30 de setembro de 2008

1° de Julho

Às vezes a gravidez dá medo.

Medo pela saúde do bebê, por sua inteligência, pela responsabilidade de gerar outro ser.

Medo de comer alguma coisa que possa fazer mal à criança. Qualquer coisa boba gera várias dúvidas, de café a comida japonesa. Uma coisa é fazer mal pra gente, outra é o bebê ser prejudicado.

Medo do parto. De na hora, acontecer alguma coisa, de algo dar errado.

Medo de perder o bebê. De em certo momento, ir ao banheiro e ver que a menstruação voltou.

Medo de ensinar, de educar, de distinguir corretamente o certo e o errado para uma criança.

"Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração"
Renato Russo

29 de setembro de 2008

Bicho de 7 cabeças


Voltei.
Depois de semanas arrumando mudança, casa nova e colocando tudo em ordem, voltei à blogosfera. E não bastassem as novidades da volta à cidade natal, descobri há uma semana que estou grávida!

Eu e marido queríamos muito e ficamos muito felizes. O baby crescerá no interior, perto das avós, com cachorro no quintal. Como sempre achei interessante ler sobre isso e sempre quis que alguém contasse o que acontece e o que sentimos, sem a imparcialidade e frieza das revistas e artigos especializados, vou contar aqui toda a gravidez aos poucos.

Primeiro, a descoberta.
Uma mistura de felicidade e incerteza. De alegria pelo bebê que virá, de dúvidas sobre estar mesmo grávida. Sim, pois os primeiros sintomas são bastante parecidos com o período pré-menstrual. Seios inchados, cólica, irritação, choros sem motivo. Daí a menstruação não vêm e sentimos enjôos, azia, tontura. Pouco (até agora pelo menos), mas juntando tudo... A cólica do começo gerava mais dúvidas ainda sobre a gravidez, mas é comum, é o organismo se adaptando à novidade. Logo diminui e some. Ao contrário dos enjôos e azia, que aumentam.

"De repente", os doces ficam muito doces. Não conseguimos comer muito de uma vez, tem que ser aos poucos e várias vezes ao dia. E dá uma moleza, um cansaço sem estar cansada.

Dá um medo enorme de que aquele serzinho crescendo dentro da gente não nasça perfeito. É uma puta responsabilidade da mulher: formar outra pessoa dentro dela. Dá muito medo, insegurança. É um bicho de 7 cabeças.

E ao mesmo tempo não é. É a natureza seguindo seu curso, pois o organismo faz tudo sozinho. Claro que precisamos dar uma forcinha, estar atentos à alimentação, fazer exercícios leves, dormir... Mas é muito mágico como, diariamente, o feijãozinho cresce um pouco mais. E muda completamente nossa vida.
 
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