30 de novembro de 2010

Amiga secreta presenteada!

Acabei de ver um recadinho aqui no blog dizendo que o presente que enviamos para a amiga secreta do Bento chegou. Estava ansiosa para saber se gostaram! Agora já posso contar quem Bento tirou!

Como eu disse no post com as dicas, eu já conhecia o blog dele. Sim, dele, o autor do blog, no masculino. Quem escreve o blog é o pai: Renato, do blog Diario Grávido. Bento tirou a Lucia!

Fiquei mega feliz quando vi que tínhamos tirado essa menininha de cabelos pretos, pois acompanho o blog do Renato desde que a Lucia era uma smurfizinha. Ele conta todas as suas impressões do mundo bebezístico desde que recebeu a notícia de que seria pai. O parto relatado por ele, os primeiros pretendentes da Lucia, sua emoção ao ganhar tchauzinho da pequena... tudo descrito em textos divertidíssimos. Quem não conhece o blog corre lá!

E, olha só, o Renato agradeceu o presente que enviamos com um post! Fiquei muito, muito feliz que gostaram. A Lucy do livro é a cara da Lucia! Quem quiser ver o presente que enviamos para a Lucia, clique aqui!

Agora falta o presente do amigo secreto do Bento... quem será que tirou meu pequeno?

28 de novembro de 2010

A nossa árvore

Ontem montamos nossa árvore de Natal.

Lembro que esse dia era uma festa lá em casa. Eu e minha irmã ligávamos o som da sala e ficávamos o dia todo montando a árvore, o presépio e espalhando enfeites pela casa. Dava uma trabalheira, mas era o dia que iniciava os preparativos para essa época do ano que, para mim, sempre foi a preferida.

Ano passado Bento tinha 8 meses no Natal, então montei uma árvore pequenininha mesmo, para não passar em branco. Mas, esse ano, já dá para Bento participar mais. Então comprei uma árvore maior (até porque nem sei onde foi parar a pequenininha, hahaha) e ele me ajudou a enfeitá-la.

Tirando a árvore da caixa...

Ajudando a colocar as bolinhas...

Os outros enfeites...

E admirando o resultado final!

Depois Bento ficou no maior tira e põe com os enfeites. Tirou o "el" (Noel) e o "usso" (urso) da árvore e colocou embaixo, pegou as peças do Caixa Encaixa e pendurou nos galhos... Pelo jeito a árvore vai render várias brincadeiras por aqui.

26 de novembro de 2010

Presente para o amigo secreto do Bento

Acabei de voltar dos Correios. Presentinho enviado!

Deixei para mandar só hoje porque demorei para encontrar um presente que eu gostasse. Mas a moça dos Correios garantiu que o presente chega na segunda-feira.

Desde que rolou o sorteio eu tive algumas ideias do que comprar, mas ainda faltava aquele clique. Queria um presentinho bacana, que eu achasse que combinaria com o presenteado e que ele pudesse gostar. Eu tinha duas coisas a meu favor: o sorteado mora perto da gente (o que garantiria uma entrega rápida) e eu já conhecia o blog dele. Então tinha algumas pistas de presente que poderia escolher. Mas ainda não tinha gostado de nada... Até que tivemos a ajuda do pai do Bento, que fez uma sugestão perfeita. Espero, de coração, ter acertado na escolha e que a amiga secreta do Bento curta o presente!

Eita! Em um micro-post dei várias dicas de quem o Bento tirou!! Mora perto (estamos em São Paulo) e é menina. Tá, só mais uma dica vai... é mais velha que o Bento. Pronto, chega! Agora só conto quem é quando ela receber o presente. Alguém arrisca um palpite?

24 de novembro de 2010

Segunda despedida e mais do Bentês

Antes de mais nada, o machucado do Bento melhorou. O corte na boquinha está menor, o do queixo ainda está vermelho, mas começou a cicatrizar. Vai uns dias ainda para sumir de vez, mas ele já está todo espoleta de novo!

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E eis que ontem aconteceu a segunda despedida para o cocô. De novo por volta das 18h, já percebi que esse será um ótimo horário para levá-lo ao peniquinho quando iniciarmos o desfralde de verdade. Dessa vez ele não me avisou que tinha feito, mas aproveitei a deixa mesmo assim. Fomos lá, jogamos no vaso, dei descarga e demos tchau, Bento fez tchau com a mãozinha, falou "taaauuu cocô". Foi para a sala. Dali a pouco, voltou para o banheiro carregando a bola. E o que ele fez? Isso mesmo: levantou a tampa do vaso, jogou a bola lá dentro e "taaauuu bóia"...

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O vocabulário do Bento está aumentando bem depressa. Aprende palavras super rápido, às vezes ouve uma só vez e já repete. Fora as palavras que já conhece, mas que ganham mais sílabas ou que ele aprende a pronunciar de forma mais próxima ao correto. Eis as novas inserções no dicionário Bentês:

bêo - cabelo
beça - cabeça
biga - bexiga
bôio - bolo
bião - avião
mião - caminhão
céu - céu
xol - sol
pepel - papel
xai - sai
tãpú - shampoo
tau - tchau
gadá - guardar
duda - ajuda
pitá - pintar
líbu - livro
gatu - gato
mea - meia
pipa - pipa
cota - corta
Zulia - Julia (a prima)
el - Papai Noel
quica - Corinthians (hahahaha)
ábi, ábi - abre (sim, ele sempre fala duas vezes)
cuta, cuta - escuta (além de falar a palavra duas vezes ainda coloca o dedinho indicador na frente da boquinha, como pra gente fazer silêncio e escutar algo. Essa do dedinho ele aprendeu com a vovó Irene)

Algumas palavras foram aprimoradas, como chupeta, que era pitê e virou peta, e suco, que era o fofo cuco e está virando suco mesmo. E também já diz, para alegria do pai: "Gooool quica!" (gol do Corinthians).

Outra palavrinha que ele usa bastante é quando quer subir em algo (no sofá, na cama, no colo). Antes ele dizia apenas "", agora diz "cabí, cabí" (também duas vezes).

E agora duas fofurices-master.
Primeira: lembram do "Bênte", a primeira tentativa dele de dizer o próprio nome? Pois agora já virou "Bento" mesmo. Ele enfatiza a letra "e", soa como ""Bêênto". Mas já sabe o nominho dele!

E a segunda fofurice é uma palavrinha nova que ele não apenas diz, mas está aprendendo a usar: "xensa". Sim, ele está pedindo licença! Diz principalmente quando quer passar em algum lugar e a gata Tcheca está no meio do caminho. Aí ele diz "xensa Cá". Filhotinho está aprendendo as regrinhas básicas da boa educação! Não é fofo?

23 de novembro de 2010

Despedida do cocô... e susto com sangue

Duas novidades aconteceram com o Bento ontem. Uma fofa e outra horrível. E aconteceram exatamente nessa ordem.

Após o jantar, Bento parou em um cantinho da sala e começou a se espremer. Perguntei: "tá fazendo cocô, filho?" Ele ficou me olhando e continuou espremendo. Fui fazer alguma coisa na cozinha, depois recolher as roupas do varal, dar comida para a gata... dali a pouco, Bento vem para perto de mim: "mamãe, cocô". Olhei a fralda e ele tinha feito mesmo. Ai que fofo, lembrou de me avisar!! Então aproveitei a deixa para, pela primeira vez, mostrar para ele o que acontece com o cocô.

Elogiei o pequeno por ter me avisado, fui conversando com ele enquanto trocava a fralda: "vamos tirar o cocô? vamos colocar uma fralda limpinha, ficar com o bumbum cheiroso..." Quando acabei de trocá-lo, chamei o pequeno para vir comigo ao banheiro e mostrei a fralda suja: "olha só o cocô, vamos jogar ele fora?". Joguei no vaso e falei: "olha só, é lá o lugar do cocô! agora ele vai embora, tá?" E dei descarga falando "tchau cocô!". E o que Bento fez? Abanou a mãozinha e disse "taaaauu cocô!" Achou o máximo a experiência toda, depois ainda voltou ao banheiro algumas vezes, ficou olhando para o vaso dando mais tchau pro cocô.

Ainda não vou tirar as fraldas dele, mas já que ele está dando seus primeiros sinais, vou começar a mostrar pra ele todo o processo. E assim demos nosso primeiro pequeno passinho rumo ao desfralde.

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Algum tempo depois, Bento brincava e corria pela sala, ainda falando tchau pro cocô. Resolveu ir para a cozinha, correndo. Mas apesar de andar bem já há meses, com firmeza, ainda não corre com tanto equilíbrio. E o que aconteceu em seguida estragou toda a alegria da despedida do cocô: Bento tropeçou nos próprios pezinhos, caiu e bateu a boca na quina do armário da cozinha. Cortou o lábio superior esquerdo, um corte grande, mas superficial. O machucado seguiu até o queixo. Bateu a gengivinha também, o que me assustou com a possibilidade de ter quebrado algum dentinho. Foi uma sangueira só.

Quase morri do coração. Estava sozinha com ele em casa, que gritava e chorava, e não parava de sangrar. Peguei uma toalha para estancar o sangue até que ele se acalmasse. Custou, mas se acalmou. Limpei, passei antisséptico, coloquei gelo... Ficou bem inchado. É uma região bastante sensível e sangra muito... Foi o primeiro susto com sangue que aconteceu por aqui.

Hoje de manhã estava bem melhor. Desinchou bem, está menos feio. A batida na gengiva deixou um vermelhinho acima do dente, mas mexi nos dentinhos várias vezes para me certificar que não quebrou. O queixo está bem avermelhado ainda. O corte no lábio está melhor. Será que vai ficar cicatriz na boquinha?

Que dó do meu pequeno... estava correndo tão feliz! E que raiva desse armário, que raiva de ter estragado o momento tão bacana da despedida do cocô... Que raiva de não conseguir proteger meu pequeno o tempo todo. Por que eles se machucam, por que sentem dor?? Mea culpa, mea culpa...

22 de novembro de 2010

Bento-linus e seu paninho

Vocês se lembram do Linus, da turma do Charlie Brown, aquela do cachorro Snoopy?
Pois aqui em casa temos uma versão real do personagem:Não estão iguaizinhos? A diferença é que Bento não chupa o dedo, e sim a chupeta. Mas ambos têm um amado paninho, que carregam para todo lado. Em inglês é chamado de security blanket (cobertor de segurança, em tradução livre). Em português, objeto transicional ou objeto de transição.

Encontrei um artigo ótimo no Wikipedia (em inglês). Para ler, clique aqui. Um trechinho: "In human childhood development, the term transitional object is normally used. It is something, usually a physical object, which takes the place of the mother-child bond. Common examples include dolls, teddy bears or blankets."

Fiz uma tradução simples: "No desenvolvimento da infância humana, normalmente é usado o termo objetos transicional. Em geral, trata-se de um objeto físico que substitui a ligação mãe-criança. Exemplos comuns incluem bonecas, ursinhos ou cobertores."
A Revista Crescer fez uma matéria sobre o assunto e coloquei um trechinho aqui:
"Chamado de transicional, ele representa um conforto para a criança, que se apega principalmente durante momentos de angústia, medo ou tristeza, como na ausência dos pais. Essa relação de apego é manifestada desde cedo. "No primeiro ano de vida, a criança se liga a esses objetos como forma de conseguir suportar a ausência materna. É como se aquele paninho ou bichinho representasse uma parte da mãe que fica com a criança quando ela está longe", explica a psicóloga Ana Carolina Takenaka Medeiros, supervisora da Brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein."

Desde pequeno Bento gosta de segurar um paninho, principalmente para dormir, nos minutos que se seguem após acordar e para tomar seu leite. Gosta de segurar com uma mãozinha, mexendo-a de um lado para o outro até dormir. Já quando está acordado, inventou a mania de prender o paninho embaixo do pescoço (!) para ficar com as mãos livres. Agora, além dessa técnica, gosta de esfregar no rosto como na foto, ou colocar em um dos ombros, prender virando o pescocinho de lado e ficar com a mão oposta livre (deu pra entender?).

O kit completo inclui o paninho e a chupeta, e ele chama os dois pelo mesmo nome: peta (que antes era pitê, depois petê, agora é peta. Tá quase virando chupeta mesmo. Cadê meu bebê??). Se dou só a chupeta, das duas uma: ou fica parado na minha frente dizendo "peta, peta" pedindo o pano e fazendo com a mãozinha um movimento de abre-fecha, ou corre para o quarto e abre a gaveta onde os paninhos ficam guardados. Abre, pega um, fecha a gaveta e vem para perto de mim.

Esses paninhos são aquelas fraldas de boca maiores, ou então as mais grossinhas, com um pequeno bordado feito pela vovó Irene. Mas, ao contrário do que muitas vezes acontece, Bento não se apegou a um único paninho. Pode ser qualquer um dentre os que ele conhece, não precisa ser sempre o mesmo. Tendo um paninho, pra ele está ótimo.

Dá mesmo para perceber que, com o paninho, Bento se sente seguro, calmo, reconfortado. Inclusive mando sempre um para ele na bolsa da escola. Não sei até quando ele manterá esse costume, se mais para frente vai trocar por um brinquedo, ou se simplesmente vai perder o hábito quando deixar a chupeta. Mas que eu acho muito fofo ele segurando seu paninho... ah, eu acho.

Imagens daqui e daqui.

21 de novembro de 2010

Selo das viciadas

Depois do sucesso do post do papai do Bento, este bloguinho volta à programação normal! E com selinho novo, eba! Esse veio lá da Mari:

E as regrinhas? Dizer em que sou viciada e escolher um blog em que eu seja viciada.

Bom, sou viciada em... chocolate, livros, internet - principalmente o blog (e como isso vicia!) e, claro, em apertar e beijar o filhote!

Agora, escolher só UM blog é sacanagem... Sou viciada em vários, é só ver que tem atualização e corro pra ler... Mas tá, vamos escolher um. E escolhi o de outra Mari, o Diário de uma mãe polvo. Mãe linda de 3 filhotes, super pra cima, não deixa a peteca cair nunca. E não só cuida dos 3 não, mas ainda cozinha, faz a unha toda semana, sai com o maridex, anda de bicicleta, é blogueira... ufa! Quem não conhece, vale a pena uma visitinha!

E esse selinho não tem regra para repassar. Então, quem quiser, pega aí!

Ah, já ia esquecendo. Agora os selinhos ganhos pelo Mãe do Bento ficam todos ali, na barra lateral, logo abaixo dos seguidores >>>>>>>>>. Quem me ensinou a colocá-los assim foi a Adriana, obrigada Adri!

20 de novembro de 2010

Invasão, caos e destruição

No início havia o fim.
Caos e destruição.

Mas, algo muda.
Surge a centelha.
Surge a mulher.
Surge Sarah.

O caos começa a se perder dentro de si.
Implosão!
Mudança.
Amor.

Convivência...
Sexo.
Paz e caos.
Sexo.
Felicidade.
Sexo.
Convivência...

Gravidez!
Gravidez???
Gravidez.
Caos.
Caos!

Barriga.
Cansaço.
Cuidado.
Para ela.
E?
Caos.

Nascimento!!!
Distante, dor.
Choro, alegria!

Surge a luz!
Surge o filho (da mãe!).

Sono, sono, sono!
Para sempre.
Cansaço.
Sono, sono, sono!

Eis que.....
sorriso!
Sorriso!
Dele!
Do nosso filho...
Bento.

Bento.
Conjunto, fruto.
Fruto!
Lindo.
Amado.
Amada.
Sem ela nada há.
Sem ele nada há.

Bento.
Amor.
E todo dia é dia dele causar...
Caos e destruição
(meninos tem disso)

Eu sou Matuzalem.
Minha mulher se chama Sarah.
E nosso filho chama-se Bento.
Meio bíblico, eu sei.

No fim... somos um.
Caos e destruição até que fazem bem.

Obrigado por o acompanharem.
(e desculpem a invasão)

Aquele abraço!
Por trás.
(brincadeirinha)

*post escrito pelo pai do Bento

19 de novembro de 2010

Blogagem coletiva contra a violência


Dezenove de novembro. Dia mundial do combate à violência doméstica contra a criança e o adolescente. A blogosfera se une em mais uma blogagem coletiva e aqui deixo minha contribuição.

Durante a minha infância, nunca presenciei nenhuma cena de violência. Nem contra mim ou minhas irmãs, nem contra primos e amigos. Discussões e desentendimentos aconteciam, é claro, bem como broncas e repreensões. Agora, violência física, com tapas, socos e outros, ou violência psicológica, com xingamentos e insultos, nunca. Lembro que minha mãe, só pelo olhar, passava seu descontentamento com algo. Isso já era suficiente para entendermos o recado.

Eis que, já adulta, conheço uma pessoa que foi vítima de violência quando criança. Dentro de casa, e várias vezes. Contou situações que me deixaram indignada, constrangida, triste. Situações que variaram de tapas e cintadas a surras de mangueira. Os pais usavam e abusavam do velho argumento de que "assim é que se educa". Para eles era algo normal, até comum. O resultado foi um adulto amargurado, ressentido.

E até poderia ser pior. A violência que deixou marcas dentro dessa pessoa poderia continuar se propagando. Felizmente, essa pessoa não repete a violência que sofreu. Tem ressentimentos com os pais, mas não os repassa no filho. Ao contrário. É uma pessoa carinhosa, que ri e brinca com a criança.

Sou contra qualquer tipo de violência, mesmo a tal palmada dita educativa, tão usual tempos atrás e que recentemente virou objeto de lei. Não, não é assim que se educa. Não é pela opressão, pela humilhação, pela tirania. Não é com tapas que se faz valer a autoridade de pais. Isso é covardia, é abusar do tamanho e força maiores de adulto contra uma criança, naturalmente menor e mais fraca. A autoridade deve ser exercida naturalmente, e não imposta. E exercida pelo diálogo. Pelo carinho, pela paciência, pela compreensão.

*Imagem encontrada no blog
Coisa de Mãe.

Esclarecendo

O último post gerou polêmica e discussões aqui no blog, por isso voltei ao assunto para esclarecer alguns pontos. O que mais me motivou foi o comentário da Thaís, que não conseguiu comentar aqui, mas postou suas opiniões no blog dela. Para ler, clique aqui. Como eu talvez não tenha sido clara, vou resumir o que eu gostaria de ter passado:

- Há muitas mulheres que encontram dificuldades em amamentar, e as campanhas de aleitamento materno são muito romantizadas, ao invés de orientar e instruir as mães. Parece que é a coisa mais fácil e natural do mundo, mas na prática muitas vivenciam problemas. Por isso achei que a reportagem poderia ter destacado um pouco esse lado, já que se propôs a falar no assunto.

- Com certeza, nenhuma mãe quer ouvir o filho chorar de fome. Se eu tivesse tentado amamentar, tivesse procurado ajuda e não tivesse conseguido, claro que também daria leite artificial. Até porque acho que uma mamadeira dada com amor é muito mais valiosa do que o peito dado a contragosto. Foi o que resumi aqui: "Concordo também que amamentar estressada, irritada, mais preocupada em acabar logo do que com o ato em si não é bacana." Não sou radical, não sou totalmente contra leite artificial, nada disso. Mas sou a favor da amamentação.

- Uma coisa é a mulher não conseguir amamentar, mesmo tendo procurado ajuda, orientação, e tentado diversas vezes. Outra coisa bem diferente é a mulher simplesmente não querer e nem tentar. Mas ninguém deve se sentir culpada por não ter conseguido amamentar!

- É óbvio que a amamentação não é a única forma de criar vínculos e manifestar o amor. Concluí o texto assim: "Amamentar é mais do que nutrir o bebê. É fortaceler vínculos, trocar afeto, acalentar. E é uma das maiores formas de vivenciar o amor materno." Ou seja, fortalecer vínculos, não criá-los. E é uma das formas, não a única. Uma mãe adotiva, por exemplo, tem milhares de outras formas de criar vínculos e vivenciar seu amor.

- Por fim, acho que uma reportagem, como todo produto jornalístico, deveria ser imparcial e mostrar os dois lados, o que acho que não aconteceu naquela matéria. Mas essa é apenas a minha opinião. Outras pessoas leram e não tiveram essa impressão.

Espero que tenha esclarecido... Como disse, não estou aqui para julgar ninguém, longe de mim. Cada um sabe das dificuldades encontradas, cada um tem seus limites, cada um sabe o que é melhor para o próprio filho. Certo?

18 de novembro de 2010

Mãe vaca?

Tinha um post prontinho para entrar hoje quando dei de cara com essa matéria do Diário de SP: A pressão de ser uma mãe vaca. Resumidamente, o texto fala sobre as mulheres que não podem ou não querem amamentar.

Alguns trechos:

"A administradora de empresas Silvia Gomes, 38 anos, teve diagnóstico de hepatite C no início da gravidez do primeiro filho, hoje com 10 anos. (...) Quando Gabriel nasceu, o médico a avisou que, se o amamentasse, ele podia ser contaminado e não passaria da adolescência. "Optei por alimentá-lo artificialmente, mas me senti muito mal. Achava que meu filho teria problemas de nutrição e imunidade, e a culpa seria minha." Depois de oito anos, Silvia teve outro filho, hoje com 2 anos, e conseguiu amamentá-lo. Mas, passados três meses, ela resolveu parar de dar o peito, por não aguentar o desgaste de estar sempre alerta à vontade do bebê. Foi então que sentiu na pele o impacto das campanhas de aleitamento materno. (...) "Várias vezes, após ter decidido dar apenas leite artificial, voltei a amamentá-lo no peito para aliviar a culpa. Pensava que estava sendo egoísta em optar pelo meu descanso, e não pelo mais saudável para o meu filho", diz Silvia."

"O leite materno traz várias vantagens, é prático, econômico e reforça o vínculo entre mãe e filho. Mas a imunidade não é passada por ele, como muitos acreditam. As fórmulas lácteas evoluíram e são capazes de substituir de forma competente o leite materno. Isso não significa que eu estimule o aleitamento artificial. Mas, nos casos em que o natural é impraticável, não há razão para preocupações ou culpas exageradas", afirma o pediatra Jairo Len."

"Em tempo: pesquisas indicam que crianças que nunca receberam leite materno apresentam crescimento, ganho de peso e todos os quesitos de saúde 100% satisfatórios. Além disso, têm uma imunidade absolutamente normal e não ficam mais doentes do que as crianças amamentadas exclusivamente no peito."

"O pediatra Jairo Len não vê vantagens em se manter uma criança no peito até os 2 anos. "Mães que não conseguem desmamar, em geral, ficam loucas e também cheias de culpa. Além disso, a criança pode se tornar impaciente, sem limites. A experiência ainda pode gerar outros problemas."

Só esses trechos já mostram o completo desserviço da matéria. Um texto como esse não contribui em nada a ressaltar os benefícios do leite materno para o bebê ou a ajudar mães que encontram dificuldades na amamentação. Pelo contrário. O pediatra em questão inclusive vai contra a Organização Mundial da Saúde, que recomenda o aleitamento materno até os 2 anos de idade.

Aliás, eu nunca levaria o Bento a esse pediatra.

A matéria traz outros pontos também, outras opiniões. E a ótima contribuição de outro pediatra: "Já para Corintio Mariani Neto, há poucos casos em que a criança não pode ser amamentada naturalmente. Até as adotadas, segundo ele, têm chance por meio de lactação induzida - ao sugar o peito, o bebê estimula a produção de leite em que não engravidou. "Não é fácil, depende de muita vontade da mãe e de uma equipe bem preparada, mas é possível." Ele diz ainda que a amamentação artificial deve ser recomendada em casos muito específicos, como em mães portadoras de HIV e mulheres que se submeteram à retirada completa das mamas."

Por fim, há relatos também de mães que simplesmente optaram por não amamentar. Que, diante das dificuldades, cederam ao leite artificial. Não estou aqui para julgar ninguém. Se a mulher não se sente apta a amamentar, se informe, consulte o pediatra, tenha consciência do que faz. Mas, em minha humilde opinião, a maternidade é uma escolha, e a amamentação faz parte dela. Não entro aqui nos casos de gravidez indesejada, mas no tudo que envolve uma gestação. Para mim, amamentar sempre fez "parte do pacote", assim como o barrigão e as noites mal-dormidas, por exemplo.

Em minha opinião, as campanhas de aleitamento materno realmente criam uma imagem romântica demais. Amamentar não é fácil, dói, demanda dedicação e paciência. Claro que algumas mulheres já conseguem amamentar até na sala de parto, naturalmente. Mas, para a grande maioria (ao menos com quem já tive contato ou nos blogs que li por aí), é difícil.

Lembrei dos ótimos textos da Paloma: as dificuldades na amamentação da primeira filha, o sucesso na experiência com a segunda filha, a livre demanda. Aí sim pode-se encontrar um ótimo exemplo de como amamentar pode ser difícil, mas, com paciência, orientação e muito amor, as dificuldades são superadas.

A minha experiência foi a seguinte: como Bento nasceu de 36 semanas, meu leite demorou a descer. Consequentemente, ele não pegou o peito logo de cara. Ficava procurando com a boquinha, mamava beeem devagar. Mas mamou ainda no hospital. Aos pouquinhos, devagar, mas mamou. Lembro de dizer à minha cunhada, já nos primeiros dias em casa: "parece que estão enfiando agulhas no bico". Doía à beça. Mas nunca, nunca dei leite artificial para ele enquanto mamava no peito. E ele mamou até os 8 meses. Já ia para a escolinha, eu saía do trabalho duas vezes por dia (além de meu horário de almoço) para amamentar. Só parei porque o leite foi mesmo secando, talvez pela nossa mudança de cidade, de rotina e da minha alimentação quando voltei a trabalhar. Mas sinto saudades até hoje.

Sei que há casos e casos. Realmente há mães que não conseguem amamentar, não produzem leite suficiente, têm fissuras, sangram. Concordo também que amamentar estressada, irritada, mais preocupada em acabar logo do que com o ato em si não é bacana. Mas grande parte dos problemas se resolveria com orientação. Uma amiga que já é mãe, irmãs, tias, nossa própria mãe. O banco de leite da cidade, uma enfermeira, um médico. Há muitas formas de buscar ajuda quando não pensamos em desistir e queremos, de verdade, amamentar.

Sei ainda que muitas mães que trabalham não conseguem sair durante o expediente para amamentar. Sei que são poucas as empresas que contam com uma sala de amamentação até mesmo para a retirada do leite materno para que a mãe possa guardar e dar ao bebê mais tarde. Concordo que o fim da licença maternidade prejudica a livre demanda para as mães que, infelizmente, não podem deixar de trabalhar. Mas para tudo pode-se dar um jeito. Mesmo que parte da mamada seja com leite artificial, o leite materno é, sim, essencial.

Amamentar é mais do que nutrir o bebê. É fortaceler vínculos, trocar afeto, acalentar. E é uma das maiores formas de vivenciar o amor materno.

*Em tempo: a imagem que ilustra a matéria faz menção a outra reportagem de uma revista espanhola, que pode ser visualizada aqui.

17 de novembro de 2010

É penta!

Gente, tô emocionada aqui. Tava passeando pela blogosfera e vi que o blog ganhou um selinho fofo de cinco - eu disse cinco - amigas blogueiras!! A Chris, a Sofia, a Carol, a Mari e a Re me deram esse mimo de presente:

Obrigadíssima pelo carinho meninas! Fiquei super feliz!

E esse selinho tava lá na Mari também e achei demais:
A regrinha é dos dois selos repassar para 10 blogueiras, aí vai:
Anne
Ju
Patrícia
Mari
Lua
Mãe Pinel
Nine
Naiara
Roberta
Joci

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O amigo secreto das blogueiras está demais. O sorteio já rolou (aliás, adorei o amigo que o Bento tirou, hehe!) e Bento já recebeu dois bilhetinhos do amigo que o sorteou! Ele (ou ela?) disse que também curte uma batucada e que mora longe... quem será, quem será??

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Meninas, adorei a participação de vocês na enquete!! A fralda mais indicada foi a Turma da Mônica Soft Touch. Já usei uma vez, mas na época tinha estoque de outras em casa e acabei não comprando mais. Agora vou experimentar colocar para Bento dormir!

Ah, e com certeza vou testar a Pull Ups da Huggies mais pra frente, no desfralde. Acho essa fralda o máximo. Valeu meninas!

16 de novembro de 2010

Enquete: fralda noturna

Já faz um tempo que ando pesquisando sobre fraldas noturnas.

Quando Bento era bem bebezinho, usava as fraldas noturnas da Mônica e da Pampers. Ia variando entre essas duas. Depois fiquei bastaaante tempo na Pampers Noturna e Diurna e achava ótima. Porém, conforme ele foi crescendo, chegou em um ponto (ou melhor, peso) em que não consigo mais usar essa da Pampers.

Quando vou comprar fralda, não posso me basear apenas no peso escrito na embalagem. Bento tem 12,5 kg, mas tem pancinha e coxa grossa. Por exemplo, as XG Pampers Noturna e Diurna, Pampers pacote vermelho e Turma da Mônica não servem no Bento, faz tempo. E simplesmente não encontro as XXG em lugar nenhum, ou encontro, mas apenas pacotes pequenos, com poucas fraldas.

Ultimamente tenho usado a Pompom Top Comfort, que me surpreendeu. A Pompom simples eu não gosto, vaza à beça, mas a Top Comfort é ótima! O "único" problema é que Bento já está na SXG (acima de 15 kg) e está ficando apertada. É impressão minha ou essas categorias de peso não servem de grande coisa?

Tudo bem que a época do desfralde se aproxima, mas a fralda noturna demora mais a ser tirada. Por isso, ainda tenho um tempo de fralda noturna considerável para administrar.

E aí, mamães, qual fralda noturna vocês usam nos filhotes, e quais indicariam para meninos gorduchinhos acima de 12 kg? E, no caso das XXG, alguém tem dicas de onde posso encontrar as embalagens grandes em SP ou pela internet?

15 de novembro de 2010

Remédio contra mau humor

Para acabar com o mito de que segunda-feira é sempre chata...

Para ajudar a animar esse feriado...

Para comemorar os 100 seguidores (opa, 101!)...

E para espantar qualquer mau humor e rabugice...

Bento gargalha!

video

PS1: taí a prova de que qualquer besteira muitas vezes diverte mais do que um brinquedo elaborado. O que causou tanta risadeira foi o barulho ao bater o shampoo na capa do livro.

PS2: quem aparece no vídeo com o Bento é a vovó, minha mãe.

14 de novembro de 2010

Selo duplo - opa, triplo!

Domingo é dia de postar selinho, e hoje tem selinho duplo!
Esse aí eu ganhei de duas queridas, a Mari e a Beca:
A regrinha é responder o questionário abaixo e repassar pra 5 blogueiras!

Barzinho ou balada?
Barzinho.

Beijo na boca ou abraço?
Depende em quem, né! Beijo no marido, abraço pra galera!

Café ou Coca-cola?

Café no dia a dia, coca quando saio.

Limonada ou caipirinha?

Limonada.

Salto alto ou rasteirinha?
Tênis!

Batom ou Rímel?

Rímel.

Frango ou peixe?

Frango.

Saia ou calça jeans?

Jeans sempre.

Cinema ou praia?

Praia em SP? Cinema com filhote? Seria cinema, mas ultimamente videozinho em casa mesmo.

Livro ou TV?

Livros. No plural.

Menina ou mulher?

Meu marido me definiu uma vez como menina-mulher!

E as blogueiras indicadas pra esse selinho são:
Dani
Ivana
Chris
Carol
Lane

E o segundo selinho veio da Dani:
O selinho vem com um desafio: postar uma foto junto ou não com o filhote + a tela do blog, para provar que SIM, eu sou uma mãe blogueira!

Gostei tanto que vou postar duas fotos tá, Dani??
E, claro, indicar mais cinco pra postarem também! Aí vai:
Anne
Beca
Micheli
Lua
Mãe Pinel

E aí fui deixar o selinho pra Ivana e peguei outro lá!
Esse ela deixou para quem quisesse e lógico que peguei o meu. Quem quiser, pode pegar também! Agora é com vocês, meninas!

12 de novembro de 2010

Compartilhando a cama - parte 2

Continuando o assunto cama compartilhada, mencionei que Bento está dormindo melhor na caminha do que no berço. Mas antes preciso esclarecer como é a rotina de dormir por aqui.

Desde bebezinho criei uma rotina de dormir que vai sendo adaptada conforme ele cresce. A rotina atual é assim:

chegamos em casa por volta das 17h30;
entre 18h00 e 18h30 - jantar;
entre 18h30 e 20h00 - brincadeiras calmas, como montar blocos e pintar;
20h00 - banho morno, escovar os dentes;
do pós-banho até 20h30 - leitura ou DVD do Cocoricó (a paixão dele no momento, mas que não estimula demais já que agora ele assiste os episódios e não apenas os clipes musicais);
21h00 - leite e dormir

Sempre gostei que ele dormisse em meu colo. Adoro niná-lo, acho uma delícia deixá-lo aconchegado após ficarmos o dia todo longe um do outro enquanto trabalho. Não me incomodo com comentários sobre vício em colo, pois Bento sempre foi coleiro mesmo, não só para dormir.

Acontece que ninar bebê é uma coisa, mas agora Bento está grande e pesado. Na última consulta ao pediatra, estava com 80 cm e 12,5kg. Minhas costas denunciam uma dor eterna do lado esquerdo. Levantar os braços com ele no colo pra colocar no berço é uma luta.

Não dou leite para ele deitado no berço. Além de reforçar a probabilidade de ocorrer otite, ele mamaria dormindo e não poderíamos escovar os dentes em seguida. E essa é uma das mudanças que estou tentando implementar agora: escovar os dentes depois de tomar leite. Por isso, toma o leite sentadinho ou semi-deitado.

Além disso, praticamos cama compartilhada, como contei no post anterior. Facilita muito dormir com ele e não ter que levantar na madrugada. Mas ultimamente, Bento tem acordado bem pouco. Essa noite, por exemplo, me chamou apenas por volta da meia-noite, e voltou a dormir lá no quartinho dele mesmo, acordando só hoje pela manhã. Fazer ele voltar a dormir sem tirá-lo do berço é quase impossível. Ele chora e acorda completamente, demorando muito mais a voltar a dormir do que se eu simplesmente pegá-lo e acalmá-lo no colo. Por isso surgiu a cama compartilhada: é bem mais fácil fazê-lo voltar a dormir deitando do lado dele do que segurando no colo.

Várias vezes usei a caminha de solteiro do quarto dele para essa manobra. Deito ele na caminha, deito ao lado e ficamos assim até ele dormir de novo. Quando dorme, volta pro berço. Só que, de novo, colocá-lo de volta no berço exige não apenas calma para que não acorde novamente, mas muque para levantar o mocinho.

Como nos últimos dias minhas costas quase travaram, maridex entrou em cena. Então atualmente estamos assim: após a leitura ou DVD, vamos pro quartinho dele. Bento toma leite, deito o pequeno na caminha e deito ao lado. Em menos de 5 minutos, dorme tranquilo. Quando maridex chega do trabalho, Bento vai pro berço. Às vezes acorda, às vezes não. Mas quando acorda, muitas vezes não quer ficar no berço. Se deita na caminha, pronto, dorme que é uma beleza.

Por isso estou pensando em passá-lo pra caminha de vez. Engraçado que eu pensava em fazer isso apenas após o desfralde. Achava que ele passaria para a caminha só quando estivesse maior. Mas ele é tão grande e pesado que o fato de já estar dormindo bem na cama está sendo até bom.

A Juliana levantou um ponto importante: "podem surgir algumas dificuldades como ele levantar sozinho no meio da noite e ninguém ver. O que facilita (por causa das costas) às vezes complica o outro lado da coisa..."

Já na casa da Micheli foi uma mudança boa: "Desde que passei a Clara para a cama acho que foi a melhor coisa que fiz. Acho que eles ficam mais à vontade, com mais espaço e tudo mais".

Concordo com as duas. Acho sim que, quando Bento perceber que pode sair da cama, vai sair e andar pela casa. Mas acho que isso vai acontecer de qualquer forma quando não dormir mais no berço. Já meu marido diz exatamente o texto da Micheli, ele acha mesmo que é por causa do espaço.

O fato é que Bento dorme melhor na caminha, acorda menos na madrugada. Ainda não passou para a cama de vez porque, como se mexe muito, tenho receio. Mas vou fazer um teste e comprar as grades de cama, que serão imprescindíveis para evitar o pequeno lagartixa de cair. Além de lençóis fofos novos só pra ele, claro. Só não sei se ele vai continuar dormindo bem na caminha sozinho ou vai nos querer por perto também...

11 de novembro de 2010

Compartilhando a cama - parte 1

No post anterior citei que Bento está dormindo melhor na cama do que no berço. Aí lembrei que não tinha mencionado aqui ainda como têm sido as noites lá em casa.

Antes de engravidar e ainda quando estava grávida, eu achava bem esquisito mães e pais que levavam as crianças para dormir com eles. Achava que era insegurança, preguiça de ensinar a dormir no próprio quarto, comodismo. Aí veio o Bento e, aos poucos, esse mito foi caindo aqui em casa.

Nos primeiros meses, Bento dormia no carrinho dele, ao lado da nossa cama. Como tinha refluxo, dormia melhor se ficasse mais recostado do que completamente deitado. Então eu levantava o encosto do carrinho e ele dormia bem. Além disso, isso também ajudava nas várias acordadas durante a madrugada, já que era só eu que levantava todas as vezes.

Por duas vezes Bento engasgou durante a madrugada, ainda dormindo, de novo por causa do refluxo. Ele tinha mamado há cerca de 30, 40 minutos e já estava dormindo, mas um pouco do leite voltou e ele começou a engasgar. Como ele estava ao nosso lado no carrinho, rapidamente o socorri. Nem quero imaginar o que ele aconteceria se ele estivesse dormindo sozinho em outro quarto.

Conforme o tempo foi passando, o refluxo melhorou e ele nunca mais teve problemas. Demorei um tempinho até me sentir segura para colocá-lo para dormir em outro quarto. Só deu certo quando mudamos de casa, já que o quarto dele agora é bem ao lado do nosso.

Nessa fase de bebê, raramente Bento dormiu em nossa cama. Lembro de meu marido dizendo "coloca ele aqui pra gente dormir mais um pouco", mas eu relutava. Achava que assim, "viciaria" o pequeno e ele nunca mais dormiria no quarto dele.

Pois bem. Os meses foram passando. Bento já dormia em seu quartinho, em seu bercinho. E eu fui ficando (beeem) cansada do deita-levanta das madrugadas. Uma noite era para mamar, outra porque estavam nascendo dentinhos, outra por causa de pesadelos, outra porque estava dodói, outra pelos saltos de desenvolvimento... E um dia, nem lembro quando, levei ele pra minha cama e o resto da noite foi um sossego. Outras vezes dormi parte da noite na caminha de solteiro que está montada no quarto dele, e também funcionava. Mas, ainda assim, acontecia esporadicamente.

Aí eu e Bento viajamos de férias. Lá na casa da vovó dormíamos eu e Bento em duas camas de solteiro encostadas uma à outra. Concordo que muitas vezes não é muito confortável, mas acordar com o pequeno dando risadinhas ou fazendo carinho em nosso rosto já nos dá um bom-humor matinal imediato.

Quando voltamos para SP, estávamos os dois acostumados ao grude. E a cada nova desculpa (está dodói, está muito agitado, está muito frio!), lá vai Bento pra minha cama. E ele dorme em 5 minutos, por todo o resto de noite. Verdade que, muitas vezes, ele parece uma lagartixa, se vira pela cama inteira. Espreme a gente em um canto, joga a perninha em cima de mim e encosta a cabeça no marido... Mas, na maioria das vezes, quer dormir bem grudadinho mesmo. Até procura a gente com a mãozinha, para se certificar que estamos mesmo por perto.

Além disso, Bento sempre foi naturalmente grudinho. Sempre gostou de colo, de abraço, de beijo. Adora assistir seus DVDs sentado em meu colo - sentar do lado no sofá não vale. Por isso acho que, uma parte desse grude noturno é dele mesmo. Realmente acho que ele sente nossa falta, principalmente por passar o dia na escola. E eu também sinto falta dele. Até porque sei que ele mesmo não vai querer seguir essa dinâmica por muito mais tempo.

O que isso tudo me ensinou é que não existe regra fixa para sono dos bebês. Para alguns, dormir cada um em seu quarto funciona muito bem desde sempre. Outros dormem no mesmo quarto, mas o casal na cama e o bebê no berço. Por aqui, Bento dorme noites seguidas inteiras no quarto dele. Mas se quiser dormir com a gente, tudo bem. O importante é todos conseguirmos descansar.

E essa foi uma das minhas maiores pagações de língua. Não queria por nada filho dormindo na minha cama. Hoje eu é que adoro dormir com ele.

PS: Amanhã, na parte 2, conto como Bento está dormindo melhor na caminha do que no berço.

10 de novembro de 2010

Bentês + caminha + comendo sozinho

Uma pausa nos posts reflexivos para registrar as últimas fofurices do Bento.

O vocabulário dele está aumentando cada vez mais. Todo dia aprende uma palavrinha nova, às vezes já repete mesmo se ouve uma única vez. As mais novas palavrinhas do Bentês são:

doidói - dodói
biss - bisa
usso - urso
ponto - pronto
busa - blusa
bi - subir (subir na cama, no sofá...)
dedãuu - dedão (essa ele morreu de rir quando aprendeu)

Algumas palavrinhas estão sendo aprimoradas:
bola era e agora é bóia
bolacha era bacha e agora boacha
suco era uco e virou cuco (adoro esse!)
vaca era aca e virou baca

Mas a minha preferida no momento é... Bênte! Sim, ele está aprendendo a falar o nome. Por enquanto diz Bênte só quando quer brincar de esconder e quer que a gente o procure. Se esconde atrás de uma porta ou atrás do paninho, diz "Bênte", e fica esperando a gente dizer "Cadê o Bento?". Agora aprendeu também a colocar a mãozinha no rosto pra se esconder ou simplesmente fecha os olhinhos, dá uma risadinha e diz "Bênte". Fofo.

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De uns dias para cá, só quer dormir na cama. E não necessariamente na minha não. No quarto dele tem uma caminha de solteiro ao lado do berço, que usei bastante quando amamentava e ainda uso para trocá-lo. Agora, depois de tomar o leite e dormir, se eu coloco no berço ele acorda na hora. Mas se coloco na caminha, dorme em 5 minutos. Até deito um pouco do lado dele para ver se vai acordar, mas que nada. Ele capota. Depois que está dormindo bem, levo pro berço, afinal ainda não comprei as grades de cama. Será que já é hora de passá-lo pra caminha?? Minhas costas iam agradecer...

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Lá da escolinha vieram mais duas novidades. A primeira é que a turma dele mudou: agora está no mini-maternal, para crianças de 1 ano e meio até 2 anos e meio. Isso significa uma tia nova, apesar de a amada tia Mássia (Márcia) ainda dar banho nele. Mas agora ele tem mais brincadeiras com crianças da idade dele. Dia desses brincou pela primeira vez com massinha de modelar.

Além da mudança de professora, a grande novidade é na hora da refeição. Antes eles comiam sentados em cadeirinhas individuais. Agora, para os maiorzinhos, há uma mesa baixa e comprida, com dois bancos longos de cada lado. Eles se sentam à mesa, todos juntos, um ao lado do outro. E Bento já quer comer sozinho, segurando a colher ou garfinho e levando pra boquinha. É fofo de ver!

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É, meu bebê está mesmo virando um menininho. Alguém segura as asas do tempo, por favor...

9 de novembro de 2010

O hábito faz o... gordinho

Dia desses li um post no Comer para Crescer sobre obesidade infantil. Lembrei do ótimo texto da Anne sobre o assunto, com dicas bem bacanas. E lembrei que eu mesma já falei sobre isso aqui, tempos atrás. Mas vou ter que voltar ao assunto pois, recentemente, presenciei situações preocupantes.

Conversando com uma amiga, ela me conta que o filho de 5 anos nunca comeu bem. É um menino lindo, esperto, ativo, sorridente. Mas que geralmente come pouco no almoço e jantar, não gosta de legumes, verduras e frutas. Aí que, em nossa reuniãozinha de amigos, surge um bolo e bacias de pipoca. O menino diz: "hummm que delícia" e come feliz. Mais tarde, pedimos pizza. E o garotinho degusta pedacinhos de pizza de calabresa. Não comeu muito, nem chegou a um ingerir um pedaço inteiro. Mas comeu. Com refrigerante para acompanhar.

Enquanto isso, Bento, que estava presente, ainda estava se recuperando de uma infecção de garganta. Ou seja, não estava comendo como de costume. Mas comeu um pedaço de bolo (de cenoura) sem cobertura, uma banana, um pouco da papinha no jantar (com legumes e arroz) e apenas a borda da pizza, sem recheio nem queijo derretido. Para beber, água. Não quis suco, e não ofereci refrigerante.

Minha amiga achou estranho. Disse: "ele não come chocolate? Mas chocolate é bom, mamãe...". E, enquanto todos bebiam refrigerante, me pergunta "Ele não toma refrigerante?? Tadinho...".

Essa mesma amiga contou de outra cujo filho tem a idade do Bento. O mesmo que mencionei aqui que, aos 8 meses, comia bis, tomava refrigerante e comia "de tudo, até feijoada". Só para lembrar, o bebê tinha 8 meses. Agora, a criança tem 1 ano e meio e esse "comer de tudo" inclui bolacha recheada e uma mamadeira de coca-cola. Se a mãe oferece suco, não toma, pede refrigerante. O problema maior não é ele pedir. É ele receber.

Não sei a frequência em que as crianças ingerem esse tipo de alimento. Não sei como é a rotina das famílias, como é a alimentação diária. E é claro que cada um sabe o que é melhor para o filhote. Mas não acho que oferecer porcaritos, doces, refrigerantes e alimentos gordurosos desde cedo vá criar hábitos saudáveis.

Bento come doce só em festas. Refrigerante ele só experimentou, estranhou o gás e não quis mais. Outro dia fomos a um churrasco e alguém disse, levantando a garrafa de refrigerante: "Olha Bento, coca-cola!". Ele ficou olhando com cara de paisagem, virou pra mim e pediu "águ" (água).

Outro dia estávamos em um restaurante e, como Bento já tinha almoçado, brincava no cadeirão encostado na mesa. O garçom chega e pergunta se pode dar um pirulito pra ele. Eu digo "pode, ele já almoçou" (aliás, achei bem bacana o garçom ter perguntado antes de oferecer a guloseima). E então ele traz 2 pirulitos de morango para o Bento, que acha lindo, dá gritinhos de emoção. Abro um, ele dá uma lambida, faz uma cara horrível e larga. Diz: "ôto" (outro). Abro o outro e acontece a mesma coisa. Ele larga os dois pirulitos em cima do prato e resolve brincar com o papel da embalagem.

Como não tem o hábito de consumir porcarias, Bento simplesmente não tem interesse. É claro que isso vai mudar conforme ele crescer, principalmente quando ele vir os amiguinhos se deliciando por aí. Porém, um paladar acostumado a ingerir frutas, verduras e legumes desde cedo naturalmente rejeita porcarias. Sempre procurei incluir na alimentação do Bento ingredientes saudáveis. Sei que, futuramente, ele vai experimentar tais tranqueiras e vai gostar. Mas cuidar para não fazer deste um hábito é trabalho dos pais.

Aliás, são os pais que devem dar exemplo de boa alimentação em casa. Pais que não consomem alimentos saudáveis não criam o hábito nos filhos. Exemplo é tudo.

Outro fato importante é que a correria das grandes cidades não incentiva o preparo de alimentos saudáveis. Comprar legumes e frutas frescos na feira (o que faço todos os domingos) não é prático. Preparar refeições todos os dias demanda tempo. E sabemos que nem sempre dispomos desse tempo ou mesmo de paciência (ou, no meu caso, de talento culinário...).

Além disso, crianças têm mesmo fases em que comem menos. Ou porque estão doentes, ou por estarem na seletividade alimentar, ou por não receberem incentivos adequados, ou por simplesmente terem essa personalidade. E, quando o filho não come, qualquer garfada aceita é motivo de comemoração. Só que essa garfada deve ser de comida, não substituída por uma guloseima apenas para ver o filho comer.

O post do Comer para Crescer traz um dado interessante: "as comidas industrializadas não precisam desaparecer do cardápio (...), mas precisam ser usadas com bom senso. Não deve ser dada, por exemplo, para crianças com menos de 1 ano. Nem deve ser o que aparece mais no cardápio semanal. para evitar tanto a obesidade quanto as deficiências nutricionais, é necessário ter uma alimentação variada. Que pode ter o hambúrguer e a lasanha pronta, mas tem de ter o feijão com arroz e salada também. O suco de caixinha num dia e o suco natural no resto da semana". (para ler o post completo, clique aqui).

Esse meio-termo ajuda bastante. Oferecer guloseimas o tempo todo não dá, mas exclui-las completamente acaba por gerar curiosidade, pois fatalmente um dia a criança vai se deparar com elas. Sem radicalismos nem excessos, o importante é proporcionar uma alimentação variada, com opções coloridas, com diferentes nutrientes, usando a criatividade para criar pratos atrativos. Não apenas para tentar conter o aumento dos índices de obesidade infantil, mas para criar bons hábitos alimentares e, futuramente, adultos mais saudáveis.

8 de novembro de 2010

Lado A, Lado B

A gente se descobre mãe quando - Lado A:
1) Aquela pessoinha chamada filho ocupa quase todos os pensamentos do dia.
2) Qualquer resfriado e largamos tudo para ficar com o filhote debaixo da asa. E vê-lo melhorar nos dá um alívio e uma alegria enormes.
3) Qualquer aprendizado e descoberta deixa a gente abobalhada.
4) Um sorriso do filhote e nosso cansaço e mau-humor desaparecem como mágica.
5) A gente descobre que é capaz de amar até doer. E que o amor aumenta todos os dias.

A gente também se descobre mãe quando - Lado B:
1) Estamos muito mais cansadas na segunda-feira do que na sexta-feira, por causa das atividades do final de semana com o filhote.
2) Sentimos sono o tempo todo, com direito a olhos de panda, como bem definiu a Carol. Acordar depois das 7h da manhã é caso raro. Depois das 8h... nem lembro mais como é dormir tanto.
3) Tomamos banho sempre correndo - ou para aproveitar uma soneca do filhote e acabar o banho antes que ele acorde, ou porque ele está do outro lado do box nos chamando.
4) As refeições também mudam: ou são feitas a jato, ou comemos comida fria, ou taaarde da noite, ou dividindo garfadas com o filhote... ou simplesmente nem comemos.
5) Cada vez que vamos às compras saímos da loja com muito mais sacolas pro filhote do que pra gente (isso quando compramos algo pra gente).
6) Ficamos monotemáticas. Os assuntos que mais nos interessam se referem aos filhos, maternidade, desenvolvimento e afins.
7) Pagamos a língua diariamente. Uso de chupeta, cama compartilhada, birras... tudo o que achávamos que não ia acontecer com a gente porque saberíamos tirar de letra... acontece.
8) Ganhamos uma dor nas costas permanente. No meu caso, do lado esquerdo, que é o braço que mais uso para segurar o filhote já que sou destra.
9) O tempo se torna artigo raro. Todo e qualquer tempo livre (hã?) é usado para dormir. Fazer unhas, depilação, exercícios... só esporadicamente, quando dá. Ler um livro leva meses. Assistir a um filme... vira e mexe vejo em etapas, pois quase sempre não aguento e durmo.
10) A vida social se restringe a passeios na casa de parentes e amigos, uma ou outra ida ao parque, uma ou outra ida a um restaurante. Cinema nunca mais. Sair sem preocupação com hora para voltar, muito menos, por três motivos: ou porque o filhote foi junto e não dá pra ficar o dia todo na rua, ou porque nos preocupamos por termos deixado o pequeno aos cuidados de alguém (o que não acontece por aqui, já que não temos babá nem parentes próximos) ou porque o filhote acorda cedo no dia seguinte e - de novo - queremos dormir.

Deu pra peceber que estou cansada né? Mas, cá entre nós... os cinco itens do Lado A dão banho de lavada nos dez do Lado B.

6 de novembro de 2010

Domingo selado

Estou mega atrasada nos selinhos! Então tirei este domingo pra colocar tudo em dia.
Recebi esse da Ju, muito fofo, apenas para ser apreciado e repassado para 10 seguidoras:
Escolhi 10 das mais recentes seguidoras que têm passado bastante por aqui!
Dani
Dani
Sofia
Karine
Roberta
Mãe Pinel
Ivana
Beca
Naiara
Déborah

E esse selinho veio da Dani:
Já tinha recebido esse, mas o desafio agora é mostrar em imagens 10 coisas pelas quais somos apaixonadas! Não é legal?? Aí vão as minhas:

O primeiro da lista tinha que ser o filhote né!!

A gata Tcheca e o Bubbles, que virou estrelinha... ainda tenho muitas saudades dele

Minha família! Tá, essa foto não é da minha família, não achei nenhuma com todo mundo! Mas essa imagem é bonitinha né!

Ler, ler, ler!

Chocolate - nham!

Praia - adoro!

Namorar!

Séries - as preferidas são Friends, Lost e House

Conversar com as amigas!

Meu blog!

Como esse selinho é antigo e muita gente já tem, quem quiser brincar colocando as fotos fique à vontade!

PS1: tirando o Bento, que é sempre o número 1, as demais imagens não estão em ordem de importância.
PS2: imagens do meu arquivo pessoal e do Google Imagens. Se alguém reconhecer alguma foto ou imagem e quiser o crédito é só avisar!

4 de novembro de 2010

Novo visu + dança

Deu pra perceber que mudei a cara do blog né? Tava enjoada do antigo faz tempo, queria uma cara mais alegre, mas não achava nada legal. Até que encontrei esse layout. E aí, gostaram?

E para inaugurar o novo layout e colorir esse restinho de semana, um videozinho:

video

3 de novembro de 2010

Não, mãe

Bento descobriu uma novidade e entrou em uma nova fase: a fase do não. Há mais ou menos um mês, ele começou a fazer não com a cabeça na hora de comer, mas depois comia. Até então, era apenas um ou outro não esporádico.

Até que, anteontem, estávamos em casa só eu e ele brincando na sala. Resolvi brincar de fazer cosquinhas e dar beijo. Quando me aproximo, o que o mocinho faz? Me empurra de leve com a mãozinha e diz: "Não, mãe".

Achei engraçado e insisti, agarrando o pequeno e enchendo de beijos. Resultado: "Nããão, mãe", novamente me empurrando com a mão. Morri.

De noite o pai chegou do trabalho. Depois de brincarem um pouco, Bento se cansou (já estava chegando a hora de dormir). O pai tenta insistir na brincadeira e o que ouve? "Tchau, papai".

Ontem também recebemos vários nãos, principalmente quando queríamos beijá-lo e abraçá-lo. Meu pequenininho está ficando arisco? Chegou na fase de recusar carinhos? Até ontem eu pensava que sim, mas hoje de manhã, quando nos preparávamos para ir para a escola, a cena foi a seguinte:

"Vem Bento, vamos trocar para ir para a escola"
"Não, mãe" (e corre para a sala)
"Vamos! Vamos ver a tia Márcia"
"Não, mãe"
(Minutos depois, já pronto, saindo de casa:)
"Vem chamar o elevador"
"Não, mãe"
(aí ele vem, mas trazendo a bola)
"Deixa a bola aí, filho, nós vamos para a escola"
"Não, mãe"
"Quando a gente voltar, a gente joga bola, agora vamos para a escola"
(e o elevador chega)
"Vem, filho, o elevador chegou"
(Bento está parado na porta, não sai do lugar)
"Vamos Bento!"
"Nãoooo mãe!!"
(Pego ele no colo, entramos no elevador e saímos)

Li que essa fase surge de repente e pode sumir de repente também. A criança descobre que tem opções, que tem vontades. Até então, aceitava tudo: comer determinada comida, a hora de tomar banho, a hora de dormir. E então descobre que pode escolher. Não quer mais aquela comida, não quer sair do banho, não quer dormir aquela hora. Aí começam as negociações, lembrando que existem coisas inegociáveis. Não quer comer a comida? Então come uma fruta, mas nada de biscoito.

A melhor forma de lidar com a teimosia é oferecendo opções. Em vez de dizer "Vamos trocar de roupa?" e, inevitavelmente, ouvir um não como resposta, o melhor é falar "Você quer colocar a camiseta azul ou a branca?". Também é importante maneirar nos nãos que dizemos a ele. Às vezes escapa, principalmente quando ele mexe em coisas que não pode. Mas procuro evitar. Em vez de dizer "Não jogue o brinquedo no chão", o melhor é dizer "Vamos brincar com esse brinquedo agora?"

É difícil, admito. Principalmente quando estamos com pressa ou cansados. Mas, se faz parte do crescimento, o melhor é aprender a lidar. E ter muita, muita paciência.

2 de novembro de 2010

Pequeno ritual

Fiz um pequeno ritual hoje, dia de Finados. Chamei o Bento e acendi duas velas, uma minha e uma dele, em homenagem ao meu pai, que nos deixou em 2005. Fiz uma oração. Claro que Bento não parou quieto, mas ficou encantado com a chama da vela. Queria muito que ele tivesse conhecido o vovô.

Já falei do vovô aqui. Bento não poderá conviver com ele, mas vou contar histórias sobre o vovô, mostrar fotos, contar como ele era.

Deixo aqui meu carinho a todos que perderam alguém querido.

E Bento deseja um bom descanso a todos nesse feriado!

1 de novembro de 2010

Visita

Uma visita surpresa animou nosso fim de semana. Um casal de amigos mais o filhote, Pedro Henrique, de 5 anos, veio alegrar nosso sábado.

Pedro e Bento brincaram de bola, de trenzinho, de blocos, de pintar:
Os amigos se abraçam durante a sessão de leitura

E ontem foi dia de bisa. Bento brincou bastante por lá também e o final de semana passou rápido.

Ainda bem, porque mamãe está dodói. Peguei a gripe do Bento, básico né... Ele ficou tão grudado comigo nos dias de febre que agora sou eu que estou dodói... Então não estou muito animada para comentar e postar, só passei aqui rapidinho para registrar o final de semana. Ainda bem que estou de folga do trabalho...
 
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