjica. E... finalmente aprendi a comer peixe (menos ensopado, que não desce mesmo). Somente as vísceras e outras esquisitices continuaram sendo reprovadas pelo meu paladar (ou cara feia e nojinho, como queiram).
Mas a mudança mais importante não foi nem essa. Tá, é bem legal passar a comer com gosto itens antes não apreciados. Também acho bem bacana quando leio por aí que os pais passaram a comer alimentos mais saudáveis, mais frutas/legumes/verduras, depois que os filhos nasceram. Eu já comia tudo isso, sempre foi natural lá em casa. Acho que tais alimentos devem ser incentivados à mesa desde sempre, para criar hábitos saudáveis nas crianças. Não adianta proporcionar um padrão alimentar cheio de guloseimas e lanches e depois querer que o filhote coma quiabo.
A maior mudança e o maior aprendizado no quesito alimentação que a maternidade me trouxe foi... aprender a cozinhar. Até engravidar, eu fazia o básico do básico na cozinha: arroz, macarrão, um bifinho, purê de batatas e outras comidinhas fáceis. Meu feijão não dava certo, sem-pre ficava aguado. Carnes de qualquer tipo, misturas e invenções... necas. Eu só acertava nos doces (rá!). Nunca fui muito fã de cozinhar. Quando morava com meus pais, minha mãe ou a empregada cozinhavam. E quando casei, tínhamos as seguintes opções: comer o arroz-sem-feijão (o que marido detestava, já que é fã da leguminosa), comer lanche, pedir comida ou filar bóia na casa de alguém (mãe, sogra, avó).
Aí Bento nasceu e um belo dia chegou à fase das papinhas. As primeiras foram fáceis, só com legumes, tranquilo! Aí vamos inserir caldo de alguma carne. Dicas básicas recebidas da minha mãe, pronto, mais uma etapa vencida. E chegamos às papinhas mais consistentes, ao cardápio mais variado e à fase "pode comer a comida de vocês, só picada em pedacinhos menores". Ai caramba.
Lá fui eu para a cozinha. Fui aprimorando o feijão (agora fica uma beleza, viva!), arriscando uma carninha aqui, um temperinho ali. Nem sempre dava certo, mas nunca fiz nada ficar intragável. Hoje já arrisco inventar receitas e reaproveitar sobras para virar um prato novo. Não virei nenhuma chef, nem gosto da ideia de encostar a barriga no fogão todo dia. Mas não tenho mais rejeição a cozinhar.
E essa foi a terceira lição que aprendi com o filhote: alimentação saudável começa desde pequeno, com incentivo e hábitos familiares. E cozinhar não é um bicho de sete cabeças... ainda mais se for para quem a gente ama.
Há 5 horas



13 comentários:
oi Sarah, estou conhecendo blogs novos, e te vi linkado em um monte de blog que acompanho.
O Bento é lindo, parabéns! to te seguindo pra acompanhar as lições que a gente aprende com nossos filhos. São tantas, né? Me lembro que a Flavia (do astronauta) postou uma série bem parecida faz um tempo, foi quando me dei conta que no final, são eles que nos ensinam.
Beijos
Então, quanto a alimentação nada mudou muito!Sempre cozinhei, e era vegetariana, então nos alimentamos muito bem!
Eu tive que me organizar, faço feijão e congelo, para facilitar, em potinhos, e descongelo ao invés de cozinhar feijão todos os dias!
Mas com certeza, alguns hábitos foram repensados!
bjos
bom dia!
A alimentação do meu filhote tbm é super saudável... ele adora legumes de todos os tipos porque sempre fiz e nunca forcei, oferecia e ele experimentava gostando, adora um feijão com arroz e carne, não gosta muito de ovo, esse eu tenho que misturar e esconder na comida pra ele não ver... hehehe
Quando nos alimentamos bem desde a gravidez e continuamos com bons hábitos na inserção do alimento para a criança eles aprendem a comer de tudo!!
bjos
Oi Sarah eu sou do time que melhorou a alimentacao por ele. Tbm sempre comi verduras e legumes mas o marido nao, e tinha meio preguica de fazer so pra mim. Agora que o Samuel me acompanha posso fazer mais variedade e adoro. Mas fico feliz q vc conseguiu melhorar na cozinha, filho faz essas coisas ne!!! Beijos pra vcs!!
Eu estou tirando o sal da minha comida. Gostar ainda não gosto, mas estou acostumando já. Porque daqui a pouco Lorz vai começar a pedir o que como e seria hipocrisia dizer que o que é bom pra mim não é pra ele.
E frutas são um episódio a parte... Preciso aprender a gostar!
Sarinha,
To pensando em fazer uma serie dessas tb!! Eu não cozinhava nada (tenho trauma de panela de pressão), comprava comida pronta e, quando morava com a mãe, era a comidinha dela que eu comia. Ai que vim parar no pais da culinaria... Francesa... Apanhei com ingredientes, dei fiasco com visitas, maaaasss, milagrea acontecem e aprendi (na marra) a cozinhar. Até hoje para fazer algo na panela de pressão, fecho a porta da cozinha e fico espiando de longe fazer o barulho do shushushushu... A lôca!
Beijos : )
Que ótimo, Sarah, eu sou super pró alimentaçao caseira e saudável, mas confesso que não sei fazer muita coisa e acho minha comida meio sem graça.
Acho que quando a necessidade imperar, eu perco a frescura e encaro um fogão de bom grado.
Beijos
Que bacana Sarah. Me identifiquei com tanto que contou. Também nunca gostei de misturar doce com salgado e quantas vezes minha mãe falou que não era peixe e sim frango...rs rs rs
Depois que os meninos nasceram também melhorei muito a minha alimentação e, aos poucos, estou aprendendo novas receitas. Não sou super fã da minha comida, mas tem que diga que é boa. Sei lá! rs
Agora, que passamos a melhorar e a pensar de outra maneira, ah isso sim. Como esses pequenos ensinam para nós.
Um beijo.
Sim como aprendemos com os pequenos eu pensava que na fase da papinha eu iria ficar doída, mas deu td certo, fazia as papainhas com gosto, voltei a comer figado depois que já tinha o João ,pois antes dele não conseguia nem ver .Mas hoje me sinto triste eu capricho nas comidinhae mas o João não é de comer nada, já tentei de td, na maioria das vezes não vai nem um carocinho de arroz pra dentro, dizem que é fase, o que me restou é que hoje como verduras e legumes todo dia e tento não fazer frituras ,aprendi a comer comida saudável com o nascimento do João.Bjs
Aprendi fazer sopinha por causa do meu filho. ele come super bem...que bom!!!!Te visitei e gostei do blog, parabens!!!Cris
Olá Lis! Tentei agradecer sua visita e conhecer você um pouco mais, mas você não tem blog né? Então agradeço por aqui mesmo! Volte sempre que quiser! bjos!
Oi Sarah, coisa boa sempre aprender alguma coisa. Ainda mais quando o aprendizado é motivado por pessoas especiais em nossas vidas.
Aproveito para convidá-la a conhecer o blog paessevenboys.blogspot.com. Lá, encontrará dicas de vida saudável e boa alimentação para você e seu filho. Passa lá para uma visita, estamos aguardando.
;)
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