14 de agosto de 2014

E o que seu filho está achando de ganhar um irmãozinho?



Essa é a pergunta que mais ouço desde que descobrimos a segunda gravidez. Perguntam como ele reagiu à notícia, se está demonstrando ciúmes, se curtiu a ideia de se tornar o irmão mais velho.

Nós resolvemos contar a ele logo que descobrimos. Mesmo sabendo que ainda seria muito abstrato para ele, que não notaria mudanças assim tão de imediato. Mesmo sabendo que as reais transformações, passando pelo crescimento da minha barriga e alterações na minha disposição até a mudança no quarto dele, ainda demorariam a surgir. Mesmo assim, eu e o pai decidimos por contar a ele em primeiro lugar, antes de qualquer outra pessoa. Fizemos assim porque sabemos que  o assunto 'bebê' surgirá muito em nossas conversas de agora em diante, não há como nem por que esconder. Mas, principalmente, porque ele é quem mais sentirá todo o impacto da novidade.

Contamos a ele alguns dias depois do teste de gravidez ter dado positivo. Eu e o pai contamos juntos, na sala de casa. Foi tudo bem simples e direto. Dissemos que ele ganharia um irmãozinho, que ainda não sabemos se é menino ou menina. Que o bebê está crescendo na minha barriga, que ainda é muito pequenino e que demorará a chegar. Ele só quis saber mais ou menos quanto tempo demoraria para o bebê nascer, fez um ou outro comentário do tipo "legal", e mais nada. Não perguntou como o bebê foi parar na minha barriga, grazadeus.

Desde então o assunto foi abordado de forma tranquila, tanto por nós quanto por ele. Logo na mesma semana pequeno disse que contou a novidade para a professora que, segundo ele, "ficou animada". Disse para as avós que "tem um neném na barriga da minha mãe" e que "ainda vai demorar pra nascer". Ele recebeu a notícia de uma forma até mais natural do que eu esperava.

Algumas pessoas me perguntam sobre ciúmes, mas ainda acho cedo para se falar nisso. É fato que algumas crianças demonstram, desde a gestação da mãe, ciúmes do irmão que está por vir. Dizem que não querem o irmão em casa, que não vão dividir o quarto, coisas do tipo. Bento disse algumas poucas vezes que não emprestaria seus brinquedos ao bebê. Mas acho que as maiores 'batalhas' virão mesmo quando o bebê nascer e se tornar efetivamente real.

Como são muitas pessoas perguntando sobre a gravidez o tempo todo - avós, tios, tias, amigos, vizinhos -, achei que ele fosse se cansar de falar disso. Mas ele sempre reage bem e responde o que as pessoas perguntam. Mas o mais curioso é: quando perguntam se o bebê é menino ou menina, ele sempre diz que terá uma irmãzinha.

Pois é. Desde que a gravidez aconteceu, ele diz que o bebê é uma menina. Disse que "primeiro vem o filho menino, que sou eu, depois a filha menina, depois um filho menino de novo" (essa parte do terceiro filho a gente pula hahaha). E ele diz isso toda vez, a todas as pessoas que lhe perguntam sua opinião sobre o sexo do bebê.

Aliás, um parênteses. Eu não gosto que perguntem a ele, nem a qualquer outra criança que ganhará um/a irmão/a, se o mais velho 'prefere' que o bebê seja menino ou menina. Primeiro que não há essa opção. O bebê já está lá, do sexo que for, e não é o mais velho quem escolhe. Segundo que, se for menino e o mais velho esperava uma menina ou vice-versa, isso pode gerar uma frustração associada ao irmão, o que é totalmente inapropriado. Prefiro mil vezes que se pergunte à criança o que ela acha que o bebê é, se acha que é menino ou menina. Foi assim que sempre agimos por aqui.

Se baby2 é mesmo menino ou menina, só vou saber mês que vem. Não vou fazer sexagem fetal, nem estou ansiosa por saber o sexo. Fico sim curiosa para saber se Bento acertou, mas nada comparado às expectativas que sentimos na primeira gravidez. O que importa agora é que meu menino tem reagido bem, falando disso com naturalidade, demonstrando que, aos poucos, vai aceitando se tornar o filho mais velho.

"Não chore, Sasuke. Não importa o que aconteça, seu irmão mais velho definitivamente protegerá você..."

12 de agosto de 2014

Lição de casa com bolo - tem receita!

Depois de três semanas sem dar as caras por aqui, venho contar as novidades. Baby2 está bem e a gestação segue evoluindo, com alguns enjoos esporádicos, tonturas e coisas do tipo. Mas antes de retomar as notícias sobre a gravidez número dois, quero inaugurar uma nova seção aqui no blog: receitas!

Ontem Bento trouxe lição de casa. A escola dele não manda tarefas todos os dias, apenas duas vezes por semana. Ano que vem, quando Bento entrar no primeiro ano, a coisa muda de figura. Por enquanto é tudo bem tranquilo. E ontem, quando fui buscar Bento na escola, ele imediatamente me disse "mãe, tem lição de casa: a gente tem que fazer um bolo!"

Eles estão aprendendo agora alguns dos alimentos que nós conhecemos por intermédio dos indígenas: milho, mandioca, fubá, banana. A lição de casa consistia em conversar sobre isso utilizando uma receita que a escola mandou: bolo de milho com fubá. Quem quisesse, poderia fazer o bolo. E também deveríamos mandar uma receita qualquer que contivesse algum desses ingredientes, para que as crianças compusessem um livro de receitas.

Não era obrigatório fazer o bolo, apenas um incentivo. Mas Bento adorou a ideia, quis fazer e ainda levar para a escola no dia seguinte. A receita é tão fácil de fazer e o bolo ficou tão gostoso que resolvi compartilhar aqui.

Bolo de Milho e Fubá

1 lata de milho verde, lavados e escorridos
10 colheres (sopa) de fubá
3 ovos inteiros
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de leite
1/2 xícara de óleo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de fazer:
Bata no liquidificador os ovos, o óleo e o leite. Acrescente aos poucos os outros ingredientes e vá batendo. Por último acrescente o fermento em pó e bata apenas o suficiente para misturar. Levar para assar em forno médio por aproximadamente 45 minutos.
Obs: a massa fica bem líquida, é assim mesmo.

O resultado foi esse:

  

Ficou um meio termo entre bolo e pudim: um bolo molhadinho, não tão mole quanto o pudim, nem tão seco quanto os bolos de fubá comuns. Uma delícia, que comemos ainda morno. Bento adorou ajudar no preparo e levou de lanche para a escola hoje.

A nossa contribuição foi enviar uma receita de bolo de bananas. Bem fácil de fazer também e fica bem gostoso. Dá para aproveitar aquelas bananas que estão bem maduras e quase estragando. Se gostarem dessa nova seção, posto a receita aqui! :)

23 de julho de 2014

12 Semanas e o fim dos enjoos

Depois de contar a notícia da segunda gravidez e pontuar as diferenças da primeira para a segunda gestação... não consegui mais voltar a postar aqui. Mas esse sumiço teve vários motivos bastante justificáveis rs...

O primeiro motivo foram os enjoos. Eu já tinha comentado sobre eles no post anterior, mas dessa vez foi tão mais forte e prolongado que na gravidez de Bento que fiquei "inapta" a fazer qualquer coisa que não o básico. Passei dias inteiros enjoada, sem vontade nem de olhar para qualquer item comestível. Só ia para a cozinha porque precisava preparar almoço/jantar para Bento. Até comerciais que mostravem comida me reviravam o estômago. Muitas noites nem consegui comer, preferi uma sopinha ou caldo, ou até mesmo um copo de leite com torrada, só para não ficar sem comer e o enjoo piorar. E isso tudo me deixou indisposta e irritada.

Mas aí, quando entrei na 11ª semana (semana passada!), os enjoos começaram a diminuir. E bastou entrar nesta atual, em que a maioria das mães relata melhora dos sintomas do primeiro trimestre e... plim! Os enjoos sumiram como mágica! Em seu lugar já tenho sentido mais fome que o habitual, e fome de co-mi-da. Continuo meio avessa aos doces, mas não tenho mais asco ao vê-los como antes. Agora já consegui aproveitar o arroz doce e o pudim da minha mãe!

Falando em minha mãe, este é o segundo motivo do meu sumiço bloguístico. Estamos no interior, na casa da vovó, aproveitando as férias escolares de Bento. Enquanto ele curte as brincadeiras com a avó, eu aproveito para não precisar cozinhar e poder comer quitutes! Uma semi-férias para mim, que continuo trabalhando, mas ao menos dei uma pausa nos afazeres domésticos.

Também aproveitei a vinda ao interior para fazer os exames do pré-natal, já que meu plano de saúde ainda é daqui. E coloco aqui uma fotinho da ultrassonografia de 12 semanas. Baby2 está bem, se mexeu bastante durante o exame. Colocou as mãos na cabeça, na boquinha, se virava... aproveitando todo o espaço que tem. Bento foi comigo e adorou ver o/a irmãozinho/a na televisão :)


E o post já ficou longo e nem comecei a contar das reações de Bento! Mas prometo não ficar ausente por tanto tempo. Quero contar como ele recebeu a notícia, o palpite dele com relação ao sexo do bebê... o não-enxoval do baby2.... os comentários sobre as diferenças de idade entre os irmãos... Iche, assunto não vai faltar!

1 de julho de 2014

As diferenças entre a primeira e a segunda gravidez



Estou entrando na 9ª semana. Biscoitinho no forno, famílias e amigos já sabendo da novidade, Bento já sabendo que ganhará um irmão ou irmã. Antes de contar sobre as reações dele, venho pontuar as principais diferenças que senti de uma gravidez para outra.

Os enjoos
Na gravidez n° 1 tive bem pouco enjoo, quase nada. Lembro de enjoar de doces e preferir pratos salgados. Também lembro de sentir fome, fome mesmo, e não querer comer apenas lanches, mas comida. Lembro ainda de sentir azia, principalmente no final (e, para quem acredita na crença de que azia é sinal de bebê cabeludo... bento nasceu carequinha).

Já na gravidez n° 2, os enjoos não apenas surgiram como vieram mais fortes e constantes. Engraçado que não tive os chamados 'enjoos matinais', mas principalmente à tarde e início da noite. Às vezes duram o dia todo! Em muitas ocasiões não consigo jantar, e o que me salva são caldos e sopas ou um pãozinho com leite. Não consigo nem pensar em nada engordurado, com queijo derretido. O enjoo de doces e a preferência por salgados se repetiu. Mais de uma vez apenas de olhar uma foto ou comercial de comida já subiu aquele azedo na garganta. Não cheguei a vomitar nenhuma vez, mas o mal estar surge e quase sempre só melhora na manhã seguinte.

A barriga
Na gravidez n° 1 a barriga demora a aparecer. Eu lembro de estar com 20 semanas e só aí começarem a perceber que eu estava grávida. O ganho de peso não foi exagerado: 12 quilos.

Na gravidez n° 2, não estou acima do peso, mas já comecei 2 kg acima do que estava quando engravidei pela primeira vez. É nítido que o corpo reage mais rapidamente às mudanças da gestação. Quem não me conhece não diz que estou grávida, mas a barriga já começa a despontar.

O emocional
Eu lembro de ter sentido bastante as mudanças hormonais na primeira gravidez. Lembro de sofrer variações de humor: em um momento estava nervosa, me irritava com coisas pequenas; em outro, chorava à toa. Os mais próximos (ou seja, minha mãe, marido e a cachorra hahaha) foram os que mais vivenciaram e me aguentaram durante essas alterações.

Na gravidez n° 2, não tenho sentido variação nenhuma. Não tenho crises de choro, nem de irritação, nem de nervoso. Estou muito mais tranquila. Não sei se as variações hormonais não me afetaram tanto emocionalmente ou se a cabeça é outra mesmo. O fato de já ter um filho para cuidar não deixa muita brecha para nada.

E o fator emocional é algo que muita gente menciona ser diferente na segunda gestação. É incrível como, na primeira, a ansiedade é maior. Queremos montar do quarto, comprar roupinhas, preparar o enxoval. Ficamos curiosos por saber o sexo, passamos meses pensando e escolhendo o nome. Já na segunda... muita coisa é reaproveitada do irmão mais velho. Até agora não comprei nada, nem mesmo tirei do armário o que já tenho guardado para ver como está. E o nome... nem temos ideia.

"Parabéns! Para quando é o bebê?"


No próximo post conto as reações de Bento :)

26 de junho de 2014

E o segundo sol vem aí

Eu tinha decidido parar o blog. Estava meio cansada da blogosfera toda, achando tudo "mais do mesmo" ou "comercial demais", ou sei lá. Desmotivei. Deixei o blog aberto, enquanto pensava em um texto pra fazer a despedida e agradecer todo mundo que já veio aqui, ler o que escrevo, conhecer Bento e minha história.

Aí, em uma certa terça-feira.... um teste de farmácia me mostrou a segunda linha. Aquela mesma linha que vi anos atrás.


Lá no fundo eu já tinha certeza do positivo, mas queria fazer o teste. Queria ver a segunda linha aparecendo. Queria ver a cara de marido, se seria igual à da primeira vez.

Fiquei quietinha até o dia seguinte. Convidei marido para sairmos e comprei um presentinho. Eu não tinha dito a ele que estava atrasada, não contei de minhas suspeitas. E a cara dele vai ficar guardada na minha cabeça.


Isso tudo aconteceu no começo deste mês, mais precisamente dia 04/06. Ainda fizemos mais um teste juntos, só pra ver de novo a linhazinha aparecendo.


Então, enquanto processava a coisa toda e lidava com os primeiros enjoos... resolvi reler posts antigos, de quando engravidei de Bento. Li como me senti, desde a descoberta até os primeiros enjoos, a dúvida sobre o nome, o nascimento.

E, assim, acabei ganhando uma nova motivação para voltar a escrever. Quero registrar esse momento. Quero registrar como me sinto nessa segunda jornada. Os sentimentos, a diferença de uma gestação para outra. A reação de Bento. Afinal, não seria justo com o segundo filho se o primeiro teve seus fatos mais importantes contados e registrados, para que eu não esquecesse, para guardar na memória, além de ficar no coração.

Ah, e agora o blog vai mesmo ter que mudar de nome :)
 
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