Uma das primeiras lições que aprendi com Bento foi a desenvolver a paciência.
Nunca fui uma pessoa muito paciente. Não gostava de esperar, tomava decisões rapidamente e até de forma impulsiva (e muitas vezes me arrependia depois). Também às vezes não penso antes de falar, e quando vejo já falei, o que me rende desde alguém ficar magoado até momentos constrangedores, como dar pito no próprio chefe.
Mas quando nasce um bebezinho, a coisa muda de figura. Queremos que ele mame/durma/pare de chorar, mas ele não faz nada disso quando a gente quer. Achamos que vamos ficar doidas, mas conforme os primeiros perrengues aparecem, aprendemos a repetir o mantra "ommmm, vai passar, vai passar" e começamos a desenvolver a paciência.
As coisas não são mais feitas no nosso tempo, ou no tempo que gostaríamos. São feitas no tempo dele. É ele quem vai decidir por quanto tempo mamar, e a que horas vai acordar de madrugada se tiver fome. É o tempo dele que vai nos mostrar se já está apto a comer papinhas e beber suco. É no tempo dele que vai aprender a sentar, engatinhar, andar e falar.
Também é no tempo dele que vai passar de uma fase para outra. Não adianta forçar desfralde se a criança não está pronta (a não ser que a gente queira ter trabalho dobrado depois). Não adianta forçar a dormir sozinho simplesmente por não querermos mais levantar de madrugada para atender aos chamados do pequeno. Há que se ter paciência, paciência e paciência, para esperar o natural desenvolvimento.
E há ainda as fases de contestações, birras, perguntas infinitas. Bento está na fase de contestar tudo pura e simplesmente por contestar. "Olha mãe, o carro azul" (apontando um carro verde, e ele já sabe todas as cores). "Não filho, esse carro é verde". "É azul mãe". "É verde filho"... e segue-se um diálogo verde-azul-verde-azul até ver quem desiste primeiro. O mesmo vale para qualquer coisa:
- É hora do banho! Não quero/vamos/não vou/vamos/não vou/então vou sozinha/eu tamém mãe!
- Qué suco mãe (mãe mostra as opções, laranja e caju)/esse mãe (escolhe caju, mãe só pega o suco e...) nããão, esse não, o de lalanza! (mãe devolve o de caju e pega o de laranja)/nããão, lalanza não!
E assim sucessivamente, ao infinito e além.
E essa foi a primeira grande lição que o filhote me ensinou. Ainda tenho vários momentos de impetuosidade, principalmente se estou muito cansada. Mas estou sendo boa aluna e, todos os dias, faço minha lição de casa da paciência.
Há uma hora



17 comentários:
oi sarah...
post bacana...
desde sempre digo que paciência é uma virtude, depois que virei mãe digo que é uma necessidade quase que vital.
e o desafio agora é ensinar filhote a ter paciência, não???
bjocas e ótimo final de semana!
Sarah tem pessoas que nascem, crescem e continuam sem paciência. Uma virtude e um aprendizado difícil.
Exige educação, respeito e colocar-se no lugar do outro.
No caso dos pequenos, faz-se necessário assim como disse compreender o tempo de desenvolvimento. E quantas vezes não respiramos fundo. Contamos até dez, hein... Um desafio constante para nós e para os pequenos também...
Beijos e bom final de semana.
Paciencia... é muito do que aprendo com meu filhote tambem. O tempo deles nao é o nosso, vivemos com pressa, e é um desafio parar e acompanhar estes pequenos - um desafio cheio de amor :)
Beijos!
Adorei o post, Sarah!
Realmente, com filho aprendemos a ter muita paciência. Em todos os sentidos e em todos os momentos. rs.
Beijos e bom fim de semana!
Nossa, menina...eu digo que atualmente a minha paciência é QUASE infinita, mas eu era bem impaciente tb. Agora nas férias fomos viajar com um casal de amigos que tem um menino da idade do André e uma menina da idade da Nana, uma delícia. Só que um belo dia eu resolvi colocar uma camiseta do batman no André, o outro menino tb colocou a dele e a partir desse dia o que mais falávamos era "oooommmm". Eles não paravam de brigar um segundo pra decidir quem era o Batman e, é claro, nã existem dois batmans ao mesmo tempo. Até que escondemos a camiseta e ninguém mais pode sero Batman...rsrsrsrs!
ë preciso muita paciência...rs!
beijos, querida
Oi Sarah
sigo o blog desde que estava grávida, eu não tenho certeza de que foi aqui no seu blog, mas eu acho que tinha um post que vc falava de uma infecção que dá nas crianças e geralmente um dos sintomas é acordar no meio da noite chorando sem motivo aparente, foi vc quem escreveu sobre isso?
Já procurei nos seus posts com tag: doença, mas não estou achando, se não foi vc foi alguma mamãezinha desse mundo bloguistico maternal, vc se lembra de algo assim?
Beijocas,
Patricia
patricianv@gmail.com
Sabia que eu ia me identificar com essa série. Eu também sempre fui impaciente e nervosinha e estou aprendendo diariamente a ser paciente ao ponto de escutar de duas amigas que eu tinha muita paciencia que elas nao aguentariam metade do que eu aguentei. Oi? Ta falando de mim? Certeza? E bora aprender mais ne Sarah! Beijok e bom fim de semana!!
Menina, que oportuno vc escrever sobre isso! Heitor anda chatinho... é bonzinho desde que nasceu, dorme os intervalinhos dele e fica com a gente quietinho quando está acordado... na ultima semana (sim, ha quase 7 dias), só quer colo, chora, tem cólicas, quer viver enroladinho (e nem de RN ele queria ficar enrolado e agora quer), vive no sling ou no meu colo (comigo andando, claro), vai pro berço depois de umas duas horas de colinho só por vez... OU SEJA - acredito que, se fosse algo sério, nao cessaria com o colo, certo? E de madrugada ele nao dormiria, coisa que faz em intervalos de 3 horas ou 2, normal. OU SEJA (2), acredito que o frio e as cólicas o deixaram bem carentinho... há que se ter PACIENCIA...
S.O.S.
Beijaoooooo
AHHHHHHHHHH
E ESSE LANCE DE DAR PITO NO PROPRIO CHEFE, HEIN??
KKKK
RI LITROS
Ai, a paciência! Nada como se ter filhos para finalmente aprender a exercitá-la, né?
Adorei o post de hoje! Por aqui tudo igual também!
Beijos,
NIne
Sarah,
Eu sou um monge tibetano comparada à velha eu!
E é precisamente uma das coisas que mais gosto na nova!
bjos
Sarah
A paciência é uma meta a ser alcançada logo que somos mãe.
Sabe que o Pedro está nessa de contestar também? até dei risada da frase do carro pq é bem igualzinho!
Nunca fui tão impulsiva, mas nem um poço de paciência. Mas já tá dito aqui em casa a nova meta é fazer dele um menininho mais paciente !!!ô fase...
Bjos e bom findi
Ana
Que lindo, Sarah...
Rapha também anda nesse momento contestação, só pelo prazer de ser do contra. Haja paciência...
Bjos
Mãe, qué tetê.
Num qué tetê, não.
Qué tetê, mãe...
Filho, você quer ou não quer?
Qué.
Num qué, não...
Achei que só o meu fizesse isso! Hahahah...
Beijos,
Fabi
http://www.depoisdosdois.blogspot.com/
Que clareza! É bem isso mesmo!
E concordo com a Carol, paciência é uma necessidade!!! Ainda bem que temos os filhos para nos ensinarem e nos cobrarem a lição!
Sabe, todos falavam que eu tinha paciência, que o Lucas é calmo porque eu tenho paciência, essas coisas. Mas eu nunca me vi dessa forma ANTES de ser mãe. Era calma, sim, mas não era muito de ter paciência (ao meu ver). Mas assim como vc, aprendi com meu filho e aprendo mais a cada dia.
Eles são nossos melhores professores neh?!
Um abraço apertado aí para vcs dois e um bom final de semana :)
Adoro vcs!
santa paciência...
estou cada dia aprendendo isso!
adorei o post, e ansiosa para ver mais das série..
beijão nosso
santa paciência...
estou cada dia aprendendo isso!
adorei o post, e ansiosa para ver mais das série..
beijão nosso
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