1 de outubro de 2014

Outro menino?



Pois é. Contrariando a previsão de Bento, vem aí outro menininho. E, como era de se esperar, já ouvi todo tipo de comentário.

Já ouvi "que bom, serão companheiros!", "os dois vão brincar juntos", "você vai poder reaproveitar bastante coisa de Bento", "você vai ser a rainha da casa". Todos esses no rol de comentários positivos que, felizmente, têm sido a maioria.

Mas também já ouvi "menino, de nooovo?!", "tá difícil fazer menina né?" e o clássico "Que pena que não é menina, pra ficar o casalzinho" com ênfase no "que pena".

Não sei de onde saiu essa obsessão da sociedade por casal de filhos. Nos comerciais de tv, quando se quer retratar uma família, colocam um casal de crianças. Nunca dois meninos ou duas meninas. As pessoas, quando conversam com uma grávida de segunda (ou terceira, ou quarta, enfim) viagem, parece que ficam até mais ansiosas por saber o sexo do bebê, unicamente para confirmar se vem ou não um casalzinho por aí.

Eu queria sim ter uma menina, não é segredo para quem me conhece. Mas não para formar um "casalzinho". Eu já tinha essa vontade desde a primeira gravidez. Mas o fato de gerar uma criança dentro da gente, de uma celulinha se desenvolver até virar uma mini-pessoa, com todos os órgãos, movimentos, sons e tudo o mais, é tão incrível, tão grandioso, que o que está no meio das perninhas não faz diferença.

Eu acho que ter filhos do mesmo sexo realmente acaba sendo mais tranquilo para eles. Guardadas a personalidade e a individualidade de cada um, as brincadeiras são semelhantes, os gostos, os comportamentos. E eu já tinha decidido que meus pequenos dividiriam tudo, independentemente se o segundo fosse menino ou menina. Mas, sendo dois meninos, acaba sendo mais fácil dividir, do quarto às roupas, dos brinquedos aos interesses.

Talvez o que mais pegue por aqui seja mesmo a diferença de idade. Quando baby2 nascer, Bento terá 5 anos e 9 meses. Quase 6 anos. Tenho certeza que Bento gostará de ser o irmão mais velho. Mas essa é uma diferença grande, que influenciará em muitos aspectos. Mas isso é assunto para o próximo post.

imagem We heart it.

26 de setembro de 2014

E baby 2 é...


Oi gente!

Eu vim aqui especialmente para contar pra vocês que minha mãe me viu na televisão. Eu faço muita bagunça na barriga dela, sabem, aí quando percebi que a família toda estava me vendo... fiquei todo exibido. Minha mãe, meu pai e meu irmão Bento viram minha cabeça, barriga, braços e pernas. Viram que tenho 5 dedinhos em cada pé e mão. Viram e ouviram meu coração batendo. Viram também meus ossinhos, minha coluna, minhas orelhas, meu nariz, minha boca, até meus olhinhos. Meu irmão viu uma mancha na minha frente e disse que estou comendo coxinha! Eu nem sei o que é coxinha! Mas, se o meu irmão falou, isso deve ser gostoso...


Aí, aquela moça que ficava falando e explicando cada pedacinho meu pra minha família chegou no meio das minhas perninhas. Eu não tive vergonha não, fui logo mostrando meu pipi! Agora meu irmão já sabe que sou menino como ele! Vou querer brincar com os brinquedos dele, ah se vou! Será que ele vai me ensinar a jogar videogame?

E olha eu aqui, fazendo pose pra foto! Quem viu meu irmão quando bebê achou a gente parecido!


Ah, por enquanto ainda não tenho nome. Mas a mamãe e o papai já estão pensando nisso e prometeram que não vão demorar tanto para escolher!

(Quem quiser saber ou relembrar como foi a saga para escolher o nome de Bento... clique aqui e aqui!)

24 de setembro de 2014

De volta ao Projeto Leitura!

Tenho estado tão às voltas com a nova gravidez que esqueci de postar aqui no blog sobre o Projeto Leitura! Meu último post do projeto foi em março, nossa!

Não, o projeto não ficou parado. Continuo lendo todos os dias, comprando livros quando posso, participando do Desafio Literário e escrevendo resenhas no Skoob. Até agora li 22 livros, estou quase batendo a meta do ano passado (quando li 24! :)

Destaquei alguns dos livros que li desde o último post do projeto:

Garota, Interrompida
Susanna Kaysen

O livro aborda a história real de Susanna Kaysen, que passou 2 anos em um hospital psiquiátrico. Susanna é uma adolescente que não se sente adaptada à sociedade na qual está inserida. Não quer fazer faculdade, é questionadora, se sente fora do mundo. Tentou o suicídio aos 18 anos. Após uma sessão rápida com um psicanalista, é internada em um hospital psiquiátrico e lá passa a conviver com outras garotas também “desajustadas”.

Muita gente conhece o filme, com Wynona Ryder e Angelina Jolie. Eu gosto bastante do filme e tinha grandes expectativas pelo livro. Mas eu, sinceramente, esperava mais. Não que esperasse encontrar altas análises da situação de Susanna ou mesmo evolução de seu quadro, nada disso. Apenas esperava mais, simplesmente por ser uma história real e forte, cheia de ganchos possíveis e com um tema que poderia ser muito mais explorado. (resenha completa aqui)


Vidas Provisórias
Edney Silvestre

O livro conta duas histórias em paralelo, a de Paulo e a de Bárbara. Paulo era um estudante que vivia no Brasil na época da ditadura militar. Ele sofre perseguições e torturas e é obrigado a deixar o país. Entre seus destinos estão o Chile, onde faz alguns amigos exilados como ele, e a Suécia, onde refaz a vida e conhece o amor.

Bárbara é uma imigrante ilegal que vai para os Estados Unidos em busca do sonho americano de uma vida melhor. Vive de subempregos e convive com o medo de ser pega pela imigração. Por esse medo, não consegue fazer amigos nem criar vínculos.

A história dos dois é escrita de forma intercalada, um capítulo para cada um. Apenas no último capítulo a vida dos dois personagens se encontra, quando se amarra o enredo. Este livro veio emprestado de uma amiga e eu gostei muito da leitura. Não esperava muito por não conhecer o estilo do autor, mas me surpreendi positivamente. (resenha completa aqui)


Poder - Saga Encantadas 
Sarah Pinborough

Poder é o terceiro livro da Saga Encantadas, série que recria famosos contos de fada. As histórias são reescritas visando um público adulto, criando um novo olhar para histórias tão conhecidas. É uma leitura bem leve e despretenciosa, perfeita para relaxar. O primeiro livro, Veneno, reconta a história de Branca de Neve; o segundo, Feitiço, fala sobre Cinderela. Poder usa como pano de fundo a história da Bela Adormecida.

O maior destaque é a personalidade das princesas. Se nos contos tradicionais temos princesas boazinhas, dóceis e inocentes, na série elas têm personalidade própria, tomam as próprias decisões. Uma delas bebe cerveja. Outra sente inveja. O príncipe não é o "salvador". E o caçador da Branca de Neve não só é onipresente, mas essencial nas três histórias.

Outro ponto bacana é a presença de personagens de outros contos. Em Poder encontramos a Rapunzel, ainda que em rápidas menções, o lobisomem... mas a mais significativa é a Chapeuzinho Vermelho.

Poder é o mais adulto dos três livros da Saga. Há conflitos por vingança, dramas existenciais, cenas fortes de sexo. Dos três livros, achei este o mais bem construído e o mais ousado dentro da proposta da autora de recriar. Foi o livro que mais alterou a história original, principalmente na princesa. (resenha completa de Poder aqui e resenha de Veneno aqui)

A Vida em Tons de Cinza
Ruta Sepetys

1941, a União Soviética anexa os países bálticos. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mais tarde Lina, sua família e muitas outras pessoas são mandadas para um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias. (sinopse do Skoob)

Eu gosto de histórias que se passam em guerras. Acho incrível ler sobre a superação de pessoas que sofreram em períodos tão terríveis, perderam seus pertences, suas famílias, sua identidade. E eu nunca havia lido um relato tão minucioso sobre a época do governo de Stalin. É uma leitura intensa, do tipo difícil de largar, pois queremos saber o que vai acontecer. Super recomendo.


Bom, como estou escrevendo mais sobre livros no Skoob do que aqui no blog, vou deixar o link para quem quiser acompanhar minhas resenhas. É só clicar aqui. Mas prometo dar notícias do Projeto Leitura de vez em quando :)

11 de setembro de 2014

19 semanas: o mexe-mexe e a arrumação do ninho


 
No último post comentei que falaria sobre a diferença de idade entre os irmãos e os comentários que tenho ouvido. Vou falar sobre isso sim, mas hoje fiquei com vontade de escrever sobre a gestação número dois em si.

Estou chegando na metade do caminho. A barriga já é nítida, o andar de pata também. Os enjoos se foram mesmo, não tive mais. As dores de cabeça melhoraram bastante. Às vezes ainda tenho tontura. Mas o segundo trimestre é realmente o melhor dos três. Tenho me sentido mais disposta e mais animada com a gravidez.

A grande novidade aconteceu na semana passada: comecei a sentir o bebê mexer. Primeiro de leve, aqueles "puns para dentro", que a gente não tem certeza se é o bebê ou não. Já nesta semana as mexidas ficaram bem mais nítidas. Sinto chutinhos e às vezes um chutão. Tento mostrar ao marido, mas é só ele colocar a mão que o bebê para ou os movimentos ficam muito suaves e só eu sinto. Quero que ele sinta também, é muito legal dividir essa sensação. Estou curiosa também para ver a carinha de Bento quando sentir/vir o/a irmão/a mexendo.

Engraçado que muitas vezes sinto o bebê mexendo de dia, principalmente de manhã. Normalmente sentimos mais à noite, quando estamos deitadas e relaxadas. Eu agora sinto o tempo todo: quando estou sentada trabalhando, ou vendo tv, ou até cozinhando!

Outra coisa que tenho notado é a parte emocional. Naquele post em que relatei as diferenças entre a primeira e a segunda gestações (aqui), comentei "Na gravidez n° 2, não tenho sentido variação nenhuma. Não tenho crises de choro, nem de irritação, nem de nervoso. Estou muito mais tranquila". Algumas semanas depois daquele texto digo.... mais ou menos. Realmente não tenho ataques de nervosismo, estresse, irritação e medo como na primeira gravidez. Estou me sentindo bem mais calma e tranquila. Mas mais chorosa também. Sempre fui na verdade, mas agora são motivos bobos que me fazem abrir a torneira. Se estou cansada, se vejo uma notícia triste na tv, se não consegui encontrar uma amiga, se perdi a paciência com Bento... é uma choradeira. Um dia chorei porque esqueci de pagar uma conta! Não é algo assim, diário. Mas a enxurrada hormonal mexe mesmo com a gente.

Mas outra coisa que percebi é que, muitas vezes, me dá um desespero de ficar com o Bento. Quero parar os afazeres para brincar com ele ou levá-lo ao parquinho. Quero ler livrinhos para ele e deitar juntos para ver desenhos. Quero simplesmente beijá-lo e abraçá-lo bem forte. É uma sensação engraçada, uma necessidade urgente de senti-lo e interagir com ele.

Aliás, uma fofurice que não posso esquecer de registrar. Outro dia, do nada, Bento me deu um beijo e um abraço, e depois deu um beijo na minha barriga. Disse que é um beijo pro bebê. Quase morri, nhóim!

Por fim, outra coisa legal: agora finalmente estou animada para arrumar o ninho. Dia desses organizamos nossa sala com prateleiras novas e vamos comprar um baú para os brinquedos. Aí me empolguei, já quero colocar o quarto das crianças abaixo e arrumar tudo. Fico pesquisando ideias pro quarto dos pequenos, pensando na disposição das coisas no guarda-roupa e na cômoda, doida para desempacotar as coisas que tenho guardadas e ver como estão. Já quero começar a separar as roupinhas de bebê que já temos, organizar por tamanho e tipo (manga longa, sem manga, mais quentinha, mais fresquinha...). Quero ver o varal cheio de micro roupinhas  penduradas!

Realmente este é o melhor trimestre. Os incômodos se vão, a disposição vem. Até a curiosidade pelo sexo do bebê, então adormecida, despertou. Para quem quer saber meu palpite... estou na dúvida! Já super achei que era menina, tipo certeza absoluta. Aí comecei a sonhar com bebês e crianças meninos, até sonhei que uma moça olhou minha barriga e disse que era menino. Então também comecei a achar que baby2 é menino. Agora não tenho certeza de nada. Só sei que dia 22 faço a ultrassonografia morfológica e, como estarei de 21 semanas, provavelmente poderemos ver se há ou não alguma coisa no meio das micro-perninhas! :)

26 de agosto de 2014

17 semanas: as tonturas e o não enxoval

17 semanas de gestação

Se o primeiro trimestre foi o período dos enjoos, este segundo está sendo o da tontura. De vez em quando até sinto um pouquinho de enjoo, bem pouquinho e esporádico mesmo. Mas a tontura, este tem sido um sintoma constante.

Outra novidade para mim nesta gestação tem sido a dor de cabeça. Na gravidez de Bento fiquei livre delas, uma maravilha! Só fui lembrar que existiam no pós-parto, por causa da anestesia. Já nesta... uma noite mal dormida, por exemplo, é certeza de desencadear uma dor de cabeça e/ou crise de enxaqueca.

Tenho feito o pré-natal direitinho, os exames todos estão ok e semana passada mesmo fui ao obstetra. As dores de cabeça podem ocorrer mesmo na gravidez, principalmente para alguém enxaquecosa como eu. O negócio é seguir monitorando a pressão, a urina, e ver se essa chatice não agrava.

Sobre o obstetra, um parênteses: tenho ido em dois. Como a previsão é que o bebê nasça entre o final de janeiro e o início de fevereiro, decidimos ter o bebê no interior, minha cidade natal e de Bento e onde tenho meu convênio médico. Lá também moram minha mãe e sogra, que me ajudarão nos primeiros dias como mãe de dois. Porém, como moro em SP, tenho feito acompanhamento aqui também, para uma eventualidade até chegar a DPP.

Agora, sobre o enxoval. Chamei de "não enxoval" simplesmente porque ainda não comprei nada. Nenhuma peça. Mas baby2 já tem várias coisinhas, entre roupas, sapatinhos, mantas, carrinho, bebê conforto e outros objetos. Seja menino ou menina, muita coisa será herdada do irmão mais velho. Algumas roupinhas nós ganhamos, todas de segunda mão mas em ótimo estado. Acho que só vou comprar alguma coisa exclusiva mesmo quando soubermos o sexo.

Aliás, o sexo. Não sabemos ainda, apesar de já estarmos na 17ª semana, quando já é possível visualizar na ultrassonografia. Não sabemos porque a última ultra que fiz foi a de 12 semanas. Como estou sem convênio em SP, terei que fazer particular. Por isso faremos direto a ultra morfológica das 20 semanas. Só então descobriremos o sexo. Mas estamos tranquilos quanto a isso, sem pressa.

No post anterior me perguntaram sobre o quarto do bebê. Baby2 dividirá o quarto com o irmão. Não temos outra opção em nossa casa de 2 quartos, sendo que o das crianças já tem a cama de Bento, uma cômoda e um armário embutido.

Precisaremos sim de algumas coisas novas. Já decidimos que não compraremos berço. O de Bento, que veio doado do primo mais velho, já repassei faz tempo. Pensamos e pensamos e, considerando a questão do pouco espaço, decidimos comprar um bercinho desmontável, menorzinho e mais barato, para os primeiros meses. Depois, com baby2 por volta de 1 ano, colocaremos os irmãos em uma beliche ou triliche.

A única coisa que vamos providenciar antes de baby2 nascer será outro móvel para as roupinhas. A cômoda que temos e que foi de Bento está cheia com roupas de cama, toalhas e afins. Preciso de um móvel para poder arrumar as roupas, mantas, toalhas, trocador. Esta será nossa principal aquisição. De resto, vamos adaptando, reaproveitando, reutilizando.

Por fim, tenho sentido as primeiras mexidinhas na barriga. Beeeeeem de leve, beeeem esporádico. Não vejo a hora de sentir mais :)

E no próximo post sobre a gravidez número dois, falarei sobre a diferença de idade entre os irmãos. Afe, como tem gente palpiteira nesse mundo!

imagem daqui
 
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