23 de julho de 2014

12 Semanas e o fim dos enjoos

Depois de contar a notícia da segunda gravidez e pontuar as diferenças da primeira para a segunda gestação... não consegui mais voltar a postar aqui. Mas esse sumiço teve vários motivos bastante justificáveis rs...

O primeiro motivo foram os enjoos. Eu já tinha comentado sobre eles no post anterior, mas dessa vez foi tão mais forte e prolongado que na gravidez de Bento que fiquei "inapta" a fazer qualquer coisa que não o básico. Passei dias inteiros enjoada, sem vontade nem de olhar para qualquer item comestível. Só ia para a cozinha porque precisava preparar almoço/jantar para Bento. Até comerciais que mostravem comida me reviravam o estômago. Muitas noites nem consegui comer, preferi uma sopinha ou caldo, ou até mesmo um copo de leite com torrada, só para não ficar sem comer e o enjoo piorar. E isso tudo me deixou indisposta e irritada.

Mas aí, quando entrei na 11ª semana (semana passada!), os enjoos começaram a diminuir. E bastou entrar nesta atual, em que a maioria das mães relata melhora dos sintomas do primeiro trimestre e... plim! Os enjoos sumiram como mágica! Em seu lugar já tenho sentido mais fome que o habitual, e fome de co-mi-da. Continuo meio avessa aos doces, mas não tenho mais asco ao vê-los como antes. Agora já consegui aproveitar o arroz doce e o pudim da minha mãe!

Falando em minha mãe, este é o segundo motivo do meu sumiço bloguístico. Estamos no interior, na casa da vovó, aproveitando as férias escolares de Bento. Enquanto ele curte as brincadeiras com a avó, eu aproveito para não precisar cozinhar e poder comer quitutes! Uma semi-férias para mim, que continuo trabalhando, mas ao menos dei uma pausa nos afazeres domésticos.

Também aproveitei a vinda ao interior para fazer os exames do pré-natal, já que meu plano de saúde ainda é daqui. E coloco aqui uma fotinho da ultrassonografia de 12 semanas. Baby2 está bem, se mexeu bastante durante o exame. Colocou as mãos na cabeça, na boquinha, se virava... aproveitando todo o espaço que tem. Bento foi comigo e adorou ver o/a irmãozinho/a na televisão :)


E o post já ficou longo e nem comecei a contar das reações de Bento! Mas prometo não ficar ausente por tanto tempo. Quero contar como ele recebeu a notícia, o palpite dele com relação ao sexo do bebê... o não-enxoval do baby2.... os comentários sobre as diferenças de idade entre os irmãos... Iche, assunto não vai faltar!

1 de julho de 2014

As diferenças entre a primeira e a segunda gravidez



Estou entrando na 9ª semana. Biscoitinho no forno, famílias e amigos já sabendo da novidade, Bento já sabendo que ganhará um irmão ou irmã. Antes de contar sobre as reações dele, venho pontuar as principais diferenças que senti de uma gravidez para outra.

Os enjoos
Na gravidez n° 1 tive bem pouco enjoo, quase nada. Lembro de enjoar de doces e preferir pratos salgados. Também lembro de sentir fome, fome mesmo, e não querer comer apenas lanches, mas comida. Lembro ainda de sentir azia, principalmente no final (e, para quem acredita na crença de que azia é sinal de bebê cabeludo... bento nasceu carequinha).

Já na gravidez n° 2, os enjoos não apenas surgiram como vieram mais fortes e constantes. Engraçado que não tive os chamados 'enjoos matinais', mas principalmente à tarde e início da noite. Às vezes duram o dia todo! Em muitas ocasiões não consigo jantar, e o que me salva são caldos e sopas ou um pãozinho com leite. Não consigo nem pensar em nada engordurado, com queijo derretido. O enjoo de doces e a preferência por salgados se repetiu. Mais de uma vez apenas de olhar uma foto ou comercial de comida já subiu aquele azedo na garganta. Não cheguei a vomitar nenhuma vez, mas o mal estar surge e quase sempre só melhora na manhã seguinte.

A barriga
Na gravidez n° 1 a barriga demora a aparecer. Eu lembro de estar com 20 semanas e só aí começarem a perceber que eu estava grávida. O ganho de peso não foi exagerado: 12 quilos.

Na gravidez n° 2, não estou acima do peso, mas já comecei 2 kg acima do que estava quando engravidei pela primeira vez. É nítido que o corpo reage mais rapidamente às mudanças da gestação. Quem não me conhece não diz que estou grávida, mas a barriga já começa a despontar.

O emocional
Eu lembro de ter sentido bastante as mudanças hormonais na primeira gravidez. Lembro de sofrer variações de humor: em um momento estava nervosa, me irritava com coisas pequenas; em outro, chorava à toa. Os mais próximos (ou seja, minha mãe, marido e a cachorra hahaha) foram os que mais vivenciaram e me aguentaram durante essas alterações.

Na gravidez n° 2, não tenho sentido variação nenhuma. Não tenho crises de choro, nem de irritação, nem de nervoso. Estou muito mais tranquila. Não sei se as variações hormonais não me afetaram tanto emocionalmente ou se a cabeça é outra mesmo. O fato de já ter um filho para cuidar não deixa muita brecha para nada.

E o fator emocional é algo que muita gente menciona ser diferente na segunda gestação. É incrível como, na primeira, a ansiedade é maior. Queremos montar do quarto, comprar roupinhas, preparar o enxoval. Ficamos curiosos por saber o sexo, passamos meses pensando e escolhendo o nome. Já na segunda... muita coisa é reaproveitada do irmão mais velho. Até agora não comprei nada, nem mesmo tirei do armário o que já tenho guardado para ver como está. E o nome... nem temos ideia.

"Parabéns! Para quando é o bebê?"


No próximo post conto as reações de Bento :)

26 de junho de 2014

E o segundo sol vem aí

Eu tinha decidido parar o blog. Estava meio cansada da blogosfera toda, achando tudo "mais do mesmo" ou "comercial demais", ou sei lá. Desmotivei. Deixei o blog aberto, enquanto pensava em um texto pra fazer a despedida e agradecer todo mundo que já veio aqui, ler o que escrevo, conhecer Bento e minha história.

Aí, em uma certa terça-feira.... um teste de farmácia me mostrou a segunda linha. Aquela mesma linha que vi anos atrás.


Lá no fundo eu já tinha certeza do positivo, mas queria fazer o teste. Queria ver a segunda linha aparecendo. Queria ver a cara de marido, se seria igual à da primeira vez.

Fiquei quietinha até o dia seguinte. Convidei marido para sairmos e comprei um presentinho. Eu não tinha dito a ele que estava atrasada, não contei de minhas suspeitas. E a cara dele vai ficar guardada na minha cabeça.


Isso tudo aconteceu no começo deste mês, mais precisamente dia 04/06. Ainda fizemos mais um teste juntos, só pra ver de novo a linhazinha aparecendo.


Então, enquanto processava a coisa toda e lidava com os primeiros enjoos... resolvi reler posts antigos, de quando engravidei de Bento. Li como me senti, desde a descoberta até os primeiros enjoos, a dúvida sobre o nome, o nascimento.

E, assim, acabei ganhando uma nova motivação para voltar a escrever. Quero registrar esse momento. Quero registrar como me sinto nessa segunda jornada. Os sentimentos, a diferença de uma gestação para outra. A reação de Bento. Afinal, não seria justo com o segundo filho se o primeiro teve seus fatos mais importantes contados e registrados, para que eu não esquecesse, para guardar na memória, além de ficar no coração.

Ah, e agora o blog vai mesmo ter que mudar de nome :)

28 de abril de 2014

5 anos


Meu pequenino,

E então chegamos a mais um aniversário. Cinco anos!
Você estava doido para fazer 5 anos. Você diz que agora será maior e mais forte. Diz que irá sempre obedecer e não irá teimar, olha só! Diz que não reclamará mais quando precisar limpar o nariz ou cortar as unhas dos pés. Que passará a tomar banho sozinho e que não pedirá mais para que eu fique em seu quarto na hora de dormir (mas pode pedir, viu, filho!).

Você já faz tanta coisa! Já escreve seu nome e sabe todas as letras. Conta números em inglês, anda com sua bicicleta por todo lado e já está quase aprendendo a andar sem as rodinhas. Vai na casa dos amigos e os recebe em casa. Já até dormiu na casa da prima sem mim!

A cada ano, você aprende mais, cresce mais, vive mais. Aquele bebezinho que você já foi um dia ficou para trás, e você agora é um menino. Meu menino.

E, como menino, já tem seus próprios interesses. Quer escolher a roupa que irá vestir, gosta quando o balanço vai bem alto, sabe quando está cansado. Não gosta muito de pintar, nem é muito fã de melancia. Adora jogos, super-heróis e videogame.

E eu queria te dizer uma coisa. Sabe, filho, a vida lá fora é um pouco parecida com seus jogos de videogame. Também é cheia de fases, umas mais fáceis, outras mais difíceis. Na maioria das vezes, você precisará vencer todos os desafios de uma delas para avançar para a próxima. Em outras, você precisará enfrentar vilões, alguns mais  fracos, outros bem poderosos.

E eu queria que você soubesse, filho, que sempre estarei pronta a te ajudar a enfrentar essas fases. Mesmo naquelas que você precisará vencer sozinho, estaremos aqui, eu e seu pai, para te apoiar, te acarinhar, te incentivar. Aliás, nem sempre você irá vencer. Mas, com perseverança e coragem, você poderá enfrentar qualquer desafio, qualquer vilão. Até os "mestrões".

Que você lembre sempre disso, filho. Saiba sempre que estamos aqui. Mantenha sua alegria, seu riso fácil, até mesmo sua inocência, na medida certa. Por mais muitos e muitos anos.

Te amo,
Mamãe

15 de abril de 2014

A vida social antes e depois dos filhos - parte 2

Como contei no post anterior, após Bento nascer nossa vida social ficou mais restrita. Não deixamos totalmente de ter nossos passeios de adulto, mas limitamos os eventos, em número, situação e companhia.

Um fator que enfatizei é que nós não tínhamos como contar com familiares para cuidar de Bento enquanto saíamos e, por isso, sempre o levamos. Até que minha irmã, que morava na Itália, voltou ao Brasil. E teve sua filhota, uma menina linda que hoje está com 3 anos e meio. E nós voltamos a morar na mesma cidade.

Mas até então, não tinha surgido oportunidade para que os primos dormissem um na casa do outro. Os dois brincam, se dão bem, mas dormir é outra história. Principalmente pelo já conhecido medo do escuro. Até que surgiu um convite para um casamento. E o convite era restrito a mim e marido. No children included.


Ficamos então com duas opções: ou Bento fica com alguém, ou não vamos. Conversei com ele e com minha irmã e resolvemos fazer o teste: ele dormiria lá na casa da prima. Ele só me perguntou se, quando quisesse ir embora, se eu iria buscá-lo. Eu enfatizei que sim, que a hora que ele quisesse, mesmo que de noite.

No dia do evento, ele estava bem animado de ir para a casa da prima. Separou alguns brinquedos, que coloquei em sua mochila junto ao pijama e escova de dentes. Ao chegarmos lá, os dois brincaram tanto que, na hora da despedida, nem quis se alongar.

E, enquanto partimos para o casamento, minha irmã preparou um lanche, colocou o colchão na sala e fizeram um "cineminha". Ficamos com os celulares a postos, liguei após acabar a cerimônia e antes da festa. Estávamos preparados para sair da festa a qualquer momento. Se ele não quisesse dormir lá, se chorasse, se pedisse por nós, iríamos buscá-lo a hora que fosse.

Mas o celular não tocou. Eu o verificava de meia em meia hora, mas nada. Conseguimos aproveitar a festa, jantar com calma, até dançar. Não fiquei 100% sossegada por ser nossa primeira vez sem ele, mas deu para curtir bastante. Saímos da festa 4 da manhã!


uma fotinho pra registrar nosso primeiro vale night!

Na manhã seguinte... Sete da manhã uma mensagem da minha irmã dizendo que Bento tinha acordado e que estava tudo bem. Cochilei mais um pouquinho, 8h e pouco liguei lá e logo saí para buscá-lo.

Chegando lá ele estava tranquilíssimo. Tomou café da manhã, brincou um pouco e estava me esperando. Pediu para ir para casa, mas sem desespero. Sem choro, sem drama, sem medo de que não fôssemos buscá-lo. Passou no teste!

Ah, uma coisa importante: eu fiquei es-tra-ga-da. E olha que nem bebo nada, só tomei 1 taça de espumante. Mas o sair, voltar tarde, não dormir direito... Quem tem filho não tem como sair à noite e achar que vai dormir até meio-dia e passar à base de doritos depois. Parecia que eu estava com gripe, com dor no corpo todo. E o dia seguinte vem que vem, com filhote querendo brincar, tendo que almoçar e todo o restante correndo normalmente. Fiz uns sanduíches, deixei ele brincar com os amigos da vizinhança e assim foi.

E foi assim que, depois de quase 5 anos, eu e marido conseguimos uma noite só nossa. Com ajustes, com filhote pra buscar e cuidar depois, mas deu para curtir. Mesmo que esporadicamente... existe vida social pós-filhos!
 
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