11 de setembro de 2014

19 semanas: o mexe-mexe e a arrumação do ninho


 
No último post comentei que falaria sobre a diferença de idade entre os irmãos e os comentários que tenho ouvido. Vou falar sobre isso sim, mas hoje fiquei com vontade de escrever sobre a gestação número dois em si.

Estou chegando na metade do caminho. A barriga já é nítida, o andar de pata também. Os enjoos se foram mesmo, não tive mais. As dores de cabeça melhoraram bastante. Às vezes ainda tenho tontura. Mas o segundo trimestre é realmente o melhor dos três. Tenho me sentido mais disposta e mais animada com a gravidez.

A grande novidade aconteceu na semana passada: comecei a sentir o bebê mexer. Primeiro de leve, aqueles "puns para dentro", que a gente não tem certeza se é o bebê ou não. Já nesta semana as mexidas ficaram bem mais nítidas. Sinto chutinhos e às vezes um chutão. Tento mostrar ao marido, mas é só ele colocar a mão que o bebê para ou os movimentos ficam muito suaves e só eu sinto. Quero que ele sinta também, é muito legal dividir essa sensação. Estou curiosa também para ver a carinha de Bento quando sentir/vir o/a irmão/a mexendo.

Engraçado que muitas vezes sinto o bebê mexendo de dia, principalmente de manhã. Normalmente sentimos mais à noite, quando estamos deitadas e relaxadas. Eu agora sinto o tempo todo: quando estou sentada trabalhando, ou vendo tv, ou até cozinhando!

Outra coisa que tenho notado é a parte emocional. Naquele post em que relatei as diferenças entre a primeira e a segunda gestações (aqui), comentei "Na gravidez n° 2, não tenho sentido variação nenhuma. Não tenho crises de choro, nem de irritação, nem de nervoso. Estou muito mais tranquila". Algumas semanas depois daquele texto digo.... mais ou menos. Realmente não tenho ataques de nervosismo, estresse, irritação e medo como na primeira gravidez. Estou me sentindo bem mais calma e tranquila. Mas mais chorosa também. Sempre fui na verdade, mas agora são motivos bobos que me fazem abrir a torneira. Se estou cansada, se vejo uma notícia triste na tv, se não consegui encontrar uma amiga, se perdi a paciência com Bento... é uma choradeira. Um dia chorei porque esqueci de pagar uma conta! Não é algo assim, diário. Mas a enxurrada hormonal mexe mesmo com a gente.

Mas outra coisa que percebi é que, muitas vezes, me dá um desespero de ficar com o Bento. Quero parar os afazeres para brincar com ele ou levá-lo ao parquinho. Quero ler livrinhos para ele e deitar juntos para ver desenhos. Quero simplesmente beijá-lo e abraçá-lo bem forte. É uma sensação engraçada, uma necessidade urgente de senti-lo e interagir com ele.

Aliás, uma fofurice que não posso esquecer de registrar. Outro dia, do nada, Bento me deu um beijo e um abraço, e depois deu um beijo na minha barriga. Disse que é um beijo pro bebê. Quase morri, nhóim!

Por fim, outra coisa legal: agora finalmente estou animada para arrumar o ninho. Dia desses organizamos nossa sala com prateleiras novas e vamos comprar um baú para os brinquedos. Aí me empolguei, já quero colocar o quarto das crianças abaixo e arrumar tudo. Fico pesquisando ideias pro quarto dos pequenos, pensando na disposição das coisas no guarda-roupa e na cômoda, doida para desempacotar as coisas que tenho guardadas e ver como estão. Já quero começar a separar as roupinhas de bebê que já temos, organizar por tamanho e tipo (manga longa, sem manga, mais quentinha, mais fresquinha...). Quero ver o varal cheio de micro roupinhas  penduradas!

Realmente este é o melhor trimestre. Os incômodos se vão, a disposição vem. Até a curiosidade pelo sexo do bebê, então adormecida, despertou. Para quem quer saber meu palpite... estou na dúvida! Já super achei que era menina, tipo certeza absoluta. Aí comecei a sonhar com bebês e crianças meninos, até sonhei que uma moça olhou minha barriga e disse que era menino. Então também comecei a achar que baby2 é menino. Agora não tenho certeza de nada. Só sei que dia 22 faço a ultrassonografia morfológica e, como estarei de 21 semanas, provavelmente poderemos ver se há ou não alguma coisa no meio das micro-perninhas! :)

26 de agosto de 2014

17 semanas: as tonturas e o não enxoval

17 semanas de gestação

Se o primeiro trimestre foi o período dos enjoos, este segundo está sendo o da tontura. De vez em quando até sinto um pouquinho de enjoo, bem pouquinho e esporádico mesmo. Mas a tontura, este tem sido um sintoma constante.

Outra novidade para mim nesta gestação tem sido a dor de cabeça. Na gravidez de Bento fiquei livre delas, uma maravilha! Só fui lembrar que existiam no pós-parto, por causa da anestesia. Já nesta... uma noite mal dormida, por exemplo, é certeza de desencadear uma dor de cabeça e/ou crise de enxaqueca.

Tenho feito o pré-natal direitinho, os exames todos estão ok e semana passada mesmo fui ao obstetra. As dores de cabeça podem ocorrer mesmo na gravidez, principalmente para alguém enxaquecosa como eu. O negócio é seguir monitorando a pressão, a urina, e ver se essa chatice não agrava.

Sobre o obstetra, um parênteses: tenho ido em dois. Como a previsão é que o bebê nasça entre o final de janeiro e o início de fevereiro, decidimos ter o bebê no interior, minha cidade natal e de Bento e onde tenho meu convênio médico. Lá também moram minha mãe e sogra, que me ajudarão nos primeiros dias como mãe de dois. Porém, como moro em SP, tenho feito acompanhamento aqui também, para uma eventualidade até chegar a DPP.

Agora, sobre o enxoval. Chamei de "não enxoval" simplesmente porque ainda não comprei nada. Nenhuma peça. Mas baby2 já tem várias coisinhas, entre roupas, sapatinhos, mantas, carrinho, bebê conforto e outros objetos. Seja menino ou menina, muita coisa será herdada do irmão mais velho. Algumas roupinhas nós ganhamos, todas de segunda mão mas em ótimo estado. Acho que só vou comprar alguma coisa exclusiva mesmo quando soubermos o sexo.

Aliás, o sexo. Não sabemos ainda, apesar de já estarmos na 17ª semana, quando já é possível visualizar na ultrassonografia. Não sabemos porque a última ultra que fiz foi a de 12 semanas. Como estou sem convênio em SP, terei que fazer particular. Por isso faremos direto a ultra morfológica das 20 semanas. Só então descobriremos o sexo. Mas estamos tranquilos quanto a isso, sem pressa.

No post anterior me perguntaram sobre o quarto do bebê. Baby2 dividirá o quarto com o irmão. Não temos outra opção em nossa casa de 2 quartos, sendo que o das crianças já tem a cama de Bento, uma cômoda e um armário embutido.

Precisaremos sim de algumas coisas novas. Já decidimos que não compraremos berço. O de Bento, que veio doado do primo mais velho, já repassei faz tempo. Pensamos e pensamos e, considerando a questão do pouco espaço, decidimos comprar um bercinho desmontável, menorzinho e mais barato, para os primeiros meses. Depois, com baby2 por volta de 1 ano, colocaremos os irmãos em uma beliche ou triliche.

A única coisa que vamos providenciar antes de baby2 nascer será outro móvel para as roupinhas. A cômoda que temos e que foi de Bento está cheia com roupas de cama, toalhas e afins. Preciso de um móvel para poder arrumar as roupas, mantas, toalhas, trocador. Esta será nossa principal aquisição. De resto, vamos adaptando, reaproveitando, reutilizando.

Por fim, tenho sentido as primeiras mexidinhas na barriga. Beeeeeem de leve, beeeem esporádico. Não vejo a hora de sentir mais :)

E no próximo post sobre a gravidez número dois, falarei sobre a diferença de idade entre os irmãos. Afe, como tem gente palpiteira nesse mundo!

imagem daqui

14 de agosto de 2014

E o que seu filho está achando de ganhar um irmãozinho?



Essa é a pergunta que mais ouço desde que descobrimos a segunda gravidez. Perguntam como ele reagiu à notícia, se está demonstrando ciúmes, se curtiu a ideia de se tornar o irmão mais velho.

Nós resolvemos contar a ele logo que descobrimos. Mesmo sabendo que ainda seria muito abstrato para ele, que não notaria mudanças assim tão de imediato. Mesmo sabendo que as reais transformações, passando pelo crescimento da minha barriga e alterações na minha disposição até a mudança no quarto dele, ainda demorariam a surgir. Mesmo assim, eu e o pai decidimos por contar a ele em primeiro lugar, antes de qualquer outra pessoa. Fizemos assim porque sabemos que  o assunto 'bebê' surgirá muito em nossas conversas de agora em diante, não há como nem por que esconder. Mas, principalmente, porque ele é quem mais sentirá todo o impacto da novidade.

Contamos a ele alguns dias depois do teste de gravidez ter dado positivo. Eu e o pai contamos juntos, na sala de casa. Foi tudo bem simples e direto. Dissemos que ele ganharia um irmãozinho, que ainda não sabemos se é menino ou menina. Que o bebê está crescendo na minha barriga, que ainda é muito pequenino e que demorará a chegar. Ele só quis saber mais ou menos quanto tempo demoraria para o bebê nascer, fez um ou outro comentário do tipo "legal", e mais nada. Não perguntou como o bebê foi parar na minha barriga, grazadeus.

Desde então o assunto foi abordado de forma tranquila, tanto por nós quanto por ele. Logo na mesma semana pequeno disse que contou a novidade para a professora que, segundo ele, "ficou animada". Disse para as avós que "tem um neném na barriga da minha mãe" e que "ainda vai demorar pra nascer". Ele recebeu a notícia de uma forma até mais natural do que eu esperava.

Algumas pessoas me perguntam sobre ciúmes, mas ainda acho cedo para se falar nisso. É fato que algumas crianças demonstram, desde a gestação da mãe, ciúmes do irmão que está por vir. Dizem que não querem o irmão em casa, que não vão dividir o quarto, coisas do tipo. Bento disse algumas poucas vezes que não emprestaria seus brinquedos ao bebê. Mas acho que as maiores 'batalhas' virão mesmo quando o bebê nascer e se tornar efetivamente real.

Como são muitas pessoas perguntando sobre a gravidez o tempo todo - avós, tios, tias, amigos, vizinhos -, achei que ele fosse se cansar de falar disso. Mas ele sempre reage bem e responde o que as pessoas perguntam. Mas o mais curioso é: quando perguntam se o bebê é menino ou menina, ele sempre diz que terá uma irmãzinha.

Pois é. Desde que a gravidez aconteceu, ele diz que o bebê é uma menina. Disse que "primeiro vem o filho menino, que sou eu, depois a filha menina, depois um filho menino de novo" (essa parte do terceiro filho a gente pula hahaha). E ele diz isso toda vez, a todas as pessoas que lhe perguntam sua opinião sobre o sexo do bebê.

Aliás, um parênteses. Eu não gosto que perguntem a ele, nem a qualquer outra criança que ganhará um/a irmão/a, se o mais velho 'prefere' que o bebê seja menino ou menina. Primeiro que não há essa opção. O bebê já está lá, do sexo que for, e não é o mais velho quem escolhe. Segundo que, se for menino e o mais velho esperava uma menina ou vice-versa, isso pode gerar uma frustração associada ao irmão, o que é totalmente inapropriado. Prefiro mil vezes que se pergunte à criança o que ela acha que o bebê é, se acha que é menino ou menina. Foi assim que sempre agimos por aqui.

Se baby2 é mesmo menino ou menina, só vou saber mês que vem. Não vou fazer sexagem fetal, nem estou ansiosa por saber o sexo. Fico sim curiosa para saber se Bento acertou, mas nada comparado às expectativas que sentimos na primeira gravidez. O que importa agora é que meu menino tem reagido bem, falando disso com naturalidade, demonstrando que, aos poucos, vai aceitando se tornar o filho mais velho.

"Não chore, Sasuke. Não importa o que aconteça, seu irmão mais velho definitivamente protegerá você..."

imagens do Google Imagens e daqui

12 de agosto de 2014

Lição de casa com bolo - tem receita!

Depois de três semanas sem dar as caras por aqui, venho contar as novidades. Baby2 está bem e a gestação segue evoluindo, com alguns enjoos esporádicos, tonturas e coisas do tipo. Mas antes de retomar as notícias sobre a gravidez número dois, quero inaugurar uma nova seção aqui no blog: receitas!

Ontem Bento trouxe lição de casa. A escola dele não manda tarefas todos os dias, apenas duas vezes por semana. Ano que vem, quando Bento entrar no primeiro ano, a coisa muda de figura. Por enquanto é tudo bem tranquilo. E ontem, quando fui buscar Bento na escola, ele imediatamente me disse "mãe, tem lição de casa: a gente tem que fazer um bolo!"

Eles estão aprendendo agora alguns dos alimentos que nós conhecemos por intermédio dos indígenas: milho, mandioca, fubá, banana. A lição de casa consistia em conversar sobre isso utilizando uma receita que a escola mandou: bolo de milho com fubá. Quem quisesse, poderia fazer o bolo. E também deveríamos mandar uma receita qualquer que contivesse algum desses ingredientes, para que as crianças compusessem um livro de receitas.

Não era obrigatório fazer o bolo, apenas um incentivo. Mas Bento adorou a ideia, quis fazer e ainda levar para a escola no dia seguinte. A receita é tão fácil de fazer e o bolo ficou tão gostoso que resolvi compartilhar aqui.

Bolo de Milho e Fubá

1 lata de milho verde, lavados e escorridos
10 colheres (sopa) de fubá
3 ovos inteiros
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de leite
1/2 xícara de óleo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de fazer:
Bata no liquidificador os ovos, o óleo e o leite. Acrescente aos poucos os outros ingredientes e vá batendo. Por último acrescente o fermento em pó e bata apenas o suficiente para misturar. Levar para assar em forno médio por aproximadamente 45 minutos.
Obs: a massa fica bem líquida, é assim mesmo.

O resultado foi esse:

  

Ficou um meio termo entre bolo e pudim: um bolo molhadinho, não tão mole quanto o pudim, nem tão seco quanto os bolos de fubá comuns. Uma delícia, que comemos ainda morno. Bento adorou ajudar no preparo e levou de lanche para a escola hoje.

A nossa contribuição foi enviar uma receita de bolo de bananas. Bem fácil de fazer também e fica bem gostoso. Dá para aproveitar aquelas bananas que estão bem maduras e quase estragando. Se gostarem dessa nova seção, posto a receita aqui! :)

23 de julho de 2014

12 Semanas e o fim dos enjoos

Depois de contar a notícia da segunda gravidez e pontuar as diferenças da primeira para a segunda gestação... não consegui mais voltar a postar aqui. Mas esse sumiço teve vários motivos bastante justificáveis rs...

O primeiro motivo foram os enjoos. Eu já tinha comentado sobre eles no post anterior, mas dessa vez foi tão mais forte e prolongado que na gravidez de Bento que fiquei "inapta" a fazer qualquer coisa que não o básico. Passei dias inteiros enjoada, sem vontade nem de olhar para qualquer item comestível. Só ia para a cozinha porque precisava preparar almoço/jantar para Bento. Até comerciais que mostravem comida me reviravam o estômago. Muitas noites nem consegui comer, preferi uma sopinha ou caldo, ou até mesmo um copo de leite com torrada, só para não ficar sem comer e o enjoo piorar. E isso tudo me deixou indisposta e irritada.

Mas aí, quando entrei na 11ª semana (semana passada!), os enjoos começaram a diminuir. E bastou entrar nesta atual, em que a maioria das mães relata melhora dos sintomas do primeiro trimestre e... plim! Os enjoos sumiram como mágica! Em seu lugar já tenho sentido mais fome que o habitual, e fome de co-mi-da. Continuo meio avessa aos doces, mas não tenho mais asco ao vê-los como antes. Agora já consegui aproveitar o arroz doce e o pudim da minha mãe!

Falando em minha mãe, este é o segundo motivo do meu sumiço bloguístico. Estamos no interior, na casa da vovó, aproveitando as férias escolares de Bento. Enquanto ele curte as brincadeiras com a avó, eu aproveito para não precisar cozinhar e poder comer quitutes! Uma semi-férias para mim, que continuo trabalhando, mas ao menos dei uma pausa nos afazeres domésticos.

Também aproveitei a vinda ao interior para fazer os exames do pré-natal, já que meu plano de saúde ainda é daqui. E coloco aqui uma fotinho da ultrassonografia de 12 semanas. Baby2 está bem, se mexeu bastante durante o exame. Colocou as mãos na cabeça, na boquinha, se virava... aproveitando todo o espaço que tem. Bento foi comigo e adorou ver o/a irmãozinho/a na televisão :)


E o post já ficou longo e nem comecei a contar das reações de Bento! Mas prometo não ficar ausente por tanto tempo. Quero contar como ele recebeu a notícia, o palpite dele com relação ao sexo do bebê... o não-enxoval do baby2.... os comentários sobre as diferenças de idade entre os irmãos... Iche, assunto não vai faltar!
 
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