Ontem Bento voltou para a escolinha, para o tal curso de férias, um esquema especial de funcionamento durante as férias escolares. Nos primeiros momentos, Bento grudou em mim e não queria ficar. Mas esse grude durou... uns 5 minutos, no máximo. Logo viu a piscina de bolinhas e foi correndo brincar. À tarde, ao buscá-lo, estava feliz da vida e continuou o dia de brincadeiras correndo pela calçada, jogando bola em casa, brincando de pega-pega com o pai.
Hoje já acordou sozinho pela manhã, às 6:30 (ontem precisei acordá-lo). E, após o mesmo mini-choramingo ao chegarmos à escola, pegou a tia Mássia (Márcia) pela mão e foi para a cozinha pedindo acha (bolacha).
Por um lado, tudo isso me tranquiliza por saber que o pequeno ficará bem enquanto trabalho, mas me traz de volta alguns dilemas. Para explicá-los, volto um pouco no tempo.
Antes de engravidar, eu trabalhava como tradutora freelance, em casa. Recebia os trabalhos, fazia tudo em casa e devolvia pronto no prazo estipulado. A grande vantagem da liberdade de poder fazer os meus horários (o que incluía começar a trabalhar mais tarde, se eu quisesse, ou tirar um dia de folga) trazia também a desvantagem de, muitas vezes, precisar trabalhar em finais de semana e feriados (não por que eu quisesse, mas para atender prazos de trabalhos que chegavam às sextas-feiras).
Até que, durante a gravidez, recebi uma proposta para trabalhar como interna, com horário determinado, na empresa em que estou hoje. O que mais pesou foi ter um salário fixo, já que, como freela, ganhava por trabalho, ou seja, era uma remuneração variável, que rendia meses bons e outros ruins financeiramente. Com a proximidade da chegada do pequeno, ter um salário fixo e bom era uma segurança para nós. Na época, morávamos em outra cidade e marido também estava trocando de emprego. Tudo isso contribuiu para que eu aceitasse a proposta.
Porém, como mãe de primeira viagem, não sabia o que estava por vir. Não sabia o quanto um bebezinho demanda da gente, desde cuidados e atenção até em brincadeiras. Quando voltei a trabalhar, Bento tinha 5 meses e estreou na escolinha. Até que foi tranquilo no princípio, mas comecei a sentir saudades de estar sempre com ele.
Conforme ele foi crescendo e mostrando outras necessidades, vi que estar na escolinha não era assim tão ruim. Vi que isso me proporcionava um pouco de tempo, de contato com outras pessoas, de aprender coisas novas, de poder almoçar com calma sem precisar engolir a comida.
Quando passamos um período grande juntos agora no período das festas de fim de ano, vi o quanto é cansativo ficar o tempo todo com ele. É uma delícia? É. É divertido, gostoso, enriquecedor? Sem dúvida. Mas também é exaustivo. Porque ficar com ele em casa não significa unicamente brincar. Significa inventar novas atividades, criar várias brincadeiras diferentes... mas também fazer comida, cuidar da casa, das roupas. E as tarefas domésticas são a parte mais chata e ingrata de quem trabalha em casa.
Nunca tive empregada. Tenho uma faxineira que vem uma vez por semana, mas sempre sou eu quem lava a roupa, faz comida e supermercado, cuido da gata, lavo louça, mantenho a casa em ordem. E, antes que alguém pergunte, marido até ajuda de vez em quando.
Nessa semana a Mari fez um ótimo post sobre o dilema da maternidade x carreira. Realmente, quando as festas de fim de ano estavam acabando, estava até ansiosa por voltar ao trabalho, pois estava cansada de ficar em casa. Concordo com ela que uma mãe realizada é uma mãe melhor - seja qual for sua opção, trabalhar fora ou ficar em casa com os filhos.
Daí que cheguei ao meu dilema. Gosto de trabalhar fora, mas queria passar mais tempo com o Bento. Gosto de ter minhas coisas, meu dinheiro, meu tempo, mas é extremamente cansativo chegar em casa após um dia de trabalho, com Bento também cansado da escolinha e pedindo atenção, e ainda ter que cuidar da casa e fazer jantar. Para mim, limpar casa é uma perda de tempo enorme (já que logo estará tudo sujo de novo), apesar de essencial, claro. E não aguento fazer as tarefas domésticas depois que ele dorme, quase 21h, já que levanto às 5h40 para trabalhar e também preciso descansar.
Se Bento nascesse hoje, eu faria algumas coisas diferentes. Não voltaria a trabalhar com ele tão pequeno. Esperaria ele fazer pelo menos 1 ano antes de colocá-lo na escola. E talvez em meio período, não integral. Aí sim, poderia voltar ao trabalho e, ao mesmo tempo curtir o pequeno. Ou então, nem voltaria a trabalhar fora, mas continuaria trabalhando de casa, como era antes. Não acho que conseguiria parar de trabalhar e me dedicar só à casa e família (e admiro quem consegue!), acho importante fazer algo diferente das atividades domésticas, algo nosso, que nos faça sentir úteis e reconhecidas (pois, como bem disse a Mari, "dentro de casa ninguém reconhece uma pia brilhando e todos chamam de sorte a filha bem educada e o bebê feliz" - leia o post completo dela aqui). E mesmo se estivesse trabalhando em casa, acabaria colocando Bento na escola em meio período em algum momento, para que eu conseguisse trabalhar (pois levá-lo para trabalhar comigo comprovou que é complicado conciliar as coisas).
Acho que, daqui a algum tempo, vou voltar a trabalhar em casa, por vários motivos: para ficar mais com o Bento, porque é o tipo de trabalho que mais gosto de fazer (na empresa tenho outras funções que não tinha como tradutora externa), porque vamos nos mudar esse ano para uma casa que fica mais longe do local de trabalho (e, em SP, isso significa tempo perdido, trânsito, estresse), porque quero ter mais um filhote. São muitos motivos. Na verdade, acho que toda mãe passa por esses dilemas. Mas acho que, o mais importante, é nos sentirmos bem, realizadas, trabalhando fora ou não, pois isso se refletirá na mãe que seremos para nossos filhos.
Há uma hora



29 comentários:
Concordo contigo Sarah, de que temos que nos realizar para sermos melhores mães!
Eu trabalho em casa e acho que é uma boa saída. Consigo ficar mais tempo com eles do que se eu tivesse que ir ao escritório, mas mesmo assim vão na escolinha. É impossível trabalhar com eles!
Bjs
Foi a minha saída também!
O joaquim não vai à escola, mas eu conto com a minha mãe 3x por semana para olhá-lo enquanto eu trabalho. Nos outros dias, é uma lambança. Eu vivo cansada, às vezes trabalho no fim de semana, quando o pai olha. Mas vamos levando.
Como a minha opção era continuar amamentando até cair (tá quase, quase, minha amiga)e por questões variadas tb eu não queria parar de trabalhar, essa foi a única saída.
Ainda assim compreendo quem gostaria de dar um tempo na carreira para viver o "papel" de "mãe 24h"... mujitas vezes, mesmo com flexibilidade, salário e tals, eu tenho vontade de dar uma pausa, para tentar fazer bem pelo menos uma coisa (aquela história de fazer um monte de coisas mais ou menos me perturba).
Mas aí chegam as férias e eu vejo que o que me cansa não é o trabalho... é essa coisinha que eu amo tanto.
Então tá bom assim...
bjo
Nossa, que complicado.
O meu pequeno ainda nao nasceu, mas eu juro que esse dilema ocupa bastante meus pensamentos. Atualmente, trabalho a 3 quadras de casa, volto pra almocar e tenho bastante flexibilidade, mas com o cansaco da gravidez (e imagino que será multiplicadíssimo com a chegada no neném), eu vivo sonhando em passar uns tempos em casa... só que como vc, nao me imagino sem trabalhar.
Será que trabalhar de casa é uma opcao legal? Vc chegou a trabalhar de casa dps que o pequeno nasceu?
beijos!
Penso demaaaais nisso, vc sabe. Ando meio desanimada com a tradução, nossa área em comum, mas é o que sempre fiz e o que sei fazer, bem ou mal me sustenta. Trabalho em casa e tbm me pergunto como conseguirei conciliar, mas não penso em sair de casa. Talvez ficarei aqui 1 ano e meio/dois e, então, pequeno irá pra escolinha e posso ou estudar algo diferente ou voltar para a tradução em casa mesmo. As contas ficarão apertadas nesse um ano, certamente, mas ficarão assim. Temos que abrir mão sempre de algo, né? sei que será duro abrir mão do meu dinheirinho, mas.... não vejo outra saída. Talvez se eu tivesse essa proposta razoável, como vc teve - I know..., eu bambearia. Mas, o primeiro é o primeiro e a gravidez já me consome! IMagino a cria...
Numa entrevista há alguns anos Tom Jobim foi indagado sobre sua experiência de viver numa "ponte aérea" entre Nova York e o Rio. Acho q a resposta dele reflete bem esse dilema tão humano de estarmos eternamente sentindo falta de algo: "Viver em Nova York é lindo, mas é uma droga... Já viver no Rio é uma droga, mas é lindo!". Deve ter sido essa a nossa verdadeira punição ao sermos explusos do paraíso divino: tudo não teremos jamais... Bjs.
Ai Sarinha! Início de ano, época de reflexões e vontade de mudar. Vc sabe da minha opção de ficar em casa cuidando do filhotinho desde que ele nasceu né? Mas abriu um concurso para a minha área e eu fiquei muito tentada a fazê-lo. Mas fui pesar os prós e os contras e fiquei desestimulada. Para começar, eu teria que fazer um cursinho intensivo para me preparar. Isso incluiria aulas todas as manhãs e tb aos sábados (fora o investimento $$$ no curso). Depois, as vagas para minha cidade eram somente 2...para cidades próximas, 5 vagas apenas. Ai...acabei desistindo. Eu iria me sacrificar muito e com pouquíssimas chances de passar. Mas continuo neste mesmo dilema. Gostaria muito de trabalhar meio turno apenas, mas sei que esse emprego dos sonhos é praticamente impossível na minha área. Como vc pode ver, sou mais uma mãe com o coração inquieto.
Grande beijo.
Ótimo post Sarah, entendo muito bem você! Eu optei por ficar em casa, e realmente as vezes é bem difícil, esse lance de dizerem que o filho bem educado, calmo e feliz é sorte me deixa muito irritada, não sabem o quanto me viro em mil para isso tudo... Mas sem dúvida é ótimo estar sempre por perto dela, quando ela for maiorzinha, lá pelos 2 anos e pouco, pretendo por na escolinha, meio turno, mas vai ser importante para ela e para mim...
Também quero mais um bebezinho!!!
2011 vai ser o ano dos bebês!!!! hahah
beijão!
Nossa, gostei do seu blog, tb vou voltar ao trabalho mas meu filho ainda é muito pequeninho, to apavorada!!!!
Adorei o post!
passa lá no meu!!!
Jana
Amore lendo toda sua historia até o final chegou em mim. FOi exatamente o que fiz, larguei a profissão Nutricionista com horário fixo em cozinha industrial, pra cuidar da minha linda. Faço apenas trabalhos free, que não dão muito lucro, todas nós sabemos disso. Mas ficar com ela, foi valioso pra mim. Agora pra vc deve ser bem puxado a rotina.
Algumas escolhas na vida podem ou não serem feitas depende da cituação na época, né?!
Dificil.....decidir não ter salário mas cuidar do pequeno ou ter salário e cuidar do filho, casa, roupa...UFA ISSO CANSA!
Querida Sarah, minha conclusão é: uma vez que temos filho, não importa se trabalhamos fora ou não, o trabalho é sempre dobrado. Então, resta experimentar o que fica menos cansativo.
Agora, já que vc tem tantos motivos extras pra trabalhar em casa (outro filhote? oba!!!), te desejo toda a sorte! Eu que tenho conciliado tudo em casa, percebi que o melhor é manter uma organização sã, mas não perfeita. Eu tb odeio tarefas domésticas, mas qdo não temos como passa-las adiante, pra mim o melhor é estar em casa mesmo... E aproveitar as brechas do dia a dia pra sair sozinha, tomar um café com as amigas e respirar outros ares!
Beijos e sorte na sua decisão!
Lu
sarah, como vê, nós te entendemos! rá!
já tive muitas fases profissionais desde que o caio nasceu, mas todas com flexibilidade de horários, possibilidade de trabalhar de casa e tals. Mas a grana sempre deixou a desejar. Esse ano trabalhei feito uma louca e ganhei pouquíssimo, o que me fez pensar muuuuito em arrumar algo mais fixo, carteira assinada, essas coisas. Mas estou investindo no doutorado, e isso vai ter que esperar. Estou grávida de novo, e mil crises me assombram: vou dar conta de terminar o doutorado com 2 filhos, como vai ser esse ano com bebê em casa de novo, etc etc etc... Mas, tento controlar a ansiedade e ir fazendo as coisas aos poucos, tateando onde vai dar pra chegar. Mas, sem dúvida, mesmo com pouca grana, pouca estabilidade, passando alguns perrenques, acho bom ter essa flexibilidade, pra poder curtir mais o filhote. A idéia de colocar meu bebê em uma escolinha com cinco ou seis meses me apavora e, por hora, está fora de cogitação.
Não é fácil, mas a gente acaba achando o melhor caminho para nós (que pode não ser para os outros).
Força aí!
beijo
thaís
Li o post da Mari, agora li o seu e me identifiquei com ambos. Sinto o mesmo: gosto de trabalhar, de fazer algo para mim, mas quero mais tempo com minha filha, ou filhos, se tiver outro, porque 8 horas diárias de trabalho viram 10, 12 fácil, fácil e aí o dia passa, a semana passa e vc fica parada lá no tempo em que seu bebê ainda só mamava no peito.
Enfim...mas isso ainda vai demorar. Sorte de algumas mães que conseguem fazer seus tranalhos mais maleáveis.
Beijos,
Nine
Saritcha flor do campo...
Eu gostaria MUITO de ficar com a minha pequena. Senti pra caramba de deixá-la no berçario nessa segundona. Concordo que é mega cansativo cuidar dela e da casa, mas é muito pouco tempo que fico com ela... Saímos de casa 7:15, e só volto a vê-la às 17:00... Chegando em casa ÀS 17:30 +- e ela dorme Às 19:30 ~20:00... MUITO POUCO TEMPO!!!!
Se eu tivesse a oportunidade de trabalhar 4 a 6 horas diárias, com certeza eu ficaria mais feliz... D:
Tomara que vc volte a trabalhar em casa loguinho!
Bjocas,
Carol
Com certeza toda mãe passa por este dilema.
Eu fico pensando às vezes se eu não deveria ficar mais um semestre com a Lara e só voltar para a faculdade no segundo semestre, quando ela terá quase 1 ano.
Mas então penso que já fiquei 1 ano fora de circulação na sociedade, e quero logo voltar a ter uma vida social satisfatória, ou pelo menos conversar com pessoas sem ser pela internet.
Me dá uma dó deixá-la tão nova...
Mas estou com você, não aguentaria não trabalhar ou estudar para ficar só por conta da casa. Isso é, quando eu tiver a minha casa né?
Penso inclusive de ser tradutora freelancer, que nem você! hehe Depois trocamos umas idéias! Deixa só eu entrar pra facul de letras primeiro né?
Beijo!
Concordo que bom para o filho é uma mãe feliz.
Larguei tudo, trabalho, estudos e até minha vida social pessoal (só com amigas) para cuidar da minha Bebel. Não me arrependo. Faria tudo de novo! Mas, confesso que não é fácil. Não temos dinheiro próprio (dependemos do marido pra tudo), não somos reconhecidas, ficamos isoladas da sociedade, recebemos muitas críticas de familiares e de amigas por essa decisão...efim...
Mas, quando penso em ter que trabalhar e deixar minha filha doente na escolinha, morro!
Agora ela estuda meio período e eu estou tentando voltar ao mercado de trabalho e estudar. Sou advogada e pego algumas causas esporádicas, mas ainda é tão difícil recomeçar!
Bjos!
Juliana Almeida
www.blogdabebel.com.br
Sarah,
estava pensando exatamente nisso ontem. Em como a minha carreira interfere na minha relação com o Isaac. Por vários motivos. De várias maneiras.
Mas acredito que a escolinha seja enriquecedor pra nós e pra eles. Criança conviver com criança, ter contato com gente que estudou pra lidar com criança, atividades programadas. Aprender a dividir, respeitar espaço, ter horários estabelecidos.
Isso eles não vão ter em casa, por mais amor que a gente dê.
Maso que vale é "mãe bem, filho mais que bem".
Bom,
meta importantíssima pra 2011 é fazer um firacão passar na minha vida profissional.
veremos.
bjocas
acho um absurdo ter filho pra depois enfiar numa creche mais de oito horas por dia,. judiacao, criança pequena nao precisa aprender, interagir nada disso tem que ficar em casa com a mae ou com a baba e vc ja pensa em outro filho pra que enfiar os dois na creche o dia tdo,é facil pagar alguem pra descobrir todas primeiras coisas deles...
Eu optei por ficar em casa com o Leo e sinto-me completamente realizada. Imaginar-me a trabalhar, colocar o Leo na Escolinha e ao fim do dia ainda ter que fazer as tarefas domésticas me deixa doente. Para mim faz mais sentido ficar em casa tratar do Leo da casa e quando o marido chega a casa sermos uma família descansada sem mais tarefas que a brincadeira e convivência mutua :) e tal só faz sentido porque me sinto realizada claro.
Também concordo que s´mãe feliz e realizada consegue fazer filho feliz
Um beijo
Olá Sarah,
Estou com os post aberto desde ontem e só agora consegui parar para comentar (pasme - coisa de mãe em casa com dois filhos e infinitas tarefas - se eu estivesse trabalhando já teria conseguido comentar - rá!).
Eis o problema da nossa sociedade atual. Má divisão de trabalho e de tarefas, tanto em relação ao mercado x trabalhador, quanto em casa (não é meu caso, tanks jah). Percebi algo nos comentários dos dois posts (exceto o anônimo desaforado): a maioria das mães respeitam as opções das outras e as que trabalham gostariam de poder contar com uma jornada de trabalho menor ou mais flexível fora de casa... As que estão trabalhando de casa são as mais bem resolvidas (ficam perto do filho e tem uma vida fora a doméstica). Percebeu?
Esta é a minha utopia: jornada flexivel ou de 30 horas semanais para ambos os gêneros, assim poderemos viver e cuidar da nossa família. Nas grandes cidades, além das 40 horass, passamos entre uma e duas horas no trânsito, são mais cinco a dez horas por semana PERDIDAS. Não há força de trabalho que consiga se refazer para o dia seguinte.
E ainda são poucas as mães que conseguem ficar em casa por um tempo até o bebê crescer: ou estão fora do brasil, ou o marido é muito bem remunerado para sustentar três. Casos de maridos que ficam em casa cuidando do bebê, então, raríssimos (o que nos mostra bem como estão divididas as tarefas em casa). É claro que falamos aqui que ruim é ficar em casa a vida toda fazendo isso. O ideal seria mais tempo de licença, como em países civilizados.
Como eu já disse lá no post, mesmo que eu pudesse eu não faria esta escolha. Em casa (filhos x marido x casa), eu não seria feliz (simples assim). E, anônimo, mesmo indo para a creche desde bebês, garanto que meus filhos são felizes e seguros. Muito mais do que o filho de muita gente por aí, que mesmo com atenção "exclusiva" 24/7 (de mãe, avó ou babá), vive carente.
Me surpreende o anônimo achar que em geral é melhor um bebê ficar em casa com uma pessoa, normalmente pouco qualificada, do que estar num ambiente preparado, com profissionais treinados. Para mim as duas opções são válidas, cada uma para um perfil de trabalhadora, com os devidos e necessários cuidados. A opção de uma creche ruim pode ser desastrosa, tanto quanto a escolha e o revezamento de babás ruins (sou cercada de casos assim, pq aqui comum é babá).
Precisamos aprender a respeitar as opções ds pessoas. Felizmente hoje temos mais opções. Temos muito o que caminhar, mas penso que é muito melhor que a mãe tenha a OPÇÃO de ficar em casa (para sempre ou por um tempo) e a OPÇÃO de trabalhar.
Felizmente o que se viu lá no blog foram muitas demonstrações de respeito, mesmo a crítica foi feita com muito cuidado e com nomos assinados.
Sarah, desculpe o comment post style, mas este comentário do anônimo me incomodou - não pela crítica, nem pelo conteúdo, não mesmo, neste tipo de assunto ouço críticas há cinco anos "vai pra creche? ó coitadinha, tão pequena! não teve ninguém de confiança para deixar não, né?" "não, porra, esta é a minha opção: RESPEITE! ACHO A MELHOR!!!".
O que me incomodou foi a falta de autenticidade para iniciar um debate, além de postar apenas um desaforo! Pena pena!
Só um pitaco: já pensou em aumentar a frequencia da faxineira? Talvez desse uma aliviada na sua rotina, ainda mais que você está sozinha com as tarefas...
Mais uma vez desculpem, todas, por tanto blá-blá-blá...
Beijoca!
Nossa Sarah é um dilema e tanto mesmo. Eu parei de trabalhar em setembro e estava decidida a voltar agora em janeiro. Mas é tantos prós e contras que acabei optando por mais um ano em casa com o pequeno. Vou dispensar a babá, arrumar uma ajudante pra casa e enxugar as despesas aqui. Sem o meu salário agora significa uma vida um pouco mais simples, mas confesso que acho que vai valer a pena. Como vc consegue trabalhar em casa ajuda né. Adorei a sua idéia de mais pra frente voltar a trabalhar em casa, deixar o Bento meio período na escolinha e quem sabe mais um filho né. Acho que a escolinha tem muita coisa positiva para as crianças e logo logo quero procurar uma pro Felipe. Um bjo pra vcs!
Concordo plenamente contigo amiga, é bom trabalhar fora ,mas dá muita saudades do filhão, mas é preciso !!!Neste ano vou colocar o João na escolinha ,fizemos a matrícula hoje, acho que foi a melhor coisa que fiz,lá ele estará melhor cuidado pra que eu possa trabalhar sossegada.Eu trabalho não por prazer ,mas por necessidade, mas acho que se eu não precisasse tanto também não saberia mais ficar só cuidando de casa!
Ai, adorei o post Sarah.
Estava num dilema no final do ano. Decida a voltar ao batente fora de casa, numa dinâmica de grupo eu surtei, e resolvi que não estava pronta para voltar. 1º que o salário não compensava para pagar uma creche e 2º que com o dindin do marido ainda dá pra viver.
Se eu estivesse de licença maternidade tudo bem, voltaria numa boa.
Ai como nós mulheres sofremos com isso. É duro essa tripla jornada de trabalho, admiro muito vcs.
Daqui a pouco será a minha vez.
um bjãoooooooooo
Sarah,
já tinha lido o post da Mari e, lá e cá, concordei com tudo. Recentemente reclamei no trabalho que passava pouco tempo com Mariana. Foram super compreensivos, liberaram para eu chegar mais tarde, sair mais cedo e tudo o que eu queria. Aí que parece que estou encontrando o equilíbrio. Me divido em mil tarefas mas consigo dar o melhor de mim em (quase) tudo. Sou ÓTIMA mãe. E não tenho vergonha de afirmar isso. Só fico na internet em casa quando Mariana está dormindo. Nos finais de semana meu tempo é 100% dela. À noite também. Dou atenção, dou carinho, ensino, levo ao médico, participo da vida escolar dela. E ela se orgulha da mãe que tem. É uma ótima equação. De outro lado, exerço minha profissão, para a qual estudei tanto. Consigo ter uma vida de profissional legal. Só não tenho tempo para manicure, salão, pilates, dança ou outras atividades. Esse tempo, que tinha antes, dei para a Mariana. Meu pai vive dizendo, 'não existe almoço grátis'. Na minha conta, cortar futilidades foi a forma que encontrei de sobrar mais tempo para tudo o que é mais importante.
Agora, para finalizar, não dou o direito de ninguém vir julgar ou criticar a vida que escolhi para mim ou para minha família. Nem levo esse assunto para discutir lá no blog. Não vou entrar em bola dividida por algo que está bem resolvido.
Desculpa o tom, mas é que ando meio cansada de ler posts 'condenatórios' porque alguém trabalha, ou porque alguém não amamenta ou porque alguém resolve fazer alguma coisa fora da cartilha de mãe sensacional.
beijo e boa sorte!
Sarah,
cheguei aqui pelo blog da Mari, mas confesso que já tinha visto cometários seus em vários outros blogs e ainda não tinha tido tempo de vir aqui te conhecer.
Por quê? Porque cuido do meu filhote com pouca ajuda. Sou psicóloga e tinha dois empregos até ele nascer: um de meio período que pagava mal, e o consultório. Quando ele nasceu, larguei o primeiro pra cuidar dele e ficar só com o consultório. Tem funcionado, mas eu me desdobro e fico angustiadíssima de deixá-lo com a empregada quando saio. Pretendo colocá-lo na escola agora em fevereiro, para dar uma aliviada e poder alavancar minha vida profissional.
Escolhas difíceis, né?
Depois volto aqui pra ler tudo com calma.
Beijos,
Ilana
11sao3.blogspot.com
Sara,
Não tenho filhos ainda, mas tenho bastante experiência com criança porque sou professora. Além disso, toda mãe de primeira viagem que conheço já quis fazer isso um dia e largar tudo na vida para ficar 24 horas ao lado do bebezinho frágil e lindo. A maioria até faz isso, mesmo sem condições financeiras. A começar por minha mãe, não conheço uma que não se arrependa depois.
Depois o Bento cresce e cria asas e só então você percebe que cuidou mais dele do que de você mesma, que para ficar perto dele deixou de fazer um monte de outras coisas que queria na mesma proporção, e aí?!?
Tenho 2 irmãs que tiveram filhos e não puderam parar de trabalhar. Meus dois sobrinhos foram para a creche desde os 3 meses de idade. Resultado: Quase hominhos agora, um tem 3 anos e o outro já vai fazer 10. São totalmente independentes, inteligentes, felizes e não ficam chorando na barra da saia de minhas irmãs quando elas precisam se ausentar para fazer alguma coisa urgente ou mesmo que elas gostam de fazer sem eles.
Pense numa coisa: antes de pensarmos em deixar um mundo melhor para nossos filhos e de criá-los em uma redoma de vidro, temos que pensar em deixar filhos melhores para o nosso mundo.
Talvez quando eu tiver um filho eu também mude de ideia, mas vai ser beeeeeeeeeeeem difícil, viu!
Ah Sarah! São tantos os dilemas... o Octávio está com 2 meses, e provavelmente com 5 meses ficará na creche, aí como dói o coração!
Entre erros e acertos vamos tentando fazer o melhor!
Um beijinho!
Patricia Novaes
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