Alguns anos atrás, uma menina comum virou mãe. De um menininho lindo, tagarela e peralta, o filhote mais lindo do mundo. Uma mãe também comum, real, que erra tentando acertar. Uma mãe constantemente aprendiz.
Meu namorido recebeu uma proposta de trabalho no interior do Estado e, durante 3 meses, vou ficar indo e vindo de SP pra lá e de lá pra cá, até definirmos se mudaremos ou não. Nesse período sozinha em casa, já comecei a rezar para o tempo passar rápido, para nenhum alienígena aparecer e me abduzir (tenho PAVOR de alienígenas, outro dia falo disso) e para as coisas sobreviverem sem quebrar. Sim, as coisas sempre resolvem quebrar quando não tem ninguém pra consertá-las. E nesse ponto sou bem mulherzinha, odeio e não sei consertar coisas elétricas, mecânicas e afins. Essas são tarefas masculinas e pronto. Até agora o Murphy tem sido meu amigo, mas como nem sempre ele está de bom humor, já demonstrou alguns sinais de que vai dar as caras em breve. Ontem, quando cheguei de viagem, a internet não funcionava. Nossos computadores eram ligados em rede e, quando levamos as primeiras coisas do namorido para a outra cidade, entre elas foi seu computador. Só que não lembramos de recolocar os cabos todos no lugar para a internet funcionar no meu. Resultado: cheguei cansada da viagem, com fome, começando a jornada 1-mês-sem-marido, e agora sem internet. Como nos falaríamos sem msn, webcam, e-mails? Haja telefone... E para eu poder trabalhar? Fuça que fuça, liga e religa cabo, reinicia o comp.... nada. Tive que apelar: "alô amor, a net não funciona...". No fim era um único maldito cabo desconectado. Eu, com toda minha destreza informática, não vi o infeliz no meio de um emaranhado de fios. Mas ufa, problema resolvido. E lá vem o Murphy de novo. Logo de manhã, vi uma torneira vazando na área de serviço. E o chuveiro começou a dar sinais de querer queimar. Pra completar, o vizinho resolveu fazer uma reforma (a enésima, não sei mais o que tanto há para arrumar na casa dele) e o quintal está cheio daquela poeirinha branca grudenta, me obrigando a me programar para lavar roupa. Em compensação, meus gatos estão um grude. Minha única companhia em casa pelo menos está realmente sendo companheira. Agora é rezar para o chuveiro resistir.