Nunca fui muito de balada. Agora então, que temos o Bento, sou menos ainda. Mas há eventos que queremos prestigiar e, nessas ocasiões, Bento vai com a gente. Não temos com quem deixá-lo e são poucas pessoas que se habilitam a dormir em casa para ficar com ele. Assim foi nosso fim de semana.
No sábado fomos ao casamento da
Renata, grande amiga minha. A cerimônia começava às 20h, seguida de um jantar. Esse é justo o horário em que Bento dorme - e ele dormiu mesmo, no carro, a caminho da festa. Porém, chegando lá, acordou. Estranhou o lugar, as pessoas, a mini-mudança na rotina e despertou do soninho. Não chorou, pelo contrário - logo estava andando pelo salão, "conversando", explorando o local.
Quando começaram a servir, coloquei o pequeno no carrinho e ele experimentou alguns quitutes. Mas, conforme o tempo foi passando, o sono começou a bater. Ao mesmo tempo em que estava cansado, queria participar e interagir. Tentei fazê-lo dormir diversas vezes e de diversas formas - no carrinho perto da gente, no carrinho na área externa, no meu colo... Ele até tentava, fechava os olhinhos, mas logo acordava. A música, as conversas, o ambiente diferente, tudo ele estranhou. Resultado: não dormiu um minuto sequer. E nós, que esperávamos aproveitar um raro momento de diversão, acabamos indo embora por volta da meia-noite.
Obviamente, mal entrou no carro Bento capotou. Conseguimos sim aproveitar a festa, conversamos com amigos e até dançamos (ele também, claro). Mas eu preferiria deixá-lo em casa para curtir esse tipo de evento apenas com o marido.
Já havíamos ido em outro casamento levando o Bento, porém ele ainda nem tinha 1 ano, e dormiu em boa parte da festa. Dormiu agitado, é verdade, e só descansou mesmo quando fomos embora. Mas pudemos aproveitar um pouco mais.
Por outro lado, me lembro de ocasiões que o levamos conosco para sair sem tanto agito: almoçar ou jantar fora, visitar amigos. Quando visitamos um casal de amigos que moram em SP, mas bem longe de nossa casa, Bento também ainda nem andava. Consequentemente, dormiu tranquilo no quarto da minha amiga, sem acordar nem quando o peguei para irmos embora. Para jantar saímos apenas 2 vezes: em uma era um barzinho tranquilo, com apenas 1 casal além da gente. Bento ficou no carrinho a maior parte do tempo, comeu algumas coisinhas e logo fomos embora. Na segunda ocasião, fomos a um restaurante japonês, e Bento se divertiu. Comeu (yakissoba e salmão grelhado), brincou, passeou pelo restaurante, interagiu com outros clientes e com o garçom. Em almoços, geralmente acontece o mesmo: ele fica um pouco na mesa com a gente, brinca, come alguma coisinha, depois quer brincar ou passear.
Mas, em geral, os passeios acabam sendo rápidos. Para conseguirmos comer, um de nós precisa ficar com ele. Se ele fica no carrinho (e, agora que está maiorzinho, nas cadeirinhas de bebê dos restaurantes), também quer interagir, experimentar o que estamos comendo. Ele pede mesmo, fala "dá" e estala a boquinha, como se estivesse salivando (hahahah). Claro que não damos tudo que pede, apenas algo para experimentar. Mas acho um pouco cansativo sair com ele. Sempre levamos alguns brinquedos, usamos os famosos palitos para inventar brincadeiras, e até inventei a "leitura de cardápio" - o cardápio vira livro, principalmente se tiver figuras dos pratos. Mas não conseguimos conversar muito nem comer com calma. Lembro de uma vez que minha família veio para SP e fomos almoçar fora. O restaurante estava lotado, com fila de espera. Depois, até a comida chegar e todos comerem... alguém (eu, o pai ou a avó) tinha que o distrair. Até saímos com ele para passear pela calçada.
Enfim, acho que todas as famílias passam por algo parecido. Aos poucos, conforme ele for crescendo, aproveitará melhor os passeios. Poderemos pedir pratos só para ele, levar lápis de cor e papel para desenhar, coisas do tipo. Mas, por enquanto, as saídas e baladas ainda estão bem restritas.
Em tempo: hoje é mesversário dele -
1 ano e 3 meses. Ele está andando super bem (ainda se desequilibra às vezes, claro, mas está ganhando firmeza e velocidade), fala pequenas palavrinhas, entende pequenas ordens (tipo "senta para comer", "vai até ali buscar a meia") e já demonstra alguns traços do temperamento.