29 de julho de 2010

O que que tem na sopa do neném? *

Bento sempre comeu muito bem. Desde as primeiras papinhas de frutas e as primeiras salgadas, manda para a barriguinha cada pratão que dá gosto. As únicas ocasiões que não comeu 100% foram quando ficou dodói ou nos dias que precederam o nascimento dos dentinhos.

Das frutas, além das básicas banana (até hoje sua preferida), maçã, mamão e pera, já comeu melancia, morango, kiwi, manga, abacate, uva, melão, pêssego, abacaxi, todas in natura. Em polpas, já tomou suco de goiaba e graviola.

Dos legumes e grãos, tirando batata, mandioquinha, cenoura, abobrinha e outros mais convencionais, já experimentou vagem, abóbora, ervilha, milho, grão-de-bico, berinjela, brócolis, couve-flor.

Das verduras, alface, acelga, couve, espinafre, rúcula, repolho. Das carnes, além da vermelha come frango e peixe.

Nesse aspecto, não posso reclamar. Filhotinho é bom de garfo. Mas agora está ficando mais atento ao que nós comemos e pede mesmo, dizendo "dá, dá". Se vê alguém comendo, mesmo que tenha acabado de almoçar... pede, seja o que for. Se alguém mastiga algo perto dele durante sua refeição... não quer mais a papinha, quer a comida do outro. É guloso sim, e curioso também. Agora temos que maneirar nas tranqueiras e porcaritos, ao menos na frente dele.

* Trecho da música "Sopa" do grupo Palavra Cantada. Grupo ótimo, com letras animadas e educativas. Quem quiser ver o vídeo clique aqui.

27 de julho de 2010

Enxurrada + 100

Essa semana recebi uma enxurrada de selos: foram 3 de uma tacada só. Acho que as amigas blogueiras resolveram me presentear porque cheguei à postagem n° 100! Achei o máximo quando vi que havia chegado nesse número. Comecei a fazer o blog sem pretensões, lááá em 2008. Aí fui postando, o tempo foi passando e hoje posto quase todos os dias, além de visitar os blogs por aí. Quem tiver curiosidade para ler minha primeira postagem, clica aqui.

E vamos aos selinhos!
O primeiro veio da Ju, uma fofa, mãe do Lucas. O selinho é esse aqui:

É o Prêmio Dardos, um selinho criado para oferecer aos blogueiros que transmitem valores culturais, éticos, literários, pessoais etc, que demonstram sua criatividade através de pensamento vivo que está e permanece intacto em suas letras, entre suas palavras. É dedicado a blogs que têm conteúdo. Não é demais??

Dedico esse selinho para:
Sônia, do Bigodes e Ronrons
Renata, do Des-Manual
Ana, do Viajar é tudibom!
Mari, do Viciados em Colo

O segundo selinho veio da Patrícia, nutricionista e mãe de uma menininha linda. Vejam que lindo:

As regras são indicar quem me ofereceu o selo, escrever em cinco tópicos porque amo ser mãe, e indicar mais cinco amigas. Vamos lá:

1 - Amo ser mãe porque é uma delícia ver como o filhote aprende mais e mais a cada dia. E como é uma delícia ensiná-lo.
2 - Amo ser mãe porque adoro dar banho, dar papinha, ler história, levar para passear, ninar para dormir.
3 - Amo ser mãe porque é muito bacana ver traços da gente em uma pessoinha tão pequena. Mesmo que sejam pequenos detalhes ou comportamentos.
4 - Amo ser mãe porque é enorme a responsabilidade de criar e educar uma pessoa, e fazer dela um ser humano bacana (ou pelo menos tentar).
5 - Amo ser mãe porque é incrível como o amor de mãe é mesmo incondicional e imenso. E como só aumenta a cada dia.

Repasso esse selinho para:
Carol, do Viajando na Maternidade
Kah, do Tutto Petit
Lane, do Pedro Henrique Chegou
Fabi, do Para você com amor
Mãe do Pitoco, do Mãe de Garoto

E o terceiro selinho veio da Kah, mãe da Juh, que escreve posts hilários!

Esse selinho eu indico para:
Patrícia, do Nutrição e Cia
Michelle, do Resumo da Ópera
Tânia, do Patinhas Virtuais

Ufa! Desculpem se alguém já tinha recebido algum dos selinhos tá?
E valeu de novo meninas! Adorei ser lembrada por vocês!

26 de julho de 2010

Na balada com o bebê

Nunca fui muito de balada. Agora então, que temos o Bento, sou menos ainda. Mas há eventos que queremos prestigiar e, nessas ocasiões, Bento vai com a gente. Não temos com quem deixá-lo e são poucas pessoas que se habilitam a dormir em casa para ficar com ele. Assim foi nosso fim de semana.

No sábado fomos ao casamento da Renata, grande amiga minha. A cerimônia começava às 20h, seguida de um jantar. Esse é justo o horário em que Bento dorme - e ele dormiu mesmo, no carro, a caminho da festa. Porém, chegando lá, acordou. Estranhou o lugar, as pessoas, a mini-mudança na rotina e despertou do soninho. Não chorou, pelo contrário - logo estava andando pelo salão, "conversando", explorando o local.

Quando começaram a servir, coloquei o pequeno no carrinho e ele experimentou alguns quitutes. Mas, conforme o tempo foi passando, o sono começou a bater. Ao mesmo tempo em que estava cansado, queria participar e interagir. Tentei fazê-lo dormir diversas vezes e de diversas formas - no carrinho perto da gente, no carrinho na área externa, no meu colo... Ele até tentava, fechava os olhinhos, mas logo acordava. A música, as conversas, o ambiente diferente, tudo ele estranhou. Resultado: não dormiu um minuto sequer. E nós, que esperávamos aproveitar um raro momento de diversão, acabamos indo embora por volta da meia-noite.

Obviamente, mal entrou no carro Bento capotou. Conseguimos sim aproveitar a festa, conversamos com amigos e até dançamos (ele também, claro). Mas eu preferiria deixá-lo em casa para curtir esse tipo de evento apenas com o marido.

Já havíamos ido em outro casamento levando o Bento, porém ele ainda nem tinha 1 ano, e dormiu em boa parte da festa. Dormiu agitado, é verdade, e só descansou mesmo quando fomos embora. Mas pudemos aproveitar um pouco mais.

Por outro lado, me lembro de ocasiões que o levamos conosco para sair sem tanto agito: almoçar ou jantar fora, visitar amigos. Quando visitamos um casal de amigos que moram em SP, mas bem longe de nossa casa, Bento também ainda nem andava. Consequentemente, dormiu tranquilo no quarto da minha amiga, sem acordar nem quando o peguei para irmos embora. Para jantar saímos apenas 2 vezes: em uma era um barzinho tranquilo, com apenas 1 casal além da gente. Bento ficou no carrinho a maior parte do tempo, comeu algumas coisinhas e logo fomos embora. Na segunda ocasião, fomos a um restaurante japonês, e Bento se divertiu. Comeu (yakissoba e salmão grelhado), brincou, passeou pelo restaurante, interagiu com outros clientes e com o garçom. Em almoços, geralmente acontece o mesmo: ele fica um pouco na mesa com a gente, brinca, come alguma coisinha, depois quer brincar ou passear.

Mas, em geral, os passeios acabam sendo rápidos. Para conseguirmos comer, um de nós precisa ficar com ele. Se ele fica no carrinho (e, agora que está maiorzinho, nas cadeirinhas de bebê dos restaurantes), também quer interagir, experimentar o que estamos comendo. Ele pede mesmo, fala "dá" e estala a boquinha, como se estivesse salivando (hahahah). Claro que não damos tudo que pede, apenas algo para experimentar. Mas acho um pouco cansativo sair com ele. Sempre levamos alguns brinquedos, usamos os famosos palitos para inventar brincadeiras, e até inventei a "leitura de cardápio" - o cardápio vira livro, principalmente se tiver figuras dos pratos. Mas não conseguimos conversar muito nem comer com calma. Lembro de uma vez que minha família veio para SP e fomos almoçar fora. O restaurante estava lotado, com fila de espera. Depois, até a comida chegar e todos comerem... alguém (eu, o pai ou a avó) tinha que o distrair. Até saímos com ele para passear pela calçada.

Enfim, acho que todas as famílias passam por algo parecido. Aos poucos, conforme ele for crescendo, aproveitará melhor os passeios. Poderemos pedir pratos só para ele, levar lápis de cor e papel para desenhar, coisas do tipo. Mas, por enquanto, as saídas e baladas ainda estão bem restritas.

Em tempo: hoje é mesversário dele - 1 ano e 3 meses. Ele está andando super bem (ainda se desequilibra às vezes, claro, mas está ganhando firmeza e velocidade), fala pequenas palavrinhas, entende pequenas ordens (tipo "senta para comer", "vai até ali buscar a meia") e já demonstra alguns traços do temperamento.

20 de julho de 2010

Leitura para bebês

Desde que Bento era bebezinho eu leio para ele. Acho que ele tinha uns 4 meses quando apresentei a ele os primeiros livrinhos - que, aliás, comprei quando ainda estava grávida. No começo ele ficava quietinho, olhando as figuras, ouvindo a história. Hoje, que está maiorzinho, não tem muita paciência para esperar eu ler a historinha, vai logo folheando as páginas e apontando as imagens.

Aqui ele folheando dois livrinhos antes de dormir (fotos tiradas em abril)


E aqui ele no carro, a caminho de casa, folheando um livrinho que ganhou da Tânia (fotos tiradas em julho)

Gosto de ver os livrinhos com ele e de deixar que ele folheie à vontade. Digo o nome das coisas, animais, objetos. Uso entonações diferentes para ler a história. Acho que essas pequenas atitudes não apenas incentivam as crianças a gostar e se interessar por livros, mas ajuda no desenvolvimento da linguagem. Até saiu uma matéria interessante na Folha Online sobre isso - "Buscar ilustrações e criar vínculo afetivo ajudam a formar crianças que gostam de ler". Para ler a matéria, clique aqui.

E, enquanto espero as dicas da Letícia sobre leituras para crianças com menos de dois anos, vamos curtindo os livrinhos que já temos por aqui....


video

19 de julho de 2010

Tagarelices

Com quase 1 ano e 3 meses, além de andar por todo canto Bento está numa tagarelice só. Fala várias palavrinhas e entende tudo que falamos. Algumas coisas que ele já diz são:

- Mamã (eeeeee! :P)
- Papá (papai)
- Papá (comida - seja almoço, fruta, bolacha, jantar...)
- Tetê (mamadeira)
- Cá (a gata Tcheca e, consequentemente, qualquer outro gato)
- Caco (macaco)
- Dá (para pedir alguma coisa)
- Agu (água)
- Uouó (vovó)
- Au au (cachorro)
- Nenê (nenê mesmo)
- Pabu (Pablo, o pinguim do Backyardigans)
- Cocó (Cocoricó)
- Gol
- Caca (qualquer sujeira)
- Bô (acabou)
- Táu (tchau)

Além disso, ele demonstra entender e se comunica com gestos sobre várias coisas. Entende quando é hora do banho, entra no banheiro e quer ir para a banheirinha de roupa mesmo. Entende quando digo para se sentar e quando digo para comer a bolacha que está segurando nas mãos. Consegue encaixar várias peças de brinquedos sozinho. Sabe que usamos o telefone para falar com outras pessoas (no caso dele, sempre com a vovó), pois pega o aparelho e já coloca na orelinha. Sabe o que é carro, faz "brum, brum" mesmo se vê uma figura de carro. Reconhece o desenho de gatos, de borboletas e de sapos (que ele vê em seus livrinhos). Quando vê um sapo no livrinho, procura e abraça o sapinho de pelúcia. E sabe quando é hora de ir embora: mesmo sem a gente dizer nada, dá tchau com a mãozinha e fala "táááu".

Essas são algumas das fofurices que lembro agora. Sempre converso com ele, falo o nome correto das coisas para ele aprender. No caso de "au au", sempre falo "au au, o cachorro". No caso de "papá", ele usa mais para se referir à comida do que ao papai (hahahah). Mas acho que ele está desenvolvendo bem a linguagem, pois já fala bastante coisa, entende várias outras e também tudo que dizemos.

14 de julho de 2010

Mãe integral em período parcial

Há tempos tenho refletido se tomei a melhor decisão ao voltar a trabalhar depois que Bento nasceu. No último final de semana, saiu uma matéria na Veja sobre isso - inclusive com uma entrevista com a Camila. Outras mamães blogueiras, como a Renata e a Lane, também abdicaram dos respectivos trabalhos e são mães em tempo integral. E eu tenho me questionado bastante a esse respeito.

Eu sou tradutora. Trabalhei em uma agência de traduções em São Paulo por 2 anos e meio. Depois, fui trabalhar em casa, prestando serviços de tradução para essa mesma agência como freelance. Nesse período, mudamos para o interior de SP e engravidei. E, durante a gravidez, recebi uma proposta de trabalho novamente dessa agência - porém, dessa vez, com salário fixo.

Eu e marido já cogitávamos voltar a morar em São Paulo, principalmente pela área profissional dele (designer gráfico e digital). Após pensar bastante e considerar as possibilidades, decidi aceitar voltar a trabalhar. O principal ponto foi o salário fixo, pois como freelance, o rendimento é bastante variável. Infelizmente, não podemos contar apenas com o salário do marido. Consideramos a chegada do bebê e os óbvios aumentos de gastos que viriam e, com salário fixo e um montante certo todo mês, poderíamos administrar melhor nossas contas.

E assim foi. Quando Bento tinha aproximadamente 5 meses, nos mudamos para São Paulo e Bento entrou na escolinha. A escolinha dele fica literalmente em frente ao meu trabalho. Dessa forma, eu saía para amamentá-lo 3 vezes durante o dia: pela manhã, em meu horário de almoço, e à tarde. Nessa época ele já comia frutas e papinhas salgadas. E a adaptação dele foi bem fácil - acredito que principalmente por eu continuar bastante presente.

Ele adora a escolinha. Tem uma tia preferida, a tia Márcia, e vários amiguinhos. Já participou de festinhas de aniversário (inclusive a dele), de Carnaval, da Páscoa, do dia do índio, de comemoração da Copa. Aprende bastante coisa e tenho certeza que esse aprendizado contribui para o desenvolvimento dele.

Mas, ultimamente, tenho ficado triste ao deixá-lo na escola. Continuo vendo-o em meu horário de almoço, mas muitas vezes nessa hora ele está dormindo. Ou seja, fico com ele um pouquinho de manhã, antes de trabalhar (e eu entro às 7h30) e depois do trabalho, das 17 às 20h, até ele dormir. E tenho sentido falta do cotidiano com ele. No final de semana passado, prolongado pelo feriado, fiquei sozinha com ele porque o pai foi viajar - e, apesar do cansaço, vi o quanto queria estar mais presente. Vi o quanto estou perdendo das descobertas diárias dele. Quando ele andou, por exemplo, achei o máximo ter presenciado os primeiros passinhos... mas será que foram mesmo os primeiros? Será que ele já não tinha andado na escola? E quantas palavrinhas novas ele tem aprendido (já fala várias - assunto do próximo post)... E como ele entende praticamente tudo que falamos?

Sei que compenso essa ausência do dia quando chegamos em casa. Dou o jantar (que eu mesma preparo), brincamos, vemos um DVD, lemos historinhas. Sei que compenso também no final de semana, quando muitas vezes saímos para passear na casa da bisa, ou no parque, ou mesmo no parquinho do condomínio. Mas estou achando pouco.

A escola contribui positivamente sim, e muito. Mas ficar "tão longe, tão perto" dele todo dia está me deixando triste. Principalmente quando chegamos na escola e ele não quer ficar. Gruda em mim, chora, pede colo. É terrível. Até entro na escola, fico um pouquinho, distraio com um brinquedo ou amiguinho... mas não consigo sair escondida, nem acho certo com ele. Quero me despedir, dar um beijo. E aí ele chora de novo. E eu choro por dentro.

Tudo isso vem me trazendo questionamentos. Estou mesmo pensando em voltar a trabalhar como freelance daqui a algum tempo (que não pode ser imediato por eu ter me comprometido com a empresa). Talvez, quando eu tiver outro filho, eu aja diferente. Talvez não o coloque na escolinha tão cedo. E nem em período integral. Talvez eu consiga não me sentir tão culpada.

11 de julho de 2010

Feriado Des-furado

Bento melhorou rapidinho. A febre não voltou e ele está tossindo bem pouco. Só o narizinho continua escorrendo.

Minha sobrinha também melhorou. Está tomando antibiótico e não teve mais febre. Minha sogra continua internada, mas medicada e com menos dores.

E o marido voltou! Engraçado foi a reação do Bento quando viu o pai: ficou literalmente rindo à toa - dava cada gargalhada! Ainda dá tempo de descansar um pouquinho no resto de feriado... e de assistirmos todos juntos a final da Copa, eeee! :P

9 de julho de 2010

Feriado furado

Hoje foi feriado aqui em SP. Só que nossos planos, que incluíam viajar, descansar e curtir a família, foram todos furados.

A princípio pensamos em ir para o interior, visitar as vovós. Ao longo da semana vimos que estamos bem cansados para encarar quase 600 km para ficar lá por apenas 2 dias e meio. E acabamos postergando a viagem.

Eis que, na véspera do feriado, marido soube que precisaria viajar a trabalho para o Mato Grosso - bate e volta, foi hoje, volta domingo pela manhã. Mas lá se foram 2 dias.

Aí, ontem de noite Bento teve febre - 38,1°C. Hoje de manhã, 38,8 °C. Nada sério, um resfriado apenas. Mas que deixou o pequeno manhoso. E que me deixou cansada, por ficar sozinha com ele dodói.

Para completar, minha cunhada, que viria para cá com minha sobrinha passar as férias, cancelou a viagem. Minha sobrinha está com broncopneumonia e minha sogra também ficou doente - está internada com dores renais.

E o feriado, que tinha tudo para nos presentear com um pouquinho de descanso... acabou foi trazendo mais cansaço.

5 de julho de 2010

O primeiro galo

Final de domingo, eu, Bento e papai brincando na sala de casa. Há dias, uma caixa de papelão que eu trouxe do supermercado virou brinquedo. De manhã, papai arrastou a caixa pela casa, Bento dentro dela, gargalhando. Agora, Bento joga pecinhas lá dentro, a bola, o sapinho. Depois vira a caixa, tira tudo e começa a colocar de novo. Papai coloca Bento dentro da caixa. Bento ri. Joga os brinquedos para fora, pega outros, levanta, senta. E a brincadeira segue divertida por vários minutos. Até que, ao tentar sair da caixa sozinho, Bento cai. Ouço um estrondo. Ele bate a cabeça.

Atrás dele estava a estante da tv. É uma estante enorme, um móvel grande em nossa sala. Na parte inferior há duas gavetas grandes: em uma delas guardamos CDs, em outra, álbuns de fotos. Acima das gavetas está uma prateleira arredondada, onde colocamos o aparelho de som. Bento bateu a cabecinha nessa prateleira. E, como caiu de costas para a estante, bateu a parte de trás da cabecinha, no lado esquerdo, perto do meio.

Imediatamente gritou e começou a chorar. Já no colo do papai, ele examinava enquanto eu tentava acalmá-lo, já chorando junto com ele (mas tentando ao máximo não me desesperar). Felizmente o barulho da batida foi maior do que a própria. Ficou um risco vermelho, por pouco não cortou. Logo um galo começou a nascer. Colocamos gelo, ele foi se acalmando.

Ficamos atentos ao comportamento dele, para ver se havia alguma alteração. Um pouco depois, jantou, brincou, tomou banho. E cerca de duas horas depois do incidente, dormiu.

Hoje de manhã, parecia que nada tinha acontecido. Acordou feliz, conversando e acendendo sozinho a luz do quarto. Mamou, dançou ao som de Hi-5 (que ele adora), brincou com a gata, fomos para a escolinha. Até avisei da queda lá na escola, para que ficassem atentas caso ele apresentasse qualquer alteração. Mas, felizmente, não teve nada. Comeu normalmente, brincou, cochilou. Em casa, andou um monte atrás da gata, brincamos, jantou, dormiu. O risquinho na cabecinha já virou uma linha rosada.

Que sensação horrível é o pós-queda. O som da batida, o grito, o choro. A agonia até ver o machucado, o desespero para que nada grave tenha acontecido, a dificuldade em manter a calma para que a criança também se acalme. Até agora me dá um mal-estar quando lembro. Que bom, que bom, que bom que não passou de um susto.

Dica: manter a casa o mais segura possível para crianças. Evitar móveis com pontas, tapetes, pisos escorregadios. Deixar produtos perigosos fora do alcance (produtos de limpeza, objetos que quebram podendo causar cortes, facas, tesouras etc.). E sempre, sempre ficar de olho nas crianças. Mais dicas do que fazer em caso de quedas aqui.

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Notas rápidas:

Não deixem de ler e assinar o Manifesto pelas Mães, um projeto criado para promover o reconhecimento da importância da mãe e da família para a construção de uma sociedade mais justa, mais humana, mais responsável. As imagens e o texto são lindos e a causa, mais do que merecida.

E outra dica é a promoção do site Comer para Crescer, um site delicioso voltado à alimentação infantil. As meninas Mônica e Patrícia estão sorteando lindos kits da Faber-Castell para as melhores histórias de mamães criativas para distrairem seus filhos no restaurante. Para saber mais sobre a promoção e participar, clique aqui!

3 de julho de 2010

Mamy blogueira

Para amenizar o bode pós-eliminação da Copa, ganhei mais um selinho!
Esse veio da Juliana, mamãe do Lucas e autora do Mil Faces de Juliana.

As regras são:
* Responder o que ou quem me levou a ser blogueira e postar o selinho
* Indicar a pergunta a 4 amigas
* Avisar as amigas com um recadinho

Entrei na blogosfera sem pretensões. Como sempre gostei de escrever, fiz um blog para registrar algumas reflexões e postar textos de que eu gostava (engraçado que o único que acabei efetivamente postando foi um do Saramago, um dos meus escritores favoritos, falecido no mês passado).

Até que engravidei. E comecei a escrever sobre a gravidez, o desenvolvimento do bebê, minhas perspectivas para o nascimento. Descrevi os ultrassons, a descoberta de que era menino e a batalha pela escolha do nome. Aí ele nasceu. E, desde então, todos os posts passaram a ser sobre ele. Vinha escrever cada novidade, cada descoberta. Meu principal objetivo era registrar tudo, não deixar o tempo apagar a memória. Registrei a primeira vez que comeu papinha e o nascimento dos primeiros dentinhos, quando foi para a escolinha, quando engatinhou, quando andou. Também dividi minhas dúvidas com relação aos dodóis, problemas do sono e outras questões de desenvolvimento. E conheci várias mamães blogueiras, que têm as mesmas dúvidas, os mesmos problemas e as mesmas alegrias.

E assim, um blog despretencioso, apenas para que eu deixasse algumas reflexões, virou um blog de mãe, totalmente voltado às descobertas, às dificuldades e às alegrias que a maternidade me traz.

Indico esse selinho às seguintes amigas:

Renata, do Des-Manual
Ana, do Viajar é tudibom!
Lane, do Pedro Henrique Chegou
Fabi, do Para você com amor

1 de julho de 2010

Pequenas mudanças para um sono melhor

Depois de ler vários artigos e blogs por aí e de receber dicas valiosas de mamães blogueiras (valeu meninas!), implementei algumas pequenas mudanças na rotina do Bento para a hora de dormir.

A primeira delas foi adotar brincadeiras mais calmas para depois do jantar. Como durante o dia ele fica na escolinha e eu no trabalho, ambos sentimos saudades e queremos brincar juntos no final do dia. Antes, depois de jantar, brincávamos de pega-pega, de esconder (que ele adora), de cosquinhas, de procurar a gata pela casa, de tirar e colocar pecinhas dentro de potes diversos. No final do dia, dava um banho morno e assistíamos um DVD juntos, quase sempre do Cocoricó. É uma delícia vê-lo dando gargalhadas nas brincadeiras, vê-lo assistir o desenho com interesse (e muitas vezes canto as musiquinhas para ele também). Porém, acho que essas atividades o estavam deixando agitado. Bento não é do tipo de criança que se acalma fácil. Ele precisa desacelerar, desligar das atividades do dia para relaxar melhor.

Então passei a interagir com ele de forma mais tranquila. Brincamos com as pecinhas, mas ele sentadinho. Brincamos com o caixa-encaixa (agora ele passou a tentar colocar as chavinhas nas fechaduras), providenciei potes e caixas pequenas para ele colocar pecinhas dentro. Ele também está na fase de explorar armários, então deixo ele brincar com coisas inofensivas, tipo bacias da área de serviço, potes coloridos da cozinha, sabonetes no banheiro (sempre supervisionado, claro).

A segunda grande mudança veio depois do banho: substituí o DVD por livrinhos de história. Eu já lia para ele, mas sem horário definido e não todos os dias. Mas, depois das dicas de que os bebês ainda não diferenciam sonho e realidade, concluí que ele possa ficar com medo de algo que viu nos desenhos, ou agitado com as musiquinhas. A partir de agora, desenhos só durante o dia, no máximo até as 18h. Também estou oferecendo mais o sapinho para ele dormir - e ele tem aceitado, até abraça o brinquedo.

A terceira mudança significativa que adotei foi espichar um pouco a rotina e colocá-lo para dormir um pouco mais tarde. Anteontem ele dormiu às 20h30 e, apesar de ainda acordar várias vezes à noite, apenas em uma delas sentou no bercinho, e em nenhuma acordou chorando e gritando. Já ontem ele dormiu às 20h, e estava realmente cansado, esfregando os olhinhos e manhoso. Acordou duas vezes chorando, mas rapidamente voltou a dormir. Porém, despertou totalmente às... 4h45 da manhã. E não teve jeito de voltar a dormir. Por volta das 5h30 mamou, já começou a conversar e a brincar.

No geral, estou vendo pequenos progressos. Realmente acho que essas alterações estão mesmo relacionadas ao desenvolvimento, e que tantas novidades acabam provocando pesadelos em crianças tão pequenas.

Por fim, indico outro artigo que achei bem interessante. É da Dra. Andréia Mortensen, neurocientista, colunista do Guia do Bebê e mãe de 2 crianças. Reproduzo aqui alguns dos trechos que mais gostei:

"A inabilidade do bebê de adormecer sozinho, sem ajuda, é de sua natureza. Antes de 2 ou 3 anos não há maturidade neurológica para tal. Então, ao 'treinar' um bebê a adormecer sozinho estamos passando por cima de sua natureza do desenvolvimento, que acontece em fases, em um aprendizado longo e complexo."

"O choro de frustração não pode ser considerado falso por não apresentar uma razão física visível(...). O choro atendido pelos pais tem importância fundamental para a formação de vínculos e estabelecimento do laço afetivo familiar."

"A mãe acalenta o bebê com um embalo ritmado, lento, afagos leves e ao som de uma melodia delicada e sussurrante de sua voz, e com isso o bebê se entrega e adormece. Deve-se lembrar também que embalar o bebê lhe confere estímulos sensoriais necessários ao estabelecimento do tônus muscular."

"É mito que bebês que são treinados a dormir a noite toda nunca mais acordariam. O bebê muda constantemente conforme seu desenvolvimento e isso interfere em seu sono. Então, é falaciosa a prescrição de soluções eternas para a criança dormir a noite toda, porque sempre que há mudanças em sua vida (como entrada em escolinha ou mudança de professora, um atrito com amigo na escola, mudança para nova casa, férias, doença, saltos de desenvolvimento e outros) há provavelmente uma causa emocional para a mudança no padrão de sono."

No final, ela lista algumas recomendações para auxiliar no sono dos bebês. Gostei muito e recomendo. Quem quiser ler o artigo todo, clique aqui.
 
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