E então tenho percebido que, aos pouquinhos, de leve, elas estão chegando. Um sinal aqui, outro ali... e meu menininho de riso fácil está se transformando.
Estou falando das birras. A cada dia percebo um indício diferente naquele que já foi o bebê mais comilão da família, que não recusava alimento nenhum e que obedecia a todo e qualquer pedido.
Bento já teve algumas crises de manha, como toda criança. Mas até então, as dele se restringiam a situações de cansaço ou dodóis. Agora as coisas estão mudando. Bento se apaixonou pela palavra "não" e a repete a torto e a direito, acompanhado do não com a cabeça, para qualquer coisa que dissermos. "Quer papar?", "Não"; ""Quer tetê?" "Não"; Vamos ligar pra vovó?", "Não"; "Vem, vamos passear", "Não". Mesmo que logo depois ele perceba que a oferta é legal e aceite (tipo passear), o "não" sai automaticamente. Só poucas coisas resistem à sua recusa imediata: convidá-lo para jogar bola e para assistir a algum de seus DVDs.
Ele também já me fez passar vergonha em público. Domingo passado fomos à feira, como todos os domingos. Gosto de levá-lo para ver a variedade de frutas e legumes, apresentar novos itens. Acho que isso incentiva à boa alimentação. Pois entre os desdobramentos para segurar o pequeno pela mão, entretê-lo e fazer as compras, o mocinho resolve empacar em frente a uma das barraquinhas e não quer sair do lugar. Ignora meus apelos: "vamos comprar bananas!" (que ele adora). Solta o indefectível "não" e não se mexe. Insisto, toda paciente, e nada. Pego-o pelo braço e o que ele faz? Se joga no chão. Quero morrer. A sacola já estava bem pesada com as compras e eu ali, tendo que criar braços de polvo. Solto-o, ele senta no chão e fica me olhando. Finjo que vou embora, falo tchau e saio andando. Mas não consigo manter essa estratégia muito tempo, já que feira é um lugar movimentado (apesar de irmos cedo, por volta das 8 da manhã). Insisto de novo, pego pelo braço e ele vem.
Chegamos à barraca das laranjas. Enquanto escolho, Bento "me ajuda", pegando uma ou outra. Até que puxa duas de uma vez... e a pilha de laranjas começa a despencar, levando trocentas laranjas lindas e redondinhas para o chão. Morro de vergonha de novo. Repreendo o pequeno. A vendedora dá a volta, me ajuda a recolher as laranjas. Peço desculpas e peço para ela pegar uma dúzia pra mim, "pode ser dessas que caíram, pra você não ter prejuízo". Nem termino de falar e Bento derruba mais algumas. Repreendo de novo, mais brava. A vendedora diz: "é melhor vc segurar ele". Seria cômico se não fosse... vergonhoso. Muitas crianças fazem dessas, eu sei. Mas que dá vergonha, dá, pois é inevitável pensarem que a gente não sabe educá-los.
Além das birras, tenho percebido também um início de seletividade alimentar. Bento sempre comeu bem, alimentos saudáveis, sem doces nem porcarias. Mas começou a recusar alguns legumes, às vezes não quer jantar... até alguém resolver comer algo perto dele. Aí ele solta seu "huummm" ou "ebaaa" e quer experimentar da grama do vizinho. Até agora, tem se recusado a comer verduras cruas, só come se forem cozidas (bem, antes isso do que nada!). Algumas frutas também não quer mais, como manga e uva. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma paixão recente por maçãs e ervilhas... mas resolveu implicar com cenoura. Para ele comer preciso esconder na colher, atrás de outra coisa. Se ele vê... é "não" na certa.
Percebi ainda outro indício: a manha/choro. Se é contrariado ou repreendido, deu para fazer bico e iniciar um choro fingido. Às vezes chora de verdade (principalmente se o pito vem do pai) e demora a se acalmar. Também está ficando mais difícil deixá-lo na escola, ele se agarra a mim e não quer soltar (mas, depois que saio, para em segundos). Esse comportamento piora se está cansado, mas tem surgido também em momentos normais do dia a dia.
Para completar o pacote birras, Bento aprendeu uma palavrinha nova: "minha". Aprendeu não apenas a dizer, mas entende o sentido possessivo da palavra. "Minha tetê, minha bóia (bola), minha libu (livro), minha peta (chupeta)". E agora usa a palavra a todo o momento. Por exemplo, sempre que acaba de tomar o leite, me entrega a mamadeira. Mas ontem tivemos o seguinte diálogo: "tó mãe, cabô tetê"; "acabou filho? então me dá"; "não mãe, minha"; "é seu o tetê, mas já acabou olha, está vazio"; "bazio". E só depois de conferir a mamadeira vazia ele se convenceu de me entregar.
Já li em vários sites e blogs por aí que quase toda criança passa por essa fase, faz parte do desenvolvimento ao aprenderem a lidar com frustrações. Li até que as birras são mais comuns em meninos do que em meninas (puxa, que ótimo!). Recomendo alguns textos bacanas que encontrei por aí sobre essa fase:
Texto do Babycenter sobre birras: está justamente no link que fala sobre a criança de 1 ano e 8 meses, a idade atual do Bento! Para ler, clique aqui. Outro muito bom, mais completo, é esse aqui.
Texto do About.com - Pediatrics, sobre os famosos "Terrible Twos" (em inglês): clique aqui. Ótimo esse texto, explica um pouco mais sobre essa fase, que geralmente começa aos 2 anos (ou antes) e se estende até... sabe-se lá quando.
E a compilação da Flavia - Série Birras, com textos e exemplos práticos vividos por ela e o Astronauta.
Sei que ainda estamos no embrião das birras e há muuuito mais por vir. Mas que essa transformação de bebê-bonzinho-dócil-obediente em menininho-rabujento-pirracento-birrento (exagero total, hahah) assusta... ah, assusta.
Há 47 minutos



29 comentários:
Ai Sarinha, eu passei apuro com o Terrible Two da GG... sério, chegava a me descabelar...
Foi uma fase muito difícil e tudo que descreveu aí e mais um pouco também aconteceu comigo...
Inclusive jogar o prato no chão por eu insistir que comesse e daí pra pior.
Mas se te serve de consolo: Passa!
Continue com o mesmo tratamento de semprecom ele. Seguindo as mesmas regras, apenas tem que ter mais paciência.
Porque se você desistir e ele ver que te vence com uma birra, ele pode usar isso sempre.
Mas ó! Sempre vai haver uma birra ou outra. E quem disser que nunca passou por isso está mentindo ou nasceu virada pra lua... rs
BJooooo
Oi Sarinha,
Acho que é fase mesmo, viu? João está tb passando pela fase dos "nãos". Tudo dele é não, não e não. A minha sorte é que essa palavrinha ainda não se referiu à alimentação. Ele continua comendo bem. Mas já estou preparada para a fase seletiva (creio que toda criança passa por ela, é um processo natural da descoberta dos sabores e das preferências).
Por isso, muita paciência e mantenha-se firme como vem fazendo. Já já passa!
Bjos!
Ivana
Oi Sarah! Estamos exatamente na mesma fase. A Ísis está com a mesma idade do Bento e faz exatamente as mesas coisas (entenda-se birras) que ele. Então acho que essa história de mais birra em menino que em menina é balela...a Ísis está começando com birras cada vez piores, tem dias que dá vontade de chorar!
Tenho um post sobre isso no forno, e assim que concluir as pesquisas nos blogs das mamães amigas vou postar. Vou linkar esse seu tb, tá?
Beijos,
Nine
Ai querida e é como você disse: Isso é apenas o começo!!!
Aqui em casa também tinha uma bebê boazinha, que adorava frutas, comia um mamão inteirinho no lanche. Mas, foi abduzida!!!
No lugar deixaram uma menina birrenta, cheia de vontades, impaciente, que interpreta choro como inguém e que não quer mais comer nenhuma fruta. Se insistir, ela têm ânsias de vômito!
E já está com três aninhos!!!
kkkkkkkk
Bjos!
Juliana Almeida
www.blogdabebel.com.br
oh god!
ou é isso ou são os ets que abduziram outra criança...
boa sorte, amore!
bjo
Nossa!!
Esse post poderia ter sido escrito por mim!! Béatrice esta igualzinha, igulazinha!! Seletiva nos legumes e esta com implicância com algumas frutas, principalmente a banana. Essa so vai se eu fizer no vapor e com umas pitadas de canela (não e boba não né!?)...
Tem uma coisa que eu faço diferente aqui... Ao invés de perguntar as coisas para ela, começo logo com uma afirmativa, do tipo "é hora da Béatrice comer!", "nos vamos passear e bla bla bla", e por ai vai. Eu normalmente começo o dialogo assim, previnindo-a do que vai acontecer. De toda maneira, eu recebo o não como resposta, mas ela fica avisada de que, naquele momento, é para fazer o que a mamãe esta pedindo. Sacou a diferença?
No mais, vamos encarando essa fase de pre-birras! Haja criatividade e paciência!
Beijocase!
Nossa Sarah deve ser uma das fases mais difícies mesmo. E eu ainda vou passar por ela. Antes de ser mãe eu ia em algum lugar e via um filho ou filha fazendo isso e pensava: Meu Deus como a mãe deixa, ou como será que esse "ser " foi criado. Hoje sendo mãe vejo como julgamos errado demais, toda criança passa por isso. O alívio é saber que é uam fase e que vai passar né. Força ai! Bjos
Ai Sarah, realmente essa fase é medonha e cansativa né, mesmo sabendo que se trata de fase, é chato mesmo!
Nós ( na faculdade) Chamávamos essa fase de "adolescência infantil", uma dica é vc tentar trocar o "vamos?" ou "quer esse?", que a resposta dele pode ser não, por "vc prefere esse ou esse?", "vc prefere ligar para a vovó, ou para o vovô?" Coisas assim pode facilitar, já que ele não tem a alternativa não!
Na hora de ele estar fazendo alguma coisa que vc diria para não fazer, tentar trocar por um, "vamos brincar de outra coisa"... e tirar a atenção daquilo que não era para fazer.
Algumas alternativas como essa, podem facilitar um pouco aquele dia-a-dia cansado, que no final fica cheio de birras, a gente perde a paciência e eles tb, vira uma chatisse né?!
Boa sorte com a nova fase! hehe
Beijão!
Bah, Sarinha, bem vinda ao clube!!!
Que coisa neh, todos eles passam por essa fase, e parece que depois que ela começa não acaba mais! Não é querer desanimar não, mas é assim mesmo!
O Lucas tb é assim, tem dias que é um amor, o amor de sempre, mas em certos momentos vira um terrorzinho, hehehhee
Viu, queria te pedir uma dica! Sabe quando vc linka algo no blog? Eis que fui tentar abrir o blog da Flávia, mas cliquei com o botão direito para abrir numa nova guia, afim de não sair do seu blog, e apareceu uma mensagem contra copias (ai, amiga!!!). Como é que vc fez? Eu até que gostei, quero fazer lá no Mil Faces tb. Vc me explica?
E agora, então, vou publicar o comentário e voltar lá e clicar no link com o botão esquerdo então e aí sair do seu post...
Como estão vcs aí com essa chuvarada toda??? Menina, dá até medo de viajar!!!!
Big beijos
Ju
Big beijos
Ui, só em ler este post, fiquei com medo de pensar no que está por vir. Vamos enfrentar, né amiga???
Freud explica! é a hora da atitude, sarah! leia, se informe com profissionais que confie, perceba erros de educações próximas, escolha sua estratégia e persista.
Não sinta vergonha: criança faz destas coisas mesmo, o que muda (e deixa de irritar quem está assistindo a cena) é a atitude da mãe. Nada pior que a criança tocando o terror, enquanto a mãe faz cara de paisagem ou fica gritando e correndo atrás do menino descontrolado... Ui!
Deixei Alice no chão do shopping uma vez, me escondi atrás da pilastra e fiquei observando, quando vi que ela me procurava sem gritar, já calma, apareci - deste tipo, só aconteceu uma vez... até hj tem birras e eu (tento) jogo duro. Mas já sinto que com Arthur vai ser beeeeem diferente!
beijoca, boa sorte e paciência no atacado!
Querida Sarah, normalzaço tudo isso que vc relatou do Bento. Segredo: muita paciência, amor e firmeza!!!
Olhe pra ele não como um ser birrento que só sabe dizer "não" e te contrariar, mas como um menininho-individuo que agora está aprendendo do que gosta e do que não gosta, e que tem grandes dificuldades de lidar e expressar tudo aquilo que está sentindo. Eu sei que você já sabe disso tudo, mas sempre vale reforçar, afinal não é fácil!
Eu, aqui em casa, tenho tido muita sorte com meu pequeno, que não é muito birrento não. Mas mesmo assim, no pouco que ele faz, sempre me ajuda muito muito todas estas leituras que vc indicou, mas tambem o livro do Carlos Gonzalez "Besame mucho", vc já leu? Eu tenho ele em arquivo digital em espanhol, se quiser te mando por email. Além desse, a Criança mais feliz do quarteirão (the happiest toddler on the block) e the no-cry discipline solution. Eu sei que a gente não tem muito tempo pra ficar lendo tantos livros, mas esse é um assunto tão importante, que acho que vale a pena tentar, nem que seja alguns trechos pra inspirar o melhor caminho.
É isso, querida. Muito boa sorte e parabéns! Seu bebê está crescendo!!!
Beijos,
Lu
Ah sim, o comentario da Ana Paula acima me lembrou que realmente, uma boa estrategia é não perguntar se ele quer, dando margem pro "não", mas sim dar opções do tipo "você quer comer batata ou cenoura?", "quer tomar banho com o pato ou com o barquinho?", e por aí vai...
Mais uma vez, boa sorte!
Ai meninas, que bom saber que não acontece só com a gente! As birras são naturais mesmo, o difícil é aprendermos a lidar com elas.
Adorei as dicas de vcs. Essa de trocar as perguntas por afirmativas eu faço de vez em quando, mas confesso que nem sempre me lembro! Vou aplicar essa mais vezes, vamos ver o que acontece.
Quanto à técnica de tirar a atenção do que não quero que ele faça, essa eu uso com mais frequência, o pai é que prefere repreender para que ele aprenda. Enfim, aos poucos vamos nos acertando...
Obrigada meninas!
ai, amiga, se hoje não tivesse chovendo tanto, eu ia até aí. to precisando... esse final de semana (15/16) é niver do beto, então, podemos tentar marcar no outro?? ddesculpa... saudades...
Oiii, entao te mandei um e mail com as informaçoes da medica e como foi comigo... bjus
Ihhh, amiga! Isso só começou... rs.
Mas, eu acredito que o Bento será bonzinho e não te dará tanto trabalho. Sabe que a Clara começou com isso com um ano e três, por aí? Beeem antes... Deu uma trégua, agora voltou (yes, the terrible two)...
Em casa eu não ligo, ela pode se jogar o quanto quiser no chão, dou as costas e pronto. Mas, na rua, é super complicado... eu já perdi "a vergonha" em público, porque ela faz birra na rua praticamente sempre, nem que seja só na hora de ir embora porque não quer ir ou algo assim... Aff! Mas tudo é muito pior se ela está com sono. O duro é que eu sei que ela está com sono, mas quem assiste a cena, não, acha que ela é assim o tempo todo, e não é. Aff!
É difícil, mas, com muita paciência e amor, aos pouco sobrevivemos e isso passa, né, amiga?
Beijos.
Oi Sarah, finalmente consegui dar passada aqui. E adorei tudo que consegui ler, mesmo mesmo.
Já as birras, confesso que morro de medo delas... Se com o seu Bento que é uma criança tranquila está sendo difícil, imagino eu com o Raphael, que já sabe o que quer desde que chegou da maternidade.
Muita força pra vocês nesses momentos! (e depois conta as dicas, tá?)
Você recebeu meu email?
Beijos,
Ilana
Sarinha querida!!!
Tem selinhos e mais selinhos super combinando com o seu bloguinho lá em casa!
Big beijos
Sarinha, nem me fale em birras... fico neurótica só em pensar nelas, mas o consolo é que a fase passa quando educado coerentemente.
boa sorte, viu?
um bjão
O meu filho mais velho nunca fez muita birra e, se faz, eu falo e ele pára ou, no máximo, fica de castigo. Já o meu sobrinho fazia birras homéricas, tipo se jogar no chão do supermercado porque a mãe não comprou o que ele queria. Isso durou dos 1,5 até os 3 anos mas agora ele está um doce de criança, carinhoso, uma fofura!
Quanto à alimentação com o meu aconteceu a mesma coisa do Bento, no início comia bem e de tudo; agora, só o que ele realmente gosta. Se eu tento algo diferente ele simplesmente sai da mesa e vai brincar ou olhar TV.
Acho que isso depende de cada criança, fazer mais ou menos birra, eles testam os nossos limites para ver até onde podem ir. Espero que essa fase do Bento passe logo. Boa sorte!
Beijo,
Adri
Querida, vi os seus outros comentários e, se quiser, podemos falar por e-mail para ficarmos mais à vontade. O meu é adrialencar@hotmail.com.
Beijocas
Adri
Putz... que chato.
Mas, como todas as outras fases, um dia passa, né?
Pelo menos acho que vc agiu certo: o repreendeu e tentou ensinar a ele que não pode, e pediu desculpas para a moça das laranjas. Vergonha, sem dúvida, mas vc não ignorou, como muitas vezes já vi mães e pais fazendo por aí.
Paciência pra você!
Ei Sara muito legal seu post, sinto que ainda vou passar por isto, e se a minha me puxar ela vai fazer birra e muita, até os 32 anos de idade ( mas depois dos 12 o nome birra vira TPM) rs. Bjos
OI Sarah,
Eu já passei dessa fase e te digo, passa. Assusta mas passa. E outras virão. E nós vamos aprendendo a lidar com os nossos filhos. E o bom é que nós vamos adquirindo mais sabedoria para lidar com essas fases.
Coragem, querida! Você vai passar super bem por essa.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/
AI Sarinha.. sei bem o que é isso... a gente sofre com isso tudo né?
Mas fica calma.. que logo logo piora. kkkk
tranquilex que passará... mas precisa ter paciência (de Jó)..rsss
Mas vc é super carinhosa (vi hoje) e sem dúvida a gente dobra esses pequenos com muito amor :)
bjs
Jacke
ó, tem um monte de selinho pra vc la no blog.
bjão
Nossa adorei esse encontro, bem que eu adoraria ter participado, quem sabe na proxima né?!!
Te encontrei no blog da Clau, to dando uma olhada do seu cantinho e to adorando vou adiciona-lo a meus favorittos..
bjs
http://betestrom.blogspot.com/
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