14 de novembro de 2014

Sobre o tempo, o amor e o equilíbrio quando chega o segundo filho




Quando pensamos na mudança da dinâmica familiar com a chegada de um segundo filho, uma das coisas que mais lemos por aí é sobre o receio de não amar o bebê como amamos o primogênito. Amamos tanto aquele primeiro, tivemos tempo para nos dedicar exclusivamente a ele, foi tudo tão novo e especial... Será que conseguiremos dar ao segundo bebê o mesmo amor, a mesma atenção, o mesmo carinho?

Eu penso um pouco nisso, mas mais em relação ao tempo. Tenho medo de não conseguir dedicar meu tempo ao bebê como pude fazer com Bento. De não conseguir niná-lo o quanto gostaria, ler pra ele, brincar com ele no chão, passear de carrinho, observá-lo descobrir o mundo. A vida que tenho hoje é diferente da que tinha 5 anos atrás. Eu só tinha ele de pequenino em casa, era mais fácil equilibrar os afazeres, mesmo com toda a novidade que se instalou quando ele nasceu.

Eu sei que, em toda família com mais de uma criança, a dinâmica da casa fica inevitavelmente diferente do primeiro para o segundo filho. Toda família passa por essa adatação a essa nova realidade. Simplesmente a família não é mais a mesma, os pais já passaram pela experiência impactante proporcionada pela chegada de um bebê. Até a casa é diferente, os horários, os móveis, a rotina, os brinquedos espalhados. Não há como ser a mesma coisa.

Por isso, meu maior receio na verdade não é nem esse. Isso tudo está bem claro pra mim. E, o mais importante: eu sei que vou amar Tomás como amo Bento. Porque ele foi desejado, foi esperado. Porque sempre pensamos em mais de um filho. E porque já o amo, antes mesmo dele nascer.

Meu maior receio está relacionado ao Bento. Com as reações dele, com os sentimentos dele. Em como eu farei para continuar sendo mãe dele no mesmo grau de atenção e cuidado. Como conseguirei equilibrar as necessidades de afeto de cada filho, por ambos estarem em fases tão distintas.

Tomás será o bebê que estará "pendurado" em mim por um bom tempo. Estará sempre no meu colo em função da amamentação, de colocá-lo para dormir e porque sempre fui mãe "coleira" mesmo. Exigirá mais dedicação por ser mais frágil, até aprender a andar, comer, e acompanhar o irmão. E atrairá mais a atenção das pessoas, que sempre ficam encantadas pelas fofurices dos bebês.

Bento será o mais velho. O que já corre, toma banho sozinho e está até aprendendo a cortar os alimentos com a faca. O que estreará no ano que vem no primeiro ano do ensino fundamental. O que "não tem mais tanta graça" porque solta pum fedido, anda de bicicleta sem rodinhas, vai no parque do condomínio com os amigos e não mais só comigo e joga videogame.

Ambos terão necessidades diferentes de mim e do pai. Um exigirá o cuidado total, para alimentação, para se vestir, aprender a falar, engatinhar, andar. Outro estará aprendendo a ser mais independente, a fazer suas lições de casa, a se virar para ir ao banheiro quando passa a tarde na casa do amiguinho.

Bento sempre foi apegado a mim, sempre demandante de companhia. Gosta de ser cuidado, gosta que brinquem com ele (na verdade, detesta brincar sozinho!). É carinhoso, atencioso e interage bem com os bebês com os quais convive. Sabe que são menores que ele e que não conseguem fazer o que ele faz. Mas tudo isso é a teoria. Ter um bebê dentro da casa dele, no colo dos pais dele é algo que simplesmente não fazia parte da realidade dele.

E é esse é meu maior receio. Se saberei conciliar as necessidades de ambos, se conseguirei atender aos dois filhos, sem preterir nenhum. Se conseguirei demonstrar a eles que ambos fazem parte de mim, ambos são meus amores, ambos são minha vida.

 "Haverá muitas ocasiões nas quais você achará que falhou. Mas nos olhos, coração e mente de seu filho, você é uma super mãe"

Imagens: We heart it.

3 de novembro de 2014

Dos incômodos da gravidez



Esta gravidez tem sido bem diferente da primeira. Há semelhanças também, como o formato da barriga (não é à toa que vem aí outro menininho!). Mas as diferenças se destacam.

Na primeira vez, eu tive aquela gravidez "de revista". Pouquíssimos enjoos, um pouco de azia, um pouco mais de sono. Não tive mudanças significativas na pele e nos cabelos, como muita gente percebe. Ganhei, no total 12 quilos.

Já nesta, os sintomas diferentes apareceram logo no começo. E tem sido assim a cada mês, a cada semana. As diferenças foram tantas que até listei algumas aqui:

- Acne: esse foi um dos primeiros sintomas. Logo nas primeiras semanas, minha pele ficou horrível! Espinhas grandonas, que não sumiam, cravos, oleosidade excessiva. Meu rosto parecia de adolescente. Só melhorou depois de uma senhora limpeza de pele.

Enjoos: este foi bem significativo, como já contei. Até pensei que baby fosse menina, por não ter tido na primeira vez e de tanto me dizerem que gravidez de menina provoca mais enjoo. Só foi melhorar por volta da 13ª semana.

- Fome: depois dos enjoos, a fome. Esse foi dos poucos que bateu com a primeira gravidez, quando também sentia fome de co-mi-da. Não é nada desesperador, mas não dá pra ficar muito tempo sem comer. Melhor ainda comer picadinho, em pequenas porções, por causa da...

- Azia: da primeira vez, tive mais azia no final. Agora a danada já apareceu. Esporádica, mas presente. E nem dá pra dizer que é sinal de bebê cabeludo, pois Bento nasceu carequinha.

- Dor de cabeça: a primeira gestação foi o céu na terra para mim, que sofro de enxaquecas. Não tive absolutamente nada de dor de cabeça. Que paraíso! Só fui lembrar o que era enxaqueca no pós-parto, por causa da anestesia. Já nesta... não só tive como várias vezes, até em parte do segundo trimestre. Ainda bem que passou.

- Tontura: tive um pouco na primeira, várias vezes na segunda. Principalmente nesses tempos secos e quando está muito calor.

- Prisão de ventre: tive em ambas. É algo comum na gravidez e eu não fugi à regra. Mas a consequência aqui foi bem chata: hemorróidas. Na primeira vez tive só um pouquinho e bem no final. Nesta, já estou sofrendo. Gente, que coisa horrível! Se eu pudesse escolher uma só coisa para não ter, para me livrar... seria isso.

No mais, nas duas vezes tive cãibras, gases, falta de ar, sono conturbado com sonhos malucos e insônia, e os famosos xixis constantes e em parcelas. Não tive a linha nigra, nem estrias (uhuuu! adorei essa parte!). Mas deixei para o final um dos sintomas mais significativos e evidentes nesta segunda gestação: o cansaço.

Na primeira vez eu tive bastante sono, principalmente no primeiro trimestre. Dava 8 da noite e eu pescava no sofá. Desta vez não foi tanto o sono em si, mas o cansaço mesmo que me derrubou. Talvez por não ser a primeira vez, talvez pela idade (primeira gestação aos 30, segunda aos 36). Mas o que acho que mais contribuiu para isso foi o fato de eu já ter um filhote para cuidar.

Na gravidez do primeiro filho podemos descansar com mais frequência. Podemos tirar um cochilo no meio do dia, dormir e acordar na hora em que o corpo pede. Na segunda, isso fica bem mais complicado. Temos um filho mais velho para dar atenção, que pede comida e lanche, traz lição de casa da escola, precisa de roupa limpa para vestir. Que me requisita para brincar, ler uma história, ver um desenho e segurar sua mão para dormir. Por isso acho que esta é a característica mais marcante de uma segunda (ou terceira etc.) gestação.

Enfim, cada gravidez é única. Podemos ter alguns dos sintomas e incômodos característicos, ou nenhum, ou todos. O maior consolo é que, da segunda vez, a gente sabe que passa.

28 de outubro de 2014

O nome de baby2

Desde que descobrimos o sexo de baby2, começamos a cogitar os possíveis nomes. Antes, quando descobrimos a gravidez, eu até pensava sim em opções, buscando significados e ideias por aí. Mas nada muito enfático. Eu e marido esperamos saber o que viria para realmente discutir o assunto.

Com o nome de Bento a história foi outra. Primeiro filho, mil expectativas, mil sugestões e discussões. Eu gostava de um nome, marido vetava. Ele sugeria outro, eu não queria. Foi praticamente uma guerra, que durou meses. Até que escolhemos: Bento.

Desta vez nossa tranquilidade foi tanta que o nome acabou vindo rapidinho. Não teve ansiedade, nem discussões, nem palpitaria. Certa noite sentamos no sofá com um livrinho simples de "nomes de bebês", abrimos em uma página qualquer e começamos a ver as sugestões. Achamos alguns significados curiosos para nomes conhecidos, rimos de opções esquisitas para nossa língua... tudo muito leve e despretensioso. Escolhemos uns dois ou três "talvez". Aí chegamos na letra T.

E aí, em um certo nome, deu aquele clique e ambos dissemos que gostamos.

Mas não batemos o martelo na hora. Deixamos em aberto, ficamos pensando sobre isso. Falamos com um ou outro amigo, com alguns familiares, mas bem no clima "estamos pensando ainda". Só que o nome foi ficando tão natural pra gente que nenhum outro se sobressaiu mais.

O momento da decisão foi quando marido se lembrou de uma coisa. Uma música que gostamos e que até Bento também curte. A música é essa aqui:


Um tempo atrás, não lembro exatamente quanto mas há mais de um ano, Bento ouvia essa música e cantava do jeitinho dele. E, no lugar do refrão, quando o cantor diz: "and dreams of Para-para-paradise...", ele dizia "hello, hello, hello Tomás"...

E foi a lembrança dessa música que nos fez definir o nome de baby2: Tomás.

Que o irmão mais velho já chamava, faz tempo, mesmo sem saber.

20 de outubro de 2014

Leituras e Leiturinhas



Quem me acompanha há algum tempo já conhece meu Projeto Leitura. Iniciado em 2013, criei o Projeto para me motivar a voltar a ler. A meta inicial era simplesmente retomar o hábito da leitura, saindo dos livros exclusivamente voltados à maternidade.

Em 2012 foram 16 os livros lidos. Em 2013, com a meta criada, passei para 24. Diversifiquei os temas literários, criei um círculo de leitura com amigas e entrei no Skoob.

Já neste ano de 2014, participei de meu primeiro Desafio Literário, que ainda está em andamento. E, até agora, já li 23 livros. Estou quase superando o número do ano passado - e o ano ainda nem acabou. Yeah!

Daí que tenho percebido que, apesar de eu adorar esse assunto, ele estava ficando perdido aqui no blog. Mesmo eu tendo planejado uma reforma por aqui (que não sai do papel, afe!), ainda é um blog centrado no tema maternidade.

Então resolvi criar um blog novo, apenas sobre minhas leituras: o Leituras e Leiturinhas. Lá vou postar minhas resenhas, dicas e impressões sobre livros, participações em Desafios Literários e até sorteios. Lá também vou dedicar uma tag especial aos livros infantis (por isso o Leiturinhas, hehe!).

Ainda estou no comecinho do blog novo, fiz apenas a apresentação. Mas já está aberto para quem curtir esse assunto, quem quiser conversar sobre livros, compartilhar dicas e opiniões. É só clicar aqui ou no link que coloquei na lateral do blog :) Espero vocês!

9 de outubro de 2014

Rapidinhas da gravidez e do Bentês


Um post em tópicos com algumas notícias rápidas. Primeiro, sobre a gravidez:

- Na ultrassonografia em que vimos o sexo do baby, a segunda morfológica, vimos também que ele está bem grande. Todas as medidas estão iguais ou próximas ao limite superior. Com 21 semanas estava com 528 gramas (sendo que nesta fase os fetos têm, em média, de 331 e 467), fêmur a 38 (normal de 31 a 39) e úmero (braço) a 36 (normal de 28 a 36), apenas para citar alguns exemplos. No laudo a médica concluiu: "bebê grande para a idade gestacional". E isso foi 2 semanas atrás, hoje já deve estar um pouco maiorzinho.

- Isso me assustou um pouco, a princípio. Fiquei com medo de um bebê muito grande significar algum problema. Aí lembrei que Bento também sempre foi grande e que o pai tem 1,93 m de altura. Tenho um sobrinho que também é bem alto - hoje, aos 18 anos, tem a mesma altura de meu marido. Espero, então, que seja apenas a genética puxando o tamanho do bebê para cima, já que os exames estão normais. Amanhã tenho obstetra, veremos que ele diz.

- Tenho acordado todos os dias por volta das 5h, 5h30 da manhã. Olho o relógio e volto a dormir por mais uma hora, quando efetivamente começo o dia. Seria esse um preparo para a primeira mamada da manhã? Um sinal de que baby2 será madruguento como foi o irmão mais velho?

- Baby2 se mexe muito. Bastante mesmo. A qualquer hora, em períodos distintos do dia. Às vezes acordo de noite e ele está dando seus pulinhos e chutinhos. Espero que não seja sinal de agitação excessiva! Baby2, por favor, durma bastante quando vier ao mundo! :)

- Eu sigo levando bem essa gestação. Não tive mais dor de cabeça, as tonturas estão esporádicas e o apetite está a toda. Sinto mais cansaço e conto os minutos para acabar o trabalho. Ainda não arrumamos quase nada do enxoval. Até agora, engordei pouco mais de 6 kg (sendo pouco mais de 0,5 kg só do bebê!).

E, como faz tempo que não escrevo fofurices do Bentês, vim registrar algumas:

- Bento está levando tão bem a história de ter um irmão que me impressiona. A todos que pergunta, fala disso com a maior tranquilidade. Outro dia um amigo perguntou se ele vai ajudar a trocar a fralda de cocô do bebê e ele disse que sim!

- Outro dia ficou espantado de saber que o bebê vai nascer banguela e, talvez, com pouco cabelo. Viu fotos dele mesmo bebê e estranhou a carequice. E perguntou: "eu também nasci sem nenhum dente??"

- Quando comemos algo que ele gosta, diz que o irmão está experimentando tudo e que vai gostar igual a ele. Foi assim com a coxinha no ultrassom, com morangos, com o pudim da avó.

- Ele sabe que ainda vai demorar para o bebê chegar, mas às vezes se cansa dessa espera toda. E já achou a espera tão longa que ficou confuso com o tempo: "Mãe, quando o neném nascer, ele vai ter quantos anos?"

- Bento sempre foi uma criança carinhosa. Sempre foi de abraçar e beijar (mas somente faz isso com quem conhece e se sente à vontade). Já o vi fazendo carinho na cabeça de outros bebês, como a priminha. Mas tem me surpreendido com as demonstrações de afeto com o bebê, ainda tão abstrato e só "visível" pelo volume da minha barriga. Mais de uma vez, ao me abraçar, beija espontaneamente minha barriga. E eu morro um pouquinho toda vez :)
 
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